Somos todos Paraíbas/Por Alberto Peixoto

Com chapéu de cangaceiro, símbolo da cultura nordestina, Lula abraça a todos sem discriminação.
FOTO: Rede Brasil Atual

Dos ‘governadores de Paraíba’, o pior é o do Maranhão. Não tem que ter nada com esse cara”. – afirmação de natureza xenofóbica do Presidente atoleimado Jair Bolsonaro, referindo-se à população nordestina.

Está explicitada nesta afirmativa a falta de decoro. É preciso que informem a este inútil, que o Brasil é dividido por regiões: Norte, Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste. Essas regiões são divididas por 27 estados e um Distrito Federal.

Estas regiões pertencem à República Federativa Brasileira e todas têm os mesmos direitos e deveres, independente de serem politicamente contrária ao governo que a administra.

Perseguir uma região ou um estado que não o aceita como Presidente da República, é inconstitucional e motivo de se pedir o Impeachment deste tirano de calças curtas.

Quando o “chefe” dos bolsominions chama vulgarmente os nordestinos de “paraíbas” – não que ser chamado de paraibano seja ofensa, mas a forma pejorativa como foi usado a palavra, é ofensiva – comete crime comum, crime de constrangimento contra a dignidade e racismo; quebra de decoro que pode levar à possibilidade de um pedido de Impeachment.

“Independentemente de suas opiniões pessoais, o Presidente da República não pode determinar perseguição contra um ente da Federação. Seja o Maranhão ou a Paraíba ou qualquer outro Estado. ‘Não tem que ter nada para esse cara’ é uma orientação administrativa gravemente ilegal”. – publicou Flávio Dino, Governador do Maranhão em seu Twitter.

O Nordeste deu ao Brasil Maria Quitéria, a baiana de Feira de Santana que lutou na guerra pela independência do Brasil, Soror Joana Angélica, Tobias Barreto e Simão Dias, Dom Lucas Moreira Neves, Catulo da Paixão Cearense, entre tantas outras figuras da nossa história.

A Bahia é o berço da cultura brasileira; Alagoas a terra dos Marechais, de Marechal Deodoro que proclamou a República; o Maranhão com suas belezas naturais; o Ceará de “Iracema” e José de Alencar e Chico Anísio; a Paraíba, terra de Ariano Suassuna e Augusto dos Anjos, etc.

Todos os nordestinos são Paraíbas: baianos, sergipanos, pernambucanos…  Somos Jorge Amado, Caetano Veloso, Gil, Ruy Barbosas e Castros Alves, Chico Anísio, Suassuna, somos de Alagoas; somos nordestinos, “um povo antes de tudo, um forte” como já escreveu Euclides da Cunha; um povo orgulhoso de sua labuta, sua essência e do seu brio.

O lado terrorista de Bolso: o jornalista Luiz Maklouf Carvalho, vai lançar o livro, “O Cadete e o Capitão – a vida de Jair Bolsonaro no quartel”, onde o então “cadete” apresenta de sua autoria, croquis com detalhes sobre onde implantar bombas em locais estratégicos do Rio de Janeiro – década de 80.

Respeite o Nordeste dos cabras da peste.

Alberto Peixoto – Escritor

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ACM: esquecido pela família e pelo povo baiano/ Por Sérgio Jones*

Antônio Carlos de Magalhães (ACM, PFL-BA), senador da República

Em 20 de julho de 2007, faleceu o então político baiano Antônio Carlos Peixoto de Magalhães (ACM), após sofrer parada cardiáca. Ele se encontrava internado no Instituto do Coração no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Este mês, mais precisamente no dia 20, o cacique político da Bahia, esteve completando 12 anos de morto. O curioso, e que chama mais à atenção dos menos desavisados, é que nenhuma homenagem ou citação foi prestada pela família dele, detentora de uma vasta rede de comunicação no Estado. E menos ainda por parte do povo baiano, que em alguns momentos chegou até mesmo a endeusa-lo. Isto é uma prova inconteste de quanto o poder é efémero e ilusório. Não poupando até mesmo os que gozam de muita fama e riqueza.

Considerado como um político caudilhesco, boquirroto e agressivo. Por três vezes foi governador da Bahia, sendo duas vezes nomeado pela ditadura do Regime Militar Brasileiro instalado no país a partir de 1964. Além de ter sido senador em 1994 e em 2007.

Sempre polêmico protagonizou episódios tensos e hilários, ao longo da história. Merecendo destaque para o ocorrido, ainda no mandato de deputado Federal. Quando Tenório Cavalcante durante discurso na Câmara acusa o então presidente do Banco do Brasil, Clemente Mariani, de desvio de verbas. ACM então deputado e baiano como Mariani, defendera o conterrâneo respondendo: “Vossa Excelência pode dizer isso e mais coisas, mas na verdade o que Vossa Excelência é mesmo, é um protetor do jogo e do lenocínio, porque é ladrão”.

Ato seguinte, a reação de Tenório Cavalcante foi sacar o seu revolver e berrou: “vai morrer agora mesmo”! Membros da Câmara Federal deixaram o recinto em disparada, enquanto alguns pouco tentavam impedir o desfecho trágico da situação. ACM tremendo de medo, foi acometido de uma incontinência urinária. Mesmo diante da situação vexatória teve forças para gritar ”atira”. Tenório, por fim, resolveu não atirar. Rindo da situação em que ACM se encontrava, recolheu a arma e disse em tom de deboche que “só matava homem”.

Muitos outros episódios aconteceram ao longo da tumultuada trajetória política na vida de ACM. Mas a lição que nos é legada pela história é que os podres poderes são transitórios e efémeros e que nada é eterno, nem mesmo os diamantes.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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O maior comunista de todos os tempos/Por Alberto Peixoto

A doutrina Crística, inspira a Filosofia de esquerda
FOTO: O Cafezinho

“Amai ao próximo um amor fraterno e verdadeiro. Dai de comer a quem tem fome e dai de beber a quem tem sede e abrigo a quem tem frio” – Jesus Cristo – Mateus 25:35.

Estas palavras transpiram a essência da filosofia socialista da esquerda brasileira. Amai uns aos outros. Quem ama ao próximo por hipótese alguma faz uma Reforma da Previdência tão desumana como a que está sendo feita pelos “fariseus” que administram o Brasil.

Todo bom católico é um grande socialista. Jesus Cristo, como homem, foi o maior socialista que já pisou neste planeta! Amar ao próximo é a definição básica de uma sociedade organizada. Sem este princípio não poderíamos ser considerados civilizados, principalmente cometendo todas as aberrações que nos são peculiares.

Atualmente é de praxe ouvir religiosos defendendo a lei do armamento proposta pelo “chefe” Bolsonaro. Aqueles que defendem a violência, de maneira nenhuma pode se dizer seguidor do Nazareno. São seguidores de um deus vingativo, punitivo e disseminador da violência. Quem agride um agressor se torna tão agressor quanto ele. Quem mata um assassino se torna tão assassino quanto ele.

Jesus Cristo sempre pregou o principio da justiça, da solidariedade, da igualdade social e econômica – a divisão de 5 pães e 2 peixes de forma igual e distribuído entre as pessoas que ouviam seus ensinamentos – das relações de respeito entre as pessoas independente de qualquer outra coisa.

Partindo do principio da igualdade e solidariedade, o que vemos no atual quadro social criado por estes basbaques que desgovernam o país é totalmente o contrário. O pobre e o negro não têm mais direito a frequentar escolas, – escola para todos, ciência sem fronteiras, etc – não tem direito a saúde, a divisão equitativa dos alimentos – bolsa família – foi para o espaço e voltou o desemprego em alta escala.

O nosso Irmão Maior sempre esteve disposto a enfrentar o descaso com o ser humano, o poder autoritário de um sistema opressor – o mesmo sistema ditatorial que enfrentamos atualmente – vulgarizado por líderes políticos e religiosos; a exploração do homem pelo homem e a falsa propagação da ideia de meritocracia em uma sociedade desigual.

Não se respeitam as escolhas, as diferenças. O Mestre foi um defensor incontestável das diferenças, dos excluídos, das vítimas do preconceito. Por outro lado, os religiosos em seus cultos dominicais dizem promover o amor, mas na realidade promovem o ódio, a exclusão, a violência e apoiam a tortura pregada pelos que integram a famiglia Bolsonaro. São adoradores do Coronel Ustra.

Homossexuais e prostitutas devem ser castigadas? E os homens adúlteros? Também não deveriam ser castigados? Jesus Cristo não discriminava nem gays nem prostitutas.

A maioria das pessoas não conhece o significado da palavra comunismo. Pois bem: Comunismo (do latim communis – comum, universal) é uma ideologia política e socioeconômica que pretende promover o estabelecimento de uma sociedade igualitária, sem classes sociais e apátrida, baseada na propriedade comum dos meios de produção.

“O mundo precisa, antes de tudo, conhecer o jovem de Nazaré, que era humano como todos nós, inconformado com a injustiça e a desigualdade, que denunciava os poderosos e que não se envergonhava de manter amizades com pessoas rejeitadas pela sociedade. O comportamento de Jesus seria, não tenho dúvida, execrado pelas igrejas de hoje” – Jefferson Ramalho, Teólogo e Historiador.

Alberto Peixoto – Escritor

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O preço da omissão/Por Alberto Peixoto*

Para os omissos, tanto faz…
FOTO: Arquivos Google

Nos últimos meses o Brasil enfrenta uma grande crise em todos os segmentos. Alguns culpam o “estafermo” que aí está como Presidente do País; outros culpam os governos anteriores, principalmente o governo Temer; enquanto outros não sabem a quem culpar, por isso culpam o PT. Porém, existem os que culpem os omissos.

Francamente, os maiores culpados não são os que votaram no “chefe da famíglia Bolsonaro”. Os maiores culpados, com certeza, são os omissos; os covardes que se esconderam por trás das desculpas de que não confiavam em nenhum dos candidatos; os que votaram em branco ou anularam seus votos talvez por ignorância política. E diziam: nenhum presta.

“Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz comete pecado” – Tiago 4:17.

O preço – ou pecado de omissão – está causando toda esta “baderna”, causando a separação entre as classes sociais e prejudicando acima de tudo, os mais necessitados e favorecendo os poderosos. Os idosos veem se extinguir qualquer perspectiva de um final de vida digno; os mais humildes seguindo em direção à linha da miséria; o trabalhador tendo seus direitos aviltados; os estudantes sem direito a escolas; a saúde pública na UTI do descaso. Para que saúde pública? Pague um plano de saúde privado, dizem os “coxinhas”.

A omissão provoca uma lacuna causada pela ausência de ação! Pela covardia! Pela inércia dos que tem medo de assumir uma posição e entrega até o seu futuro e de seus descendentes, nas mãos de qualquer um que se eleja Presidente. COVARDES! Graças a estes, todos os jovens que estão entrando no mercado de trabalho e alguns que lá já estão, podem dar adeus à aposentadoria.

“A fuga, ou a cegueira hipócrita e passageira, é o pior dos caminhos, certamente trará consequências futuras”. – Pe. Eduardo Costa. E já está trazendo.

Além da covardia dos omissos, pode também ser classificada como culpada, a hipocrisia dos falsos religiosos – tanto os protestantes, como católicos, sem generalizar – que passaram a apoiar a tortura, a violência à mão armada, o retorno da escravidão. A Casa Grande religiosa, principalmente a protestante, voltou a comandar indiscriminadamente o descaso e a impunidade no país.

Falando em escravidão, é de estarrecer a atitude dos que estão perdendo todos os seus direitos trabalhistas e continuam a apoiar este governo corrupto, que está usando o dinheiro do erário para comprar a reforma da Previdência que vai “ferrar” com todos, inclusive eles. Enquanto isso o Guedes já anunciou que a CPMF vai voltar.

Efetivamente, o eleitor omisso é um grande inconsequente! Não tem argumentos para justificar sua atitude irresponsável. Não pode reclamar de nada. Quem votou no Bolsonaro, pode até dizer que acreditou nele e foi enganado. E os que não tiveram a coragem de arriscar um nome, não venham agora com a desculpa de que todo político é corrupto; que as atitudes dos nossos governantes os enojam; que são todos farinhas do mesmo saco.

Os omissos são historicamente irresponsáveis, ou responsáveis pela bandalheira, a bandidagem que se instalou no País. E o combate à corrupção, esqueceram aonde?

Alberto Peixoto – Escritor

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O QUE VOCÊ VIVEU NINGUÉM ROUBA! FEIRA DE SANTANA: LOUCURAS E LEMBRANÇAS!/POR: C. H. Mascarenhas Pires

Beco da Energia com novo designe
FOTO: Arquivos Google

Quando leio ou ouço algo sobre Feira de Santana, me lembro de tanta coisa…

Dos lugares, me lembro do FTC, Cajueiro, lembro da Sativa, do meu colégio Assis, da Feira dos Tecidos e da Le Biscuit, que ainda era armarinho. Lembro da Ponte Rio Branco, da ‘Portinha’, da tabacaria de seu Ribas no Mercado de Artes, das meninas do Gastão, ah como eu lembro do Sobradinho…

Lembro de Ruy Caribé, Caculé, doutor Colbert, José Falcão, Sinval Galeão, Zé e Chico Pinto, Zé Coió, ah! Eu me lembro da Fazenda Mocó! Como esquecer Vavá Machado, Nossa Papelaria, Lojas Brasileiras, Jornal Feira Hoje, Folha do Norte, Revista Panorama…

Quando Humberto Cedraz foi Grão Mestre, eu nem sonhava em ser aprendiz, e no quesito boemia, minha tendência iniciou com o saudoso Miguel Mário, que uma hora dessas está no céu convencendo São Pedro a dar uma entrevista para a Evidência… Quantas vezes saímos de Miúra para caçar o que fazer…

Lembro que eu subia o Najé, chegava no Sertanejo, falava com Keneddy sobre o FTC. Ia pela J.J. Seabra até a Otan Center, depois dava uma passadinha na Senhor dos Passos e via o movimento do lambe-lambe; descia pro Bendegó para tomar um menorzinho e escutar as negociações da arroba do boi, que às vezes era gordo, às vezes a seca consumia!

Lembro das festas do Cruzeiro com cheirinho de pipoca. Das matracas anunciando Taboca, das pedaladas até o Tanque do Urubu! Falar de Feira é até mesmo sair dela, porque Feira não é Feira sem a praia de Cabuçu!
Quem acha brega ou nojento, não tá com nada! Bom mesmo era quando eu ia no Centro de Abastecimento comer buchada! Comprava Carne de Sol no estande de Jessé, e saía para buscar aipim no outro pavilhão a pé.

Como esquecer o Ana Muller e o Baitakão, que o cheiro da gordura ia lá Prefeitura? Bacana era comer Galinha Mista no Laranja Mecânica de Bau, pedir Maniçoba de Tonho, azarar lá em Ana da Maniçoba ou beber uma gelada no Zequinha. Chique era assistir vídeo no Saloom, beber Cuba Libre no Neu’s Bar e escutar da namorada que queria um Daikiri, ou um St. Remi.

O meu lado de presença sempre foi as bandas do Sobradinho, mas eu tinha amigos em todo canto; do Muchila a Queimadinha, da Rua Nova a Santa Mônica, do Tomba a Lagoa Salgada, todos na mesma toada! Em todo canto eu já fui nessa Feira de Santana, e cada um tem o seu charme, sua história…

Não consigo esquecer das tardes de domingo no Iris ou no Timbira, e depois na Gelateria Italiana e Boate do Guaraná. Dos gritos que ecoavam do Joia da Princesa em dia de jogo do Touro do Sertão. E sem falso moralismo, me faz falta passar na porta do Velho Zú para curiar o que se passa lá dentro, dos papos com Dona Darci no Mariscão ou das noites com cheirinho de Stiletto com Alaíde do L’Amour…

Quando minha Belina quebrava, lá ia eu procurar Enxada, melhor mecânico ausente da Rua de Aurora. E se Enxada não desse jeito, passava no Bar São Carlos, de Cardeal, pedia um Gengibre, ou um Milome, comia uma medida de ‘minduim’ torrado e caçava outra oficina!

Fui muitas vezes às festas de Santana. Já usei mortalha para sair atrás do Trio Tapajós na Micareta e já revelei muita foto com Seu Jad’s! Já comi (ou bebi) muito Caldo de Sururu, Mocotó e de Feijão. Já tomei tanta cachaça, tanto Old Eight, Passport, Bell’s e Teachers num punhado de bares por Feira à fora. Saudades do Ferro de Engomar, Choop House, Garrafão, Cabaret, Luar Drinks, Água de Bebê, Chico Bulu, Bule-Bule, Ferry Boat, Ponto do Caranguejo, Bar de Vidal, das pizzas do Timbau! Saudades da Noite do Hawaii, dos bailes do Euterpe, do Caju de Ouro… Saudades da viola de Cescé e Timbaúba!

Feira de Santana é uma mistura de tanta coisa do Nordeste, que mal eu sei discernir onde ela começa, e quando ela nunca termina! Fato mesmo é que minha cidade é sim, uma eterna menina, que não merece morrer de velhice…

Nasci em Feira, dois dos meus filhos são de Feira. Meus netos Caio e Lara são de Feira. Meu pai, irmãos, primos estão me Feira! Minha primeira namorada é de Feira. Eu me casei me Feira na Igreja da Cidade Nova! Meus melhores amigos estão em Feira! Alô Julio Cesar Moraes Almeida, Márcio da Silva Bonfim, Aloísio Soares, Wellington Martins! Alô Junão, Tom Zé, Julinha, Fábio e Luciano Souto! Alô Chico Magal, que me ajudou na orientação e lembrança de muitos lugares desse texto!

Quando eu vivi em Feira de Santana ela era uma Princesa, e hoje, sinceramente eu não sei se é Rainha ou escrava; mas de uma coisa eu sei: ainda sinto muito a sua falta…

Hoje estou em Las Vegas, e sabe de uma coisa? Eu vou apelar! Vegas é feia diante do charme de minha Feira de Santana! Se aqui tem cassino, em Feira tem jogo do Bicho! Quero ver Vegas ter acarajé, escondidinho, bode na brasa, Carne de Sol com pirão de leite, aipim frito, feijão fradinho, queijo coalho, galinha guisada, carne ensopada…

Aqui tem cowboy, mas eu queria vez esse povo fazer o que faz o nosso vaqueiro valente! Se enganem não! Aqui tem gente feia demais, e gente bonita, quando chega, é turista! Feira não! Feira é repleta de gente linda, sorridente… E sem querer ser xereta, se em Las Vegas não tem nem carnaval, quem dirá uma Micareta?

Eu era muito novo e vi uma moça num concurso de Miss Bahia, e ela foi para a final! Essa moça é de Feira de Santana, e toda vez que eu a via, babava de emoção, o coração acelerava, eu suava frio! Acho que foi meu primeiro amor de fato platônico; e um belo dia, fomos eu e Geraldinho Moreira ao FTC numa Noite do Hawaii. Eu a encontrei num camarote, conversamos, namoramos, e saímos dali; e essa foi minha primeira paixão REAL…kkkk Pena que não posso revelar o nome! Coisas de Feira!

Se eu esqueci alguma coisa, fica para o próximo texto! Obrigado Mailin sempre gata Pedreira, pela publicação desse humilde texto. Obrigado Zé Coió, que me faz lembrar as tardes no Feira Hoje, quando ele me pedia para comprar Parliament! Tudo isso é Feira de Santana…

Se eu for parar para escrever sobre Feira, passo um ano e não consigo escrever tudo, e eu preciso encerrar. Me despeço com o verso mais lindo de Georgina Erismann: “Salve ó terra formosa e bendita! Paraíso com o nome de Feira. Toda cheia de graça infinita, és do Norte a princesa altaneira…”

Las Vegas, Nevada, 08 de julho de 2019

Colaboração: Alberto Peixoto

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Bolsonaro e o governo da mediocracia/ Por Sérgio Jones*

O governo da ante corrupção, mas que compra parlamentares para aprovar a reforma da Previdência.
FOTO: Arquivos Google

Não pegou bem a investida pífia, de caráter populista e autocrática do presidente Jair Bolsonaro durante a sua ida 
ao Maracanã, na final da Copa América na noite de domingo (07). 
O governo da mediocracia, em sete meses de gestão, não tem obtido acertos nem conquistas no campo político, menos ainda, no modelo de desenvolvimento econômico. Onde, podemos caracterizar como um rotundo desastre, que se pode traduzir como economia pé de meia. A concentração de renda se alastra e aprofunda o fosso existente entre os poucos ricos e imensas levas de miseráveis.

Não é de agora que governos fascistas, não esquecer os próceres dos sucessivos governos da ditadura instalados no Brasil a partir de 1964. Que se deslocavam aos estádios em disputas decisivas no futebol, representando o Estado, especialmente em confrontos internacionais.

O que desperta a atenção geral é de que até mesmo estes ditadores sanguinários e assassinos não tiveram a audácia, demonstrada recentemente pelo Bolsonaro, de descerem ao gramado, e muito menos se esforçaram para pegar na taça, tendo como objetivo de faturar politicamente o feito que não é dele.

Mas pelo visto a tentativa do atual presidente fascista e de sua trupe não colheram os frutos tão almejados. Foram todos estrepitosamente vaiados, embora tenham recebido manifestações tímidas de alguns poucos, entre os milhares de presentes que lotavam o estádio.

De acordos com avaliações feitas por representantes de segmentos especializados no campo da política, vislumbram eles, que o futuro se torna cada vez mais incerto para este governo, onde o modelo econômico desenvolvido só torna o povo brasileiro mais igual, no cemitério.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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Falta garra à esquerda brasileira/Por: Alberto Peixoto

Brasil, Rio de Janeiro, RJ. 31/03/1964. Tanque do exército pára próximo à casa do presidente deposto, João Goulart, nas Laranjeiras. O Golpe de 64 submeteu o Brasil a uma ditadura militar que durou até 1985. – Crédito:ARQUIVO/ESTADÃO CONTEÚDO/AE/Codigo imagem:17897

Nos idos de 1964 durante o golpe militar, os militantes da esquerda brasileira composta por estudantes, principalmente por universitários, sindicalistas, jornalistas, trabalhadores e diversos segmentos da sociedade ativa, antagônica ao golpe, foram às ruas reivindicar os seus direitos brutalmente sequestrados pelos militares.

Enfrentaram na “mão grande”, policiais militares e até mesmo o exército, fortemente armado, que colocou tanques de guerra nas ruas das grandes capitais. O perigo para estes militantes era iminente, mas mesmo assim, ninguém fugia da “raia”.

Muitos destes jovens morreram ou foram notificados como desaparecidos. Na realidade foram torturados até a morte pela turma do general Ustra, o grande herói do presidente patético Bolsonaro. Foram na verdade executados sumariamente, sobretudo após a instauração do AI 5 – “Ato Institucional nº 5, baixado em 13 de dezembro de 1968 durante o governo do general Costa e Silva, foi a expressão mais acabada da ditadura militar brasileira (1964-1985). Vigorou até dezembro de 1978 e produziu um elenco de ações arbitrárias de efeitos duradouros.”

Também participaram destas lutas contra a ditadura militar várias organizações e as que mais se destacaram foram: Ação Libertadora Nacional (ALN), Comando de libertação Nacional (COLINA), Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR8), Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) e a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares).

Estas organizações que lutavam pelos direitos do povo e do trabalhador foram classificadas pelos generais e coronéis da ditadura e pelo PIG da época, – claro que a Rede Globo estava envolvida. Inclusive no livro o 4º Poder, de Paulo Henrique Amorim, esta rede de informação foi montada e presenteada a Roberto Marinho pelo governo militar com o dinheiro do povo – como organizações terroristas, mas na verdade eram apenas pessoas que queriam o retorno da democracia no Brasil, tantas vezes aviltada.

Na contemporaneidade a militância perdeu o brilho de épocas remotas. Perdeu a garra, a fibra que lhe era peculiar. Os atuais estudantes, trabalhadores e sindicalistas, parecem que viraram patrões ou agem como se estivessem hipnotizados. A tudo veem e não tomam medidas mais incisivas. Como se estivessem intimidados por algo que não se encontra a explicação.

O Brasil que era conhecido como a terra das bananas, passou a ser conhecido como “a terra dos bananas”… e do pó!

Estão perdendo seus direitos trabalhistas – aposentadoria, 13º salário, o desemprego a cada dia aumentando, etc – e procedem como se nada disso estivesse acontecendo. A educação sendo supersucateada por um ministro tosco; Moro e Dallagnol desmoralizados e Lula, que na realidade é a vítima, preso; o sargento da Aeronáutica, Manoel Silva Rodrigues, de 38 anos, militar, transportou 39 quilos de cocaína no avião presidencial, etc. Há algo de estranho no ar!

Alberto Peixoto – Escritor

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Brasil ‘pibinho’: reforma da Previdência não é a salvação da lavoura/ Por Sérgio Jones*

O mercado vive momentos de incertezas
FOTO: Shutterstock

De acordo com ultraliberal Adolfo Sachsida, admite ele, que a eventual aprovação da reforma da Previdência não será a salvação da lavoura, como alardeiam alguns economistas de plantão, há tempos.

Diante do fiasco econômico e administrativo o governo Bolsonaro pretende mudar a divulgação de suas estimativas de PIB para elas não demorarem muito para serem conhecidas após divulgadas aquelas do “mercado”. “Está caindo tão rápido (a previsão do mercado) que, quando é publicado (o cálculo do governo), estamos destoados”.

Para especialistas do setor a reforma da Previdência passando vai melhorar o PIB, que deixa o patamar de 1% e pula para 1,6%. O que eles consideram uma realidade muito ruim. E admitem que ações urgentes devem ser adotadas para evitar que a situação piore, ainda mais.

Também reconhecem que a atual realidade para que possa ser melhorada não basta que se apoiem apenas nas expectativas dos agentes econômicos, algo que poderia ocorrer com a aprovação da reforma. E admitem que Jogar todas as fichas na “confiança” do “mercado” é um pilar do pensamento econômico liberal. E uma forma de defender a contenção dos gastos públicos.

O ultraconservador liberal Sachsida observa que os liberais erraram ao desprezar o papel do setor público. E que não adianta cobrar o BC a baixar o juro como medida de incentivo ao PIB. “O papel da autoridade monetária, não é pensar no crescimento, mas na inflação”, garante.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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Xerife caviloso da lava jato está com os dias contados/ Por Sérgio Jones*

O xerife derrotado
FOTO: Carta Campinas

O inquisitorial Sérgio Moro está com os seus dias de canalhices contados. É o que revela e afirma o jornalista Glenn Greenwald, coautor de reportagens do site Intercept Brasil que demonstra com uma transparência cristalina a indevida interferência de Moro no MPF-PR, na qual procura orientar e direcionar investigações durante a Operação Lava Jato.

A grande indagação é o que vai ser revelado sobre o Moro, nos próximos lances. Sob a batuta do indigitado juiz, há cerca de 4 anos, o mesmo criou uma imagem muito forte aqui e no mundo todo, de “super-herói”. Mas o que tudo leva a crer é que o Intercept já preparou a Kriptonita que vai provocar o desmonte de toda farsa erigida por Moro e seus cupinchas, quem viver verá.

Os primeiros efeitos já podem ser sentidos com a queda da aprovação dele, que já superou mais de 10 pontos. A situação tende a agravar-se, com o passar dos dias, com uma leva de novas denúncias, que vem a galope. “Temos mais material que ainda não divulgamos e que já se encontra em processo de discussão editorial”. Garante Greenwald.

Quanto à disposição demonstrada, pela tosca imitação da deplorável figura do presidente jair Bolsonaro, em defender o Moro, acredita o conceituado jornalista, que ela se deve em função do mesmo ter fortes ligações com o submundo do crime, que se evidencia com as conexões existentes com corruptos e milicianos.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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Sérgio Moro: um ser aflito e afogado em mentiras / Por Sérgio Jones *

A cada denúncia do Intercept, Moro se afunda em um atoleiro que não tem retorno
FOTO: Revista Fórum

Agoniza em fogo brando o xerife da Lava jato, que atualmente vive o seu mundo cão. Ele e sua corja de colaboradores estão pisando em terreno pantanoso, tipo areia movediça, quanto mais se mexe, afunda mais.

Alguns articulistas de auto coturno no meio da grande mídia já professam e até defendem que o melhor a ser feito, no momento, é o Moro se recolher a sua insignificância e fugir do cenário político que não lhe é nada favorável.

Aproveitar o dinheiro que amealhou em parceira com seus comparsas, em ações pouco ou nada confessáveis, que culminou com a prisão de Lula. O passado dele o condena, negociou o presente e o futuro lhe é incerto. Não detém e nem reúne os critérios minimamente necessários, para permanecer ministro.

A pedreira de denúncias que apontam o desmando, associado com o abuso de poder, não para de se avolumar. O criador está sendo engolido pela criatura. A sua participação a exemplo do depoimento prestado recentemente, no senado, deixou claro a figura patética que sempre foi, depauperada e decadente. Uma farsa calcada na mentira e no engodo.

Na condição de ex-juiz e atual ministro não apresenta as mínimas condições, nem física e muito menos morais para aguentar o tranco que vem por aí. Moro sofre os que se denomina na aeronáutica quando uma peça do motor perde a sua completa serventia, ele está com fadiga de material. Insistir grudado que nem uma ostra ao poder, pode lhe custar a liberdade, e até mesmo a vida.

Sérgio Jones, jornalista, (sergiojones@live.com)

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