Perícia no Senado comprova que não houve pedaladas

Rose de Freitas (PMDB-ES) confessou que ninguém leva a série das pedaladas.

Rose de Freitas (PMDB-ES) confessou que ninguém leva a série das pedaladas.

Com o parecer da perícia do senado, ficou comprovado que o Impeachment foi um jogo político; uma manobra irresponsável que quebrou o País em todos os segmentos. Manobra que teve como objetivo tirar a presidente Dilma Rousseff do poder, com a finalidade de bloquear a Operação Lava Jato; já que esta complicaria a vida de políticos principalmente do PMDB, PSDB e do presidente interino, Temer.

A denuncia de crime de responsabilidade fiscal ficou enfraquecida, dando subsídios para que a defesa da Presidente Dilma crie argumentos técnicos para que este imbróglio venha a ser resolvido.

“Com a perícia do Senado, a acusação faz água, pois a incompatibilidade dos decretos com a meta fiscal foi resolvida com o reajuste da meta. Por isso mesmo o governo agora está se afastando da acusação formal e adotando discursos como o de Rose de Freitas, de que Dilma foi afastada porque não tinha condições de governar e coisas do gênero. Ou seja, o que está em curso é um golpe mesmo” – diz o deputado Paulo Pimenta (PT).

Agora é fundamental a participação popular em prol de que a justiça seja feita. Como diz Lula: “PT e aliados não podem ficar parados esperando que a Lava Jato inviabilize o governo provisório com mais denuncias contra seus integrantes, ou até mesmo o próprio Temer [..].”

É preciso saber se este parecer da perícia do Senado vai ser suficiente para garantir as mudanças de votos que garantam a derrubada do golpe. Na tentativa de assegurar os 54 votos que confirma a sua efetivação como Presidente da República, Temer vem trabalhando fortemente no Senado para garantir a sua estabilização.

Com a certificação de que a Presidente Dilma Rousseff não praticou pedaladas fiscais, um levantamento feito pelo Senado mostrou que ainda existem senadores indecisos. Estes indecisos podem garantir a absolvição de Dilma. Por outro lado, a pesquisa ipsos-Brasil mostra que a rejeição de Temer é de 70% da população.

“Temos dois meses para intensificar a resistência ao golpe e denunciar este governo que é o pior de todos os tempos: ilegítimo, composto por corruptos,  violador da lei e dos direitos e disposto a entregar o patrimônio nacional. Por isso mesmo estão esvaziando o Congresso, para que não tenhamos tribuna. Antes da votação do impeachment na Câmara, tinha sessão de segunda a sexta para contar prazo. Agora, vamos ter uma semana vazia, dedicada a São Pedro e São Paulo.  E a mídia acha tudo natural, embora esteja na cara que o recesso junino tem propósito político” – informa o deputado Paulo Pimenta.

Infelizmente o processo do Impeachment é mais político do que jurídico, e isso fica bem claro quando a líder do governo interino, Rose de Freitas (PMDB-ES) confessou que ninguém leva a série das pedaladas. Caso o Impeachment seja aprovado no Senado, a Presidente Dilma Rousseff deverá levar o caso à corte Interamericana de Direitos Humanos.

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