Retrospectiva/ Por Jucklin C. Filho

Comemora a horda, um bando de corvos a crocitar: ” Graças a Moro, Lula nunca mais”. Responde a multidão em coro: Ao Lula, não se diz nunca mais! Havemos de dizer: Lula hoje e sempre! … porque tem no coração do povo, seu abrigo! Não se mata uma lenda viva! Lula, até breve.

Embora tenha nas masmorras prisionais sido encarcerado, como deter, no coração do povo quem tem um amor imenso devotado? Como detê-lo? O cárcere ao qual, foi encerrado não esmoreceu seu ideal de luta, sua vontade férrea de integrar-se à sublime batalha — trabalhar pelo mais necessitado, aquele que mais ajuda precisa!

Em São Bernardo, no transcurso que pensavam ser seu calvário, o palco de sua humilhação, frustrou-se, entretanto, dos seus detratores, a infame expectativa de assistir à lenda viva, Lula, melhor presidente brasileiro de todos os tempos abatido! …

Viu -se, porém, naquele merencório dia, um Lula sereno, arrojado, semblante plácido, à têmpera de aço forjado, a conduzir com garbo a multidão que cativa o acompanhava a cantar delirantemente, ufanando: Lula! Lula! Lula!

Quando pessoas em prantos, ali, no mar humano que se agitava nas cercanias do Sindicato dos Metalúrgicos a ele se chegavam, vindo consolá-lo, num quadro comovente, num turbilhão de lágrimas vertidas, selfies com seu ídolo, fraternais abraços estreitados, era Lula que os consolava !…

As cenas de Lula, nos diversos meios de comunicação abundantemente vistas, sendo carregado pela militância, retratavam naquela augusta hora, a amplitude de sua liderança no campo político, prestígio nem por Vargas conseguido, impondo à nação brasileira assistir comovida à fibra, ao destemor de seu Maior Líder Popular que enfrentava seus algozes de cabeça erguida! …

Em todos quadrantes do País, no mundo afora, em uníssono reverberava o nome: Lula! Lula! Lula! Milhares de Lulas se multiplicavam aos olhos de todo o mundo, que parecia estar em transe.

Ali, transcendia o que já não era mais humano: Não mais era uma pessoa. Era um mito, que mais e mais se avultava, nos fraternais laços, semente da gratidão plantada pelo aguerrido povo que mesmo preso, queria Lula, líder carismático nato, Presidente brasileiro pela terceira vez.

A quantidade aflita de gente era seiva que aos milhares se estendia, em cada canto pululava na flora do coração, gritando: Lula! Lula! Lula!

Ele se agigantava, estreitado nos braços de milhares de pessoas que não queriam que se entregasse para ser preso em Curitiba.

Não foi à toa que Lula havia dito ser uma ideia. E ideia não tem alcance. Ideia não se prende! — pontificou no seu memorável discurso.

Nos umbrais da covardia, comemora a horda, um bando de corvos, a crocitar:” Lula nunca mais”.

A multidão, qual lava de vulcão, que começa branda, depois expande-se, em proporção gigante se agitava, crescia, soltando brado de protesto: Lula sim! Não há, como apagar o brilho, de quem tem luz própria! … Milhares de Lulas no comando!

Prenderam-no. Contudo, nunca uma lenda viva, um mito , seu legado, suas palavras, seu profícuo trabalho em prol humilde povo, hão de aprisionar !

As palavras, o ideário de bem-estar à camada mais pobre da população, concebidos por Lula, gênio da política brasileira, no seu brilhante caminho traçado, nem o tempo, inexoravelmente a correr, consegue apagar!

Seus feitos, gravados no âmago da memória, por uns, admirados; por outros, inimigos do povo –invejados, sempre a inveja a crescer, vendo impotentes, Lula elevar-se ainda mais, laureado no panteão da história, e seus feitos perpetuados, em prol população mais pobre. Uma legenda que encerra: Lula, o melhor político brasileiro da história! Fantasma a assombrar os inimigos do povo brasileiro!

Jucklin C. Filho

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