O imbecil inútil/Por Alberto Peixoto

Oh! Bendito o que semeia
Livros à mão cheia
E manda o povo pensar!
O livro, caindo n’alma
É germe – que faz a palma,
É chuva – que faz o mar! (Castro Alves)

Após ouvir o Presidente da República xingar os estudantes do seu país de imbecis úteis, qualquer coisa pode acontecer que não será surpresa, principalmente quando esta frase é pronunciada por um “imbecil inútil”.

O estudante, seja de que país for, é uma pedra preciosa em estado de lapidação nas mãos de um competente profissional: o Professor!

O discente é aquele que faz o novo acontecer e não se atem simplesmente a aprender ler e escrever. Está sempre na busca pelo conhecimento; no esforço constante em experiências que compreende o modo de pensar e discernir, sempre procurando aumentar as expectativas de vida.  Saber interpretar a humanidade que o cerca para no futuro programar a diferença.

O estudante é o hoje se preparando para solucionar o amanhã; é o responsável pela construção de um futuro mais estruturado; estudar não é qualquer coisa efêmera. É algo que subsistirá eternamente em sua vida, sempre mostrando o caminho correto a seguir.

Temos um governo de qualidades medíocres, com um Ministro da Educação que coleciona em seu histórico escolar várias notas “0” e suas principais avaliações foram média 6; Damares Alves – para o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos – totalmente desequilibrada; os três patetas filhos, como trapalhões, destruindo e levando o país à bancarrota. Acham-se os “donos do pedaço”.

Cortar verbas para as escolas públicas, que já funcionam “a meia bomba”, é um ato criminoso que só pode ser cometido por um “imbecil inútil”; um ser sem cérebro, totalmente destituído de inteligência.

A única solução do Brasil de hoje, está nas mãos de nossos estudantes que, com sua atitude de ir às ruas reclamar seus direitos, podem provocar uma reviravolta na atual situação caótica pela qual passamos. Os atos e atitudes do estudante contemporâneo se resumem na busca pela evolução da sociedade devidamente organizada; no crescimento intelectual e científico.

Alberto Peixoto – Escritor


Leave a Comment

Filed under Sem categoria

Manifestação de apoio a Bolsonaro pode se tornar um fiasco/ Por Sérgio Jones*

Receoso com as oscilações manifestadas pelo povo brasileiro, em especial daqueles que insanamente o apoiaram, no último pleito eleitoral. O arremedo de Presidente Jair Bolsonaro, e toda a sua cúpula temem que a manifestação em prol de seu “governo” se torne um fiasco e não consiga reunir mais do que meia dúzia de idiotas, e eleitores desavisados.

Diante desta perspectiva, nada alentadora, a cúpula miliciana dele já se articula utilizando o argumento, pouco ou nada convincente. A reação partiu do presidente do PSL, o deputado Luciano Bivar (PE), que diz não ver sentido nas manifestações convocadas para este domingo (26) em apoio ao presidente. 
“[O presidente] não precisa que as pessoas façam manifestação porque ele foi institucionalmente e democraticamente alçado ao poder. Não cometeu nenhum crime de improbidade, não cometeu nenhum crime administrativo. Tem uma rede social imensa. Para quê tirar o povo para uma coisa que já está dentro de casa? Já ganhamos as eleições”.

Para o grupo moderado, que é composto pelos militares, no entanto, considera a ida de Bolsonaro, ao ato, é um erro. Para eles, o presidente sofrerá um desgaste independentemente da adesão do público.

Outro impasse em toda esta pífia tentativa de dar sustentação a um governo, que na prática ainda não começou a governar, associada com a Crise no PSL. Existem nomes do partido que agonizam travando brigas intestinas, o que fragiliza a agremiação política do PSL. A exemplo do que ocorreu recentemente, quando as deputadas Carla Zambelli (PSL-SP) e Joice Hasselmann (PSL-SP), que também é líder do governo no Congresso, bateram boca pelas redes sociais. Outro aspecto que vem tirando o sossego dos bolsonaristas é a possível ameaça de deixar o PSL, feita pela deputada estadual paulista Janaina Paschoal.

Eleita com mais de 2 milhões de votos, a maior votação na história recebida para o cargo no país, a advogada, Janaína Pascoal, que se notabilizou com o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), fez críticas nos últimos dias à manifestação que está sendo convocada para domingo (26), em apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PSL). “Amigos, vocês estão cegos”, escreveu ela no grupo de WhatsApp dos deputados estaduais da legenda, depois de uma série de embates sobre a necessidade do ato de rua.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

Leave a Comment

Filed under Sem categoria

O presidente que vocês elegeram/Por: José Manuel Cruz Cebola

A nova Liga da Justiça
FOTO: Quartzoinvestments.com

O presidente eleito por vocês (sim, vocês mesmo aí, não se escondam agora) é tão patético, tão pobre-bicho, tão mais próximo de um inseto do que de um ser humano, que se presta a simular convites para homenagens inexistentes, a título de pretexto para voltar sempre ao mesmo país em que é pisoteado, ridicularizado e enganado como um guri perdido na roda de conversa de gente grande.

É um larápio iletrado, um puxa-saco tão miserável que se presta ao papel cômico de visitar um ex-chefe de Estado que não só não o esperava, como sequer sabia da sua existência. Tudo para tirar uma foto ao lado de alguém que realize a sua sede de ficar à sombra, lugar de onde nunca deveria ter saído.

É um humilhado, um covarde que se torna perigoso pela semi-consciência da sua insignificância. Como líder (?) do maior país da América do Sul não passa de um turista inconveniente, grosseiro, a repetir os mesmos bordões que, em algum momento, convenceram seus eleitores de que se tratava de um homem com brio.

Não, nada disso: é só um cagarola (Diz-se de um homem covarde; medroso. Mijote.) que precisa que lhe limpem a quantidade industrial de merda defecada diariamente. Nada me admira que odeie as universidades públicas. Quem chafurda com orgulho na lama do chiqueiro, não suporta o mínimo lapso de civilidade, ciência, educação. Um dia cheguei a dizer que o Brasil sob este governo se assemelhava aos lugares fictícios da literatura fantástica; hoje vejo que as urnas nos presentearam com um fanfarrão de estirpe mais próxima àqueles personagens de Chico Anysio, aspirantes à prefeitura de um bananal que nem as moscas se prestam a varejar.

O chapéu de idiota útil não cabe a mim. Que as devidas cabeças o exibam, com a dignidade de reconhecer a merda que fizeram. Sempre é tempo de renegar um governo que não merece o lugar que ocupa.

José Manuel Cruz Cebola – Crítico – Sintra/Portugal

Leave a Comment

Filed under Sem categoria

Impeachment de Bolsonaro: uma luz no fim do túnel/ Por Sérgio Jones*

O pior presidente do Brasil

A vida dá muitas voltas, talvez seja por isso que o mundo é redondo, e tem razões que a própria razão desconhece. Como já sentenciava Marx, “A história se repete pelo menos duas vezes, a primeira vez como tragédia, segunda vez como farsa”. Tragédia esta que já se faz previamente escrita nas estrelas. A eleição do demente e histriônico presidente, Jair Bolsonaro, pode ser considerada como uma espécie de aborto histórico. Momentos assim têm sido frequentes na realidade brasileira. Vale lembrar a vitória de outro presidente não menos histriônico, Collor de Mello.

O primeiro, Collor de Mello, teve um desfecho melancólico. Logo após o apoio insano recebido pela estúpida elite brasileira, que tudo fez e faz para manter vergonhosos privilégios, deu com burros n’água. O então presidente tudo fez que resultou no ato criminoso, ao liberar a luz verde que deu início ao sequestro da poupança. Causando a revolta e protestos gerais. O desfecho de tamanha insanidade resultou em suicídio de muitas pessoas, tudo isso sem falar no escândalo provocado pelo famigerado PC Farias, que formava a panelinha de Collor. Resultado que culminou com o assassinato de PC. Na sequência, tudo voltou a ser como dantes, no quartel de Abrantes.

Nos dias atuais, a história volta a se repetir como farsa com a eleição de mais um pseudo “Salvador da Pátria”. O cidadão brasileiro induzido pela grande mídia golpista se deixou influenciar, mais uma vez, ao eleger o degenerado Bolsonaro para dirigir os destinos da nação brasileira.

Em pouco mais de quatro meses o governo atual se revelou no mais completo desastre que se tornou visível com grave crise política e econômica, além de denúncias de que o filho dele, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), formou quadrilha quando era deputado estadual Estes ingredientes apimentaram e vem até mesmo acelerando o desprestígio do presidente da República. Resultando na insatisfação popular. Condições ideais que fizeram com que o impeachment passe a ser uma realidade, discutido nos bastidores políticos.

“O cenário de fraqueza econômica, instabilidade política e aprofundamento das apurações contra Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) fez a palavra impeachment voltar a circular nos Poderes”. O que implica destacar que tal situação não tem origem em nenhum ato de conspiração, e sim de fatos reais e concretos.

Vale apena observar que o fracasso precoce do famigerado Bolsonaro é uma possibilidade real sobre a qual há discussões intensas entre integrantes dos poderes Legislativo e Judiciário, todos temerosos do que pode ocorrer com o país na concretização dessa hipótese. Mas nada pode ser pior do que a continuação deste celerado e sua perniciosa “famiglia”, no poder.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

Leave a Comment

Filed under Sem categoria

Deitado eternamente em berço esplêndido/Alberto Peixoto

Estudantes prometem ir às ruas em protestos aos cortes nas Universidades Federais
FOTO: Arquivos Goocle

Como já diz o próprio Hino Nacional, o brasileiro vive deitado eternamente em berço esplêndido. Esta letargia advém do analfabetismo político que assola a população brasileira, inclusive os próprios estadistas podem ser classificados como 99,5 % analfabetos neste segmento, sem o mínimo necessário de conhecimento. Nem pensar em possuir a “teoria do conhecimento científico neste bloco governamental”.

O analfabetismo funcional segundo dados do IBOPE, gira em torno de 68%, com 7% da população totalmente analfabeta, ou seja, não possui domínio pleno da interpretação de um texto, muito menos da escrita ou operações matemáticas. Apenas 1 entre cada 4 brasileiros, é plenamente alfabetizado. Imagine com os cortes na educação, como será este quadro.

Estas observações nos levam a acreditar que a inércia do brasileiro, ou este eterno “sono” em berço esplêndido, tem como origem a falta de capacitação da grande maioria da população. Fatalmente, falta visão política.

Não se pode admitir que trabalhadores, pessoas de baixa renda, negros, sempre discriminados por este (des) governo acéfalo, apoiem a reforma da Previdência, onde estes mesmos “desvalidos” serão prejudicados; os mais humildes não poderão frequentar uma escola pública e até mesmo os mais prósperos, terão problemas com os cortes que este Ministro da Educação, meia bomba, está praticando.

Como disse o Presidente Lula, em entrevista à Mônica Bergamo (Folha de São Paulo) e Florestan Fernandes (El País), o brasileiro, principalmente o trabalhador, está aceitando todo prejuízo produzido pela reforma criminosa da Previdência, de forma muito passiva. Possivelmente ainda não entenderam a gravidade do prejuízo gerado por esta reforma criminosa.

Carapintadas invadiram as ruas na década de 90, reivindicando seus direitos
FOTO: 2 acervo O GLOBO

Este gigante que dorme em berço esplêndido há quase dois séculos – 1831; Francisco Manuel da Silva e Joaquim Osório Duque Estrada – precisa acordar urgentemente e seguir para as ruas lutar contra seus pesadelos. Pesadelos estes que estão levando não só o trabalhador brasileiro, como toda nação à “bancarrota”.

O atual governo impõe um desmonte sem precedentes ao crescimento do Brasil. Nos últimos meses o país entrou em depressão sem nenhuma perspectiva de superação. As consequências dessa estagnação vão repercutir no futuro, em uma sociedade fragmentada em classes com frequentes transições. O fim da classe média está anunciado. Seremos um país de miseráveis contra banqueiros e empresários.

Onde estão os caras-pintadas que no ano de 1992 criou o movimento estudantil, que foi às ruas com o objetivo principal que era o impeachment do Presidente do Brasil na época, Fernando Collor de Mello? Acabou o gás?

O atual Ministro da Educação (também conhecido como Ministro Chocolate) anunciou um corte de 30% – que para ele é igual a 3.5% – nas Universidades Federais. A soma do corte em todas as Universidades Federais totaliza R$ 2 bilhões. As principais consequências desta atitude insana cairão negativamente sobre as pesquisas científicas, projetos de extensão, aquisição de novos equipamentos, limpeza e vigilância, etc.

É hora de voltar para as ruas; é hora de acordar, de levantar deste “berço esplêndido” e dar um basta nesta corja de vândalos, dilapidadores do patrimônio público, destruidores do futuro dos jovens brasileiros. Os estudantes brasileiros resistiram à ditadura de 1964 e resistirão a esta, fruto de um governo composto por estúpidos, analfabetos funcionais e políticos. Espera-se que desta vez, o eleitor brasileiro tenha aprendido a lição.

Alberto Peixoto – Escritor

Leave a Comment

Filed under Sem categoria

Paulo Guedes: um lacaio dos ricos/ Sérgio Jones *

Paulo Guedes: Tigrão dos pobres, Tchutchuca dos banqueiros
FOTO: O POVO on line

De acordo com excelente artigo de autoria do sociólogo Jessé de Souza, que tem como título: O que significa Bolsonaro no poder, veiculado no site Instituto Humanistas Unisinos. Faz uma precisa análise que desnuda o perfil grotesco do então presidente, em exercício, Jair Bolsonaro. Dentre os diversos aspectos abordados, ele afirma que a eleição do presidente foi reflexo de protesto da população brasileira. Financiado e produzido pela elite colonizada e sua imprensa venal.

Observa ainda, que a única classe social que entra no jogo sabendo o que quer é a elite de proprietários. Quanto a tão propalada reforma da previdência, diz ser uma máscara desta compulsão à repetição. E que a atuação da classe média real, em todo este jogo bizarro entrou em peso, como sempre, contra os pobres para mantê-los servis, humilhados e sem chances de concorrer aos privilégios educacionais de que desfruta.

O papel do Sérgio Moro é analisado como o elemento que incorpora esta farsa canalha. Sendo a “corrupção política”, considerada como a única legitimação da elite brasileira para manipular a sociedade e tornar o Estado seu banco particular. A eleição, ganha e Bolsonaro, resulta em brigas intestinas entre interesses muito contraditórios unidos conjunturalmente na guerra contra os pobres e seus representantes.

Para Jessé, Bolsonaro é um representante típico da baixa classe média raivosa, cuja face militarizada é a milícia, que teme a proletarização e, portanto, constrói distinções morais contra os pobres tornados “delinquentes” (supostos bandidos, prostitutas, homossexuais, etc.) e seus representantes, os “comunistas”, para legitimar seu ódio e fabricar uma distância segura em relação a eles.” Garantindo que todo o seu anticomunismo radical e seu anti-intelectualismo significam a sua ambivalente identificação com o opressor, um mecanismo de defesa e uma fantasia que o livra de ser assimilado à classe dos oprimidos.

Também não poupa críticas a figura do execrável Olavo de Carvalho ao considera-lo como o profeta que deu um sentido e uma orientação a essa turma de desvalidos de espírito. Quanto a questão da corrupção política, considera como uma, forma, até então, que manipulava e manipula a falsa moralidade da classe média real.

E questiona, para quem Bolsonaro fala quando diz suas maluquices e suas agressões grosseiras? “Fala, antes de tudo, para a baixa classe média iletrada dos setores mais conservadores”. E que o anti-intelectualismo também é apontado pelo articulista se dá em casa na baixa classe média. Para Jessé, quando Bolsonaro ataca, por exemplo, as universidades e o conhecimento. Dá a entender que a relação da baixa classe média com o conhecimento é ambivalente pelo fato da mesma invejar e odiar, de forma compulsiva, o conhecimento que não possui, daí decorre o ódio aos intelectuais, à universidade, à sociologia ou à filosofia. “Este é público verdadeiramente cativo de Bolsonaro e sua pregação”.

No tocante a escolha de Sérgio Moro, garante ser ele, uma espécie de ponte para cima com a classe média tradicional que também odeia os pobres, inveja os ricos e se imagina moralmente perfeita porque se escandaliza com a corrupção seletiva dos tolos. Mas garante que apesar de socialmente conservadora, ela não se identifica com a moralidade rígida nos costumes dos bolsonaristas de raiz, que estão mais perto dos pobres. Já o Paulo Guedes é visto, por sua vez, como um lacaio dos ricos que fica com o quinhão destinado a todos aqueles que sujam as mãos de sangue para aumentar a riqueza dos já poderosos.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

Leave a Comment

Filed under Sem categoria

O espírito de porco brasileiro/Por: Alberto Peixoto

O acéfalo Presidente, com sua turma, leva o Brasil à derrocada

No ano de 2019 baixou no Brasil espíritos de porcos, seres com baixas vibrações e de qualidade ínfima; passamos a ser governados por um acéfalo acompanhado de sua “famíglia” composta por três patetas filhos – sem fazer alusão aos comediantes norte-americanos – e seus seguidores não menos patetas e desonestos.

Temos o “privilégio” de sermos o único país no mundo que possui um energúmeno que se diz graduado em Direito, ex-Juiz e que “está”- não se sabe até quando – Ministro da Justiça. Este não sabe falar cônjuge, trocando por conge, e também não sabe diferenciar o significado da palavra “sob” de “sobre”. Resumindo: ele não sabe quando está em cima, nem quando está embaixo. Imagine se ele resolvesse falar Masachusetes!

O pífio histórico escolar de Abraham Weintraub

Apesar disso tudo, como se já não fosse o suficiente, também temos um Ministro da Educação, Abraham Weintraub, que não gosta de educação e nem a tem. Detesta escolas, principalmente as Universidades Públicas. Cortou verbas de várias, que deverão deixar de funcionar em alguns meses por falta de recursos, só porque não leram na cartilha do acéfalo Presidente.

Conforme o cientista político Alberto Carlos Almeida, em sua conta no Twitter, “O histórico escolar do Ministro da Educação: Ele era bom de balbúrdia”. Pode-se ver em seu histórico que a maioria das notas eram 6.

O Ministro que o antecedeu, também burro, não era sequer brasileiro . Ricardo Vélez Rodríguez, quando Ministro, fez as seguintes citações em entrevista ao Jornal Valor Econômico, em 28 de janeiro de 2019 – novaescola.org.br: “A ideia de universidade para todos não existe” […] “As universidades devem ficar reservadas para uma elite intelectual, que não é a mesma elite econômica [do país]”. “O brasileiro viajando é um canibal. Rouba coisas dos hotéis, rouba o assento salva-vidas do avião; ele acha que sai de casa e pode carregar tudo. Esse é o tipo de coisa que tem de ser revertido na escola”.

Completando este quadro de horrores, a Ministra Damares Alves, da pasta de Mulher, Família e Direitos Humanos, disse ter visto Jesus subir no pé de goiabeira; disse também que: “os pais devem masturbar as crianças a partir dos sete meses de idadeeque menina deve ter a vagina manipulada desde cedo”.

Em uma atitude insípida, o Presidente acéfalo faz o seguinte convite: “Quem quiser vir aqui fazer sexo com uma mulher, fique à vontade” – disse Bolsonaro, o acéfalo.

“A princípio pensei ser fake. Não era. Sr Presidente, não sei se é do seu conhecimento, mas ser mulher, no Brasil, já era difícil o suficiente sem a sua ajuda. Somos o quinto país em mortes violentas de mulheres no mundo. A cada duas horas, uma mulher é assassinada. Fora o crescimento da quantidade de casos de estupro. Um total de onze mil novecentos e cinquenta casos por ano. Pelo menos trinta e dois casos de estupro por dia, fora as mulheres que, por vergonha, não procuram a delegacia” […] – comenta Mônica Raouf El Bayeh, carioca, professora e psicóloga clínica, especialista em atendimento a crianças, adolescentes, adultos, casais e famílias. Perita judicial.

Como disse Cazuza, cantor e compositor brasileiro [,,,] te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro, transformam o país inteiro num puteiro, pois assim se ganha mais dinheiro […].Diante deste quadro tenebroso, conclui-se que isso não é governo. É um circo de horrores!

Alberto Peixoto – Escritor

Leave a Comment

Filed under Sem categoria

Bolsonaro: um canalhocrata no poder / Por Sérgio Jones*

Mais uma guinada do desgoverno do Jair Bolsonaro tem como objetivo atingir através de mudanças o estatuto legal dos territórios indígenas, para abri-los ao agronegócio. Conforme afirmação feita pelo secretário nacional de Política Fundiária, Luiz Antônio Nabhan Garcia, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) “será o gestor de todas as questões fundiárias e, a partir de agora, nenhuma propriedade rural no Brasil será incluída indevidamente no Sigef (Sistema de Gestão Fundiária)”.

A iniciativa de caráter criminoso começou a cumprir a promessa e oficiou a Fundação Nacional do Índio (Funai) para que retire desse sistema as terras indígenas (TIs) que não estejam “homologadas ou regularizadas”. Segundo o Incra, os dados sobre essas áreas teriam sido inseridos “indevidamente”.

Ao longo do processo de demarcação de TIs tem várias etapas. As duas últimas são a homologação por decreto presidencial e o registro na Secretaria do Patrimônio da União (SPU) e em cartório. Com a determinação do Incra, cerca de 236 TIs que ainda não passaram por essas duas fases poderão desaparecer das bases de dados oficiais. São 74 TIs declaradas, 43 TIs identificadas e seis territórios com “restrição de uso” para índios isolados, além de 113 TIs em identificação.

Conforme explica especialistas da área, a medida adotada pelo Incra é inconstitucional. As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios são, desde pelo menos a Constituição de 1934, propriedade da União. E vão mais adiante ao afirmarem que o direito dos índios sobre elas é originário e independe da conclusão do procedimento administrativo de demarcação.

As consequências, deste governo de desajustados e reacionários, da exclusão dessas áreas do sistema podem ser irreversíveis para índios e proprietários rurais. Por exemplo, desde o período eleitoral, os alertas oficiais sobre desmatamento aumentaram, em especial no interior das TIs e Unidades de Conservação.

Diante do exposto, não havendo informação pública sobre onde estão 236 TIs, o próprio Incra poderá conceder títulos para grileiros que ocupam ilegalmente as terras. Detentores de títulos de terras sobrepostas aos territórios indígenas poderão obter licenças ambientais para atividades como o desmatamento. Sendo até mesmo atividades minerárias em TIs, que dependem de autorização do Congresso e de lei específica (ainda inexistente), poderão ser autorizadas por órgãos ambientais. Também será possível vender um imóvel sobreposto a uma TI sem que o comprador saiba disso. Na prática, a medida do Incra estimula o desmatamento, a grilagem, a insegurança jurídica, invasões e conflitos de terra.

O que fica patenteado em todo este show de horrores é que os direitos inalienáveis dos índios às suas terras e ao usufruto de seus recursos ficarão ainda mais vulneráveis a selvageria de seus usurpadores, o que inclui no rol dessas vítimas os índios isolados, sem contato oficial com o Estado, especialmente vulneráveis à violência e à disseminação de doenças.

De forma debochada o Bolsonaro diz que os índios são seus “irmãos” e promete lhes respeitar os direitos. Ato este, que muito bem caracteriza a definição do conceito de cinismo: “Atitude ou caráter de pessoas que revela descaso pelas convenções sociais e pela moral vigente, imprudência, desfaçatez e descaramento”.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

Leave a Comment

Filed under Sem categoria

Onyx Lorenzoni: a face do cinismo da direita brasileira/ por Sérgio Jones*

Onyx Lorenzoni foi forte apoiador de Alcolumbre para a presidência do Senado
FOTO: Sérgio Lima, Poder360

O então Futuro ministro da Casa Civil, o deputado Onyx Lorenzoni (DEM/RS) argumentou a seu favor, quanto ao uso indevido dos recursos da Câmara dos Deputados utilizados para custear voos durante a campanha de Jair Bolsonaro à Presidência da República.

Utilizou-se de argumentos fascistas para justificar o seu comportamento e ação criminosa ao dizer que entendia estar “ajudando a construir um novo futuro para o nosso país”. Nesse caso específico, o pronome “nosso” se aplicava e se aplica unicamente a eles, seres nefastos oriundos de uma classe excludente de canalhas, que diuturnamente se locupletam violentando os mais sagrados direitos do povo.

“Eu não tenho que me defender de nada. Está tudo dentro, rigorosamente, dentro da legislação da Câmara dos Deputados. Enquanto congressista e deputado, eu tenho a prerrogativa e direito de andar no lugar do Brasil que eu quiser e eu estava ajudando a construir o que, hoje, nós estamos vivendo: a transição de um novo futuro para o nosso país”, alegou.

Mas o que se apurou é que os registros existentes da Câmara dos Deputados demonstram que o principal líder da transição de governo, é um hipócrita que tenta escamotear a verdade que resultou em gastos que ficaram em torno de R$100 mil em verbas da Casa para bancar voos durante o período oficial de campanha.

Embora a verba faça parte da cota parlamentar que os deputados têm para cobrir custos, como viagens, mas o seu uso é terminante vedado, quando se trata de uma prática com fins eleitorais. Outro argumento falacioso utilizado pelo vil parlamentar é que tal denúncia é uma tentativa para desestabilizar o novo governo. “Bem-vindos ao terceiro turno. Mas a gente não se assusta, porque sabemos que estamos com a verdade. Eu tenho tranquilidade absoluta”. Declarou ele, na certeza de que seu crime, de ordem financeira, continuará impune.

Parafraseando grandes pensadores, conhecido por tecerem ácidas críticas ao sistema “Capetalista”, podemos afirmar que: “… Grande é a maldade no mundo inteiro. Por isso junte bastante, mesmo com trapaça. Pois ainda maior é o amor ao dinheiro e aos podres poderes”.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

Leave a Comment

Filed under Sem categoria

Indecência ou reforma da previdência? / Por Sérgio Jones*

No combate a Reforma da Previdência Bolsonariana, centrais sindicais organizam calendário de lutas.

O que existe por trás da proposta de reforma da Previdência enviada ao Congresso que tem demonstrado urgência, por parte do governo neoliberal do presidente Jair Bolsonaro e seus áulicos? O que existe de real é que alguns privilégios existentes têm que ser combatidos. Mas sem que tal medida atinja os segmentos mais vulneráveis da sociedade. Do jeito e nos moldes que a tal reforma está sendo apresentada, só irá manter e prolongar os privilégios existentes.

Um forte indicador é o apoio que a mesma vem recebendo de banqueiros, que através de suas atividades ilícitas tornam-se legais. Não podemos e nem devemos esquecer que o banco é símbolo inconteste do “capetalismo”. O que se pode assinalar é que a tão propalada reforma é rejeitada por 51 por cento dos brasileiros e tem o apoio de 41 por cento da população, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada recentemente.

Parte considerável da população se posiciona contrária as idades mínimas para a aposentadoria. Entre os entrevistados, 65 por cento disseram ser contra a idade mínima de 62 anos para as mulheres se aposentarem, e 53 por cento se opuseram à idade de 65 anos para os homens.

A tão propalada democracia burguesa que prega a escolha e tomada de decisões em que prevalece a opinião e desejo da maioria. Neste caso específico, à máxima não tem prevalecido. Embora a maioria da população se posicione contra a proposta de reforma da Previdência o governo tenta impor e fazer prevalecer os seus interesses, em detrimento do que expressa a maioria da população de brasileiros.

O que nos fica claro e evidenciado é que a tomada de posição do governo demonstra não existir muitas diferenças no sistema “capetalista”, esteja onde estiver. Mudam-se os métodos e os personagens, mas mantêm-se a exploração através da relação de cumplicidade entre a criminalidade e os representantes da lei.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

Leave a Comment

Filed under Sem categoria