Monthly Archives: outubro 2017

No limite do ódio e da corrupção

Após o golpe a violência não ficou estacionada só nas ruas das grandes cidades.

A Operação Lava Jato, acompanhada do golpe, dividiu o povo brasileiro. O ódio foi semeado entre irmãos, trazendo o caos para toda nação. No início as manifestações que se diziam contra a corrupção – mas que já era o início do golpe – depredou patrimônios públicos e da iniciativa privada, feriu pessoas que nem mesmo sabiam contra o que estavam protestando. Infelizmente o Brasil é um País de analfabetos funcionais e na grande maioria, sem conhecimento de sua história política.

Lamentávelmente, após o golpe em que um presidente ilegítimo, corrupto e acusado de chefiar uma quadrilha de políticos desonestos se apossou do poder, a violência não ficou estacionada só nas ruas das grandes cidades.

A onda de perseguição e opressão à políticos que não faziam parte do seu bando, desabou também sobre Lula e sua família, trazendo como resultado a morte da ex-primeira dama, dona Marisa Letícia, que não suportou um AVC.

O juiz Sergio Moro e seu lacaio Deltan Dallagnol, julgando por convicção e nunca através de provas concretas, condenam inocentes e destrói famílias, desse modo, desrespeitam a Constituição Federal a seu arbítrio; vaza gravações para a PIG – Partido da Imprensa Golpista – e semeiam a discórdia por todo País. Tudo leva a crer que o mesmo quer ser candidato a Presidente da República.

Em janeiro de 2017 o Ministro Teori Zavascki morre em um acidente de avião, e logo após a divulgação da notícia de que Temer teria tentado comprar o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha, seu filho, Francisco Prehn Zavascki, publicou um desabafo nas redes sociais ligando a morte de seu pai à tentativa do PMDB e PSDB barrarem a Lava Jato.

No início da semana, o reitor da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC – Luiz Cancellier, foi preso pela Policia Federal, que alegou como motivo o desvio de verba; tristemente ele cometeu suícidio deixando uma carta com a seguinte frase: “A humilhação e o vexame a que fomos submetidos – eu e outros colegas da UFSC – há uma semana não tem precedentes na instituição…” Foram torturados?

Quem matou o reitor, um homem apaixonado pelo trabalho, pelo direito e pela UFSC? – questiona o jornalista Carlos Damião em sua coluna no DCM – Diário do Centro do Mundo.

Há rumores de que o Juiz Sérgio Moro informou que a Lava Jato está chegando ao fim, porém o que deve ser sepultada é a cultura do ódio e da perseguição semeadas por esta operação.

Alberto Peixoto – Escritor

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A Literatura é o foco em Angola

Roberto Leal in Angola

O Movimento Literário Kutanga/Angola promove o lançamento da coletânea poética “Com Amor & Luta”, Ed. Òmnira/BA-Brasil, 118 páginas, organizada pelo jornalista, escritor e editor brasileiro Roberto Leal, presidente da UBESC – União Baiana de Escritores, que acontecerá na Fundação de Arte e Cultura (Largo Amilcar Cabral, Nº 2B) dia 4 de outubro (quarta-feira), às 18 horas. No livro Leal, juntou trabalho de autores da poética contemporânea aos seus, dentre eles, três angolanos: Faustino Nguange, Garcia Pedro Teleka e Jovita Kifinamene, aos dos brasileiros: Celina Moniz, Elisenilda Cristina, Fátima Trinchão, Jovina Souza, Jari Zamar, Matheus Cardoso, Milena Moreira, Neuza de Brito Carneiro e Valdeck Almeida de Jesus.

Fará também o lançamento da revista Òmnira de Literatura, edição número 13, 32 páginas, que traz escritores, jornalistas e poetas de Angola, Brasil, Cabo Verde e Guiné Bissau, a revista tem a participação de 21 escritores emergentes de Angola, a publicação homenageia o líder negro Amilcar Cabral com matéria sobre sua trajetória de luta pela dupla independência, e que na revista vem retratado na capa em uma pintura exclusiva do artista plástico moçambicano João Timane. “A revista Òmnira abre suas páginas para os escritores novos de África portuguesa, como forma de incentivo” disse Ismael Farinha jornalista correspondente da revista em Angola.

Roberto Leal estará ministrando de 9 a 13 de outubro, na Galeria Tamar Golan uma “Formação Básica em Criação Literária”, com duração de cinco dias e carga horária de 15 horas com direito a certificado, onde abordará a cultura de uso do pseudônimo, como devem ser utilizadas as redes sociais pelo autor emergente, criação de poesia, conto e crônica, além de dicas de como publicar e suas técnicas de criação.  A iniciativa tem a realização do Movimento Literário Kutanga, com o apoio da Fundação de Arte e Cultura, da UBESC-União Baiana de Escritores/Brasil e da Revista Òmnira, que dará oportunidade de publicação aos melhores textos produzidos em sala de aula. “A ação visa o fortalecimento do intercâmbio cultural entre as duas nações, uma mutua troca de conhecimentos”, afirma Leal.

Mais informações: +244 933 138 713 ou lealomnira@yahoo.com.br

Fonte: ASCOM/Revista Òmnira

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Os Judas modernos

O mundo está cheio de Judas, principalmente na política partidária.

Em Lucas 6:16 Bíblia Sagrada – encontramos a história de Judas Iscariotes, o traidor de Jesus Cristo. Ele foi escolhido a dedo como discípulo de Jesus. Por sua ganância, tornou-se “tesoureiro” do grupo designado pessoalmente por Jesus.  Por trinta peças de prata vendeu o Mestre.

O mesmo vale para os dias de hoje; teria sido tolerável se houvera só um Judas, porém na verdade, o mundo está cheio de Judas, principalmente na política partidária. O espírito de Judas está muito vivo naqueles que participaram do golpe que impitimou a presidente Dilma Rousseff.

O PT não votou a favor de Cunha no Conselho de Ética. Por vingança, o então presidente da câmara dos deputados, acelerou os pedidos de impeachment; sabe-se lá por quantas moedas, se revelando um Judas dos tempos atuais.

Por outro lado, o senador também conhecido como “garoto do Leblon”, foi para o plenário reivindicar a cabeça de Dilma Rousseff. Quanto a este play boy do Leblon não se sabe ao certo o que recebeu, se dinheiro ou um certo helicóptero que posou em Minas Gerais.

O Judas FHC – parece nome de inseticida – talvez tenha sido pago com mais um apartamento na Champs Elisée, a avenida mais cara do mundo, em Paris, ou quem sabe uma vaga de diretor da Petrobrás, depois de privatizada, é claro, para algum filho, neto ou alguém de sua estima.

Entre tantos outros Judas, Geddel foi o mais astuto. Abocanhou de uma só vez R$ 51 milhões e escondeu em um quarto de apartamento. Não podemos esquecer o Judas Joesley Batista que não poupou ninguém. Nem a si. Entregou todo mundo e ainda cantou a “bela, recatada e do lar”, botando a culpa em sua mãe.

Já Moro, o Batman dos coxinhas, mesmo ridicularizado e desmoralizado por seus atos de perseguição que até hoje não surtiram efeito desejado por ele, virou herói dos coxinhas. Como pagamento deve receber um curso nos Estados Unidos, outro patrocinador da traição à presidente eleita Dilma Rousseff.

Dilma Rousseff foi traída, mas quem foi crucificada foi a nação brasileira.

Alberto Peixoto – Escritor

 

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Brasil desigual | Por Sérgio Jones

Podres poderes

Diferentemente do que slogans políticos propagam o Brasil não é um país de todos, é de poucos. A prova incontestável é revelada constantemente através de pesquisas que apontam índices escandalosos que distanciam o cidadão comum dos pouquíssimos privilegiados existentes, em um país tão desigual, quando se trata de  temas como distribuição de renda, arrecadação de impostos e outros penduricalhos econômicos.

Recentemente, ao fazer incursões nos noticiários que circulam pela mídia não só tupiniquim como até mesmo as dos denominados países do primeiro mundo, nos deparamos com realidades chocantes e atentatórias à dignidade humana. Interessante observar que estas dantescas realidades se estendem por todo o planeta onde predomina o capitalismo, modelo econômico decantado em prosa e versos como ideal por privilegiar a livre iniciativa. Onde, em teses, todos têm os mesmos direitos e blá, blá. Estas frases ocas são amplamente assimiladas por um povo totalmente  desenformado.

Para desmontar esta mística econômica, montada de forma criminosa pelos detentores e manipuladores dos podres poderes, basta fazer uma rápida pesquisa em setores que tratam destas minúcias financeiras para constatarmos que os fatos são bem outros. Para que possamos ter a mínima ideia do fosso que existe entre ricos e pobres, estudos recentes constataram que no  Brasil, os seis maiores bilionários têm equivalente ao patrimônio dos 100 milhões de brasileiros mais pobres. O que resulta dizer que se o ritmo atual de inclusão no mercado de trabalho prossiga da forma como foi nos últimos 20 anos, as mulheres só terão os mesmos salários dos homens no ano de 2047, e apenas em 2086 haverá equiparação entre a renda média de negros e brancos. De acordo com projeções do Banco Mundial, o país terá, até o fim de 2017, 3,6 milhões a mais de pobres.

O documento identifica falhas na forma como o imposto é arrecadado no Brasil, em contraste com outros países. Além da alta tributação indireta, há questionamentos à isenção de impostos sobre lucros e dividendos de empresas e à baixa tributação de patrimônio, que, com isso, acabam contribuindo para aumentar a concentração de renda dos mais ricos.

* Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

 

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Maia reconhece que Dilma foi vítima de um golpe parlamentar I por Sérgio Jones

Rodrigo Maia admite não ter feito o que eles fizeram com a Dilma

Creio não existir adjetivos suficientes, na língua portuguesa, que possa definir com precisão o nível de baixeza e vilania alcançada pelos políticos brasileiros, tendo como objetivo apenas se manterem encastelados no poder, desprezando e abrindo mão de  todos os princípios básicos das normas consideradas minimamente decentes. Sim, senhores chegamos ao fundo do poço. Prova inequívoca e que não abrem espaços pela dúvida nos foi dada recentemente pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ao se pronunciar sobre os comentários que circulam nas rodas do poder de que ele teria sido picado pela “mosca azul” na ocasião da primeira denúncia contra o presidente Michel Temer.

Ele  citou textualmente a seguinte sentença: “Não fiz  com eles o que eles fizeram com a Dilma”. Com esta observação,  reconheceu tacitamente que forças em torno do poder articularam criminosamente o impeachment. E foi mais incisivo ao frisar que o padrão adotado por ele “não é o mesmo”.

 O presidente admite não ter feito o que eles fizeram com a Dilma.  “Talvez por isso essas mentiras criadas, teve como objetivo  gerar um ambiente em que eu era o que não prestava e eles eram os que prestavam. Talvez imaginassem que o padrão fosse esse. O meu padrão não é o mesmo daqueles que, em torno do presidente Temer, comandaram o impeachment da presidente Dilma”, afirmou Maia.

Tal comportamento de suas excelências é o mesmo adotado pelos ganguesteres mafiosos da pior espécie. O grau de aviltamento entre  estes criminosos de colarinho branco, não têm precedentes nos anais de nossa história. Literalmente chegamos a um caminho sem volta. Agora é tudo ou nada.  Ou o povo se manifesta e demonstra o seu descontentamento indo às ruas, ou mais uma vez a história terá como protagonista os mesmos verdugos de sempre. O povo tem que sair da passividade e da inércia  em que se encontra e dar um basta a ação destas bestas travestidas de políticos. Que têm envergonhado a nação, e por extensão todo o povo brasileiro. Fora Temer.
Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

 

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