Pedido de registro da Rua Sales Barbosa como Patrimônio Imaterial Literário, Histórico-Cultural de Feira de Santana-BA

Rua Sales Barbosa, ao lado Mercado Municipal, atualmente, Mercado de Arte Popular-MAP

Solicitamos das autoridades competentes o tombamento (registro) imaterial da Rua Sales Barbosa como local histórico, tornando a memória feirense viva, em um espaço de lazer e interatividade.

A cidade de Feira de Santana acolheu o século XX com os olhos voltados para o progresso, passou pelo tempo passado indiferente, vibrou pelo processo de modernização, ao mesmo tempo em que foi aceitando o apagamento da importantíssima memória vivida.

Hoje, circula pelas ruas, redes sociais, nos grupos do Facebook: “Memórias de Feira de Santana”, “Lembranças de Feira” e outros, no whatsapp, o peso do marca-passo nostálgico de quem não se vê pulsando na cidade. Aqui cabe pensar no céu do Romântico. Sales Barbosa (1862-1888).

A história da Rua, da cidade despertando a consciência coletiva. A necessidade de mobilização e identificação com os patrimônios. Pois, o que dá sentido ao patrimônio é perceber a imaterialidade dele, nesse caso, a da Rua do Meio, hoje Sales Barbosa.

Feira de Santana experimentou o movimento Romântico. Deixou sua marca na Igreja dos Remédios, nos encontros abolicionistas, na boemia da Rua Proibida, na sua história oral. O Patrimônio tem função educativa.

Placa comemorativa

Ao abordar a Literatura como Patrimônio Cultural Imaterial (um bem valioso para Feira de Santana), por meio da poesia de Sales Barbosa, buscou-se identificar na Literatura Romântica da cidade, a questão da identidade local e o sentimento de pertença a esse lugar, presentes nas poesias, na vida do autor por intermédio da experimentação da Escola Literária da terceira geração que carrega às vivências locais. Destarte, a poética de Sales Barbosa reflete a história que a Metrópole Feira de Santana vivenciou em meados do século XIX, denominado de tempos do Romantismo, tempos vividos por Castro Alves.

O poeta que denomina a Rua, lembrado pela grande parte dos feirenses como referência local, uma placa, na antiga Rua do “Meio”, o acesso aos poucos patrimônios preservados, já tombados pelo IPAC: Mercado de Arte Popular, Coreto e Lambe-lambe, da Praça Bernardino Bahia, Igreja dos Remédios, Coreto e Casarão Fróes da Mota.

Há toda uma memória da Rua ali representada. Esse pode ser um modo de fazer chegar o conhecimento histórico, de tornar visível todos os momentos e diversos contextos em que a cidade foi sendo construída.

[…] Justificando o projeto: Sales Barbosa (1862-1888) é capaz de desencadear estudos, vontades, aspirações, memórias capazes de fortalecer a vontade de preservar edificações históricas e costumes, um jeito de ser, de compreender e ocupar o espaço urbano, contribuindo para a diminuição da apatia, quiçá da violência e dos desajustes citadinos atuais. Em suma, o “Memorial a céu aberto” ajudará a ver a grandeza, a importância da cidade.

Fazer do espaço um convite, um presente para os feirenses, preservando assim a Rua como forma de lazer, cultura, e memória, visto que a cidade não somente esqueceu seu poeta de vida breve por 129 anos (1862-1888), mas da Rua como local de encontros artísticos: Literatura, Teatro, Dança, Música, pintura, diversas artes e eventos, etc.

Feira de Santana agradece!

Cintia Portugal de Almeida

Escritora e Pedagoga

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