Bolsonaro impostor astuto arquitetado pela burguesia nacional em parceria com interesses estrangeiros/ Por Sérgio Jones*

O capitão do mato Jair Bolsonaro surge no Brasil de forma intempestiva
FOTO: Arquivos Google

dando a entender ser ele um homem que pode restaurar a ordem em um país que, segundo argumenta os pensadores e representantes de uma burguesia atávica que vive atrelada às forças do obscurantismo que nos cerca, ao que parece foi destruído pela corrupção e a demagogia instaurada pelos governos do PT e cujas sequelas são diversas: insegurança pública, a criminalidade, o narcotráfico, os subornos, a revolta das minorias sexuais, a tolerância diante da homossexualidade e a degradação do papel da mulher, extraída de seus papeis tradicionais.

Outro fator que contribuiu para alimentar um cenário tão derrotista se deve ao escândalo da Lava Jato e o desastroso e criminoso governo de Michel Temer. Ambas as lamentáveis situações contribuíram diretamente para estabelecer uma sensação negativa. Fornecendo o caldo necessário para a insurgência das forças conservadoras e do atraso a insurgirem do lodo da história como arautos e salvadores da pátria.

Capaz de infringir todas as normas políticas o inescrupuloso e despudorado Jair Bolsonaro, se eleito, deverá promover tarefas dos legados político contestatório. E será nessa aridez histórica mesclada de pânico e ódio que o fará explodir em apoio de quem quer que seja percebido com as credenciais necessárias para restaurar a ordem subvertida.

Mas como prega o adágio popular, desgraça pouca é bobagem. O capitão do mato escolheu como companheiro de chapa Antônio Hamilton Mourão, um general de pijama. Ambas as Bestas são a reencarnação da ditadura militar de 1964, que pretendem ascender ao governo não pela truculência das armas, mas, pela vontade de uma população contaminada. Ao que tudo indica esta população deverá referendar os seus votos aos senhores da Casa Grande, ou seja, aos seus verdugos.

Como muito bem citou o doutor em Ciências Política pela Havard University e professor de Filosofia Política da Universidade de Buenos Ayres, Atílio Baron, em excelente artigo, ele levanta a hipótese que procura entender o sucesso de Bolsonaro (PSL). Ao citar, com muita propriedade, o que observa o italiano Antônio Gramsci em um dos seus celebres cadernos, em situações de “crises orgânicas: “… ser este um fenômeno orgânico e normal, ainda quando seu ritmo seja rapidíssimo e quase fulminante por comparação aos tempos tranquilos do passado: isso representa a fusão de todo um grupo social (as classes dominantes) sob uma única direção concebida como a única capaz de resolver um problema dominante existencial e barrar um perigo mortal”.

“Isso é o que corre atualmente no Brasil uma vez que suas classes dominantes comprovam a obsolescência de suas forças políticas e lideranças tradicionais, a bancarrota de Fernando Henrique Cardoso, Michel Temer, Aécio Neves, José Serra, José Sarney, Geraldo Alckmin e companhia, o que as levou à busca desesperada do providencial messias exigido para restaurar a ordem desequilibrada pela demagogia petista e a insubmissão das massas e que, por sua vez, vai lhes permitir ganhar tempo para se reorganizar politicamente e criar uma liderança política mais ao tom de suas necessidades sem o risco de imprevisibilidade inerente a Bolsonaro,” reconhece Baron.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com.br)

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