Sempre que eu passo em frente a um templo protestante, fico observando e admirando a ostentação que ali se instalou. Outrora, local de orações e de adoração a Deus, onde se agradeciam as graças concedidas por Ele. Atualmente, esses templos viraram uma casa comercial como outra qualquer. O dízimo e as ofertas – que deveriam ser um gesto espontâneo do fiel – destinados para manutenção da base de sustentação da igreja e das pastorais da paróquia – e os pastores sentem um prazer enorme em receber os 10% na maioria das vezes até, mais que isso – está tendo outro destino. A opulência encontrada nos templos evangélicos pegou a estrada e também foi parar na suntuosidade das mansões dos seus dirigentes. Verdadeiros palácios, dignos de Luiz XIV Rei da França!!! Tudo conseguido em nome de Deus eterno, que não cobra dos seus filhos nenhum pagamento em moeda, só em atitudes, amor ao próximo, dando água a quem tem sede, comida a quem tem fome e uma palavra que console os aflitos. Só que, na realidade, as coisas não são bem assim. No mês passado, li em uma destas revistas de grande circulação no País, que o “papa do protestantismo brasileiro” – que também deveria ser chamado de pastor cara-de-pau – e dono de um sofisticado grupo de comunicação, está construindo uma mansão em Campos de Jordão, São Paulo, com uma área absurda, com teleférico, medindo a suíte do casal cerca de cem metros quadrados, com banheira de hidro-massagem possuindo capacidade para três casais, entre tantas outras mordomias. Deus, que deveria ser de graça, custa caro para estes “miseráveis”, pagadores de dízimos, embriagados pelo fanatismo – que muitas vezes é confundido com fé – inocentes e desprotegidos, sem senso critico e que sustentam estes monstros hediondos, sugadores do suor de irmãos que ganham seu dinheiro, de forma honesta, deixando até de se vestir dignamente, ter uma melhor alimentação para dar seu dinheiro a esses terroristas dos dias de hoje, que se auto-denominam de “pastor dos pobres”. Deus é de “graça” para todos, sem distinção. Medidas, urgentíssimas, devem ser tomadas contra esses caras-de-pau, que se dizem representantes do Criador, vendendo o seu nome e até a ilusão de um espaço no Céu para aqueles desprovidos de um melhor entendimento. Esta situação caótica, e por que não dizer tenebrosa, é o retrato da falta de cultura do povo deste País.
Monthly Archives: novembro 2015
Discurso de posse na Academia de Letras do Recôncavo
Sempre escrevo, neste meu espaço, sobre diversos assuntos do cotidiano: política, educação, religião, todo tipo de variedades. Hoje resolvi diversificar. Vou colocar o meu discurso de posse na Academia de Letras do Recôncavo, ato que ocorreu no último dia 10.05.2008, no Clube dos 100, na simpática cidade de Santo Antonio de Jesus.
A seguir, o discurso.
Senhoras e senhores, boa noite.
Senhor Presidente da Academia de Letras do Recôncavo, Almir Oliveira, Ilustres membros da mesa, Senhoras Acadêmicas, Senhores Acadêmicos, digníssimo público aqui presente.
Segundo José Luis de Araújo Lira, membro da Academia de Letras do estado do Ceará, alguns povos, principalmente os africanos, quando iam fazer ou assumir algo muito importante, recorriam às suas divindades e antepassados. É por isso que neste momento, faço primeiro meu agradecimento e peço ajuda à Força Superior do universo, Deus supremo, autor da vida e de todos os entes queridos que já estão na dimensão superior, especialmente o meu querido pai, Alberto Correia de Araújo Peixoto, que sempre torceu por mim. Muito obrigado, meu bom Deus, por este momento ímpar, muito obrigado, meu Pai Eterno, pela família que a mim confiaste para capitaneá-la, nesta travessia evolucionária, pela esposa que me deste – Wanuzia Peixoto – companheira melhor não existiria, pois além de espiritualmente bela é portadora dos olhos verdes mais bonitos do universo! Wanuzia, eu sou apaixonado por você!
Agradeço a todos os membros da Academia de Letras do Recôncavo que me honram com a sua presença, possibilitando que eu aceda a esta casa para nela ocupar a cadeira de numero 26, e tendo como patronesse, Maria Augusta Bittencourt, um ícone da cultura do Recôncavo e da Bahia.
Nascida em Nazaré a 23 de novembro de 1885, filha de Alexandre Barros de Bittencourt e Maria Gabriela Pimentel, Maria Augusta Bittencourt foi professora, poetisa e escritora. Desde muito jovem começou a publicar poesias em revistas e jornais com o pseudônimo de Ana Lucia. Escreveu o seu primeiro livro, em versos, intitulado “Asas” e em 1972, publicou um novo trabalho sob o titulo de: “Tempo, Água do Rio”, prefaciado pelo escritor e acadêmico Pedro Calmon. Como toda mulher nazarena, era dinâmica, brilhante e sempre preocupada com os problemas sociais da sua comunidade, lutando em prol do bem estar dos menos favorecidos e pela cultura do seu município e do estado da Bahia.
A cadeira número 26 da Academia de Letras do Recôncavo, a partir de hoje por mim ocupada, figurará entre as poucas, preponderantemente, voltadas à ficção, à comicidade e ao cotidiano dos que habitam o interior do estado da Bahia, com suas dificuldades, suas religiosidades e seu estilo próprio de vida, pintando assim, o quadro da realidade de um povo com sua difícil verdade. Quadro esse que levo – com muito humor – aos meus leitores através da literatura, que é a arte que nos liberta das trevas da ignorância e nos transporta para os quatro cantos do planeta e, até mesmo, do universo, recheando-nos de informações, notícias, experiências, do saber, inclusive do amor e da paixão.
Como citou a competentíssima psicopedagoga e defensora do direito à vida, Andréia do Vale Reis, ao prefaciar um dos meus livros: “a literatura torna possível nos comunicarmos estreitando laços, extrapolando fronteiras do tempo e do espaço, unindo pessoas e, quando isso ocorre, representamos a nossa compreensão de mundo, conjunto de certezas, dúvidas, crenças, desejos e valores que compõem a nossa história, a nossa vida, o nosso ser”.
Estimados confrades e demais presentes. A vida me reservou a extraordinária felicidade de ter a oportunidade de fazer parte deste conceituado e seleto grupo de pessoas fora de serie das quais farei tudo, o possível e, até mesmo, o impossível, para fazer jus ao título de Membro da Academia de Letras do Recôncavo, o que, com certeza, carregarei dentro do meu coração como – depois do nascimento dos meus filhos e netos – o acontecimento mais importante da minha vida. Estou extremamente feliz por também poder contar com a presença, na cerimônia de hoje, da minha família, dos meus amigos e desse público maravilhoso que se faz presente para me homenagear, que até poderia dizer: homenagear um estranho, mas que, com o consentimento da população desta acolhedora cidade, me autodenomino: Cidadão Santo Antoniense.
Enfim, eu tive a grata oportunidade de vir trabalhar e viver em Santo Antonio de Jesus e, coberto pelo seu céu, pisando o solo querido, meu coração envaidecido, bate mais forte. São raras as palavras que podem sintetizar a emoção de um homem que durante treze longos anos trabalhou sob o árduo sol da Chapada Diamantina e por desígnio do destino teve a sorte, a felicidade, de ser transferido para a acolhedora Santo Antonio de Jesus, a que tenho o prazer de dizer a todos os meus amigos dos demais municípios, que ela é a capital do Recôncavo: a cidade que mais cresce na região.
Considero-me um privilegiado por receber do destino, como prêmio, a oportunidade de trabalhar em uma cidade onde a grande maioria da sua população é formada por homens e mulheres, extremamente vencedores. O que mais poderia querer eu da vida? Eu e esta belíssima cidade, cidade das flores, das palmeiras, do sorriso, temos muito em comum, ou seja, Antonio que também compõe o meu nome e Jesus que é o meu mestre, meu orientador.
Os grandes amigos, figuras populares e inesquecíveis que aqui conheci, jamais esquecerei. Terei sempre em minha memória a imagem amiga daquele que até já chamei de meu painho; Magno da Cruz, mui digníssimo Secretário da Fazenda, Administração e Planejamento do município; Winston Pacheco, meu irmão e colega; Helio Valadão, com quem eu costumo dar muitas risadas – como dizem os mais jovens Helio é o cara, bicho – Professora Andréia Reis, minha grande orientadora; Silvania Machado, sem ela eu nunca consigo fazer um bom trabalho; Manoela Alves, que dispensa comentários; o incomensurável Antonio Dantas Ribeiro – com ele aprendi muito e pretendo aprender muito mais – este é “all concour” e a minha turma do barulho – barulho no bom sentido – composta pelos insuperáveis: Geraldo Barros, futuro edil da cidade; Ricardo Jorge, uma das pessoas mais agradáveis que encontrei por estas plagas; Valdemir Miranda, o homem mais paciente que eu já conheci; e o quarteto dinâmico formado por Cleonice, Zete, Edizio Teles e Roberto Doria.
Ingresso na Academia de Letras do Recôncavo, entendendo-a como fronteira franqueada ao livre trânsito de todas as temporalidades. De um lado, receptáculo de nossas mais profundas heranças culturais; de outro, passagem para a paisagem do novo.
Para concluir, rendo minha especial homenagem ao grande irmão e colega Winston Pacheco.
Muito Obrigado.
Alberto Peixoto
Filed under Publicações
Entre grades
Hoje eu acordei com uma vontade imensa de pular a janela e absorver, com muito gozo a brisa, ainda muito úmida, da manhã que acaba de nascer; aquecer a minha face com os raios do sol, respirando aquele maravilhoso ar puro, leve e perfumado pelas flores dos campos. Gostaria de possuir – como diz Alceu Valença – “um espelho cristalino que alumia a luz do sol” e nele ver refletido as cores ilimitadamente belas, vibrantes e acordadas do arco-íris ornando a minha face. Observar o esfuziante e tremeluzido brilho das estrelas, semeadas por Deus, neste vasto universo, para, com seu faiscar, embelezar nossas noites e examinar, secretamente, com minha alma gêmea em meus braços, o vasto brilho da lua que no céu, todas as noites, nos proporciona uma paisagem digna de Eros, nos estimulando à entrega total dos nossos corpos e de nossas almas. Abro os olhos e tento realizar o meu sonho, mas não consigo. Sou impedido pelas “grades das janelas e das portas”, não só do meu quarto como de toda casa. Percebo que as residências foram transformadas em prisões para extirpar a liberdade de inocentes filhos de Deus, abandonados e entregue ao descaso por “alguém de direito”, enquanto “eles” – os delinqüentes – ficam “soltos”. As grades nos protegem cerceando a nossa liberdade, nos impedindo de sair. Mesmo assim, contrariando a todas elas, resolvo dar um giro pela cidade. A poucos metros, em minha perigosa caminhada – digo perigosa, porque posso ser assaltado e esfaqueado a qualquer momento – ouço gritos histéricos e irritadiços. Apresso o passo e me deparo com uma mulher que, brutalmente, teve a bolsa arrancada das suas mãos, por um desses meliantes que, por não estar “atrás das grades”, pratica toda espécie de delito e nos provoca todo tipo de tortura psicológica, pressão, repressão, depressão, acuados em nossas jaulas domésticas, quase sem a mínima possibilidade de sairmos, ou fugirmos dessa situação caótica. Corro fugindo e deixando para trás, aquele quadro negativo e de difícil solução, quando volto a escutar gritinhos agudos e frenéticos, vindos de outra via urbana. Curvo na próxima esquina, a fim de descobrir o que estava ocorrendo e me deparo com uma passeata gay. Jogando confetes e serpentinas, cheirando e fumando, bebendo, zoando e bailando e movendo-se em diversos sentidos, produzindo uma coreografia esquisita sob um som a todo volume, em cima de um trio-eletrico, entram em confronto com Judeus Ortodoxos com sua suprema corte rabínica, sendo necessária a presença do pelotão de policiais que, armados de cassetetes, e bombas de efeito moral, não consegue conter as investidas dos seguidores do Judaísmo, em um embate furioso, causando uma exagerada confusão contra o exótico grupo. Volto-me, em um giro de cento e oitenta graus, continuando a minha caminhada sinistra e vejo, na próxima esquina, garotos cheirando cola. Na porta das escolas, os emissários dos traficantes tentam induzir jovens ao vicio das drogas. A alguns metros, adolescentes vendem seu corpo para turistas em troca de algum dinheiro, crianças carentes sofrem todo tipo de aliciamento, abusos sexuais e até estupros, inclusive protagonizados por seus pais. Cabisbaixo, volto para casa. Ainda muito chocado, mesmo já tendo se passado algumas horas da minha trágica caminhada, fico a me perguntar para aonde foram os valores éticos e morais que possuíamos? Por que houve essa estúpida regressão de valores e de direitos? De quem é a culpa deste retrocesso? Quem irá nos devolver os raios do sol, o brilho das estrelas, os respingos frios das gotas da chuva? Quem irá derrubar as grades que tiram a nossa liberdade, o nosso sagrado direito de ir e vir? Passo a achar que Ruy Barbosa tinha razão quando disse que: “no futuro o homem terá vergonha de ser honesto”. A família – assim como todas as instituições – os princípios éticos e morais, a cada dia que passa, tendem a valer menos, declinando para nada valerem. Vivemos em um mundo onde a aparência é o que mais conta. Os valores depositados nas contas bancárias passaram a significar mais do que todos e quaisquer princípios, ditando as regras da atual sociedade. A maioria das pessoas passou a viver em função de um “status” edificado sobre um mar de corrupção, desmandos, negociatas, acordões… falcatruas, a fim de conseguir essa “posição” tão desejada. Infeliz e por trás das grades que me cerceiam, tirando uma das melhores coisas que nos foi dada por Deus – a Liberdade – choro ao concluir que não podemos usufruir, de forma absoluta, as coisas belas que nos foram dadas pelo Criador.
Filed under Textos
Escrituração Fiscal Digital será obrigatória a partir de 2011
Com o objetivo de dar continuidade ao processo de modernização do Fisco, a Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia (SEFAZ) tornará obrigatória a Escrituração Fiscal Digital (EFD) a partir de janeiro de 2011. De acordo com o Decreto nº 12.444/2010, a medida vale para todos os contribuintes do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) inscritos no cadastro estadual com faturamento bruto estimado para o ano em curso ou obtido no ano anterior superior a R$ 2,4 milhões. Paralelamente, a SEFAZ irá dispensar esses mesmos contribuintes de apresentarem os arquivos do SINTEGRA, provenientes do Convênio ICMS 57/95, a partir de janeiro de 2012.
A Escrituração Fiscal Digital é um arquivo digital que se constitui de um conjunto de escriturações de documentos fiscais e de outras informações de interesse dos fiscos das unidades federadas (UF) e da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB). A EFD possui registros de apuração de impostos referentes às operações e prestações praticadas pelo contribuinte.
Em seu primeiro módulo, a EFD irá apurar dois impostos, um estadual, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), e um federal, o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A ferramenta irá substituir diversos livros e controles fiscais, como, por exemplo, o de Registro de Entradas, de Saídas, Registro de Inventário, Registro de Apuração do IPI e do ICMS, além do Controle do Crédito de ICMS do Ativo Permanente (CIAP).
Projeto faz parte do SPED
Juntamente com a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), o Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e) e a Escrituração Contábil Digital (ECD), a EFD constitui o projeto do Sistema Público de Escrituração Digital (SPED). Alguns dos benefícios do SPED são as formações de uma base de dados única e compartilhadas, com acesso à escrituração digital de contribuintes por órgãos ou entidades legalmente autorizadas, de acordo com suas competências; maior integração entre os fiscos e melhor controle administrativo; uniformização das informações prestadas pelo contribuinte às diversas unidades federadas e a melhoria na qualidade das informações com o conseqüente aperfeiçoamento dos processos de controle fiscal.
De acordo com o superintendente de Administração Tributária da Secretaria da Fazenda do Estado, Cláudio Meirelles, a adoção da EFD traz inúmeras vantagens para as empresas. “Os contribuintes certamente terão redução de custos com a dispensa do papel, as obrigações acessórias serão simplificadas e haverá também diminuição das auditorias presenciais nas empresas, isso sem falar na agilização de procedimentos controlados pela administração pública”, destaca.
Por outro lado, as Secretarias de Fazenda Estaduais também terão aperfeiçoadas as ferramentas de combate à sonegação, com o aumento da percepção de riscos, aumento do recolhimento espontâneo de tributos e conseqüente redução de condutas fraudulentas. “Haverá também um aumento da competitividade entre as empresas em função da diminuição da concorrência desleal”, afirma Cláudio Meirelles.
Como funciona
De modo geral, o contribuinte gera em seu ambiente empresarial um arquivo eletrônico contendo as informações da escrituração fiscal no leiaute estabelecido pelo Ato COTEPE/ICMS nº 9, de 18 de abril de 2008. Após essa etapa, ele importa e valida o conteúdo do arquivo por meio do Programa Validador e Assinador (PVA) e assina digitalmente, de maneira a garantir a integridade dos dados e a autoria do emissor. O arquivo eletrônico é transmitido pela Internet para o ambiente SPED, que é o repositório nacional de todas as EFD. Sendo a transmissão realizada com sucesso, o ambiente SPED devolve um protocolo de recebimento.
O PVA pode ser utilizado também para visualização dos dados, com possibilidades de pesquisas de registros ou visualização e impressão dos relatórios do sistema. O PVA tem ainda as seguintes funcionalidades: atualização automática de tabelas, digitação, alteração, assinatura digital da EFD, transmissão do arquivo, exclusão de arquivos, geração de cópia de segurança e sua restauração. O contribuinte deve manter cópia de segurança e os documentos fiscais que deram origem a EFD pelo prazo estabelecido pela legislação de cada unidade da federação e RFB, conforme previsto no Ajuste SINIEF nº 02, de 03 de abril de 2009.
As demais empresas não optantes pelo Simples Nacional poderão obter as vantagens de participar da Escrituração Fiscal Digital aderindo voluntariamente, em caráter irrevogável.
Projeto Piloto
O projeto piloto da Escrituração Fiscal Digital foi lançado na Bahia em junho de 2008. Na ocasião, o objetivo foi o de apresentar o projeto às empresas e definir quais as que tinham interesse em participar do projeto piloto. Desde então, diversos eventos foram realizados pela Secretaria da Fazenda do Estado juntamente com importantes parceiros, como a Associação Comercial da Bahia (ACB), a Câmara de Dirigentes Lojistas de Salvador (CDL) e o Conselho Regional de Contabilidade (CRC), para disseminar o assunto no meio empresarial, assim como esclarecer dúvidas e acatar possíveis sugestões das empresas para construção de ações mais integradas e benéficas para todos.
Filed under Notícias
Estagiário – Capital Inicial
O estagiário pode ser uma ótima solução para as empresas ampliarem, de forma eficiente, o seu desempenho operacional e melhorar as suas funções práticas com técnicas inovadoras de gestão trazidas por estes acadêmicos. O administrador moderno entende que o estagiário, além de fôlego renovado, tem a seu favor o fato de chegar com todo o “gás” e querendo mostrar serviço, ele está na organização não só para aprender, mas também para contribuir com a modernização da empresa, expondo novas idéias para projetos, gerando propostas mais modernas para corrigir falhas, dando às organizações a possibilidade de estarem próximas das informações acadêmicas, de novos conceitos, proporcionando as empresas uma melhor possibilidade para encarar a chamada “guerra por talentos”.
O estagiário possui habilidades a serem descobertas e que devem ser conservadas e aperfeiçoadas, pois elas constituem o seu capital intelectual que é também conhecido como capital humano. Este capital intangível, de forma muito rápida, se converte em conhecimentos e métodos, transformando o capital humano no recurso organizacional fundamental para a empresa, servindo de matéria prima ou “capital inicial” que no futuro vai servir como base fundamental para os negócios da organização.
O capital intelectual intrínseco no estagiário e que será transformado em capital inicial da organização através de um investimento de baixo custo, é considerado, por alguns autores, como uma qualidade muito importante e decisiva. Mais até, do que o capital financeiro, outrora considerado como fundamental e indispensável, porém com a modernização dos programas de estágios e a capacitação dispensada a esses “futuros profissionais”, tornando-os mais qualificados e eficientes, foi possível proporcionar à organização o retorno desejado e ao estagiário a possibilidade de aprimorar seus conhecimentos pondo em prática a teoria adquirida na academia e integrar-se a uma profissão.
É essencial ao estagiário aproveitar todas as oportunidades que lhe são concedidas pela organização para enriquecer o seu currículo. Também é indispensável aprimorar a sua visão organizacional, tornando-a mais clara, para poder contribuir de forma mais positiva com as metas e objetivos da empresa. Deve sempre estar na busca por adquirir a sua qualificação e complementação da sua formação profissional. As habilidades adquiridas pelo futuro profissional o encaminharão para seu autodesenvolvimento, uma vez que o estágio completa a sua formação acadêmica, garantindo a qualidade que vai torná-lo no capital intelectual da organização.
Filed under Textos
Estelionato político
Nos últimos anos pudemos observar, em todos os veículos de comunicação do país, artigos vinculados à corrupção na política, omissão e negligência do poder público. Ouvimos todo tipo de promessas que sabemos não possuir qualquer responsabilidade quanto a sua realização, na realidade só servem de uma grande propaganda fantasiosa, sem a mínima possibilidade de serem realizadas.
Para nosso constrangimento é na política, que deveria ser algo muito mais sério, que ocorrem os fatos mais escabrosos envolvendo não somente nossas vidas, mas também as gerações futuras. Neste segmento, tudo na maioria das vezes se transforma em um grande estelionato, gerando um quadro de incertezas e de desequilíbrio para a sociedade.
Infelizmente em Feira de Santana, estas práticas ainda acontecem de forma muito marcante e ameaçadora. O estelionato que o governo sinaliza querer praticar com o PAC – Plano de Aceleração do Crescimento – na Cidade Princesa e região é cruel e com certeza vai desestabilizar a economia, tornando inviável o crescimento da indústria e comércio da região.
A reforma do aeroporto Governador João Durval Carneiro, a duplicação da Avenida Eduardo Fróes da Mota – Contorno – e a pavimentação da Noide Cerqueira, seguimento da Avenida Getúlio Vargas, são as principais evidências do estelionato político praticado pelo Governo através do PAC na Cidade Princesa. Nenhuma destas obras foi iniciada, sequer estão no papel.
Completando este “pacote” de insensatez, melhor dizendo, de falta de compromisso e respeito para com o cidadão, ocupam também lugar de destaque as promessas de urbanização e saneamento básico das diversas lagoas existentes no município, principalmente a Lagoa Subaé, Lagoa Salgada e a Lagoa Grande, retomada da construção do Centro de Convenções, entre outras “promessas” que sabemos, também não serão realizadas.
Infelizmente, a triste realidade desta situação é bem mais cruel para com os anseios do cidadão feirense. Segundo pronunciamento do vereador feirense Justiniano França, em recente reunião no SINDFEIRA – Sindicato dos Hotéis e Restaurantes de Feira de Santana: “estamos perdendo a possibilidade de sermos sub-sede da copa do Mundo de 2014, por decisões meramente políticas. Alegam falta de um bom aeroporto, vias públicas mais adequadas, infra-estrutura – tudo isto que não foi construído pelo atual Governo – e bons hotéis”.
Ainda segundo Justiniano França: “para atender a demanda proporcionada pela Copa do Mundo, seria necessário construir uma segunda pista no aeroporto Luiz Eduardo Magalhães, em Salvador, o que vai gerar um custo superior à reforma do aeroporto de Feira de Santana. A pista do aeroporto Governador João Durval possui 1.500 metros, enquanto a do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, 1.200 metros.”
Todos estes argumentos supracitados nos levam ao seguinte questionamento: por que e para que o eleitor feirense elegeu, nas últimas eleições, os políticos de Feira de Santana?
Filed under Textos
Estudar é o Melhor Remédio
Estudar, desenvolver uma atividade que exija um maior desempenho da sua mente, ajuda não somente ao lado social e emocional, como também em uma maior harmonia de todo nosso organismo. Segundo uma das conclusões de Tatiana Melo Gomes, lingüista e pesquisadora do Projeto Integrado em Neurolingüística (PIN) do Departamento de Lingüística da Unicamp, “voltar à ativa é um importante passo para portadores de necessidades especiais ou mesmo para pessoas que tenham sofrido um acidente grave ou passado por uma longa e complicada enfermidade”. Portanto, dores lombares, colesterol alto, diabetes, mal de Alzheimer, insônia, entre tantos outros males podem ser curados da forma mais simples já imaginada. Voltar a ter o prazer de estudar. Com certeza, “Estudar é o Melhor Remédio”! Através do estudo pode-se construir um novo mundo com melhores perspectivas de futuro e de um melhor relacionamento com pessoas e com a vida. Podemos, também, transformar esta prática em um lazer, porque quando você exercita esta experiência, passa a ter domínio sobre muitas de suas dificuldades, possibilitando-lhe a experimentar o sentimento do prazer e do sucesso com os obstáculos vencidos. Posso dar-me como exemplo, pois, após os meus 50 anos bem vividos, resolvi voltar aos bancos de uma Universidade. Sinto-me hoje, bem mais jovem, um garoto que descobriu o sentido da vida. Fiz novos amigos, estou adquirindo novos conhecimentos e, por mais incrível que pareça, em uma turma onde todos têm idade de serem meus filhos, inclusive a professora Eliene Sá; eu me sinto o mais jovem e mais sapeca de todos. Para completar esse meu deleite, tive o prazer de, em companhia de meu amigo e colega Matheus Leonel, participar do 1º Seminário de Administração, uma iniciativa da UNISA, Universidade Santo Amaro, em Feira de Santana, cujo tema foi: As Novas Tendências da Administração, onde assisti a uma palestra sobre “Marketing e Suas Vertentes, ministrada pelo competentíssimo “Mestre”, Carlos Alberto Andrade de Carvalho. O “cara” sabe tudo de Marketing!!! “Foi a melhor palestra que eu já presenciei em toda a minha vida”!!! Foi aí, então, que eu cheguei a grata conclusão de que: “Estudar é o Melhor Remédio”. Convoco as Universidades e Faculdades de Feira de Santana, principalmente a UNIFACS, onde estou tendo o incomensurável prazer de estudar, a terem iniciativas semelhantes à da UNISA.
Filed under Textos
Evolução mental
Estamos vivendo o terceiro milênio onde o avanço tecnológico tem sido uma constante. No campo da eletrônica e da informática, a expansão tecnológica é imensurável, na astrofísica ou engenharia cósmica, o homem continua no seu desafio de superar limites, mas sem a existência das fronteiras espaciais intransponíveis. Na medicina, operam verdadeiros milagres. Infelizmente, o desenvolvimento mental do homem não tem acompanhado esta incrível escalada tecnológica. Se traçarmos um paralelo entre o avanço tecnológico e o mental obtido nestas últimas décadas, concluiremos que somos homens medievais, pilotando naves avançadíssimas.
Fruto de uma sociedade materialista ao extremo, o homem em sua luta devastadora e desumana, destrói com suas armas atômicas a camada de ozônio pondo em risco a vida e todo equilíbrio ecológico do planeta, armas que poluem e empobrecem o solo, eliminando assim, as fontes de alimentos e tornando enfim, o jogo da vida cada vez mais difícil.
Como resultante desta ação criminosa do ser humano, o tão saudável jogo da vida foi transformado em uma batalha que no final, quem poderá afirmar ser vencedor ou vencido? Que tipo de sucesso poderá caracterizar aquele que venceu? Será o que vende drogas enriquecendo cada vez mais às custas do sofrimento alheio ou o que vive de forma humilde combatendo este ato vil? O que devemos fazer para transformarmos este triste quadro de retrocesso mental?
Sairemos deste quadro de estagnação mental – para não falar retrocesso – quando formos menos materialistas e dermos o valor merecido à vida. Peçamos a Deus que nos ilumine e nos abençoe cada vez mais, abrindo não só os nossos olhos, mas principalmente, os nossos corações para que possamos ver o mal que fazemos a nós mesmo, a toda vida existente na terra e por este vasto universo.
Filed under Textos
Flagelo Social
Nos últimos dias tivemos a infelicidade de ver as terríveis imagens do Vale do Itajaí, onde casas e morros desabaram, o desespero e a morte tomou conta da população; centenas de pessoas sendo soterradas por lama, milhares de animas e veículos devorados pelas águas do rio Itajaí em consonância com a chuva que caia incessante.
Apesar deste acontecimento catastrófico é sabido “que o sol vai voltar amanhã mais uma vez, eu sei”, como dizia Renato Russo e Flávio Venturine. Os autores quriam passar a idéia da busca pela felicidade; o fortalecimento da esperança que talvez não a tenhamos hoje, mas poderá brilhar ao nosso lado, amanhã. Só com amor podemos reconstruir vidas, porque o amor é mais forte que a morte. Chico Anisio afirma que: “por maior e mais escura que seja a noite, amanhece”. Assim, não devemos nos abater. É certo que para quem está à parte de uma tragédia, como a que acabamos de presenciar, é muito fácil achar caminhos para superá-la. Mesmo assim, não podemos abaixar a cabeça diante de tamanho infortúnio e também desmoronar. Precisamos rever nossos valores, estufar o peito e com muita fé em Deus ir a luta, seguir em busca dos nossos objetivos.
Infelizmente não é a morte que devemos temer, mas aos perigos de recomeçar a viver, por causa dos desafios que a vida nos faculta. Devemos temer a ação dos bandidos, nesse momento de intensa dor causado por uma tragédia que já levou a óbito mais de 100 habitantes e deixando desabrigados milhares de pessoas. É lastimável ver indivíduos de caráter ínfimo, subtraindo doações destinadas às vitimas deste horrível desastre. É lamentável saber da criação de sites, em nome da Defesa Civil, com a finalidade de se apoderar do dinheiro de pessoas dispostas a ajudar as vítimas desse infortúnio de grandes proporções.
Ao lado do amor e da vida está a morte… a morte em todos os seus sentidos.
Filed under Textos
Fome de Luxo
Antigamente quando ouvíamos falar, ter alguém morrido de fome, criávamos uma imagem, geralmente do nordeste brasileiro, de pessoas com situação sócio-econômica desfavorável, sem condições de satisfazer suas necessidades básicas, principalmente a necessidade de ter uma alimentação, no mínimo adequada, para o seu sustento. Passa, também, em nosso imaginário, a imagem de seca, com gado cadavérico, ausência do verde na vegetação, solo rachado, rios e poços secos.
Atualmente, a fome não é retratada só dessa forma. Na busca de uma beleza duvidosa e através de uma percepção distorcida de seu corpo, pessoas, principalmente no mundo feminino – geralmente, entre 15 e 25 anos, de olho nas passarelas da moda – através de um regime absurdo, correm atrás de um padrão de beleza fora do normal, que leva um bando de mulheres, sem cérebros, a deixar de se alimentar, desfigurando-as e dando-lhes a aparências de verdadeiras caveiras vivas. Segundo alguns psicólogos, essa situação é influenciada pela mídia, que impõe um estereótipo onde a magreza é um agente importantíssimo, talvez indispensável, para o sucesso econômico e social de uma pessoa.
“A Fome de Luxo”, conhecida no meio clinico como “Anorexia”, é o comportamento perseverante apresentado por uma pessoa em querer manter seu peso corpóreo, abaixo da relação entre a massa física e estatura, juntamente com a visão equivocada em relação ao seu próprio corpo, levando-a a ver-se, mesmo estando magérrima, como gorda. Para o portador de anorexia, esse comportamento não é considerado errado e até recusa-se a consultar um médico especialista ou tomar qualquer medicamento.
Por ser a anorexia, uma doença de origem psicológica, é muito difícil de ser tratada e obter soluções satisfatórias em curto espaço de tempo. Logo que diagnosticada, se for um caso considerado leve, o paciente deve ser submetido à terapia individual, terapia em grupo e terapia familiar. Em casos mais graves, tratamento hospitalar mais intenso. Em qualquer dos dois casos, os familiares do anorexo, devem ser muito pacientes e motivadores na sua recuperação.
Filed under Textos
