Viagra: arma letal pode inserir as Forças Armadas Brasileiras como potência militar no cenário internacional / Por Sérgio Jones

Viagra e prótese peniana

São muitos os ditos populares utilizados sem parcimônia pela população brasileira. O que está muito em evidência é com relação a compra feita pelo governo federal para as Forças Armadas no valor superior a 11 milhões de reais em comprimidos de citrato de sildenafila, popular viagra.

O ato é tão grotesco e descabido que o deputado federal Elias Vaz (PSB-GO) resolveu tomar a iniciativa e ingressou com representação no Tribunal de Contas da União (TCU) pedindo a investigação de compra desse curioso produto, feita pelo governo federal para as Forças Armadas.

Tendo como agravante de que a aquisição do tão requisitado azulzinho teve um superfaturamento de até 550%.

“O prejuízo à União pode passar de R$28 milhões. É dinheiro público indo para o ralo da corrupção enquanto o povo brasileiro recolhe alimentos no lixo e come sopa de osso. Essa situação precisa ser investigada”, afirma o deputado.

Na semana passada, o parlamentar divulgou os detalhes do contrato firmado entre o Comando da Marinha e o laboratório EMS S/A para fornecimento de mais de 11 milhões de comprimidos de citrato de sildenafila de 20, 25 e 50 miligramas de 2019 a 2022.

O acordo prevê ainda a transferência de tecnologia de fabricação do medicamento pelo laboratório da Marinha, causando questionamento sobre a finalidade dessa medida e os critérios para a produção de remédios pelas Forças Armadas.

O que mais chama a atenção desse fato inusitado é que além do custo do medicamento comprado pela Marinha pode chegar a R$33.592.714,80.

Enquanto se a mesma aquisição dos 11.21.624 comprimidos tivesse sido realizada pelo Departamento de Logística do Ministério da Saúde, o Tesouro Nacional teria desembolsado R$ 5.382.059,52, ou seja, a União teria comprado o medicamento com preço 5 vezes menor.

O que fica evidenciado em toda essa sórdida trama e todo esse ‘ritual de fodelança’, como diria Odorico Paraguaçu, personagem ficcional e cômico da série o Bem-Amado.

É que o patrimônio público está sendo lesado, com o beneplácito do desgoverno Bolsonaro. Podemos afirmar que a ação desse presidente miliciano está literalmente em plena fase de acasalamento com a nação, e por extensão, o povo brasileiro.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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