Comparato se diz convencido de que Moro é um agente americano/ Por Sérgio Jones*

Moro goza de total impunidade. Estou convencido de que ele é um agente norte-americano”,
FOTO: arquivos Google

A interferência do juiz (SérgioMoro) foi considerada pelo jurista e advogado Fábio Konder Comparato como ilegítima e absurda, uma vez que o mesmo não tinha mais competência. “O processo estava no tribunal, e, no entanto, ele próprio telefonou para a Polícia Federal para que ela não cumprisse as ordens do Favreto”. Se reporta ele, a guerra jurídica encandeada em torno do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após o habeas corpus em que o desembargador Rogério Favreto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), determinava a soltura de Lula, no domingo (8). “ Moro goza de total impunidade. Estou convencido de que ele é um agente norte-americano”, opina o jurista.

Como já é do conhecimento de todos, a batalha, no domingo, terminou com a divulgação de despacho em que o presidente do tribunal, desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores, que determinou a manutenção da prisão do ex-presidente. Na terça-feira (10). A presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministra Laurita Vaz negou outro habeas corpus a Lula, afirmando a “absoluta incompetência do Juiz Plantonista (Favreto) para deliberar sobre questão já decidida” por tribunais de segunda e terceira instâncias. Nesta quarta (11), o STJ divulgou que a ministra negou 143 pedidos de habeas corpus para o ex-presidente Lula, apresentados nesta semana. As críticas à ministra por agir de forma parcial contra os direitos políticos de Lula ecoam nas redes sociais.

Para o ministro Marco Aurélio Mello do Supremo Tribunal Federal (STF), o judiciário não pode permitir a falência do Estado, nem retroceder a Idade Média. E afirma que Moro agiu fora dos padrões contra Lula. Comparato foi enfático ao sentenciar que a Presidente do Superior Tribunal (STJ), ministra Laurita Vaz, assim como os desembargadores do TRF4, foram parciais. “Os desembargadores do TRF4 se excederam, porque o assunto não tinha mais ligação com a ação criminal que deu origem à prisão. Eles já tinham julgado. Quando o juiz julga, não pode voltar atrás”.

Outra crítica feita pelo jurista é de que a presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), não foi imparcial ao não demonstrar nenhuma isenção. Ao atacar o (Rogério Favreto), e não os outros desembargadores, inclusive o Thompson Flores (presidente do TRF4). Ele diz não acreditar que o Lula será julgado de forma imparcial, pelo menos durante o período que antecede as eleições. Para ele, a guerra jurídica desencadeada de domingo, houve erros de ambos os lados. O desembargador plantonista Rogério Favreto: “em princípio, não tinha imparcialidade”. “Trabalhou com o PT e no governo do PT.” O argumento de que havia um fato novo, Lula ser candidato, não se cristalizou juridicamente, diz. “A candidatura não havia sido oficializada”.

Em representação protocolada no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) pediu investigação contra Sérgio Moro. Na petição, a entidade esclarece que o objetivo da representação não é analisar os atos dos desembargadores, mas “os descumprimentos legais” praticados por Moro “nos episódios do dia 8 de julho de 2018”. Segundo a argumentação, é considerado um princípio básico de direito que a participação de um juiz em um dado processo se esgota ao proferir a sentença. “Toda e qualquer sentença, seja ela condenatória ou absolutória, possui um efeito inexorável: seu efeito acarreta esgotamento da instância”, diz a petição. A competência do juiz de primeira instância se esgotou ao condenar Lula no dia 12 de julho de 2017, a 9 anos e 6 meses de prisão, segundo a argumentação.

Diante da realidade exposta, Comparato acredita não haver qualquer dúvida de que o juiz Sérgio Fernando Moro não possui competência para despachar em habeas corpus que verse sobre a liberdade de paciente cuja prisão decorra de sentença por ele mesmo proferida julgada em grau de apelação. O corregedor do CNJ, João Otávio de Noronha, determinou abertura de investigação dos desembargadores do TRF4 Rogério Favreto e João Pedro Gebran Neto, além de Sérgio Moro.

Sérgio Jones, jornalista

(sergiojones@live.com)

 

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Brasileiro: Vida de gado, povo marcado, povo feliz!

“A gente comemora os jogos da seleção, bebe um bocado de cerveja e no outro dia a gente vê como é que fica”.
FOTO: WolrdPress

Vocês que fazem parte dessa massa, que passa nos projetos do futuro, é duro tanto ter que caminhar, e dar muito mais do que receber. E ter que demonstrar sua coragem, à margem do que possa parecer, e ver que toda essa engrenagem, já sente a ferrugem lhe comer”. – Zé Ramalho.

Seguramente, brasileiro aceita tudo como se fosse uma coisa normal. É o povo mais submisso, imbecilizado e retardado, aceitando todas as perdas de seus direitos, impostas pelos projetos de um governo golpista sendo capitaneado por um chefe de quadrilha. Mi$hell Temer.

Na realidade a letra da música “Admirável Gado Novo”, de Zé Ramalho, retrata o descaso do brasileiro com relação às injustiças praticadas por esta corja, apoiada por grande parte da imprensa (PIG) e por empresários escravagistas e principais devedores da Previdência e da Receita Federal. São estes os que estão no lucro.

Grande maioria destes empresários são políticos ou aliados a eles – laranjas.

Como se não bastasse, apoiados também por parte da classe média, já em extinção, que se acha rica, sem uma liderança racional e que parecem gostar de virar o “bumbum” para estes aproveitadores de plantão. Covardes, amedrontados e receosos de privar-se do que acham que tem, mas nada tem. São os coxinhas inebriados pelo vizinho rico. Mas eles não são ricos.

Enquanto o petróleo do pré-sal está sendo entregue ao capital estrangeiro a preço de “bananas”, o brasileiro, em sua vida de gado marcado, estava torcendo por uma seleção de futebol que tem dois ex-diretores presos por corrupção no exterior e um que não pode sair do país porque também será preso. Esta é a entidade que rege o futebol brasileiro! CBF.

O brasileiro precisa se consciencializar no mundo verdadeiro. Gradativamente, os lesas-pátrias estão entregando nossas maiores riquezas estimadas em trilhões de dólares a preços vil para o Tio Sam, que passou a mandar neste pardieiro com seu sistema jurídico pífio. Em um país sério, Moro, o playboyzinho tirado a Batman, já teria sido exonerado e estaria atrás das grades ao lado de Gilmar Mendes, Carmem Lúcia, Morais e Cia.

Estudar em uma Universidade voltou a ser prerrogativa dos filhos de ricos, enquanto centenas de jovens pertencentes às classes mais humildes estão deixando as faculdades por falta de projetos do governo para a educação; corte das bolsas de estudo entre outros.

O Sistema de Saúde está na UTI do descaso, com suas Unidades sucateadas por falta de investimentos. Será 20 anos sem investimentos na saúde e na educação, mais congelamento dos salários do funcionalismo público. Enquanto isso os “togados meia boca” estão querendo aumento de salário.

A cada firula ridícula do “cai-cai” Neymar Jr, o desemprego em massa entra nos gramados deste povo marcado, mas marcado pela falta de intelectualidade, pela falta de conhecimento e sem saber discernir o que é melhor para seu futuro.

“A gente comemora os jogos da seleção, bebe um bocado de cerveja e no outro dia a gente vê como é que fica”. Pensamento de alguns torcedores de classe média, porque a maioria não possui condições de comprar cerveja. Os ricos bebem uísque!

“O povo foge da ignorância, apesar de viver tão perto dela e sonha com melhores tempos idos, contemplam essa vida numa cela, esperam nova possibilidade, de verem esse mundo se acabar, a arca de Noé, o dirigível, não voam, nem se pode flutuar” – Zé Ramalho.

Imaginem se a Seleção Brasileira de futebol estivesse classificada para a final da Copa do Mundo e, para nosso azar, fosse campeã! Seria a divinização da insanidade!

Alberto Peixoto

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Em nome de uma obscura “segurança jurídica” Gebran determina que Lula permaneça preso/ por Sérgio Jones *

Sergio Moro cometeu crime de prevaricação FOTO: arquivo Google

Sergio Moro cometeu crime de prevaricação FOTO: arquivo Google

A determinada ordem de Habeas Corpus pela qual decidia pela imediata soltura do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, provocada pela decisão adotada pelo desembargador Rogério Favreto, causa um grande reboliço e desconforto no meio jurídico. Como toda e qualquer decisão judicial, esta deve ser analisada sob a ótica jurídica, e não, como procederam a grande mídia que adotou um viés de cunho de política partidária. Como bem reconhece alguns juristas e professores criminalistas de Direito Penal

Eles defendem que a decisão de Favreto foi proferida em seu plantão no Tribunal Regional Federal da 4ª Região — curiosamente o mesmo que manteve a condenação do ex-presidente Lula, além de aumentar a pena de 9 anos e 6 meses de reclusão, que havia sido aplicada pelo juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, para 12 anos e 1 mês de reclusão.

O que é fato e de domínio público é que a defesa do ex-presidente impetrou Habeas Corpus (152.752) no Supremo Tribunal Federal para que Lula aguardasse em liberdade o trânsito em julgado da sentença, em nome do constitucional princípio da presunção de inocência. O que não aconteceu e no dia 4 de abril, por seis votos a cinco, foi denegada a ordem. Em decisão que afrontou o disposto na Constituição da República (artigo 5º, LVII), o STF entendeu que a presunção de inocência não impede a chamada execução provisória (antecipada) da pena.

O ministro Celso de Mello — decano do STF —, no julgamento do Habeas Corpus 152.752, que acompanhou a minoria vencida, enfatizou que: “Nenhum dos Poderes da República pode submeter a Constituição a seus próprios desígnios, ou a manipulações hermenêuticas, ou, ainda, a avaliações discricionárias fundadas em razões de conveniência ou de pragmatismo, eis que a relação de qualquer dos Três Poderes com a Constituição há de ser, necessariamente, uma relação de incondicional respeito, sob pena de juízes, legisladores e administradores converterem o alto significado do Estado Democrático de Direito em uma promessa frustrada pela prática autoritária do poder”.

No tocante à decisão do desembargador Rogério Favreto (domingo, 8/7), o que ficou patente é que a mesma foi contestada pelo juiz de piso Sergio Moro — que está de férias em Portugal —, ele com esta atitude afrontou a ordem do desembargador federal dizendo que, se a polícia cumprisse a ordem de Favreto, estaria descumprindo decisão da turma do TRF-4 que havia ordenado a prisão.

Ato contínuo, ao tomar conhecimento do “despacho” de Moro, o desembargador Favreto volta a dizer que mantinha sua decisão e que a ordem de soltura deveria ser cumprida. O que mais chama atenção no “despacho” do juiz da 13ª Vara Federal não é o fato de ele estar de férias em outro país, mas o fato de já ter se esgotado a sua “competência” — jurisdição — para o caso.

Concluindo esta ópera bufa o que ficou evidenciado, mais uma vez, para alguns juristas, é que no final do domingo (8/7), o presidente do TRF-4, Carlos Thompson Flores, sob o manto de um inexistente “conflito positivo de competência” e em nome de uma obscura “segurança jurídica”, favoreceu a decisão do desembargador relator Gebran Neto, determinando que o paciente Luiz Inácio Lula da Silva permaneça preso.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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by | 10 de julho de 2018 · 21:19

A Independência do Brasil (de Portugal)

O Tio Sam está de olho na América do Sul
FOTO: Samuel Pinheiro Guimarães (O Cafezinho)

No dia 7 de setembro de 1822, Dom Pedro viajava com sua comitiva de Santos para São Paulo, já as margens do riacho Ipirnga recebeu de um mensageiro três cartas. Uma de seu pai D. João VI, Rei de Portugal, dando ordens para voltar às terras Lusitanas. As outras duas foram de José Bonifácio, que recomendava romper com Portugal e a outra de sua esposa Maria Leopoldina de Áustria, aprovando o parecer do ministro e advertindo: “o pomo está maduro, colhe-o já, senão apodrece”.

Neste mesmo dia Dom Pedro deu o conhecido grito de “Independência ou Morte” e o Brasil deixou de ser colônia de Portugal.

No final do século XX, os brasileiros descobriram que o Brasil tinha se libertado de Portugal, mas passou a ser colônia do “Imperialismo Ianque” (EUA), implantada pelo poder do capital financeiro até chegar à condição de submissão da ditadura do pensamento único, imposta pelo mesmo capital financeiro – um colonialismo explícito.

Com o advento do governo de esquerda no início do século XXI, mais precisamente no ano de 2003, em meados do primeiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, este cenário começou a se transformar e a sair do descrédito em que tinha caído no contexto internacional, motivado pelas más administrações anteriores. Enfim, o Brasil conseguiu se libertar do Tio Sam (FMI).

Segredos Políticos
FOTO: Marcelo Zero

Infelizmente, com a instituição do “Golpe” em 2016, não só na presidente honesta Dilma Rousseff, mas em todo povo brasileiro, o Brasil voltou a ser escravizado – não mais colonizado – pelos Estados Unidos da América, que está levando – ou tomando – com o consentimento do governo golpista de Mi$hell Temer, todo nosso patrimônio principalmente o natural, entre diversos outros.

Lamentavelmente a população brasileira é formada por analfabetos funcionais, analfabetos políticos, inclusive os próprios políticos sofrem destes dois males, e de pessoas que encaram uma eleição como um grande campeonato de futebol, onde seu time (candidato) tem que vencer seja lá como for. Não importa as consequências.

Nada contra o futebol que já se tornou mania mundial, mas enquanto o brasileiro der mais prioridade a um título de Copa do Mundo do que as principais prioridades do País, como: saúde, educação, economia, nível de desemprego, fim da corrupção; preço do gás de cozinha, da energia elétrica, combustíveis, remédios, produtos alimentícios, etc, o troféu de Campeão do Mundo, com certeza não será o do tão almejado Hexa.

Alberto Peixoto

 

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Eleger Bolsonaro é promover culto a estupidez coletiva/ Por Sérgio Jones*

Bolsonaro: a estupidez cavalar
FOTO: Paulo Fonteles Filho

Indícios dos mais variáveis matizes nos induzem a crer e leva a acreditar, de forma estúpida, de que a possível eleição do pré-candidato da extrema direita, Jair Bolsonaro, possa ser qualquer tipo ou viés de solução para os graves problemas sociais que assolam o Brasil. Se utilizando de forma verborrágica e de elevado senso de cabotinagem o traficante de ilusões tomou para si o lema popular de que “é preciso colocar ordem nesse país” que está sendo engolido pela corrupção e a violência enquanto perde seus valores morais.

Esta estratégia tem como objetivo se apropriar da simpatia dos eleitores nostálgicos e desejosos da ditadura militar. Bolsonaro já anunciou que tem quatro nomes de generais para possíveis ministros de seu governo. O ato de sandice utilizado por este monstro é uma espécie de escudo de nobreza que pode ser uma metralhadora, capaz de resolver todos os males promovido por uma sociedade doente, que diante de sua incapacidade de criar uma sociedade mais igualitária e justa para todos, busca castigos definitivos aos corruptos, no qual ele e seu grupo estão inclusos.

Despreparado para governar até mesmo uma aldeia situada no mais dos remotos rincões do planeta, já que não demonstra capacidade de concatenar ideias mais simples, parece ter a seu favor a defesa dos valores tradicionais da família, reunindo assim o consenso das poderosas igrejas mais conservadoras. Já se prevê um pastor como seu vice. Ele se utiliza de uma linguajem radical com que defende a tortura, a pena de morte, a cura gay, além de promover zombaria com o estupro, o machismo em todos os seus mais perversos graus.

O ex-militar é apenas ponta do ice Berg da estupidez coletiva que vem tomando conta do país, além de ser ele um dos raros candidatos que podem prescindir da ajuda do Partido da Imprensa Golpista (PIG). Nesse ano eleitoral, a exemplo das eleições anteriores, as grandes redes de comunicação serão um elemento crucial para influenciar o voto. Principalmente dos segmentos menos esclarecidos da sociedade brasileira, que não são poucos. Se o desgoverno do presidente golpista Michel Temer tem sido responsável por gerar uma montanha de lixo social. A improvável, mas possível vitória eleitoral, do execrável Jair Bolsonaro, transformará a nação brasileira em um amplo aterro sanitário. Solapando de forma inexorável as perspectivas de uma sociedade mais justa e igualitária para todos os brasileiros.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

 

Paulo Fonteles Filho

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A Poesia de Jovina Souza no Instituto Goethe/ Por Roberto Leal

Jovina Souza
FOTO: RLeal

O Instituto Cultural Brasil Alemanha realiza no próximo dia 20 de julho (sexta-feira), às 18 horas, na Biblioteca do Instituto Goethe (av. Sete de Setembro, 1809 – Vitória in Salvador/BA) o lançamento do livro de poesias “O Caminho das Estações” Ed. Mondrongo/BA-2017, 86 páginas – R$ 20, da professora e escritora Jovina Souza, a obra literária que é composta por 70 poesias, vem apresentar ao público leitor uma biografia poética, dentro das quatro estações, um raio-x do eu feminino, um eu de mulher negra ecoado n’uma massificante batalha contra o branqueamento da sua raça e a discriminação que segue dizimando o povo preto e pobre da periferia.

A poesia e a Literatura de Jovina Souza estão infestadas de manifestações de luta, dando mostras de um discurso pelo real combate ao racismo e da conscientização do povo negro, dentro da importância de valorização e preservação da pele preta. Na publicação seus trabalhos em destaque são poesias assim intituladas: “Mulher negra em movimento”, “À moda preto e branco”, “Preto na branca” e sua poesia mais assediada por leitores e simpatizantes “Biografia do meu cabelo”, com a qual se tornou muito conhecida na sua trajetória, dentre tantas outras.

O Caminho das Estações
AUTOR: Jovina Souza

Jovina Souza é Graduada em Letras Vernáculas, tem seus estudos concentrado na Literatura brasileira e Teoria literária. É especialista em Estudos literários e mestra em Teoria e Crítica da Cultura e da Literatura. Dedica-se a escrever poemas, contos e textos acadêmicos. Iniciou sua luta contra o racismo ainda criança no seio familiar e continua mais intensa a cada debate, a cada obra, a cada trabalho realizado. Seu primeiro livro “Agdá” foi publicado em 2012. Tem textos publicados em várias coletâneas e antologias, dentre elas Cadernos Negros (Quilombhoje/SP-2017) e Com Amor & Luta (Ed. Òmnira/BA-2017), como nas redes sociais.

Dentro da programação do evento: sessão de autógrafos com recital e leitura de poesias e poemas. O evento tem o apoio do Movimento Literário Kutanga/Angola e da UBESC – União Baiana de Escritores. Mais informações: 71 98723-3364.

Fonte: ASCOM/Revista Òmnira 

Texto: Roberto Leal

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Este não é o Brasil que nós queremos/ Por Sérgio Jones*

A pré-escola é a etapa mais importante do desenvolvimento infantil
FOTO: Prefeitura Municipal de Pirassununga

Como nós todos estamos cansados de saber, embora muitos por interesses escusos não querem admitir, o poder é perverso e quem os detém, quase sempre, é a escória da humanidade. Na disputa social só triunfam os mais violentos e sanguinários. Por isso mesmo, existem grupos que combatem toda a forma de governos e lutam para deixar os homens livres para que possam viver em um sistema mais igualitário fugindo das garras predatórias do capitalismo selvagem que, para a desgraça da humanidade, tem se proliferado que nem erva daninha.

De acordo com dados recentes, estes apontam segundo pesquisas elaboradas pelo Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM), um quinto da população, equivalente a 1,2 milhão, de crianças na faixa etária entre 4 e 5 anos, no Brasil, estão fora das salas de aula em 2016.O que implica dizer que o país levará quase 20 anos para conseguir acolher todas as crianças dessas duas idades na pré-escola, apesar de a meta número 1 do Plano Nacional de Educação (PNE) ter estabelecido o ano de 2016 como limite para a universalização da educação infantil pré-escolar.

“A pré-escola é a etapa mais importante do desenvolvimento infantil, pois é quando a criança desenvolve as habilidades cognitivas necessárias para iniciar o processo de alfabetização. Passar por ela diminui as dificuldades que podem surgir em toda a trajetória escolar”, explica Gabriel Barreto Corrêa, gerente de Políticas Educacionais do movimento Todos pela Educação.

Tal situação de crueldade e o trato que o poder público dispensa à estas crianças acabam fazendo com que esse processo de inclusão seja um pouco mais lento. O que torna necessário uma política de estado que agilize esse processo.

Reconhecem os profissionais da área que a estruturação do ensino infantil é complexa, porque requer investimento e planejamento diferenciados: a  pré-escola pede uma estrutura mais lúdica, diferenciada, turmas menores, porque são alunos que requerem mais atenção. Não é só colocar dentro da instituição, mas ter condições de abrigar e dar ensino qualificado.

Outro dado que chama a atenção na citada pesquisa é a quantidade de crianças de 0 a 3 anos fora de creches. Apesar de o ensino para essa faixa etária não ser obrigatório, em 2016 mais de 2/3 dos meninos e meninas dessa idade estavam fora das salas de aula. Segundo eles, a meta do Plano Nacional de Educação (PNE) é ampliar a oferta de creches para atender, no mínimo, 50% das crianças até 3 anos até 2024. Mantendo o ritmo dos últimos três anos, o país baterá a meta definida três anos depois do recomendado pelo PNE, em 2027. O que nos fica patenteado é que educação nunca foi uma questão de prioridade do atual governo golpista, muito menos ainda da rude escória, que é formada a elite brasileira, responsável pelo destino desta trágica nação.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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Freud considerava a homossexualidade como uma variante da função sexual e não uma doença/Por Sérgio Jones*

Bolsonaro: Todos os gays devem ser mortos
ILUSTRAÇÃO: arquivos Google

De acordo com o que defendia Sigmund Freud, considerado o pai da psicanálise, a homossexualidade e suas variantes não podem ser consideradas como uma doença e, portanto, não só os psicólogos, mas ninguém pode curá-las. Consta, em uma das muitas narrativas existentes, que em um determinado momento, ele recebeu uma missiva de uma mãe desesperada que lhe implorava ajuda para seu filho gay. Observou ele, “a homossexualidade não pode ser considerada uma doença. Nós a consideramos como uma variante da função sexual”. E afirma que a psicanálise pode fazer outra coisa por seu filho, mas não curá-lo.

“Se ele se sentisse infeliz por causa de milhares de conflitos e inibições em relação à sua vida social, a psicanálise poderia lhe proporcionar tranquilidade, paz psíquica e plena eficiência”. O terapeuta também lembrou que “grandes homens da antiguidade e da atualidade foram homossexuais, e entre eles algumas das figuras mais proeminentes da história, como Platão, Michelangelo, Leonardo da Vinci etc”. E considerou uma grande injustiça e crueldade perseguir a homossexualidade como se fosse um crime. Postura esta, posteriormente adotada e defendida pela Organização Mundial da Saúde, e a adotada hoje nos países mais civilizados.

Já se tornou comum nas mais variantes culturas, para que uma pessoa gay deixe de sê-lo. Enquanto Freud escreveu: “se aceite e se ame como é”. Pode reforçar a aceitação de sua condição aliviando a dor que vem com o peso dos preconceitos sociais ou do ambiente hostil em que pode estar vivendo sua sexualidade. Este é o que os países anglo-saxões denominam “psicologia gay afirmativa”. E já existem muitos pioneiros que desfraldaram a bandeira deste movimento.

Este tipo de terapia psicológica vai de encontro ao que os extremistas evangélicos desejariam dos psicólogos, que é forçar o homossexual a sair de sua condição para ser “normal”. De acordo com os especialistas no tema, a psicologia gay afirmativa ajuda, pelo contrário, a reforçar a ideia de que o que alguns homossexuais realmente podem precisar que é eliminar os preconceitos sociais interiorizados, de que são vítimas de uma anormalidade.

A psicologia não pode curar alguém que não esteja doente, e sim ajudar os homossexuais a se sentirem normais. A religião pode fazer isso, reavaliando os seus conceitos e preconceitos ao deixar de considerar a homossexualidade um desvio da natureza desprezando a prática de considerar que a mesma é pecado e ofensa a Deus, defendem os especialistas. Em resumo a ciência afirma ser a homossexualidade natural. Aceitá-la tem mais sentido do que renegá-la.

Sérgio Jones, jornalista.

(sergiojones@live.com)

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O doce veneno do amor

Professor Garrido

Semana que vem comemoramos o dia dos Namorados. É mais uma jogada comercial, dirão os pragmáticos. Mais uma noite infernal em filas de Restaurantes, dirão os desencantados e mais um dia de desculpas e sufoco, dirão os infiéis, aqueles que acumulam amores aos pedaços.

Não faz mal, o amor é mais do que isso. Ele não cabe num só dia ou mês. Mas já que criaram um dia para ele, não custa nada aproveitar para lembrar seu propósito, que é dar sentido as nossas vidas. Não custa nada entender que o amor sempre segue seu curso e tem seu tempo próprio. Plural, vai nos apresentando suas várias fases e formas. É nosso grande dever de casa. Razão da nossa
existência: aprender a amar e experimentar o mel e o amargo, contido neste doce veneno.

Sim, ele é um grande laço, um passo para a armadilha, como diz o poeta, mas também é a experiência mais fascinante que um ser humano pode passar.

Amor é sempre amor. amores que unem todas as coisas e nos completa só por existir.

Emoção maior não há no mundo do que amar e ser correspondido. Agora, se você ama e não é correspondido, é como diz a música. Ter saudade até que é bom. É melhor do que caminhar sozinho.

Tem também seu jeito próprio de chegar, às vezes arrebatador, às vezes devagarzinho e às vezes, reconhecendo alguém que já
conhecemos e não tínhamos dado conta.

Tem também seu tempo para durar, às vezes um amor para sempre, às vezes um amor para sempre que dura um minuto, mas sempre é infinito enquanto dura.

Então, que no dia 12.06, independente de estar com alguém ou só, você entre nessa corrente e celebre o amor. E nunca perca a esperança de encontrá-lo, pois como disse o genial Tom Jobim, quando a luz dos olhos seus e a luz dos olhos do seu amor resolverem se encontrar.

Professor Garrido

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Crise social no planeta é a prova irrefutável de que o ser humano tem sido uma experiência que não deu certo/ Por Sérgio Jones*

15 mil crianças morrem no mundo a cada dia antes de completar 5 anos por falta de tratamento ou simplesmente por problemas de saneamento básico.
FOTO: arquivo Google

Por mais que queiramos ser otimistas é cada vez mais complicado entender o comportamento do ser humano neste planeta chamado de terra. Ao longo dos milênios de anos de história da humanidade, até o presente momento, não conseguimos acertar os passos e lograr êxito em dirimir as diferenças existentes nas relações que norteiam o comportamento humano ao qual nos acostumamos denominar de civilização. “Civilização” em que mais da metade da população mundial continua sem acesso a serviços como saúde, mesmo se levando em consideração a existência de políticas públicas e de avanços importantes na medicina.

Conforme divulgação e dados fornecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS), apenas 45% da população mundial de fato tem acesso a serviços médicos adequados. Num total, serviços universais de saúde atendem ainda 64% da população mundial. E, mesmo assim, com sérios problemas. Só No continente africano, 33 países contam com um serviço de saúde que atende menos da metade da população. No Chade, centro-norte do continente, apenas um quarto dos habitantes tem alguma cobertura.

Em 76 países ainda há menos de um médico para cada mil pessoas, e em 87 países existem menos de três enfermeiras para cada mil habitantes.

No Brasil, as taxas de 2015 apontavam para 77% da população com serviços de saúde.

A chaga da crise econômica se alastra ocorre devido a avidez desmedida do ser humano que continua lutando de forma insana na conquista, cada vez maior, pela concentração de renda e manutenção de privilégios de poucos. A cada ano, cerca de 100 milhões de pessoas sofrem uma perda de renda e passam por um processo de empobrecimento diante dos elevados custos de tratamentos. O Brasil é um dos que mais apresenta problemas, com 25% da população sendo obrigada a destinar mais de 10% de sua renda para pagar por remédios e atendimento.

Em proporção aos gastos gerais do governo, com relação à área de saúde,  o Brasil também está abaixo da média mundial no que se refere aos investimentos no setor. Em 2015, o governo destinou 7,7% de seus gastos totais para a saúde, uma taxa parecida a de mais de uma dezena de países em condições de miserabilidade na África. Na média mundial, os gastos são de 9,9%. Na Alemanha ou no Uruguai, a proporção dos gastos do governo com a saúde chega a 20%.

Para a OMS, esta realidade bizarra é o reflexo da falta de prioridade dedicado ao setor de saúde pelo mundo. Mesmo ressaltando os avanços importantes obtidos no combate à mortalidade infantil, 15 mil crianças morrem no mundo a cada dia antes de completar 5 anos por falta de tratamento ou simplesmente por problemas de saneamento básico.

O que se constata, em toda esta brutal realidade, é que tais mudanças no atual cenário de horrores mundial. Para que tais mudanças realmente venham acontecer visando futuras melhoras, o mundo ainda precisa percorrer uma distância enorme. No que se refere particularmente ao Brasil, o governo brasileiro é uma Ferrari dirigida por uma elite de macacos políticos.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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