Eleger Bolsonaro é promover culto a estupidez coletiva/ Por Sérgio Jones*

Bolsonaro: a estupidez cavalar
FOTO: Paulo Fonteles Filho

Indícios dos mais variáveis matizes nos induzem a crer e leva a acreditar, de forma estúpida, de que a possível eleição do pré-candidato da extrema direita, Jair Bolsonaro, possa ser qualquer tipo ou viés de solução para os graves problemas sociais que assolam o Brasil. Se utilizando de forma verborrágica e de elevado senso de cabotinagem o traficante de ilusões tomou para si o lema popular de que “é preciso colocar ordem nesse país” que está sendo engolido pela corrupção e a violência enquanto perde seus valores morais.

Esta estratégia tem como objetivo se apropriar da simpatia dos eleitores nostálgicos e desejosos da ditadura militar. Bolsonaro já anunciou que tem quatro nomes de generais para possíveis ministros de seu governo. O ato de sandice utilizado por este monstro é uma espécie de escudo de nobreza que pode ser uma metralhadora, capaz de resolver todos os males promovido por uma sociedade doente, que diante de sua incapacidade de criar uma sociedade mais igualitária e justa para todos, busca castigos definitivos aos corruptos, no qual ele e seu grupo estão inclusos.

Despreparado para governar até mesmo uma aldeia situada no mais dos remotos rincões do planeta, já que não demonstra capacidade de concatenar ideias mais simples, parece ter a seu favor a defesa dos valores tradicionais da família, reunindo assim o consenso das poderosas igrejas mais conservadoras. Já se prevê um pastor como seu vice. Ele se utiliza de uma linguajem radical com que defende a tortura, a pena de morte, a cura gay, além de promover zombaria com o estupro, o machismo em todos os seus mais perversos graus.

O ex-militar é apenas ponta do ice Berg da estupidez coletiva que vem tomando conta do país, além de ser ele um dos raros candidatos que podem prescindir da ajuda do Partido da Imprensa Golpista (PIG). Nesse ano eleitoral, a exemplo das eleições anteriores, as grandes redes de comunicação serão um elemento crucial para influenciar o voto. Principalmente dos segmentos menos esclarecidos da sociedade brasileira, que não são poucos. Se o desgoverno do presidente golpista Michel Temer tem sido responsável por gerar uma montanha de lixo social. A improvável, mas possível vitória eleitoral, do execrável Jair Bolsonaro, transformará a nação brasileira em um amplo aterro sanitário. Solapando de forma inexorável as perspectivas de uma sociedade mais justa e igualitária para todos os brasileiros.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

 

Paulo Fonteles Filho

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