Monthly Archives: novembro 2015

Geração de imbecis

Na realidade, toda essa imbecilidade é fruto dos apelos de uma sociedade capitalista onde predomina as estratégias de um marketing violento.

Segundo frei Beto, domingo é o dia nacional da “imbecilização” coletiva. Uma grande quantidade de imbecis perde a tarde diante da TV, assistindo a um apresentador imbecil, entrevistar, no palco, outro imbecil. A mídia tenta vender a felicidade através da ilusão de que ela é resultado da soma de diversos tipos de prazeres.

Na realidade, toda essa imbecilidade é fruto dos apelos de uma sociedade capitalista onde predomina as estratégias de um marketing violento. Quem não usa um tênis de “marca”, um jeans de griffe, não freqüenta os Shoppings Centers, não vai ao Mac Donald, é considerado pelos imbecis como um ultrapassado que parou no tempo.

Frei Beto esqueceu dos imbecis que compõem as torcidas organizadas dos diversos clubes de futebol que saem, teoricamente, para curtir uma tarde esportiva e acabam digladiando-se, transformando as arquibancadas dos estádios e até as vias publicas circunvizinhas à praça de esportes em um campo de batalha – infelizmente, acontecem até óbitos – dos que tomam todas e saem dirigindo um veículo, causando acidentes e da grande contribuição dada por Xuxa, todas as manhãs, com seu programa tosco.

Se observarmos a quantidade de futilidades publicadas no Orkut, ou divulgadas por E-mail, que geralmente é aceita como verdade absoluta, chega-se à conclusão que está sendo criada, a passos largos, uma geração de dementes com absoluta falta de atitude. Alguns atribuem este “fenômeno” monstruoso ao mau uso da internet e dos demais veículos de comunicação

Na realidade, por que esta situação ocorre no Brasil? Porque o nosso governo não tem nenhum interesse em fazer um investimento maciço em educação e cultura. Para que esclarecer aqueles que, por falta de conhecimento, são mais fáceis de serem manipulados? Urge que se mudem as regras do jogo, imediatamente.

Dedico este texto à minha grande amiga Vivi Lins de Brasília-DF

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Ideologia política

Segundo alguns autores, ideologia é uma palavra empregada com uma pluralidade que contém o significado ou um composto de conceitos e pensamentos, doutrinas e percepções do universo de uma pessoa ou um grupo de indivíduos, dirigindo suas ações, principalmente sociais e políticas.

Segundo Karl Marx: “a ideologia pode ser considerada um instrumento de dominação que age através do convencimento – e não da força – de forma prescritiva, alienando a consciência humana e mascarando a realidade”.

Podemos também conceituar ideologia como a busca por um ideal, no caso em questão, um ideal político. É a visão que o político tem para combater os problemas da sociedade – teoricamente falando. É fundamental executar, através do cargo que lhe foi outorgado pelos que o elegeram, um trabalho honesto – o ideal seria sem visar lucros, apenas uma ajuda de custos – ajudando a construir uma sociedade melhor, mais organizada, com mais cultura, respeito e, principalmente, com dignidade.

Para isso seria essencial que a ética estivesse em primeiro plano. Infelizmente, não é o que se observa na política atual do País. Basta abrir os jornais ou assistir aos telejornais, que a todo momento invadem nossos lares, e encontramos notícias de Deputado (a) que mudou de um partido de esquerda para outro de direita, no outro dia já retornou para um de esquerda, mais radical, um outro que levava, sempre no dia do aniversário, presentes para o senador e de repente vai para um partido de centro, muda para a esquerda, troca de domicílio eleitoral, por conveniência retorna ao antigo domicílio… e o conceito de Ideologia Política foi para o espaço. Que o amigo leitor me desculpe, mas… a política partidária brasileira virou um mangue.

Prefiro o conceito de Karl Marx, sobre ideologia quando diz que: “forma prescritiva, alienando a consciência humana e mascarando a realidade”. Esta alienação ou endoidecimento está levando os eleitores a elegerem todo tipo de candidato, sem nenhum preparo político, cultural, sem ética e com opções esquisitas. Precisamos rever nossas decisões diante das urnas ou jamais teremos um Brasil de verdadeiros cidadãos do mundo.

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Intervenção do Estado no Mercado Capitalista

Grande parte dos economistas e cientistas políticos, não aprovam a participação ou interferência do Estado no mercado capitalista. Ao longo dos anos o Estado vem carregando o estigma de ineficiente, burocrático e lento em suas tomadas de decisões. Na realidade o que importa não é o tempo gasto pelo Estado em tomar decisões e sim, o que está fazendo e como está fazendo e o que deveria fazer e o como fazer. Porém, nem todos vêem o Estado como ineficiente e burocrático. John Maynard Keynes – teoria Keynesiana, 1936 – defendeu a intervenção do Estado na economia capitalista demonstrando que o “alargamento das obrigações do Estado aparece-nos como a condição do bom exercício da iniciativa individual”. O objetivo da teoria Keynesiana é que, através do Estado, se consiga o aperfeiçoamento do sistema de modo que se dê conta das necessidades sociais apoiando os ganhos individuais através da iniciativa privada. Em suma, Keynes defende – em decorrência da ineficiência do sistema capitalista em não gerar empregos para todos – a intervenção do Estado na economia de mercado. Muitos economistas aceitaram o pensamento da nova escola, o que foi denominado de “Revolução Keynesiana”.

Sabemos que a intervenção do Estado na economia de mercado no capitalismo, não encontra apoio da maioria dos diversos seguimentos empresariais bem como, da sociedade como um todo. Para alguns, a intervenção do Estado na economia de mercado chega a ser até um desvio de função. Para estes carece ao Estado, quando intervém na economia, melhor planejamento. A falta de elaboração e planejamentos eficientes retrai e leva a pique a economia, sempre envolvida com a criação de novos impostos, taxas, pacotes econômicos, etc.

Na minha modesta opinião, a participação do Estado na economia de mercado ainda não é satisfatória, mas já melhorou bastante. Podemos verificar que ao menos a nível de Brasil, já temos hoje, uma economia aceitável caminhando para se firmar como estabilizada, “mesmo que ainda se jogue muita coisa sob o tapete” – “Mercado em Equilíbrio” Acho que o Estado deve intervir na economia, procurando garantir geração de novos empregos, desatravancar os desimpedimentos à livre concorrência, administrar a política de controle de preços e de exportação, “praticar uma política de mercado favorável a todas as classes sociais”, entre tantas outras atribuições.

Podemos observar que apesar de algumas escolas e de seguimentos do mundo econômico serem favoráveis à intervenção do Estado na economia de mercado, a rejeição a este comportamento é muito grande. Se fizermos uma reflexão a este assunto, a que conclusão chegaríamos? Seria essa rejeição fruto da morosidade do Estado nas suas tomadas de decisões? Ou por estar estigmatizado pela má reputação de corrupto, incompetente e que sempre exercita a política do clientelismo? Em conseqüência destes e até de outros questionamentos, não citados aqui, caso a interferência do Estado na economia de mercado seja mesmo prejudicial, concluo com a seguinte pergunta: “o que já fizemos para reverter ou melhorar esta situação”?

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Jesus Cristo

Vendendo mais que a Coca-Cola, Jesus Cristo vem distribuindo riquezas para milhares de pessoas nos diversos paraísos, que não são os Bíblicos, porém os fiscais, através de um grupo de oportunistas que usam o nome do Filho de Deus. “Aproveitando-se da ignorância das pessoas mais humildes”, os oportunistas exigem o pagamento do dízimo, o qual deveria ser espontâneo. Esse mesmo grupo possui uma imensa rede de TV, montada sob os mais sofisticados equipamentos transmissores, emissoras de rádio AM e FM que de forma alarmante e assustadora, industrializaram, comercializaram e quase patentearam Jesus, colocando-O no mercado consumidor, quer no atacado ou no varejo. A divina marca é difundida através da venda de adesivos, camisetas, agendas, chaveiros e toda espécie de souvenires. A marca é caracterizada por frases de efeito, tais como: Só Jesus Salva, Jesus é Fiel, Entreguei-me a Jesus, Jesus Cristo é o Senhor e 100% Jesus. A frase mais recente, porém de grande apelo comercial, é: PREPARA-TE, JESUS ESTÁ VOLTANDO.

Também sob o manto sagrado do Filho de Deus, indivíduos são eleitos para deputados, senadores, governadores e por pouco também não foi eleito um presidente. Enfim, Jesus Cristo que veio para nos transmitir uma filosofia de vida infinitamente perfeita e que deu a vida para nos salvar, está freqüentando pára-choque, lameiras de caminhões e todo tipo de veículos satisfazendo assim a ganância destes Judas que, a troco de dinheiro, vendem irresponsavelmente o nome do Redentor.

Concluímos então, que o nosso irmão Jesus, foi banalizado pela total irresponsabilidade destes adoradores do vil metal, os quais não medem sacrifícios para ganhá-lo, mesmo que seja fazendo de Cristo uma mercadoria comercializada e produzindo um mar de insanidade moral e mental nas pessoas que os seguem. Segundo minha ótica, os mercadores da griffe Jesus são os “falsos profetas”, porque anunciam o evangelho da mentira, do consumismo e da violação dos ensinamentos de JESUS.

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Lampião não vestia cor de rosa

Foi constatado em Aracaju, que o juiz aposentado Pedro Morais, autor do famigerado livro: Lampião, o Mata Sete, não passa de um impostor em busca de notoriedade. Neste livro ele acusa o cangaceiro de ser gay e que sua mulher, Maria Bonita, era adúltera e que Expedita, a filha do casal, inclusive, seria de outro homem. Afirma também, que Maria bonita e o Rei do cangaço chegaram até a dividir o mesmo namorado.

Comenta-se em Sergipe que o pseudo escritor atualmente não é visto em lugares públicos, com receio de represália por parte dos admiradores do cangaceiro. Segundo afirmam ele tomou como base um comentário de Luiz Mott, um dos mais conhecidos ativistas brasileiros em favor dos direitos civis das pessoas de minoria sexual, ou seja, gays, lésbicas, bissexuais e pessoas transexuais e transgênicas.

Sabe-se que com o surgimento de novas facções em prol dos movimentos homossexuais, estes estão sempre em busca de leis que os protejam e de referenciais do tipo: “se Lampião, o Rei do Cangaço, sujeito corajoso e violento, era homossexual por que eles não podem ser”?

Conforme relata Waldeck Antunes, cordelista sergipano, em seus versos: “é impossível imaginar Lampião, um indivíduo destemido, matador, audaz, mais valente do que o diabo, todo envolto em cartucheiras cheias de balas, punhais e revolveres na cintura, um rifle pendurado nas costas, de quatro, no meio das caatingas do sertão nordestino. Com certeza, Lampião nunca vestiu cor de rosa”.

Não se pode justificar, de forma alguma, o comportamento leviano daqueles que escrevem denegrindo a imagem de personalidades que fazem parte da história deste País, expondo sua imagem e a sua honra. Tais atitudes irresponsáveis como esta, inquestionavelmente, comprometem a confiabilidade do trabalho em questão, portanto é preciso ter bastante responsabilidade quando se resolve escrever sobre determinados assuntos.

A família do cangaceiro não gostou nada da história e conseguiu uma liminar na 7ª Vara Cível de Aracaju proibindo o lançamento do livro. A multa aplicada é de até R$ 20 mil.

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Lançar um livro é como dar a luz a um filho

Na última sexta feira, 09 de setembro de 2011, tive a felicidade de lançar na Biblioteca Estadual de Salvador, o meu quarto livro sob o título de Dasdores: a difícil vida fácil.

Lançar um livro é como dar luz a um filho! Na realidade é quase igual, porque ambos saem de nossas entranhas. Quando me resolvi a escrever este livro pensei nos sociólogos do futuro e em todos aqueles que não tiveram a oportunidade de presenciar fatos importantes que ocorreram no Brasil e no mundo nos meados do século passado.

Nas 194 páginas discorro sobre, principalmente, a discriminação e o preconceito que sempre foram lançados de forma excessiva sobre as mulheres, e mesmo com as grandes conquistas por elas alcançadas, ainda existem muitas barreiras a serem derrubadas e conquistadas.

A mulher era vista como um objeto, um copo descartável que se usava e depois jogava no lixo. Era vista como um ser destinado à procriar, esquentar a barriga no fogão e esfriá-la na lavanderia. A tradicional dona de casa da época, a Amélia cantada e decantada pelos boêmios da época. Tempos depois se passou a cognominação de “A Rainha do Lar”, porém na prática não mudou quase nada.

As que não tiveram sorte, como Maria Dasdores, foram marginalizadas e, por força das circunstâncias, tiveram que ganhar a vida nas diversas boates da “zona” urbana, servindo de vaso sanitário para os que queriam aplacar a sua libido, desafogando seus fluidos nas Maria Dasdores da vida.

Dasdores: a difícil vida fácil é uma publicação da Editora Òmnira, Salvador/BA. Capa de Daniel Ponciano, abertura da Psico Pedagoga Andréia do Vale Reis e comentários da Pedagoga e Administradora de Empresas Joselle Duarte Cesário e de minha autoria.

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Marta Rocha e a Mulher de Roxo

Quem viveu em Salvador na década de 60, teve a oportunidade de ver perambulando pelas ruas do centro da cidade, uma senhora trajando roupas exóticas com predominância para a cor roxa, também conhecida como “A Mulher de Roxo”, sempre usando um enorme crucifixo pendurado no pescoço, sisuda e com ar místico. Para os visitantes, era muito estranha aquela personagem estereotipada.

Nesta mesma época também existia, em Feira de Santana, um personagem bem parecido conhecida por Marta Rocha, que durante todo o dia vagueava pelas diversas artérias do centro da cidade, principalmente na Rua Conselheiro Franco e Praça da Catedral, na época conhecidas como Rua Direita e Praça da Matriz.

Este personagem folclórico gostava de trajar roupas exóticas e usava uma maquilagem com tonalidades sempre avermelhada e era presença certa e marcante nas festas de Nossa Senhora Santana, principalmente no Bando Anunciador, Levagem da Lenha e Lavagem da Igreja Matriz. Não se sabe como apareceu e nem como foi o final da sua vida.

Sobre a Mulher de Roxo, pode-se encontrar um texto no blog do Gutemberg, que conta uma boa parte da vida daquela senhora e, que disponibilizamos para conhecimento.

A Lendária Mulher de Roxo

"Sempre de roxo, com roupas que lembravam o hábito usado pelas freiras, ela costumava perambular e dormir pela Rua Chile e imediações. Teria nascido em 1917 e morrido em 1997, aos 80 anos. Dizem que foi moça instruída, de boa família e que teria enlouquecido por causa de uma grande desilusão amorosa. O final da vida da Mulher de Roxo foi triste, assim como a sua imagem em vida, marcada pelo abandono de todas as coisas.

A história de Florinda Santos, a conhecida Mulher de Roxo, se transformou numa lenda urbana, uma figura mitológica conhecida por todos da localidade. Não importava se o dia era de chuva ou de sol, ela nunca faltava. Era só as portas do comércio da Rua Chile abrirem e dona Florinda já se encaminhava para a entrada da Slopper. Vestida com roupa de veludo violáceo iniciava o ritual diário. Andava de um lado para o outro, falava sozinha e sempre pedia dinheiro. Tudo com muita educação. Afinal, dizia-se que a Mulher de Roxo, personagem dos tempos diários do centro da cidade, vinha de boa família.

Andava descalça com longas mantas, um torço e um enorme crucifixo. Tudo isso dava a ela um ar meio santo, meio louco, meio andarilho e meio mendigo. Algumas vezes a dama desfilou com uma roupa de noiva, com direito a buquê, véu e grinalda. Com todos esses componentes cênicos, contraditórios e demasiadamente humanos, a mulher de roxo despertou sentimentos em toda a cidade, medo e respeito, pena e carinho.

Qual sua origem? Poucos sabem direito. Uns defendem a tese de que havia perdido a fortuna e enlouquecido; outros apregoavam que teria visto a mãe matar o pai e depois suicidar-se; terceiros garantiam, ainda, que ela perdera a filha de consideração e a casa, na Ladeira da Montanha, numa batalha contra o jogo. Outros ainda contam que ela enlouqueceu porque teria sido abandonada no altar. Em outros depoimentos,. aparece como uma bela mulher, a mais cortejada dentre as freqüentadoras do chá no final da tarde na Confeitaria Chile e como ex-professora em Paripe. Florinda, que nunca contou a ninguém, sua verdadeira história, perambulava com suas vestes roxas, inspiradas nas roupas das suas santas de devoção.

Vestida de freira circulava livremente pela rua mais badalada de Salvador. A estranha indumentária, que incluía ainda um grande crucifixo, a transformou na Mulher de Roxo, a principal lenda urbana da capital. Foi assim que Florinda, a mendiga que jurava ser rica, passou a ser a personagem lendária, surgida do nada, em frente à loja Sloper, nos anos 60 do século XX, em Salvador. Quando se enfeitava, com maquiagem forte no rosto e nos lábios, ela usava o espelho retrovisor dos automóveis estacionados. Como sanitário, servia-lhe qualquer território mais calmo. A Rua Chile era sua verdadeira casa, seu mundo, seu reinado. A intimidade com a rua era tão grande que ela sempre andava descalça. Na fachada da loja Sloper, localizava-se o seu trono de sarjeta. Na Rua Chile, chegava sempre muito cedo, circulava pelo centro e só recolhia o seu saco preto ao meio-dia, quando almoçava. Ao final do dia, voltava, andando, ao albergue noturno da prefeitura, situado na Baixa dos Sapateiros.

Muitas reportagens foram publicadas na época sobre a mulher de roxo ou dama de roxo. O jornalista Marecos Navarro gravou uma entrevista exclusiva com ela e é um dos raros documentos em que é possível ouvir a voz de Florinda. Em 1985 o cineasta baiano Robinson Roberto documentou um vídeo em Super 8 em que a mulher de roxo diz morar no albergue há três anos, e revela pertencer à família Rainha Princesa. Foi também personagem retratado na Galeota Gratidão do Povo, painel de 160 metros quadrados pintado por Carlos Bastos, que decora o plenário da Assembléia Legislativa.

Ela era tão cinematográfica que até inspirou um personagem do cineasta Glauber Rocha no filme O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro (1969). A moça de manta roxa do filme era baseada na lenda viva da Rua Chile. Ela também inspirou o documentário A Mulher de Roxo, produzido pelo Pólo de Teledramaturgia da Bahia. O vídeo de 12 minutos, dirigido por Fernando Guerreiro e José Américo Moreira da Silva, mistura documentário e ficção. Haydil Linhares é uma das atrizes que vive Florinda Santos, a Mulher de Roxo.

A personagem lendária da Rua Chile hoje é só lembrança. Se em vida foi famosa ou anônima, rainha ou plebéia, foi uma lenda urbana de Salvador. Enclausurada em si mesma, ninguém conheceu sua verdadeira história, de riqueza ou pobreza, de princesa abandonada no altar ou professora. Talvez ela fosse tudo que sempre queria – uma personagem lendária que sobrevive no imaginário popular. Longa vida para essa dama/santa com sua aura de mistério."

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Na onda do upgrade

Desde o inicio do século passado, na busca da beleza ou de uma estética mais arrojada, as mulheres não medem dificuldades para corrigir pequenos desvios nos seios, nádegas, ventre e até mesmo – conforme sua situação financeira – a plástica facial.

Atualmente as coisas mudaram de foco e o modismo, no segmento estético, tomou outros rumos trocando o visual externo pelo interno, dando como prioridade o rejuvenescimento da vagina, através de um “upgrade vaginal” – também conhecido com “vadjaina”.

Upgrade vaginal – melhorar a qualidade – que se realiza com anestesia epidural, consiste no estreitamento da vagina que, em conseqüência, reduz as inflamações uterinas e evita o corrimento da mucosa fétida do colo do útero, reduz ou aumenta o tamanho dos lábios vaginais – grandes ou pequenos lábios – retira o excesso de gordura da região pubiana, faz o escurecimento do tecido epitelial, retira o excesso de peles e corrige o murchamento da vulva, modificando assim, todo o contorno da vagina.

Segundo os especialistas nessa modalidade de cirurgia, na maioria dos casos, as mulheres passam a sentir mais prazer sexual após a intervenção cirúrgica. O tempo médio de duração dessa intervenção varia de quarenta e cinco minutos à uma hora, devendo a paciente permanecer no hospital por 24 horas, só podendo retornar as atividades sexuais após um período de 45 a 60 dias.

Essa técnica foi desenvolvida pelo medico francês Jean Pierre Fournier, na década de 70, chegando ao Brasil em 1996. A partir dessa intervenção cirúrgica as mulheres, que deixaram de ter vida sexual ativa por complexo causado pela aparência do seu órgão genital, voltaram a fazê-lo com prazer.

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Não desista dos seus sonhos

Sonhos… Onde tudo tem inicio. Todas as coisas realizadas foram sonhadas, um dia, por alguém, que teve coragem e iniciativa de exteriorizá-las e transformá-las em realidade. Os sonhos não findam com o nosso despertar, pois despertados, temos a grande oportunidade de realizá-los e continuar a sonhar, pois os que são sonhados, quando estamos acordados, são os mais importantes e mais fáceis de se tornarem realidade. Esses são os sonhos conscientes ou desejos que sentimos de realizar um projeto ou de adquirir algo.

Coloque para fora aquele sonho que está dentro de você sufocado pela falta de crédito ou por medo de tropeços, de não dar certo; tire de dentro de você aquela casa tão sonhada, a viagem com a família em férias, aquele carro novo que você tanto desejou ser seu. O jantar com aquela garota com olhos brilhantes, que você “sonha” tanto e não tem coragem de convidá-la, só vai se concretizar no dia em que você resolver tornar esse sonho em realidade… Vá a luta, corra atrás, pois já dizia nosso irmão Jesus, “tudo é possível para aquele que crer”! Acredite em você, dê uma chance a si mesmo e não espere que as coisas caiam do céu em sua cabeça.

Viver é sonhar! Não tenha medo de sonhar para não passar decepções, mas, também, não fique somente no “sonhar”, porque é preciso colocar esse sonho em pratica, sem medo de erros ou desacertos no desenvolvimento do seu projeto. Caso os seus planos não saiam ao seu gosto, tente de outra maneira, tente outra vez ou quantas vezes forem necessário; talvez você tenha conduzido o seu sonho pelo caminho contrário.

Dizem que Thomas Alva Edison, só conseguiu inventar a lâmpada após tentar mais de novecentas vezes. Sonhe e procure realizar seu sonho; se der errado, você fez a sua parte. Como disse Henri Ford, inventor do carro (ele construiu o carro porque sonhou com isso), “O único homem que nunca comete erros, é aquele que nunca faz coisa alguma. Não tenha medo de errar, pois você aprenderá a não cometer duas vezes o mesmo erro”. Também disse Theodore Roosevelt, vigésimo quinto presidente dos EEUU: “É muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glorias, mesmo expondo-se à derrota, do que formar fila com os pobres de espírito que nem gozam muito, nem sofrem muito, porque vivem nessa penumbra cinzenta que não conhece vitória nem derrota”.

Aquela casa bonita, que você tanto admira, nasceu do sonho de um arquiteto que ao retirá-la da sua cabeça, a colocou na prancheta, materializando-a. Somos todos filhos de Deus, herdeiros do universo com suas estrelas de brilhos cintilantes e cheios de mistérios; por isso, também nascemos para brilhar, para o sucesso e todo sucesso, nasce de um sonho que surgiu dentro de nós.

“I have a dream”. Essa frase proferida por Martin Luter King Jr., na década de 60, exprime a mais profunda ambição de um sonhador, que almejava conviver em igualdade sem distinção social, raça, cor ou credo. Esse sonho, aos poucos, vem sendo realizado. Sonhar é de graça! Não se paga nada por esse momento tão precioso. Sonhe e realize seus sonhos, porque a vida é um grande e belo sonho!

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Não importa a cor da pele

Não importa a cor da pele, se o cabelo é crespo, ondulado ou liso, se é pobre ou rico. O que importa mesmo é o conteúdo. Temos que aceitar as pessoas como elas são, como nasceram e como vivem. Disse São Paulo em uma de sua epistolas: “o importante para Deus, é o que está no âmago do coração das pessoas…” Somos especiais por que fomos criados à imagem e semelhança de Deus, por isso, a aparência física não importa.

Se fôssemos pessoas equilibradas, as cores que existem dentro de nós dariam para pintar o céu, colorir o sol, maquilar a lua e todas as estrelas porque elas são formadas pelos nossos valores e princípios morais, que estão alicerçados no conceito de dignidade, o que retrata a essência do ser humano.

É muito difícil desligar-nos de nossas emoções, desejos e paixões. É muito mais difícil ainda, aceitar os nossos erros e defeitos, mas é necessário ser solidários com o próximo, respeitar os seus direitos, seja qual for sua raça, credo ou seu prestígio, procurando um melhor relacionamento com o mundo físico e social.

É muito complicado voltarmos para o nosso interior – principalmente para as pessoas que se sentem o centro do universo ou que se acham o sol, com o mundo girando em torno delas – constatar e aceitar tudo aquilo que não aceitamos ser, admitir que não somos o sol, nem o centro do universo e que o mundo não gira em torno de nós, chegando à conclusão de que somos, no plano atual, meros participantes do jogo da vida, em iguais condições diante do Criador.

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