Dúvida Existencial

Todo o mundo livre e democrático, todos os políticos dos países sérios (sérios!!) estão errados. Tudo gente mentecapta, analfabeta, etc, etc. Apenas o cada vez menor lote de analfabetos políticos brasileiros continua a navegar noutras galáxias e se acha dono da verdade.

Classe média brasileira, navega em outra galáxia

Ultimamente, tenho sido assaltado por uma dúvida existencial que gostaria de partilhar convosco.

Nos anos de 2013 (início da campanha eleitoral para as eleições presidenciais de 2014) a 2016, os votos de confiança dados por membros do Facebook, concretamente do meu círculo de amizades virtuais e neste Grupo e nos vários outros em que participo, aos candidatos Aécio Neves #45 e Marina Silva #40 eram muitos e recorrentes.

De repente, a partir de meados do ano passado, esses apoiantes despiram as camisolas e nunca mais publicaram nada sobre essas duas figuras. Porque seria? Alguém me explica?

O mesmo se passa em relação a um capitão do exército brasileiro que tentou fazer explodir um quartel (isso não é considerado terrorismo no Brasil) e afirma que nunca disparou um tiro, uma pessoa racista, pró-tortura, misógina e homofóbica. Este personagem era idolatrado pela tal camada de analfabetos políticos, estruturais e culturais brasileiros. Foram meses a fio em que se via e lia por variados lugares ‘É melhor Jair se acostumando’. De repente, não vejo mais esses apoios.

Apenas uma dúvida minha para a qual ando tentando encontrar resposta…

José Manuel Cruz Cebola

Sintra-Portugal

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Brasilis, Anno Domini 2018

Congresso Nacional em Brasília, sempre na penumbra!
FOTO: Reuters

Só que, caro Sergio Luiz Dias Dias, o coxinha classe média que não queria os pobres em aeroportos, agora vai encontrar com eles em rodoviárias. Perderam  direitos duramente conquistados, mas pelo menos tiraram o PT.

No espaço público brasileiro, um ator social que (literalmente) fez bastante barulho nos últimos anos encontra-se, atualmente, em vias de extinção.

Trata-se do coxinha: indivíduo de classe média que, manipulado pela elite econômica, assistia ao Jornal Nacional, se revoltava (seletivamente) contra a corrupção, aplaudia as ações autoritárias de alguns juízes, batia panelas nas aparições televisivas da ex-presidenta Dilma Rousseff, escrevia “textões” indignados nas redes sociais e, aos domingos, vestia a camisa da (corrupta) CBF e ia para a Paulista (ou qualquer outra avenida do Brasil) tirar selfies com policiais e “protestar” contra o “governo petralha”.

Embora o coxinha seja uma figura presente em toda a história brasileira (no período escravocrata ele provavelmente diria que reivindicar a libertação dos negros era mimimi de esquerdopata), foi somente a partir das chamadas “jornadas de junho de 2013” que a versão contemporânea do coxinha ganhou visibilidade nacional.

Uma década de PT no poder era demais para a classe média coxinha. Como o Brasil pôde ser comandado por um “nordestino analfabeto” e depois por uma “guerrilheira comunista”?

Além do mais, o PT ajudou a promover a ascensão econômica de extratos inferiores da pirâmide social. “Aí já é demais! Pobres em aeroportos, pretos em universidades. Para onde vão meus privilégios de classes?”, indagou o coxinha.

No entanto, o coxinha não poderia dizer que odeia o PT porque o partido ajudou o pobre de alguma maneira.

Não fica bem explicitar o ódio classista assim. Portanto, era preciso criar um álibi para a empreitada antipetista.

Eis que surge uma velha pauta moralista da classe média: a corrupção.

Porém, na mente coxinha, a corrupção só existe no Estado (pois na iniciativa privada só atuam cidadãos honestos) e, especificamente, nos governos petistas.

José Manuel C. Cebola

Sintra-Portugal

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A Terra Prometida e o Armagedom da política brasileira.

O Armagedom da política brasileira

Com o advento das redes sociais em 2010/2011, a política partidária – em caráter global – ganhou um grande aliado, desempenhando um papel fundamental como ferramenta de comunicação em tempo real. Já para outros, um inimigo de igual envergadura.

Atualmente, acessar as redes sociais não é ocupação exclusivamente de jovens. A cada dia, o número de usuários com idade acima de 40 anos, só aumenta. Essa prática passou a fazer parte do dia-a-dia, não só do bloco político, mas da maioria da população mundial em todos os segmentos.

Já há algum tempo que através das redes sociais, vem sendo travada uma guerra midiática, envolvendo ideologias políticas e que tende a se acirrar com as proximidades das eleições. A meu ver, parece que os cenários oscilam entre a “Terra Prometida” e o “Armagedom”.

Ambos os conceitos podem ser explicados a partir de uma visão pessoal e desprovida de paixão, simplesmente como mero observador.  Vejamos: “Terra Prometida” – Sempre em épocas de campanhas políticas, o trinômio educação, saúde e segurança é o mantra repetido indistintamente pelos candidatos. Por vezes, fala-se em desenvolvimento, geração de empregos, etc. Os resultados históricos dessas seculares promessas têm a sua aferição a cargo do crivo pessoal de cada um.

Por outro lado, temos também, inspirado pelo texto bíblico “Armagedom”, que seria sob a visão Bíblica, a batalha final, travada por todos os exércitos do mal, contra o poder divino.

Transmutando para a realidade do nosso dia-a-dia, assistimos à materialização do maniqueísmo político e social: “eu represento o bem e todos os contrários representam o mal”, isso indistintamente. A partir de tal premissa, ninguém nunca fez, faz ou fará nada errado, tudo seria, é, ou será, mera intriga do oponente…

Fundamentado nesta teoria, pode-se dizer que aí começa “a encrenca”, surgindo o vitimismo; os salvadores da pátria; os “Bocas de Zero Nove” (para os que desconhecem o conceito, seria uma chave utópica, do imaginário da turma da manutenção mecânica, cuja boca alcançaria de zero a nove polegadas, resolvendo todo e qualquer problema de manutenção). Logicamente, esses seriam “os caras” que resolveriam todos os problemas sociais e econômicos do país.

Os eleitores, a partir dessa Babel midiática, ficam a mercê do antigo boato, na sua atual forma high tech, direto, quase pessoal, instantâneo, cujo efeito prático é mais o de confundir, do que de explicar. Aí complica tudo. O regionalismo passa a ser o culpado de tudo; o povo sem memória esquece-se de aferir os resultados do pleito anterior, para cotejar com as afirmações atuais.

Dentre todas as mazelas, acredito que a mais perniciosa, reside nas paixões políticas pessoais, que possam indispor velhas amizades, o que é insano e injusto, porquanto, no cenário político, a rigor, não é exatamente o que ocorre entre os seus protagonistas.

Não obstante, mas em alguns momentos, é possível até pensar que o melhor talvez, seria o “caboco” se conformar com o conceito “bosta nágua”, termo cunhado por Bertold Brecht, em relação aos que declaram não gostar de política. Isso evitaria muitos sofrimentos.

É triste tal constatação, mas que evitaria um monte de conflitos entre amigos, tenho certeza! Chega a ser tentadora essa ideia! Mais uma vez, repetindo o mantra, quero deixar claro que essa é tão somente uma opinião pessoal, desprovida de qualquer viés político ou ideológico e respeitando inteiramente, quaisquer manifestações em contrário.

Alberto Peixoto

Escritor

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Em condenação formalizada 290 mil brasileiros estão na condição de presos provisórios, prefeito de Feira está solto / Por sérgio Jones*

O que não se entende é o porquê de 290 mil pessoas se encontrem presos, e o prefeito Colbert solto.

De acordo com o último levantamento feito em 08/04/2017, Infopen (Sistema Integrado de Informações Penitenciárias), quatro em cada dez das 726 mil pessoas presas no Brasil não foram condenadas pelo Judiciário. Esses 292 mil homens e mulheres são os presos provisórios, que foram encarcerados no sistema prisional, mas ainda aguardam julgamento.

Avaliações realizadas por especialistas na área indicam que o Brasil, historicamente, tem uma taxa de presos provisórios alta. De 2000 a 2004, a taxa caiu de 35% para 22% do total, mas desde então vem crescendo: 26% em 2004, 32% em 2009 e, agora, 40%. O que se constatou também é a quantidades de presos sem condenação sofre forte variação nas unidades da federação. As taxas mais elevadas são registradas nos Estados do Ceará (66%), Sergipe (65%) e Amazonas (64%), enquanto Roraima (17%), Amapá (23%) e Distrito Federal (24%) têm as menores taxas. Entre os mais populosos, a Bahia e Minas Gerais têm as maiores taxas (58%), o Rio de Janeiro tem 40% e São Paulo, 32%.

Em termos de percentual de presos sem condenação com mais de 90 dias de aprisionamento, a pior situação é de Sergipe, em que 100% dos presos estão nessa situação. Alagoas (91%) e Paraná (84%) aparecem na sequência. Na melhor situação estão Rio de Janeiro (6%) e Distrito Federal (24%). Tais resultados revelam excesso e uso indevido de prisões provisórias, o que gera custos elevados para o orçamento, além de caos carcerários. Essa trágica realidade atinge altos índices junto à população de baixa renda no Brasil.

Em Feira de Santana, o segundo maior e mais importante município do interior baiano, o prefeito Colbert Martins da Silva Filho (MDB), foi preso e acorrentado em uma manhã de terça-feira, em 09 de agosto de 2011, pela Polícia Federal em uma operação intitulada Vaucher, pela acusação de desvio de recursos públicos do Ministério do Turismo. Na época, exercia ele, o cargo de secretário nacional de Desenvolvimento de Programa de Turismo.

 O mesmo se encontra, atualmente, exercendo o cargo de chefe do executivo feirense. Embora a situação dele juridicamente seja similar aos 290 mil presos brasileiros. Ao contrário destes, ele não está encarcerado. O prefeito se encontra em julgamento (sub judice), aguardando por uma decisão do juiz ou corte. Tal circunstância evidencia que a justiça brasileira trata mal os pobres e negros, os iguais de forma desigual. Demonstrando resistência em cumprir a função que a Constituição Federal lhe atribui. A constituição determina que nestes casos os envolvidos não sejam presos. O que não se entende é o porquê de 290 mil pessoas se encontrem presos, e o prefeito solto.

Estes graves deslizes sociais deixam transparecerem a fragilidade do modelo da Democracia brasileira e evidencia forte desequilíbrio no padrão de vida dos habitantes do país, seja no âmbito econômico, escolar, profissional, de gênero e em demais setores.

Sérgio Jones, jornalista

(sergiojones@live.com)

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O caráter dos juízes brasileiros

Foto divulgação

Houve um tempo em que os nossos magistrados – palavra latina magistratus, na terminologia romana magistrado – eram sujeitos investidos de importante autoridade, exercida no limite de uma jurisdição, capacitados para julgar absolvendo ou condenando, obedecendo à Constituição Brasileira, com dignidade e de forma justa, por isso eram respeitados pela sociedade.

Tem como principal atribuição combater bandidos poderosos (?), bem como o tráfico de drogas, assim como os crimes “de colarinho branco” – combate à corrupção. Lamentavelmente, além desenvolver suas atividades a passos de tartaruga, são bastante permissivos em relação aos crimes do colarinho branco. Esta permissividade é alarmante!

Por que há esta permissividade que já virou um fato cultural? Porque os juízes, na sua grande maioria, pertencem às elites e vivem no mesmo habitat com os integrantes desta casta. Com certeza absoluta, os criminosos do colarinho branco são pessoas endinheiradas, possuem bons advogados e tem um bom trânsito no Judiciário. Na sua grande maioria, políticos e/ou empresários.

No Brasil, as leis são frágeis e os juízes coniventes com os criminosos da classe A. Observa-se que um indivíduo que roubou uma galinha é “punido severamente”, mas os crimes de efeito difuso, os que alcançam toda a sociedade, tal como lavagem de dinheiro, fraude em uma licitação, entre tantos outros, não são punidos.

Pode-se dar como exemplo, criminosos como Aécio Neves, objeto de cinco inquéritos motivados pelas delações da JBS, com envolvimento em um esquema de corrupção em Furnas e na CPI dos Correios, acusado de obstrução da justiça, e outros crimes, e continua solto. Nem julgado foi. Temer, além de golpista, talvez o mais corrupto de todos, teve seus direitos políticos cassados, condenado em primeiro grau por ter transferido verbas mais do que o permitido para a campanha de candidatos amigos nas últimas eleições, entre outros crimes de corrupção ativa e passiva, além de pagamento e recebimento de propinas.

Se formos relacionar todos os corruptos protegidos pelo Poder Judiciário do Brasil, seria um “catálogo” sem limites.

O crime organizado se encontra arraigado em todos os segmentos da Administração Pública, inclusive no Judiciário, que passou a ter o seu bandido de estimação, e hoje seus integrantes pertencem a um Tribunal de Exceção. Aqueles de Direita que são intocáveis, nunca vem ao caso!

Atualmente o juiz para ser respeitado pela sociedade, precisa modificar o seu perfil. É indispensável observar os anseios da sociedade, o desespero pelo qual passa o povo brasileiro, sempre escorchado pelos “criminosos do primeiro escalão”. É preciso não ter compromisso com os criminosos do colarinho branco. Voltarem – sem generalizar – a serem imparciais, autônomos e trabalharem respeitando a Constituição Brasileira.

Alberto Peixoto

Escritor

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“Não adianta parar o meu sonho, porque quando eu parar de sonhar, eu sonharei pela cabeça de vocês e pelos sonhos de vocês” / por Sérgio Jones*

Lula X Bolsonaro

Eis a diferença do homem que pensa e faz acontecer. Ao contrário de seus algozes e refratários adversários, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em um dos seus mais belos e comoventes discursos, realizado logo após o ato ecumênico em homenagem a Marisa Letícia, demonstrou a sua disposição de se entregar o que no Brasil nos acostumamos, erroneamente, de chamar de justiça. Pode até ser justiça, mas com certeza não é do povo voltada para o povo. E sim de representantes de uma oligarquia que perdeu o seu contexto histórico, decrépita, uma velha senhora prostituída que insiste em se apresentar como uma espécie de Madonna.

Em um dos célebres parágrafos, momento que ficará registrado nos anais da história política brasileira, Lula sentenciou com uma precisão concisa e cirúrgica de quem transpira a política: “Não adianta tentar acabar com as minhas ideias, elas já estão pairando no ar e não tem como prendê-las. Não adianta parar o meu sonho, porque quando eu parar de sonhar, eu sonharei pela cabeça de vocês e pelos sonhos de vocês… Eu não sou um ser humano, sou uma ideia misturada com a ideia de vocês”.

Uma ideia de vocês inscrita, como Lula muito bem expressou, impregnada nas consciências de milhões de brasileiros. Com isso, mais uma vez, o ex-presidente conseguiu, como alguém disse em um determinado momento, transcender sua singularidade e sua condição de membro de um partido e inclusive de candidato.

Ao dar por concluídas as suas sábias e memoráveis palavras, o Pelé da política brasileira em uma arrojada e precisa jogada de demonstração de apoio e compromisso com a nação abraçou aos candidatos a presidente como ele, Bulos e Manuela. Ambos um modelo de político que luta por uma sociedade mais justa e igualitária para todos. Desvinculados do ranço fétido de uma burguesia de proxenetas que se locupleta às custas do suor e do trabalho de todo um povo que se encontra espalhados por esta terra dadivosa, que se torna inglória devido ações bestiais de um pequeno grupo que conduz o país à corda curta, objetivando obter cada vez mais privilégios. Brasil, pai de poucos e padrasto de muitos. Parafraseando o grande filósofo alemão Johann Goethe: “Quando uma criatura humana desperta para um grande sonho e sobre ele lança toda a força de sua alma, todo o universo conspira a seu favor”. Lula, você é o cara!

Sérgio Jones, jornalista

(sergiojones@live.com)

 

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O voto circense de Rosa Weber

A Manipulada

Como tudo no Brasil vira “pizza ou gozação”, não seria diferente com o voto da Ministra Rosa Weber contra o Habeas Corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o apresentador Milton Neves, “o voto de Rosa Weber foi mais longo que os acréscimos pro Corinthians empatar quando está perdendo o jogo”. Imaginem se fosse igual aos acréscimos dos jogos do Fluminense do Rio de Janeiro na mesma situação do Corinthians, ou se estivesse para ser rebaixado para a segunda divisão do futebol brasileiro. Ainda estaria votando a desprezível Rosa!

Conforme sugeriu um internauta: poderia ser usado como tema da redação do Enem 2019; explique o voto de Rosa Weber.

Sob outra perspectiva, poderia se imaginar a Rosa de baixa fragrância, convidando sua filha para dar-lhe uma orientação qualquer, uma conversinha entre mãe e filha: “senta aqui, filinha, vamos conversar”. Não é possível projetar o desespero da herdeira da Rosa diante de tal “intimação”!

A Rosa despetalada, em seu voto circense, utilizou uma linguagem desconhecida, duvidosa, contraditória e fraudulenta. Pode-se até dizer: saiu do nada para lugar nenhum. Acho até que, além de tema para o próximo Enem, deveria servir de estudo nos sofisticados laboratórios da NASA, já que o Tio Sam tem interesse em nossa (Brasil) derrocada.

Mas, o que se esperar de uma Ministra que ajudou sua parceira Carmem Lucia, liberar o tucano Aécio Neves, o intocável? O culpado de toda esta situação caótica ter se instalado no Brasil? Um molequinho do Le Blon, da Zona Sul carioca, acostumado a bater em mulheres? O julgamento de Lula foi só mais uma farsa, um espetáculo do circo que se tornou o STF – ou já era e nós não sabíamos.

Alberto Peixoto

Escritor

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Tribunal do Santo Ofício condena Lula sem que se esgotasse os recursos disponíveis na justiça brasileira/ por Sérgio Jones*

Tribunal do Santo Ofício

As seis bestas apocalípticas do Supremo Tribunal Eleitoral (STF), obedecendo interesses diversos e difusos cometeram estupros jurídicos contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que nesta quarta-feira (04/04), negou a principal chance de evitar a prisão antes das eleições. O resultado foi de 6 a 5, a maioria dos ministros e a possibilidade de habeas corpus solicitado pelo petista que visava evitar que sua pena de 12 anos e um mês de detenção por corrupção passiva e lavagem de dinheiro começasse a ser cumprida sem que se esgotassem todos os recursos ainda disponíveis na Justiça brasileira.

O resultado desta nefasta decisão compromete o futuro do ex-presidente e líder nas pesquisas de opinião para a votação presidencial em 2018. Ficando, por ora, pendurado por um prazo do último recurso no Tribunal Regional Federal 4 (TRF-4), em Porto Alegre, previsto para acontecer nas próximas semanas. Até o presente momento, Lula não se pronunciou e o PT lançou nota classificando esse 4 de abril de 2018 como “um dia trágico para a democracia brasileira”.

A ironia de toda esta pantomima jurídica ocorreu com o voto proferido por Rosa Weber, que selou o destino de Lula. Ela agora pode ser a única e incerta salvação para tirar o petista da cadeia em relativo pouco tempo. Como já era do conhecimento de todos, a decisão de Weber era uma incógnita até o início da sessão do Santo Ofício. De um lado, sempre ficou claro que ela defendia como posição pessoal que a prisão de um réu não pode acontecer antes da condenação na última instância, ou seja, pró-Lula. Por outro, ela vinha se submetendo ao entendimento do Plenário da Corte, estabelecido em 2016, que é favorável à prisão após a segunda instância, ou seja contra Lula.

A argumentação técnica que prevalece até o presente momento, é que, nem mesmo a agora provável prisão do ex-presidente impediria que ele siga se postulando à presidência. Respaldado pelas pesquisas, que mostram o petista em primeiro lugar em todos os cenários, o partido seguirá em silêncio, pelo menos oficialmente, sobre um possível plano B, caso a candidatura de seu maior líder seja legalmente impedida com base na Lei da Ficha Limpa.

O apelo para esse rumo não é desprezível: o último levantamento do instituto Datafolha, de janeiro, mostrava o petista com 36% das intenções de voto. Quanto a desistência de sua candidatura o partido reconhece que só o ex-presidente pode tomar e que se depender do PT, tudo fica como está. Uma das possibilidades a ser adotada pelo ex-presidente, caso seja preso. Ele deverá se entregar, quando sair a determinação da prisão, evitando assim, uma operação da Polícia Federal para conduzi-lo à prisão.

A lição que nos resta desta história macabra, a exemplo de outras ocorridas no país, é que mais uma vez os segmentos de milhões de pessoas, menos favorecidas, desta infeliz nação são vilmente ludibriadas pelas patranhas e urdiduras de uma elite caquética, perversa e incompetente. Que comete, em nome de Deus, os atos mais atrozes para justificar e manter os vis privilégios. Tal qual Judas que, em troca de 30 moedas de prata traiu a confiança do filho de Deus. Nesta emblemática Semana Santa, os plutocratas optaram, mais uma vez, em trair toda uma nação.

Sérgio Jones, jornalista

(sergiojones@live.com)

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Pedido de registro da Rua Sales Barbosa como Patrimônio Imaterial Literário, Histórico-Cultural de Feira de Santana-BA

Rua Sales Barbosa, ao lado Mercado Municipal, atualmente, Mercado de Arte Popular-MAP

Solicitamos das autoridades competentes o tombamento (registro) imaterial da Rua Sales Barbosa como local histórico, tornando a memória feirense viva, em um espaço de lazer e interatividade.

A cidade de Feira de Santana acolheu o século XX com os olhos voltados para o progresso, passou pelo tempo passado indiferente, vibrou pelo processo de modernização, ao mesmo tempo em que foi aceitando o apagamento da importantíssima memória vivida.

Hoje, circula pelas ruas, redes sociais, nos grupos do Facebook: “Memórias de Feira de Santana”, “Lembranças de Feira” e outros, no whatsapp, o peso do marca-passo nostálgico de quem não se vê pulsando na cidade. Aqui cabe pensar no céu do Romântico. Sales Barbosa (1862-1888).

A história da Rua, da cidade despertando a consciência coletiva. A necessidade de mobilização e identificação com os patrimônios. Pois, o que dá sentido ao patrimônio é perceber a imaterialidade dele, nesse caso, a da Rua do Meio, hoje Sales Barbosa.

Feira de Santana experimentou o movimento Romântico. Deixou sua marca na Igreja dos Remédios, nos encontros abolicionistas, na boemia da Rua Proibida, na sua história oral. O Patrimônio tem função educativa.

Placa comemorativa

Ao abordar a Literatura como Patrimônio Cultural Imaterial (um bem valioso para Feira de Santana), por meio da poesia de Sales Barbosa, buscou-se identificar na Literatura Romântica da cidade, a questão da identidade local e o sentimento de pertença a esse lugar, presentes nas poesias, na vida do autor por intermédio da experimentação da Escola Literária da terceira geração que carrega às vivências locais. Destarte, a poética de Sales Barbosa reflete a história que a Metrópole Feira de Santana vivenciou em meados do século XIX, denominado de tempos do Romantismo, tempos vividos por Castro Alves.

O poeta que denomina a Rua, lembrado pela grande parte dos feirenses como referência local, uma placa, na antiga Rua do “Meio”, o acesso aos poucos patrimônios preservados, já tombados pelo IPAC: Mercado de Arte Popular, Coreto e Lambe-lambe, da Praça Bernardino Bahia, Igreja dos Remédios, Coreto e Casarão Fróes da Mota.

Há toda uma memória da Rua ali representada. Esse pode ser um modo de fazer chegar o conhecimento histórico, de tornar visível todos os momentos e diversos contextos em que a cidade foi sendo construída.

[…] Justificando o projeto: Sales Barbosa (1862-1888) é capaz de desencadear estudos, vontades, aspirações, memórias capazes de fortalecer a vontade de preservar edificações históricas e costumes, um jeito de ser, de compreender e ocupar o espaço urbano, contribuindo para a diminuição da apatia, quiçá da violência e dos desajustes citadinos atuais. Em suma, o “Memorial a céu aberto” ajudará a ver a grandeza, a importância da cidade.

Fazer do espaço um convite, um presente para os feirenses, preservando assim a Rua como forma de lazer, cultura, e memória, visto que a cidade não somente esqueceu seu poeta de vida breve por 129 anos (1862-1888), mas da Rua como local de encontros artísticos: Literatura, Teatro, Dança, Música, pintura, diversas artes e eventos, etc.

Feira de Santana agradece!

Cintia Portugal de Almeida

Escritora e Pedagoga

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A dignidade das prostitutas e a dos políticos brasileiros

As prostitutas brasileiras são pessoas dignas. Muito mais dignas do que os políticos brasileiros!

Durante toda esta parafernália golpista que está ocorrendo no Brasil, desde a traição do Judas Temer, chego a conclusão de que as prostitutas brasileiras são pessoas dignas.  Muito mais dignas do que os políticos que prometem qualquer coisa para ganhar seu voto e nunca cumprem, além de praticar todo ato de corrupção.

As prostitutas quando combinam com seus clientes, que vai lhe proporcionar momentos de prazer, cumprem o acordo. Todos os políticos, com raras exceções, mesmo recebendo propinas, desviando verbas do erário e todo tipo de falcatruas – o imposto que “damos” aos políticos e não temos retorno – não cumprem suas atribuições que é a de: ser um representante do povo nas Assembleias Legislativas elaborando leis e defendendo os seus direitos; propor, debater e aprovar leis de interesse nacional.

Muito menos do que uma prostituta precisa desempenhar para fazer jus ao pagamento combinado que, com certeza, não é nem um milésimo (contando o roubo) do que um deputado brasileiro abocanha em um dia de “trabalho” (?).

O judiciário também pode fazer parte desta turma. A única coisa que sabe fazer é perseguir Lula e aumentar seus vencimentos. O juiz federal Marcelo Bretas entrou na justiça para defender o direito a acumular o recebimento de auxílio-moradia em dobro, pois o mesmo é casado com a também juíza Simone Bretas; “Pois é, tenho esse ‘estranho’ hábito. Sempre que penso ter direito a algo eu VOU À JUSTIÇA e peço. Talvez devesse ficar chorando num canto, ou pegar escondido ou à força. Mas, como tenho medo de merecer algum castigo, peço na Justiça o meu direito”, disse Bretas reivindicando um benefício imoral que foi concedido.

 E não venha com esta “estória” de tríplex ou que Lula roubou, porque fica a pergunta no ar: E Temer, Aécio, FHC, Serra, Alckmin, Padilha, entre tantos outros que estão soltos e nunca foram julgados?

Por que só Lula? Por que a elite coxinha zona sul, que se acha branca está incomodada com a participação de Lula nas próximas eleições? Por que esta mesma elite não protesta contra as aberrações da reforma da previdência que se pode dar como exemplo o não pagamento de pensão a viúva ou viúvo após o óbito do titular?

No estado da Bahia o governador Rui Costa foi eleito em primeiro turno pelos funcionários públicos, que já entraram no quarto ano sem aumento salarial, sequer reajuste da inflação. As próximas eleições estão às portas.

“Ai que pavor quando leio o jornal, é só desgraça, é só baixo astral, meu diploma dependurado na porta é o quadro de uma natureza morta. Quero voltar invisível pra dentro da barriga da mamãe” Rita Lee

Alberto Peixoto

Escritor

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