Monthly Archives: novembro 2015

Painel da Estação Rodoviária

Foi motivo de muita alegria constatar que o Painel da Estação Rodoviária de Feira de Santana – aquele feito em xilogravura, na entrada dos banheiros – onde encontramos em seus diversos desenhos – obra toda em azulejos – o folclore da região e de diversas localidades do país, está preservado de forma fantástica sem nenhum dano, apesar de ter sido criado há mais de 40 anos.

Uma grandiosa obra de arte criada por Lênio Braga, com participação do alemão Horst Udo Knoff, em meados da década de 60, homenageando o sertanejo e “as coisas do sertão”. Esta belíssima criação artística relata fatos e fábulas muito conhecidas como a da Mula sem Cabeça, o debate de Lampião com São Pedro, a chegada de Lampião no inferno, e outras histórias desconhecidas – pelo menos para mim – como a história da Índia Necy; o Príncipe do Reino do Barro Branco e a Princesa do vai não torna.

Uma das histórias que mais me chama atenção, neste painel, é a do “Bicho que Está Aparecendo em Feira de Santana”. Refere-se à conhecida história do Bicho do Tomba, lenda que de certa forma eu ajudei a construir com todos os pré-adolescentes do meu bairro, que saiam em busca do referido “monstro”, mesmo estando todos nós tremendo de medo dos pés a cabeça. Foi muito engraçado!

Neste painel todo seguimento relacionado com os diversos meios de transportes, principalmente os rodoviários, são homenageados. Encontramos diversas frases copiadas dos pára-choques e lameiras de caminhões como, por exemplo: “debaixo do sol, tudo é vaidade”. Encontramos também versos engraçadíssimos, possivelmente feito por repentistas da região, como estes:

“A cachaça é filha única
Da desgraça e satanás
É neta de Lúcifer
Bisneta de Ferrabrás
Sobrinha do cão cotó e
Esposa de Caifás” – Autor desconhecido.

Registro aqui os meus parabéns à administração da Estação Rodoviária de Feira de Santana, que manteve esta preciosa Obra de Arte intacta, durante tantos anos. Seria bom que este exemplo fosse seguido por todos que labutam com a Arte e a Cultura em nossa cidade e, por que não, neste país.

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Pobres Jovens Sem Histórias

Aqueles que nasceram nas décadas de 40 e 50 têm muitas histórias para contar. Viram Pelé, aos 17 anos, de forma espantosa e exuberante, iniciar sua trajetória de sucesso no cenário futebolístico mundial, a Seleção Brasileira de futebol sagrar-se bi-campeã nos gramados e, em seguida, o tri campeonato. Garrincha, com suas pernas tortas, fez o mundo delirar ao ritmo dos seus dribles desconcertantes e em Liverpool, um grupo de jovens desconhecidos formarem a banda de rock, The Beatles, que invadiram a Europa e todo o planeta com suas canções de amor e protestos, deixando-nos deslumbrados com aquele tipo de musica, até então desconhecido. Viram o homem pisar, pela primeira vez, na lua, o primeiro vôo do Concorde, nave comercial francesa que quebrou a barreira do som, dando inicio a uma nova era tecnológica.

Na música, Caetano Veloso, Bethânia, Gal e Gil, lançaram o movimento Tropicália, acompanhado dos festivais Hippies de protestos – Woodstock na Inglaterra e no Brasil, o de Guaraparí – Roberto Carlos, Erasmo e Wanderleia, mandaram tudo para o inferno e, logo em seguida, avisaram a Jesus Cristo que estavam aqui. Na política, a repressora revolução de 64 com seu terrível A.I. nº 5.

Hoje nossos jovens não têm grandes emoções e nem histórias como estas para contar. As historias de hoje são outras. Bombas que explodem, mísseis que singram os céus levando consigo a morte, aviões transformados em armas, pai que mata a filha, a A.I.D.S. a cada dia que passa fazendo mais vitimas, a igreja tentando bloquear a polêmica pesquisa embrionária com células-tronco, escândalos e corrupções na política, as drogas sempre ganhando terreno, principalmente nas portas das escolas, trazendo como companheira a prostituição e a pedofilia.

Diante de tudo isso o mais doloroso é ouvir, em um dos maiores veículos de comunicação do país, um político de grande envergadura declarar, em seu pronunciamento, que: “quem não dá certo na vida vai ser professor”. Esqueceu-se que no passado foi educador e que para ocupar o posto que hoje ostenta, passou pela orientação de diversos mestres e também se esqueceu que educar liberta.

No entanto, “por mais longa e escura que seja a noite, amanhece” e o sol, um dia, voltará a brilhar trazendo em seus raios luminosos a perspectiva de escrevermos novas e emocionantes histórias, mudando este tenebroso quadro que só pode ser desfeito com a ajuda destes mesmos “Sofridos Jovens Sem Histórias”.

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Posicionamento Estratégico

É fundamental para o Administrador de Empresas moderno, entender quais são as definições ou o que determina a posição da sua empresa perante o mercado; conhecer qual posicionamento estratégico deve ser tomado, saber selecionar o seu público alvo para uma maior expectativa de competitividade, escolher uma estratégia de marketing que mais se adeque ao segmento da sua empresa, entre tantos outros fundamentos.

Segundo Urdan e Urdan (2006): a melhor estratégia é investir no curtíssimo prazo, aproveitando a volatilidade do mercado que deve continuar durante todo o ano e, quem sabe, até meados de 2009. Ou seja, comprar e vender rapidamente aproveitando justamente esta alta volatilidade.

Mais importante ainda, para o Administrador de Empresas, é a rapidez nas tomadas de decisões. O que vale pela manhã, talvez não valha tanto, no final do expediente, ou vice-versa. Sabe-se que o mercado é extremamente dinâmico, por isso é fundamental acompanhar esse dinamismo, para não correr o risco de ficar para trás, ser ultrapassado pela concorrência. São os efeitos do mundo globalizado.

A criatividade e a rapidez passaram a ter um valor muito grande quando se elabora um projeto visando a captação de mercado, dando a entender de que quem sai na frente sempre tem mais chances de alcançar seus objetivos. Portanto, é essencial que se faça uma avaliação do mercado e dos objetivos da empresa, para que os projetos estratégicos tenham resultados satisfatórios.

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Precisamos regar as nossas flores

Certas coisas acontecem na nossa vida com o simples propósito de nos estimular a fazermos algumas reflexões. Qual o real sentido da vida? O que deveria fazer e não estou fazendo? Estou indo na direção certa? Estou dando a minha vida o valor que ela merece? Estou aproveitando todas as oportunidades que a vida me oferece? Onde estou correto, onde estou errado e onde preciso melhorar? As coisas que nos acontecem, às vezes não se apresentam com 100% de fidelidade. Nem sempre algo é o que vemos, por isso devemos parar, pensar um pouco e analisar, para termos certeza do que está diante de nós.

São nas adversidades que os homens crescem. Os problemas, às vezes, aparecem não para atrapalhar nossa vida, mas sim para servirem de degraus, nos remetendo para cima, dando-nos a chance de crescermos espiritualmente e em conseqüência, materialmente. Temos problemas? Então, procuremos as soluções. Problemas existem para serem solucionados e na solução, muitas vezes, estão os grandes segredos desta vida.

Você já pensou o que seria do quente caso não houvesse o frio, do preto sem o branco, o belo sem o feio, do amante se não houvesse o amor, das flores se não existisse alguém para regá-las? Baseado neste pensamento, cheguei à conclusão de que precisamos de problemas. O que seria de nós sem os problemas? São eles que dão sentido à nossa vida e resolvê-los, é mais uma vitória. Deus nos criou para o sucesso.

Precisamos regar as flores da nossa vida, do nosso coração e entender que a vida, não é só feita de espinhos. Também existem flores em nós, precisamos encontrar e cultivá-las. É necessário esquecer a mania que temos desde nossa juventude, a mania de só ver as coisas pelo lado negativo, de apenas focar o lado ruim.

Para sermos felizes precisamos aprender a encontrar “o belo no feio”. Tente, com certeza, você vai encontrar e então chegará à seguinte conclusão: “por mais longa e escura que seja a noite, o dia sempre amanhece”.

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Brasil: país do contra-senso

Fiquei estarrecido ao ver, em uma propaganda política na TV, o deputado “cassado”, Roberto Jefferson, cobrar dos Gestores Públicos, honestidade, seriedade e criticar os descasos sociais que reinam neste país. É possível que o senhor Jefferson – logo ele, o pai do mensalão – tenha a cara de pau de cobrar alguma coisa à alguém, principalmente seriedade e honestidade? Não é possível que ele acredite que já esquecemos o seu envolvimento no “escandaloso” esquema de propinas, desvios de verbas, e todo tipo de embustes. Será que ele pensa, mesmo tendo o povo brasileiro memória curta, que a sua propaganda eleitoreira, vai apagar da nossa lembrança as suas falcatruas?

Para não fugir da rotina de acontecimentos vergonhosos, outro fato inusitado – para não dizer esquisito – a Operação Satiagraha, desempenhada pela Polícia Federal, culminou na prisão de 17 pessoas. Sendo elas: Daniel Dantas, Naji Nahas, Celso Pitta, Verônica Dantas, Daniele Silvergleide, Arthur Joaquim de Carvalho, Eduardo Penido Monteiro, Dório Ferman, Itamar Benigno Filho, Norberto Aguiar Tomaz, Maria Amália Delfim de Mello Coutrim, Maria do Carmo Jannini, Antonio Moreira Dias Filho, Roberto Sande Caldeiras Bastos, Carmine Henrique, Carmine Henrique Filho, Hugo Chicaroni.

A esquisitice deste fato consiste nos comentários feitos pelo presidente do Supremo Tribunal Federal – STF – Gilmar Mendes, criticando os métodos usados pela P.F., taxando de arbitraria a ação desenvolvida pelos policiais e de que houve uma “espetacularização das prisões”, achando abusivo o uso das algemas, ferindo, desta forma, o estado de direito.

Em novembro de 2005, a empregada domestica Angélica Aparecida, naquele momento sem emprego, com dezoito anos, mãe de uma criança com dois anos de idade, morando com sua mãe doente, ao acompanhar uma amiga em um supermercado, escondeu debaixo de um boné um pote de margarina, após ouvir seu filho chorar com fome. Mesmo sem ter antecedentes criminais, foi presa e posta em companhia de outras prisioneiras acusadas de crimes hediondos, tendo seu pedido de liberdade negado pela “justiça” de São Paulo. Dito isso fica a pergunta “por que este mesmo rigor não pode ocorrer, quando o delito praticado é designado como crime do colarinho branco? E o estado de direito, neste caso da doméstica, como ficou”?

Fazendo um paralelo entre os dois assuntos – Jéferson e Dantas – concluímos que a ética no Brasil já foi pro brejo, faz tempo, e que, neste país, as leis, como costumam dizer, só foram criadas para a turma do PPP – Pretos, Pobres e Putas.

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Carlinhos Cachoeira: A História do Brasil

Infelizmente a História do Brasil é recheada de “Carlinhos Cachoeiras, Demóstenes Torres” entre outros bandoleiros do mesmo quilate. Pode-se até dizer que o Brasil é um País sem história ou, um País onde a história é alicerçada nas bandalheiras e nos atos corruptos de “grande parte” – sem generalizar – dos seus políticos. Na realidade, um conjunto de fatos e atitudes notáveis, envolvidos por um mar de lama.

O nível de atitudes sórdidas espalhadas por Carlinhos Cachoeira e seus comparsas, atinge a números incomensuráveis. É uma coisa espantosa! Parece até que todos neste País estão envolvidos em alguma falcatrua! Criou-se, infelizmente, uma verdadeira cultura de que todos são ladrões e que ninguém vai para a prisão, criando um fenômeno deveras incômodo para os honestos que ainda sobrevivem aos trancos e barrancos.

O ano de 2012 está sendo arrasador para a política brasileira. Em nível de sujeiras começaria com o julgamento do “Mensalão”, que daria ao cidadão a falsa impressão de que, em termos éticos, as coisas estavam entrando nos trilhos. Porém, como é de costume no Brasil, surgiu mais um novo escândalo envolvendo o bicheiro Carlinhos Cachoeira, o Senador Demóstenes Torres e sua “trupe”, dando lugar a mais uma CPI que pode trazer bons resultados para o País, ou muito ruim, devido a possibilidade de se configurar em uma crise institucional de grandes proporções jamais vista na frágil história da política nacional.

Por outro lado, pode ser uma boa oportunidade para se desvendar os “Mistérios do Mensalão”, um dos diversos escândalos mais bem absorvido pelo povo brasileiro trazendo resultados trágicos, não só para a política, como para a imagem do Brasil no exterior. Os que realmente torcem por um País Soberano, com certeza, esperam que ocorra uma reviravolta nesta atual situação política caótica, e que tudo isso se transforme em um Tsuname Político possibilitando que a justiça seja realmente aplicada.

Também envolvido no Mensalão, Carlinhos Cachoeira já está sendo considerado por alguns – com certeza da sua laia – como o homem do ano 2012, inclusive, no último final de semana, foi noticiado pelos principais veículos de comunicação que o desembargador Fernando Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal da Primeira Região, tinha deferido o pedido de “habeas corpus” ao bicheiro e meliante (felizmente ele continuou preso). Por outro lado, o juiz federal Paulo Augusto Moreira Lima, que mandou prender Cachoeira, foi afastado do cargo. Esta troca de comando ás vésperas do recesso do Judiciário no próximo mês de julho e no decorrer das investigações, com certeza vai atrasar o andamento do processo, delongando o julgamento do caso que estava marcado para o dia 1º de junho do ano em curso – atitude inusitada e que deixa o povo com a pulga atrás da orelha!

Infelizmente estes escândalos devem durar por muito mais tempo, visto que estes fatos, não são privilégios dos políticos dos tempos atuais. O primeiro ato de corrupção neste País foi praticado nada mais, nada menos, do que por D Pedro I, quando pagou uma propina de £ 2.000.000,00 (dois milhões de libras esterlinas) ao seu pai, D. João VI, rei de Portugal, para conceder a Independência ao Brasil. Como D. Pedro I não tinha esta fabulosa quantia e muito menos o Brasil poderia tê-la, o Rei da Inglaterra concedeu um empréstimo ao Monarca brasileiro – empréstimo este, que nunca foi pago – tornando-se um dos elementos complicadores para a dívida externa do país que ali se iniciava de mãos dadas com a corrupção.

É fundamental que a sociedade e os “políticos honestos”, coloquem a prevenção contra atos de corrupção como objetivo essencial, vedando ralos por onde escoam a falta de conduta ética e dar mais ênfase à mobilização em prol da “Ficha Limpa”, mudando a imagem não só dentro do País como no exterior.

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Crer para ver

Ultimamente tenho escrito sempre sobre política e corrupção – que parecem serem irmãs. Deixando de lado meus comentários sobre religião, auto-ajuda, da parte holística do ser, que também é uma maneira de ver o mundo, o homem e a vida, em si, como entidades únicas, completas e inteiramente associadas.

Resolvi então, mudar um pouco e falar sobre uma frase escrita em um par de “canecas”, que comprei para presentear minha esposa em comemoração ao dia dos namorados. Nelas estava escrita a seguinte frase: “Crer Para Ver”. Essa frase aguçou em mim, a necessidade de uma reflexão.

Estamos acostumados a ouvir o contrario; “Ver Para Crer”. Depois de muito meditar, cheguei à conclusão de que a frase correta é, realmente, crer para ver.

Assim como Renée Descartes (1596-1650), filósofo francês criador do Método Cartesiano, em uma de suas famosas obras, “O Discurso dos Métodos”, também nos coloca diante de um ponto de reflexão em relação à frase: “Penso, logo existo”. Em sua busca da verdade, colocou uma dúvida ou controvérsia nessa sentença, achando que a expressão correta seria: “Existo, Por Isso Penso”. Só podemos pensar, disse ele, se existirmos. Segundo Descartes, para pensarmos, precisamos primeiro existir e não o contrário. “Como poderemos pensar se não existimos?” O mesmo se dá às expressões Ver Para Crer e Crer Para Ver. Qual a correta? Precisamos ver a presença de Deus para acreditar em sua existência ou, para conseguir essa graça, só precisamos crer? Para quem Deus se mostrará? Para quem tem fé e acredita na sua existência, fisicamente invisível aos nossos olhos, ou para pessoas como Santo Agostinho, que só acreditam no que existe no plano físico?

Fazendo um paralelo entre a sentença de Descartes e a impressa na caneca, chego à conclusão de que a resposta a este impasse, depende da crença ou até mesmo do estilo de vida de cada um. Precisamos existir para pensarmos ou pensamos porque existimos? Veremos se crermos ou se crermos, veremos?

Faça sua reflexão, mas com equilíbrio para não se tornar um mentecapto.

Sempre torcendo por você e para que sua fé seja racional.

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Dalva Mercês: a mulher na política brasileira

A despeito do aumento significativo da participação da mulher na política brasileira, mesmo assim, ela ainda é minoria neste segmento. Segundo a pesquisadora Fabrícia Pimenta, mestre em Ciência Política pela UnB – Universidade de Brasília – e doutora em História, a explicação para este fato, é de que as mulheres ainda sofrem preconceito.

"Há preconceito, com certeza" – comenta a pesquisadora – "contudo, a arena política, tradicionalmente vista como local de debates arraigados de valores patriarcais tem sido aos poucos, conquistado pelas mulheres. De um modo geral, já se pode falar da visibilidade, ainda que diminuta, feminina nos processos eleitorais, atividades no Parlamento, no aparelho estatal; enfim, no campo político brasileiro."

A participação da mulher na política é hoje indispensável, pois elas são mais sensíveis em relação às questões sociais e tem o poder de humanizar mais a gestão pública. Podemos citar como exemplo Dalva Mercês, pré-candidata à prefeitura de Santo Antonio de Jesus no próximo pleito. Com sua docilidade, o que é fundamental na política, e esbanjando simpatia mostra porque foi o nome mais lembrado entre os que podem mudar os rumos da política santantoniense.

Dalva Mercês, também conhecida por Dalvinha, nasceu no dia  26 de julho de 1961 em Santo Antonio de Jesus, contraiu matrimônio com Gilson Barreto e desta união nasceram suas duas filhas, Fernanda e Marina. Com o falecimento de seus pais adotou como filhos seus 5 irmãos: Rose, Binho, Neno, Lui e Luiza. Tem como principal aliado a sua simplicidade, garra para atingir seus objetivos, não se abatendo diante dos diversos problemas que sempre surgem.

Iniciou na vida política em 1996 a convite do vereador Ademário Santos, sendo eleita vereadora pela primeira vez em 1997. Quatro anos mais tarde foi eleita Vice-Prefeita de Álvaro Veloso Bessa, sendo novamente eleita como Vice-prefeita em 2004 ao lado do atual Prefeito, Euvaldo Rosa. Como Vice-Prefeita e vereadora licenciada assumiu a pasta da Secretaria Municipal de Assistência Social, na qual desenvolveu um excelente trabalho e com muita dedicação, o município conquistou a condição de Gestão Plena da Assistência Social, que com tamanho êxito vem produzindo muitas conquistas não só para  a área social, como também para todo o município.

Atualmente retornou a Câmara como Vereadora, com o objetivo de elaborar projetos, e assim continuar sua caminhada, dando sua parcela de contribuição para o progresso e desenvolvimento de Santo Antonio de Jesus. Professora, prefeita interina em duas oportunidades, hoje, como vereadora licenciada, exerce pela segunda vez o cargo de Secretária Municipal de Ação Social, pasta onde desenvolve um notável trabalho em prol das comunidades menos favorecidas.

Dizem que mulher não gosta muito de fazer economia, mas quando se trata de Dalva Mercês a história não é bem assim: "Temos o interesse em fazer uma polícia de concordância entre o social e a política fiscal". Responsável por diversos projetos e programas, não só na área social, mas em todos os segmentos da Administração Pública, vem conquistando a simpatia de todos.

Abordada por este escriba, gentilmente respondeu a algumas questões que veremos a seguir.

Alberto Peixoto – Quais foram os motivos que a levaram disputar uma indicação para ser candidata a Prefeita?

Dalva Mercês – Bem, é meio difícil eu mesma fazer um julgamento de mim mesma, porém acredito que o que tem me levado a conquistar esse espaço, é o trabalho que temos desenvolvido ao longo dessa caminhada na vida pública. Ter conquistado a confiança da população ao ponto de ser um dos nomes a pleitear uma candidatura a o cargo de Prefeita da grande Santo Antonio de Jesus (SAJ), é uma grande honra. E, mesmo que eu não seja o nome escolhido para ser a candidata do grupo ao qual eu faço parte, e que é liderado e muito bem liderado pelo Prefeito Euvaldo, já me sinto contemplada e extremamente grata a Deus e a população de SAJ.

A. P. – Como a senhora entrou na vida política?

D. M. – Comecei, em 1984, sem nenhuma intenção de entrar na vida política, realizando atividades sociais rotineiras na comunidade Salto da Onça, comunidade essa, que moro até hoje. Fui a primeira professora dessa comunidade, consegui conquistar respeito e carinho de todos que ali residem. O tempo foi passando e esse trabalho social foi-se estendendo em outras comunidades.  Em 1986, com o trabalho que realizei na campanha política de Waldir Pires, ainda em 1986, fui convidada pelo então Vereador Ademário Santos para sair candidata a Vereadora em 1988. De início não aceitei porque acreditava não me identificar com a política partidária. Quem contribuía com essas atividades sociais que eu desenvolvia, era o Vereador Ademário, porém esse vereador faleceu em 1997. Com o seu falecimento, as portas se fecharam e, aí sim, percebi a necessidade de estar inserida no processo para poder continuar concedendo ações em favor das pessoas. Foi aí que tudo começou. Em 1998, me candidatei a vereadora e, mesmo não tendo sido eleita naquele pleito, continuei o trabalho que foi crescendo e chegamos nos dias de hoje.

A. P. – Que plataforma baliza sua candidatura?

D. M. – Santo Antonio de Jesus, indiscutivelmente está consolidada hoje como sendo a capital do Recôncavo, além deste fato existe uma grande expectativa no que diz respeito às influências que a cidade receberá com a construção da ponte Salvador/Itaparica. Todo este panorama norteia não somente a minha candidatura como a de qualquer dos pretendentes, pois todo aquele que tem a possibilidade de conduzir os destinos desta cidade deverá ter como meta, desenvolvimento com qualidade de vida. Objetivamente isto quer dizer fortalecimento do comércio local, ampliação da atividade industrial, distribuição de renda que e o que acontece quando estimulamos a criação de novos postos de trabalho; facilidade para moradia, e melhoria do acesso a saúde através dos pontos de atendimento disponibilizados pelo município. É desta forma que estou construindo uma candidatura.

A. P. – Quais suas principais ideias para o trabalho de desenvolvimento da tríade saúde, educação e segurança em SAJ?

D. M. – A questão da segurança é um problema das três esferas, Federal, Estadual e Municipal. Contudo é no município que vivenciamos mais de perto este problema e desta forma procuraremos contribuir, não somente fazendo aquilo que estiver na alçada do município, com também usando o poder de representatividade municipal para que os investimentos das outras esferas de governo sejam direcionados para nossa cidade. A saúde de Santo Antonio de Jesus, ainda tem algumas deficiências que precisam ser corrigidas, porém é indiscutível que nesses oito anos obtivemos um avanço mais representativo do que as ultimas três décadas, é só olharmos o tamanho do Hospital Luiz Argolo e o tamanho do Hospital Regional. Nestes oito anos o Hospital Luiz Argolo deu lugar ao Hospital Regional como referência de atendimento hospitalar. Não tenho duvidas que poderemos como Administração Municipal contribuir ainda mais, nos empenhando para melhorar o atendimento em nossos postos de saúde. Quanto a Educação municipal, temos escolas em número suficiente para atendermos a demanda de nossos alunos; temos professores capacitados e reciclados, buscaremos agora formas de contribuir para a profissionalização destes jovens que representam o futuro bem próximo.

A. P. – Em sua opinião, as mulheres de Santo Antonio estão prontas para apoiar uma mulher no poder?

D. M. – A mulher tem uma trajetória maravilhosa ao longo da historia, adquiriram o direito ao voto, abraçaram uma formação profissional tal qual os homens, hoje caminham lado a lado, usaram sua dureza sem jamais perder a doçura para comandar os municípios, estados e nações pelo mundo afora e Santo Antonio de Jesus não é diferente, não está fora deste mundo globalizado, por isto tenho certeza que chegou a hora, sim estamos prontas.

A. P. – O que se faz necessário para que a juventude se interesse pela política, não só a nívelmunicipal, mas de modo geral?

D. M. – A juventude tem ficado afastada dos movimentos políticos no dia a dia, como se a política fosse uma matéria a ser estudada somente pelos candidatos a cargos eletivos, as vezes nos esquecemos que o ser humano é um ser político e que os jovens devem logo cedo conviver com a política para compreenderem as formas de reivindicar os seus direitos em uma sociedade politizada como é a sociedade moderna. É necessário que a juventude através da escola tenha contato com os ensinamentos políticos para que entenda melhor as formas de reivindicar os seus direitos e cumprir os seus deveres. Falo de ensinamentos políticos, não os políticos partidários desta ou daquela tendência, tenho plena certeza que quanto maior o número de jovens bem formados, maior será o numero de cidadãos atuantes na política partidária como também eleitores formadores de opinião.

A. P. – Como é sua relação política com o atual presidente da câmara de vereadores?

D. M. – Temos uma relação de equipe, de grupo, respeitando as diferenças e trabalhando no projeto não individual, mas de Santo Antonio de Jesus.

A. P. – Se não indicada pelo seu partido para o principal cargo municipal, disputaria uma cadeira para vereadora?

D. M. – Com certeza. Estou na vida pública para defender os interesses da população. Ninguém deve ser candidato de si mesmo. Se não for candidata a Prefeita, poderei ser candidata a vice- prefeita ou a vereadora. Também, se não der pra ser vereadora, tudo bem. Sou PROFESSORA, concursada do Município. Estarei na Educação e assim, continuarei a servir ao meu município da mesma forma. O meu desejo é continuar servindo àqueles que muito já me serviram, me agraciando sempre com votos de confiança.

A. P. – Dalvinha Mercês, eu e minha equipe lhe desejamos sucesso no próximo pleito, ao tempo que nos colocamos ao seu inteiro dispor.

D. M. – Quero agradecer a oportunidade que me foi dada para abordar e esclarecer, brevemente, alguns pontos da minha plataforma com vistas a dar continuidade ao progresso e crescimento de Santo Antonio de Jesus. Muito obrigada.

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Depois de atirar o pau no gato

Quando crescemos, depois de aprender a atirar o pau no gato, passamos a ter medo do Lobo que engoliu a Vovozinha

É um fator de motivação, muito importante para quem escreve, os comentários enviados pelos leitores. Principalmente quando são elaborados de forma justa e construtiva. Um dos comentários que mais me impressionou foi o enviado pelo Professor Doutor Everaldo Queiroz, referente ao artigo “As Canções de Ninar”, que publiquei em 09.06.2009. O nobre educador retornou a determinada época de sua carreira, relembrando de um fato curioso vivido por ele. Conheça na integra o comentário do digníssimo Mestre.

"Um caso itaparicano em minha trajetória de vida.

Pelos idos dos anos noventa, uma liderança feminina de Itaparica, me convidou para realizar uma palestra de abertura da semana pedagógica. Estava no auge! Era o início dos trabalhos pioneiros da “ilha do Medo”, a primeira estação ecológica da Baía de Todos os Santos. Fui todo “serelepe”. Vivia os momentos acadêmicos de liberdade de expressão. Nem tanto. Sinceramente, não entendia as idiossincrasias municipais. Isto aconteceria muitos anos, muito mais tarde. Mas, eu era feliz.

Fui. As professoras, sempre núcleo de votos, estavam indiferentes a movimentação do novo “ecologismo”. Ilha do Medo, como fato de mudanças de paradigmas ambientais, era muito mais um fato exógeno, do que pertencente ao ideário local ou ao imaginário coletivo itaparicano. Porém, era essa a nossa função. E “lá vamos nós”.

Apresentação extremamente formal e de trajes poucos informais, desde a sandália japonesa, até as batas e o rabinho de cavalo, muito mais abundante. Após o ato consagrado de meu currículum, pontuado e elevado ao nível de Doutor, era Mestre, iniciei minha fala.

Como começar para atrair e segurar a atenção, é o dilema de todo palestrante. Uma turma de professores, não difere muito de uma turma de alunos entediados com o formato acadêmico. Fora da sala de aula eles têm muito mais coisas interessantes a fazer. Cuidar dos filhos, do esposo, do amante, quer sair para namorar e alguns, até, para “tomar umas”. Algumas.

Tentei, juro, segurar a galera. Iniciei a fala, afirmando que nós os Professores éramos profissionais em extinção. Reparem que utilizei o pronome NÓS. Continuei: pela manhã nossos alunos assistem a Professorinha XUXA e a tarde, a Professorinha Angélica. Xuxa, ao lado do Rei do Futebol, era uma rainha. Passava na telinha da GLOBO. Quem não lembra? E Angélica, debutava na REDE MANCHETE. Salvo engano.

Provoquei, muito mais, ainda: Por falar nisso, quem assiste ou recomenda a TV EDUCATIVA? Tenho certeza que o dial da TV vive enferrujado no canal 11. Lembre, eram os anos 90, século passado. O “Carlismo” a todo vapor. E a liderança, Vereadora de longas datas no município, era uma fervorosa defensora de ACM. O constrangimento foi generalizado.

Ademais, como aquela figura exótica poderia desafiar o poder e falar mal, do maior político que a Bahia já havia visto? Fui em frente e lancei mais um petardo. O tema era ecologia: Vocês já pensaram nas músicas que Vovó e mamãe cantam e cantaram para a gente? Atirei o pau no gato, Medo do boi da cara preta, etc. Continuei: quando crescemos, depois de aprender a atirar o pau no gato, passamos a ter medo do Lobo que engoliu a Vovozinha.

Dito isto, a minha palestra, a do ilustre Professor que foi elevado a condição de Doutor, que duraria 1h, durou, apenas 15 min. O microfone foi tomado de minhas mãos e a Exima Sra. Vereadora, agradeceu a minha participação. Lendo o texto – As Canções de Ninar – lembrei-me desse fato, que foi verídico. Enelmar se te contasse essa história você diria que eu era polêmico. E, lendo o texto citado o que você acha? Baraúna, imagina se alguém de nossa lista de divulgação, criada para que nós interagíssemos continuamente, fizesse uma maldade com os nossos escritos? Aí é f…, mermão!

Aliás, pelo visto nossa lista é contaminada de anti lulistas. Por isso, ficarei de fora de discussão envolvendo Leonardo Boff, Carlinhos Brown, Geladeira, Fome e PT. Esse caso parece com os casos de nosso amigo Gregório. No mais, vamos vivendo nossas fogueiras ardentes em nossas vidas. Somos um foguetório de alegrias, pensamentos cheios de bandeirolas coloridas e um dia a dia com pipocos de bombas juninas.

É isso, só isso.

Beijos.

Prof. Everaldo Queiroz."

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Deputado Tiririca: um exemplo para a juventude

Para que estudar? Freqüentar uma escola durante anos e anos, gastando dinheiro, perdendo tempo e depois de graduado disputar um espaço no mercado de trabalho, hoje nada fácil, para depois de enfrentar tantas dificuldades, não ser sequer necessário ser alfabetizado para se tornar um sucesso neste País? O Palhaço Tiririca é um exemplo; péssimo exemplo.

No Brasil quem estuda e exerce uma atividade honesta, ganha no final do mês uma “merreca”, enquanto um analfabeto se elege deputado Federal, tem o poder, status, e um salário invejável. Alguns dos nossos jovens, com certeza, estão pensando desta forma.

A eleição do palhaço, Tiririca que alguns dizem ter sido “voto de protesto”, o que não concordo, não passou de um ato irresponsável, que não acrescenta nada à sociedade nem ao País como um todo. Se as coisas não andam bem, vamos tentar concertar e não aumentar ainda mais os problemas já existentes.

Este problema não está restrito ao deputado em questão, mas a diversos outros que não tem o mínimo compromisso com quem o elegeu e vê o cargo de deputado apenas como uma forma de resolver seus problemas pessoais, principalmente os financeiros. Infelizmente o eleitor brasileiro é do mesmo nível ou pior. Está aí a explicação para a eleição destes candidatos exóticos e sem qualquer compromisso.

Outro fato inusitado, nesta eleição, é a interferência dos lideres evangélicos pressionando os que compõem os seus rebanho a votarem em determinados candidatos. Com certeza, os que defendem os interesses destes grupos. Isto leva a uma reflexão: saímos a pouco tempo da ditadura militar e entramos na ditadura evangélica.

Quanto ao Deputado Tiririca, um palhaço nordestino, o que mais impressiona é que ele foi eleito pelo estado responsável por 33,9% do PIB, apelidado como “A Locomotiva do Brasil”, sua capital, São Paulo é o maior centro financeiro, corporativo e mercantil da América Latina, uma das cidades mais populosas do mundo, com uma população formada por pessoas que se dizem politizadas. O fato acontecendo em São Paulo, porque no nordeste não tem – como diz o próprio Tiririca – “abestados”.

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