Bolsonaro, um maluco no pedaço/ Por Sérgio Jones*

Um louco no “puder”
Foto Lula Marque

Deu a louca no Brasil com a ascensão do inconfundível esquizofrênico e psicopata Jair Bolsonaro, à presidência da república. A bem da verdade, parte deste desastre político já estava escrito nas estrelas e nos Fakes News. Fatos que conduziram significativas parcelas de uma população incauta e despolitizada a se deixarem embalar pelo canto da sereia, na crença da existência de um “Salvador da Pátria”. Esta pieguice política já demonstrou, lá atrás, com Collor de Mello, que tal experiência não foi exitosa e nunca será.

Diante da trágica realidade que todos nós, sem distinção, vivenciamos só nos resta fazer uma releitura política desenvolvida de forma dantesca que tanto mal e estragos está a acarretar toda a nação, e de forma direta, em especial à população que se encontra na baixa estratificação social. Existente e ampliada nesta triste e infelicitada nação dos trópicos. Que indiferente ao sofrimento causado a seu povo, continua sofrendo de distúrbios provocados pela intensa narcolepsia que afeta o Brasil o coloca o gigante em sono profundo, em berço esplêndido.

A tônica do momento tem sido a ordem proferida, por outro não menos psicopata do grupo da gaiola das loucas dos “bolsomínions arrependidos”, Olavo de Carvalho, que recentemente fez um veemente chamamento para que seus pupilos deixem o Governo, como reação aos “traidores” de Bolsonaro que estariam controlando seu governo. Traidores que, segundo ele, seriam os militares, que estariam “tucanizando” o governo do Ex-Capitão do Mato por estarem, entre outras coisas, enfeitiçados pelas “luzes, câmeras e a ribalta das gostosas repórteres”.

Como todos estão ciosos de saber, o tempo voa às vezes como uma ave e às vezes se arrasta como um verme. Esta tem sem sido a realidade com que nos defrontamos diante desta desprezível gestão de governo, que fere os sentimentos democráticos de toda uma nação, com mais de 200 milhões de brasileiros. Vale, neste caso específico, o adágio popular: “Quem tem burro e anda a pé, mais burro é”.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)


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Bolsonaro: transmutação da espécie humana que não deu certo/ Por Sérgio Jones*

A Transmutação
FOTO: CTB

O termo transmutação genética é usado, na história da Biologia, para descrever o processo de mudanças morfofisiológicas ocorrentes em uma espécie para desenvolver outra. Este é considerado como ideal para definir a personalidade, ou falta dela, quando nos reportamos ao comportamento patológico do presidente Jair Bolsonaro.

Mantendo um comportamento incompatível para com o cargo que ocupa, o arremedo de presidente preserva uma espécie de gestão sanfona. Suas declarações são imprecisas e confusas, o que têm causado constantes desgastes no governo. Suas declarações feitas pela manhã são desfeitas à tarde. O que deixa transparecer, de forma cristalina, que este ser caudilhesco não consegue manter a liturgia do cargo. Provavelmente por não saber se utilizar de cada um dos ofícios e sacramentos que tal função exige. O que nos leva a crer que fatores como incompetência moral e sobretudo intelectual, têm sido os principais entraves.

Um exemplo significativo, entre miríades de outros, que são expostos diariamente pelo Bolsonaro e seus áulicos, pode ser observado, como mais uma joia da coroa : em que ele afirma que a missão de governar o país “será cumprida ao lado das pessoas de bem do nosso Brasil, daqueles que amam a Pátria, daqueles que respeitam a família, daqueles que querem aproximação com países que tem ideologia semelhantes à nossa, daqueles que amam a democracia e a liberdade”. O presidente finalizou o curto discurso dizendo que só existe “democracia e liberdade quando a Força Armada assim o quer”.

O que deixa claro é o que o entendimento dele no tocante ao conceito família ficou resumido com a exibição do vídeo, durante o carnaval. Comportamento, este sim, que atenta de forma bestial contra justamente o que ele afirma, e diz defender. Este simulacro de presidente se comporta em total desacordo e sintonia com o espelho. Este reflete sem falar, enquanto Bolsonaro fala sem refletir.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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Marcela Temer a Messalina deletéria e irresponsável no trato do dinheiro público/ por Sérgio Jones*

Em reportagem assinada pelo jornalista Matt Roper, jornal britânico Daily Mail, nos idos de 2016. Ele deixa transparecer os abusos econômicos praticados por Marcela Temer, desde que conheceu o presidente até os dias de hoje. “Ela insiste em ter tudo do melhor, não importa o preço. E o que ela quer, ela tem”, diz.

A reportagem descreve Marcela como uma espécie de Messalina que ao ascender ao poder se tornou uma implacável predadora no tocante ao seu nefasto e abominável ato de consumista em que exigiu e gastou “milhões em reformas da casa pública em que habitava, na cidade de Brasília”.

Outro ato praticado pela primeira dama, deste governo ilegítimo e plutocrático, foi registrado durante a posse de Temer, mesmo com o país em franca recessão, com milhares de pessoas no desemprego e empresas fechando as portas dia a dia, ela se negou a mudar seu estilo de vida. Ao exigir de Temer uma extensa e cara reforma antes de ocupar o Palácio do Jaburu, residência oficial. As reformas incluíam melhorias na piscina, dentre outras coisas.

Enquanto se processava as reformas, a imperatriz dos gastos públicos, vivia de forma nababesca em uma casa de R$ 7 milhões de Temer, em São Paulo. No fim, mudou-se para Brasília, levando parte da “famiglia”. O vetusto presidente Temer adquiriu para sua Efeba uma mansão de R$ 4,5 milhões e alugou uma outra propriedade por mais de R$ 15 mil mensais. Além dos mais diversos outros tipos de abusos continuarem sendo praticados, no trato da coisa pública. A diferença entre ela e Messalina, é que esta última foi justiçada, devido à falta de coragem para cometer suicídio, acabou sendo morta pelo oficial que a prendeu.

Para a maioria dos brasileiros a vida suntuosa de Marcela e de sua “famiglia” caracteriza-se como símbolo inequívoco de agressão e franco desrespeito a realidade em que vive o povo brasileiro. Esta predadora deletéria dos recursos públicos foi, e continuará sendo considerada como uma agressão, ao nível de desigualdade social existente no país.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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Por que não te calas, Bolsonaro? / Por Sérgio Jones*

O que o tinhoso diz, não produz eco junto a sua equipe.
FOTO: Arquivos Google

As atrapalhadas na gestão do presidente eleito Jair Bolsonaro, já começaram nos primeiros dias de governo, os erros cometidos durante os seus inúmeros pronunciamentos na mídia, são constantes. O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni terá muito trabalho pela frente para explicar o que ele serviçalmente denomina de “equívocos”, os erros e gafes cometidas pelo insidioso, chefe da nação.

Tal qual Deus atuou para misturar as línguas, para que fosse instalada a confusão entre os homens, tendo como consequência provocar a interrupção da construção da Torre, que passou a ser conhecida como Babel, termo que denota explicitamente, o sentido de confusão.

O tinhoso presidente vem usando da mesma estratégia para que o povo não tome compreensão do desastre que será o seu modelo administrativo. O que ele diz não produz eco junto a sua equipe, apenas confusão e ruídos de comunicação. Esta prática nefasta deverá perdurar até o fim de seu mandato, que não deverá ser longo.

O chefe da Casa Civil expressou-se, com todas as letras, que nesta sexta-feira, 4, que o presidente Jair Bolsonaro se “equivocou” ao falar em entrevistas de aumento do Imposto de Operações Financeiras (IOF) e da redução da alíquota do Imposto de Renda de 27,5% para 25%. “Estava toda uma celeuma no País que era ter aumento de impostos. Não dá para o cidadão que votou no Bolsonaro não ter aumento de impostos e ter aumento de impostos”, afirmou.

A confusão verborrágica está estabelecida e, ao que tudo indica, deve continuar enquanto perdurar este governo patético e temporão. No começo da tarde, deste mesmo dia, o secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, esteve no Planalto para discutir as medidas com o chefe de estado. Ao deixar o palácio, ele negou informação publicada pela imprensa e confirmada num evento pela manhã pelo próprio Bolsonaro de que o governo aumentaria o IOF para garantir compensações a prorrogação de benefícios concedidos pela Sudene e pela Sudam.

O argumento utilizado para justificar o despreparo e a falta de sintonia existente entre a equipe e o presidente foi justificado com a seguinte afirmação: “Houve vazamento indevido. Alguém que vazou algo que não deveria ter vazado”, disse Onyx Lorenzoni. Entretanto, o ministro não respondeu, na sequência, se o “vazamento” era um “balão de ensaio” – uma tática para avaliar a repercussão e os efeitos de uma medida antes de sua real adoção. Prática esta adotada entre nove de cada dez presidenciáveis. Que já se tornou por demais conhecida do povo brasileiro.

No final da Ópera Bufa o que ficou patente é que o governo não pensa em adotar tal medida, no momento, em razão da Lei de Responsabilidade Fiscal. “Não podemos neste momento fazer nenhuma ação que possa resultar em redução de arrecadação”, afirmou o ministro. Na sequência ele afirma: “A redução do Imposto de Renda é fruto de estudo, mas depende de equilíbrio fiscal. Temos a premissa antes de fazer essas coisas que é ter equilíbrio fiscal”, completou.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

 

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A corrida do Queiroz

Por quanto tempo?
FOTO: Arquivos Google

O carro que Queiroz vendia
Era um carro invisível
Nem no Lost era possível
Ver tamanha livosia
Quem via logo corria
Desta coisa do outro mundo
Do inferno era oriundo
Pois sabia ele chifrar
E fazia igual gambá
Soltando o ar pelo fundo

Começou com Michelin
Sua venda no comércio
Era sócio do Aécio,
Gediele e Moroin,
Se enrolou com Serafim
Quando vendia um chevete
Foi cortado de gillete
E Queiroz se escondeu
O cabra se escafedeu
Assim me disse a Ivete

Mas um dia apareceu
O amado da injustiça
Fedendo igual a carniça
negando o que prometeu
Falar do que escondeu
Para o amigo Flavinho
Que é filho do Bozozinho
Bisneto de um tal de Malta
Que vive tocando flauta
Na banda do Buraquinho

O malandro é carioca
É trambiqueiro da gema
Se colocar em um barema
Sua vendagem ele broca
É pior do que taioca
Quando ela é assanhada
Só vive dando é picada
Picou um tal Ministério
E entrou no cemitério
Para fazer sua morada

  • Colaboração: Professor Marialvo

    Mensageiro do ódio!
    FOTO: Arquivos Google

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Brasil: o País das incoerências.

Decisão de Tóffoli ratifica opção anti-PT da cúpula do judiciário.
FOTO: Arquivos Google

É um absurdo o que está acontecendo no Brasil! Lula, o maior líder político brasileiro depois de Getúlio Vargas está preso, e Bolsonaro, um deteriorado que não consegue explicar nem justificar os escândalos de corrupção em que ele e seus familiares se envolveram, está prestes de ser empossado Presidente do Brasil.

 Enquanto os “bolsominions” fazem promessas, celebram cultos protestantes, marcam missas, encomendam “trabalhos” nos terreiros de candomblé e torcem para que o governo do “seu mito” dê certo, a família Bolsonaro, principalmente o pai, agride despudoradamente Lula.

“Bolsonaro reage com agressividade e nervosismo sempre que Lula se pronuncia sobre a vida do povo. Ele sabe quem tem liderança popular verdadeira. Lula e seus governos serão o contraponto efetivo, claro, ao governo antipopular de Bolsonaro”, postou a senadora Gleisi Hoffmann (PT/PR), Presidente Nacional do Partido.

Porém, o maior absurdo, é o povo brasileiro inerte, assistir ao STF não ter nenhum tipo de atitude, com relação aos indícios de corrupção denunciados pelo Jornal Folha de São Paulo, em que está, provavelmente, envolvida esta exótica família.

Como explicar que Fabrício Queiroz, motorista e assessor de Flávio Bolsonaro, ganhando R$ 23 mil reais por mês, movimenta uma conta com mais de R$ 1,2 milhão de reais e emite um cheque para a futura primeira dama no valor de R$ 24 mil reais, que segundo Jair Bolsonaro é referente a um empréstimo de R$ 40 mil reais?

Por que uma pessoa, que possui R$ 1,2 milhão em sua conta corrente, pede R$ 40 mil ao patrão? Pior. O futuro Presidente, responsável pelo empréstimo, não declarou a operação em sua declaração de Imposto de Renda. As filhas e esposa de Fabrício Queiroz devolviam seus salários levando a crer que, em resumo: a família Queiroz, é o laranjal dos Bolsonaros.

Infelizmente, a permissividade da Justiça brasileira e a inércia, ou falta de visão política dos eleitores, vão permitir que um Presidente sem noção, limitadamente sem as mínimas condições éticas nem técnicas para presidir o Brasil, seja empossado.

Talvez Jesus desça da “goiabeira” para, através da “pastora-ministra visionária”, vir ajudar ao “coiso” subir a “rampa” enrolado em escândalos de corrupção e “desadministrar” o nosso cansado Brasil das “maracutaias”.

Alberto Peixoto – Escritor

 

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O Brasil na versão moderna da “Gaiola das Loucas”/Por: José Manuel Cruz Cebola

OLHA O QUE ESTA MINISTRA DIZ

O que os brasileiros elegeram para governar o País!
FOTO: Arquivos Google

Tem que GENTE masturbar seus filhos com 7 meses de idade gente
Este são os mais preparados para Brasil…

Mila, ao ler este teu comentário, não pude evitar ir efectuar uma pesquisa mais aprofundada sobre essa mulher.

Para já, e para que conste, ela tem ódio a tudo o que tem a ver com sexo. Ódio esse derivado do facto de ela ter sido estuprada na idade de 6 anos. Duas vezes. Curiosamente, por ‘pastores’ da sua seita.

Deixo no final a ligação para um vídeo de uma das suas pregações.

Após o visionar, cheguei a várias conclusões. A primeira e mais importante é que essa mulher é das pessoas intelectualmente mais desonestas que eu já vi em toda a minha vida.. Nessa pregação, ela mistura alhos com bugalhos, mente, distorce. Até foi fazer referência a um caderninho publicado em 2002 (o PT assumiu o poder em 2003 !)

“Todas as instituições que defendem crianças faliram e falharam na proteção da infância no Brasil. A escola falhou, não é mais um lugar seguro para as crianças. Os clubes não são seguros. Nem os consultórios médicos são mais seguros. Não existe lugar seguro. Todos falharam. Só há um lugar seguro: a igreja, o templo”, disse ela em um vídeo identificado como uma palestra da União de Crianças da Assembleia de Deus de Brasília.
Tá “serto”, como se diz na língua dos memes…

Com tantos casos de pastores evangélicos seus ‘compagnons de route’ que abusam ou estupram crianças, as afirmações de Damares Alves são completamente desconectadas da realidade e por isso inadmissíveis para uma ocupante de cargo público no primeiríssimo escalão.

Uma pesquisa rápida no Google pelas palavras “pastor abusa” recupera notícias como “Pastor preso dava dinheiro após abusar de adolescentes e crianças”, “Pastor evangélico é acusado de abusar sexualmente de neta” e “Pastor é acusado de abusar de criança de 5 anos”.

São manchetes de crimes registrados no Mato Grosso, Paraná e Minas Gerais, respectivamente, mas há outros registos semelhantes.

Um caso recente no Espírito Santo foi notícia nacional pela crueldade. O pastor evangélico Georgeval Alves foi preso acusado de estuprar e agredir o enteado e o filho, de seis e três anos, e em seguida atear fogo nas crianças ainda vivas para simular um incêndio acidental.

O problema é que Damares parece mais íntima da Bíblia que da Constituição Federal, condição que a capacita para uma gestão apocalíptica à frente do ministério. Às mulheres, aos LGBT, indígenas demais minorias amparadas pela pasta, resta se preparar para o que virá, porque 2019 promete.

Deveria, por isso, haver uma certa atenção das autoridades em relação aos pastores e pastoras de má índole. Mas como a futura ministra disse, a igreja é um lugar seguro.

https://www.youtube.com/watch?v=Kik2aR3YT4A

José Manuel Cruz Cebola-Crítico

Sintra/Portugal

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Arrecadação da Bahia patina há três anos, mesmo com quatro Refis e aumento de impostos/Fonte: SINDSEFAZ

O Sindsefaz tem insistido junto ao governo estadual que, ao contrário de penalizar o servidor público – que sofre com uma perda salarial de 25% nos últimos cinco anos -, é preciso olhar para o lado das receitas como forma de resolver o problema financeiro do Estado.

Lamentavelmente, por conta de uma política tributária equivocada e ausência de planejamento, a arrecadação da Bahia vem patinando desde 2015, segundo estudo feito pelo Sindicato, em parceria com o Dieese-Bahia (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Para se ter uma ideia, mesmo após a correção inflacionária, em 2015, 2016 e 2017, o volume arrecadado pela Sefaz-BA em cada ano foi menor que a arrecadação de 2014.

Até quatro anos atrás, a arrecadação de impostos no Estado tinha uma trajetória ascendente, conforme pode-se observar no gráfico 1, “Evolução Anual do ICMS Estadual Bahia – 2006 e 2017” (excetuando 2009, ano da crise econômica internacional, quando a arrecadação caiu em todos os estados e no âmbito federal). Isso acontecia mesmo com o impacto de fenômenos alheios ao planejamento, a exemplo da seca que se abateu sobre a Bahia a partir de 2010, uma das maiores já enfrentadas em toda a história. Mesmo com isso, o volume arrecadado continuou crescendo até 2014, quando a Bahia arrecadou R$ 22,42 bilhões.

A tendência se inverteu a partir de 2015 e mesmo com todos os Refis praticados pela Sefaz-BA (foram quatro somente na gestão do atual secretário, Manoel Vitório), no final de 2017 a Secretaria não tinha ainda conseguido trazer a arrecadação para o mesmo patamar de 2014. Ano passado a arrecadação foi de R$ 22,06 bilhões.

Aumento de impostos

Além dos seguidos Refis, ferramenta questionável pois apesar de gerar receita momentânea compromete a arrecadação em médio e longo prazos – assim como favorece sonegadores contumazes -, a falta de eficiência na gestão tributária da Sefaz-BA é sensível, sobre outros aspectos. Entre 2013 e 2015, o Estado aumentou consideravelmente as alíquotas de ICMS em vários produtos e serviços, além de promover elevação da alíquota geral do ICMS do Estado, que saiu de 17% para 18%.

Por exemplo, em 2014, cervejas e chopps tiveram aumento de 19% para 27%, retornando depois para 25%. Em 2015, o imposto pago sobre refrigerantes, isotônicos e energéticos saiu de 17% para 20% e o do fumo (cigarros e cigarrilhas) pulou de 25% para 30%. O imposto sobre a gasolina aumentou de 27% para 28% e o do óleo diesel de 15% para 17%.

Foram também retiradas isenções e descontos de alíquota de vários serviços, provocando aumentos como no acesso internet, cujo ICMS cresceu 460% e restaurantes, bares, transporte, vestuário e calçados, cujo percentual de imposto cresceu 100%. Os produtores rurais também tiveram oneração de 100% nos impostos cobrados sobre materiais de consumo adquiridos em outros estados. Já a venda de aparelhos celulares teve uma elevação de 50% na carga tributária, mesmo índice de acréscimo aplicado sobre os serviços de TV por Assinatura.

R$ 3,2 bilhões em isenções

Um fator importante na análise das finanças da Bahia nos últimos anos é a concessão de benefícios fiscais para variados setores empresariais, iniciativa que ao longo dos anos foi cobrindo a lacuna deixada pela ausência de uma política industrial. São vários programas diferentes: BAHIAPLAST, PROAUTO, PROCOBRE, PROALBA, DESENVOLVE, entre outros.

Para se ter uma ideia, em 2017, esses benefícios representaram uma renúncia de R$ 3,2 bilhões. A previsão de renúncia total entre 2007 e 2017 foi de R$ 25 bilhões.

O problema é que essas concessões são feitas sem um adequado monitoramento e/ou acompanhamento de seus resultados. De nada adianta conceder isenções e descontos no imposto se a empresa não cria novos empregos ou se o negócio existe apenas no papel, para gozar do benefício sem gerar renda que seja reversível para o Estado.

Foram assinados 1.532 protocolos de intenções de investimentos do setor privado no período de 2007 a 2017, com expectativa de investimentos da ordem de R$ 198,38 bilhões e geração prevista de 328.978 empregos. Porém, nem metade desses números foi alcançado.

As auditorias do Tribunal de Contas do Estado (TCE) feitas nos programas de incentivo fiscal do Estado dão conta que poucas empresas cumprem os compromissos assumidos nos protocolos de intenções. Especificamente sobre o ano de 2017, o órgão fiscalizador apontou quatro falhas: 1) Ausência de planejamento estruturado das políticas públicas de incentivo fiscal; 2) Flexibilização na aplicação dos critérios de concessão; 3) Fragilidade nos procedimentos de acompanhamento das empresas habilitadas; e 4) Ausência de avaliação de desempenho para o programa DESENVOLVE (principal programa de benefícios do Estado.

Gestão ineficiente

A crise econômica é um fator a ser observado na hora de analisar as finanças do Estado. Porém há outros problemas que explicam porque a arrecadação de ICMS tem tido uma curva descendente, mesmo com aumento de impostos e Refis anuais.

O principal motivo é a falta de planejamento da administração tributária. Um exemplo é o uso de uma sistemática de fiscalização antiquada, que desconsidera a tecnologia e não racionaliza o serviço dos auditores fiscais e agentes de tributos, perdendo tempo e, consequentemente, não atendendo a demanda necessária. A Sefaz-BA não possui sequer ferramentas informatizadas para a fiscalização e usa softwares emprestados.

A ausência de um planejamento de médio e longo prazo também pode ser medida pelo enorme déficit de pessoal na Sefaz-BA, que possui um quadro a cada ano menor, com média de idade de 58 anos. Hoje, quase metade dos auditores fiscais e agentes de tributos já alcançaram o direito de se aposentar, sem que concursos públicos sejam convocados para repor a vaga de quem sai. Nos últimos quatro anos, 500 fazendários deixaram o Estado. Não á toa, regiões econômicas importantes como a de Vitória da Conquista, Barreiras, Feira de Santana e Serrinha possuem um único servidor para fiscalizar mais de 5 mil estabelecimentos.

Por fim, há ainda o sucateamento de vários setores da Sefaz-BA, como a Inteligência e o Trânsito de Mercadorias. O primeiro, recentemente, comemorou pela imprensa o fechamento de 2800 empresas fantasmas. Este resultado, em vez de atestar eficiência, revela como a ação da Secretaria é atrasada, remediando prejuízos.

Já o Trânsito, responsável por prevenir a sonegação fiscal, vem sendo desmontado. Postos fiscais estão sucateados ou sendo fechados e não há automóveis suficientes e nem servidores para cumprir ordens de serviço nas “volantes”. Atualmente, a Bahia, que faz divisa com outros oito estados do país, possui fronteiras abertas, sem a presença da Secretaria da Fazenda, permitindo que circulem pelo Estado mercadoria sem nota ou com documento fiscal inválido, comprometendo a arrecadação.

Em 2015, o Sindsefaz apresentou ao Gabinete da Secretaria da Fazenda e à bancada do governo na Assembleia Legislativa um projeto que aumentaria em mais de R$ 1 bilhão a arrecadação de impostos na Bahia, sem qualquer aumento de impostos. A proposta previa mudança na sistemática de fiscalização, atualizando procedimentos, racionalizando processos e usando o batimento de informações para focar a fiscalização. Um minucioso trabalho, realizado por uma equipe de fazendários, que deve estar dormindo em alguma gaveta da Sefaz.

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Os privilégios do Servidor Público e a crise orçamentária/ Por Alberto Peixoto*

Palácio do Governo Ondina – Residência Oficial do Governador Av. Adhemar de Barros, 100, Salvador – BA
FOTO: Arquivos Google

Os colaboradores da iniciativa privada contribuem com 8%, sobre R$ 5.000,00 mesmo ganhando qualquer salário acima deste valor, para a Previdência. Recebem no final de sua jornada de trabalho (aposentadoria) que é no mínimo um período de 35 anos em média, o FGTS – Fundo de Garantia Por tempo de Serviço – para ajudar na nova vida de aposentado. Alguns conseguem com este fundo comprar até um bom apartamento ou um bom veículo.

O Servidor Público, por sua vez, colaborava com 12% e agora com a nova Lei aprovada em votação ontem (12) pelos Deputados da ALBA – Assembleia Legislativa da Bahia – liderados pelo deputado Zé Neto, passaram a contribuir com 14% sobre seus vencimentos BRUTOS e não possuem FGTS. Quando se aposentam, como diz o velho adágio popular, saem com uma mão na frente e outra atrás, sem nenhum incentivo para reiniciar na nova vida de aposentado.

Alguns jornalistas mal informados e até mesmo o cidadão brasileiro que na sua grande maioria é desinformado, analfabeto político e funcional, vive a vociferar pelos quatro cantos da cidade e/ou do País, que o Servidor Público é responsável pela crise orçamentária, onde 51% é gasto com os “privilégios” (????) dos servidores, e também pelo elevado custo previdenciário, quando na verdade a Previdência do Servidor Público (FUNPREV) é financiada pelos próprios servidores e não pelo Estado.

Quais privilégios seriam esses? O Servidor (o trabalhador) que é responsável pelo verdadeiro funcionamento do Estado, só tem direito ao salário. Até a sua assistência médica é paga por ele a um auto custo; a Licença Prêmio – que poderia ser considerada benefício – não existe mais, foi extinta.

Porém, salários “estratosféricos” recebem os Deputados, Desembargadores, Procuradores, Promotores e todo MP, Juízes e assessores que devolvem salários para seus “chefes”. Todos estes recebem auxilio gravata, paletó, moradia – mesmo tendo casa própria, auxilio engraxate, água, luz e telefone, escola para filhos até completar a Faculdade, carro com motoristas e combustíveis sem limite de cotas (litros), passagens aéreas para eles e suas companheiras (os), e até, pasmem, “auxilio mudança”, que se dá quando o Deputado ou alguém do Poder Judiciário que tem que se deslocar com sua mudança para outra cidade, recebe uma verba de R$ 32 mil para pagar a mudança, que qualquer transportadora de nível deve cobrar uns R$ 3 mil reais.

Como se não bastasse, o atual vice-presidente da Câmara dos Deputados Federais, Fábio Ramalho (MDB-MG), candidato a Presidente da Câmara, defende o aumento de salários dos parlamentares: Nós precisamos que todos os Deputados sejam reajustados como estão sendo reajustados todos os “outros poderes, disse o Deputado, citando o recente aumento do STF.

O aumento proposto pelo Deputado “Porra-Louca” Fábio Ramalho, produz um efeito em cascata atingindo o orçamento dos demais Estados da Federação Brasileira. Estes sim, são os verdadeiros responsáveis pela crise orçamentária dos Estados. O Servidor Público não pode pagar a conta desta farra proporcionada por estes irresponsáveis.

*Alberto Peixoto (Antonio Alberto de Oliveira Peixoto) é Escritor com 20 livros publicados, Colunista do Jornal Grande Bahia, membro da ALER – Academia de Letras do Recôncavo – Recebeu a Comenda de Maria Quitéria pelo seu mais recente trabalho: Quitéria e o Bando de Cleonice, Graduado em Administração de Empresas, MBA em Administração Estratégica e Gestão de Negócios, PDG – Programa de Desenvolvimento de Gestores pela Fundação Dom Cabral, Pós em Marketing pela SIDARTA e Servidor Público Estadual.

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O começo do fim / Por Sérgio Jones*

A sua linha de trabalho se assemelha a um pálido arremedo do golpe de 1964.
FOTO: Arquivos Google

A desorganização do desgoverno de “Bolsosauro” que terá início nesse trágico primeiro de janeiro de 2019, promete ser um dos mais desastrosos nos anais registrados nas páginas da história do Brasil. Não se trata de vaticínios nem torcendo para que nada dê certo. A questão é bem outra. A sua linha de trabalho se assemelha a um pálido arremedo do golpe de 1964.

De acordo com os desastrosos pronunciamentos deste desgoverno e devido a pusilaminidade dos mesmos, fatores estes que podem ser normalmente observados pelas tomadas de decisões, e em seguida os seus constantes recuos, se evidenciam como verdadeiro desmonte social provocados pelos sucessivos governos que têm contribuído, de forma ruinosa, para o rompimento dos frágeis tecidos que compõem as redes sociais que nos envolve.

Mais um ato de total irresponsabilidade política e até mesmo de incompetência pode ser observado com a montagem da equipe de seres degenerados que irão compor a administração do “Bosolsauro”. Vejamos o caso mais recente do anúncio feito pelo presidente eleito neste último domingo (09) que cita o nome do novo ministro do Meio Ambiente: o advogado Ricardo Salles, ex-secretário de Meio Ambiente de São Paulo no governo Alckmin (2016-2017). Como um dos fundadores do Movimento Endireita Brasil (MEB) e apoiado por ruralistas.

Este ser indigitado, já ocupou por diversas vezes manchetes de jornais devido a declarações fascistas tipo apoio à ditadura e em defesa da pena de morte. Entre outros processos sofridos, em 2017, ele é réu em uma ação civil do Ministério Público Estadual sob a acusação de participar de alteração ilegal do zoneamento do plano de manejo da Área de Proteção Ambiental da Várzea do Rio Tietê, para favorecer empresas ligadas à Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). Este é o perfil do elemento execrável que foi nomeado para a pasta de meio ambiente.

O que fica evidenciado em todos estes atos insanos, do insidioso presidente eleito, é que a principal função do novo ministro será a promoção de uma verdadeira agenda antiambiental, colocando em prática medidas que resultarão na explosão do desmatamento na Amazônia e na diminuição do combate ao crime ambiental. O mais grave é que este tipo de ação está se espalhando tal qual erva daninha, em breve pouco ou nada restará deste arremedo de nação chamada Brasil. Atos como estes representam enormes retrocessos, no cenário político, que resultarão em efeitos extremamente negativos para nossas florestas, nossos rios, a economia e para a vida das pessoas no Brasil e por extensão, em todo o planeta. Como profetizava o filósofo Sêneca – “ Para a ganância, toda a natureza é insuficiente”.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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