Deitado eternamente em berço esplêndido/Alberto Peixoto

Estudantes prometem ir às ruas em protestos aos cortes nas Universidades Federais
FOTO: Arquivos Goocle

Como já diz o próprio Hino Nacional, o brasileiro vive deitado eternamente em berço esplêndido. Esta letargia advém do analfabetismo político que assola a população brasileira, inclusive os próprios estadistas podem ser classificados como 99,5 % analfabetos neste segmento, sem o mínimo necessário de conhecimento. Nem pensar em possuir a “teoria do conhecimento científico neste bloco governamental”.

O analfabetismo funcional segundo dados do IBOPE, gira em torno de 68%, com 7% da população totalmente analfabeta, ou seja, não possui domínio pleno da interpretação de um texto, muito menos da escrita ou operações matemáticas. Apenas 1 entre cada 4 brasileiros, é plenamente alfabetizado. Imagine com os cortes na educação, como será este quadro.

Estas observações nos levam a acreditar que a inércia do brasileiro, ou este eterno “sono” em berço esplêndido, tem como origem a falta de capacitação da grande maioria da população. Fatalmente, falta visão política.

Não se pode admitir que trabalhadores, pessoas de baixa renda, negros, sempre discriminados por este (des) governo acéfalo, apoiem a reforma da Previdência, onde estes mesmos “desvalidos” serão prejudicados; os mais humildes não poderão frequentar uma escola pública e até mesmo os mais prósperos, terão problemas com os cortes que este Ministro da Educação, meia bomba, está praticando.

Como disse o Presidente Lula, em entrevista à Mônica Bergamo (Folha de São Paulo) e Florestan Fernandes (El País), o brasileiro, principalmente o trabalhador, está aceitando todo prejuízo produzido pela reforma criminosa da Previdência, de forma muito passiva. Possivelmente ainda não entenderam a gravidade do prejuízo gerado por esta reforma criminosa.

Carapintadas invadiram as ruas na década de 90, reivindicando seus direitos
FOTO: 2 acervo O GLOBO

Este gigante que dorme em berço esplêndido há quase dois séculos – 1831; Francisco Manuel da Silva e Joaquim Osório Duque Estrada – precisa acordar urgentemente e seguir para as ruas lutar contra seus pesadelos. Pesadelos estes que estão levando não só o trabalhador brasileiro, como toda nação à “bancarrota”.

O atual governo impõe um desmonte sem precedentes ao crescimento do Brasil. Nos últimos meses o país entrou em depressão sem nenhuma perspectiva de superação. As consequências dessa estagnação vão repercutir no futuro, em uma sociedade fragmentada em classes com frequentes transições. O fim da classe média está anunciado. Seremos um país de miseráveis contra banqueiros e empresários.

Onde estão os caras-pintadas que no ano de 1992 criou o movimento estudantil, que foi às ruas com o objetivo principal que era o impeachment do Presidente do Brasil na época, Fernando Collor de Mello? Acabou o gás?

O atual Ministro da Educação (também conhecido como Ministro Chocolate) anunciou um corte de 30% – que para ele é igual a 3.5% – nas Universidades Federais. A soma do corte em todas as Universidades Federais totaliza R$ 2 bilhões. As principais consequências desta atitude insana cairão negativamente sobre as pesquisas científicas, projetos de extensão, aquisição de novos equipamentos, limpeza e vigilância, etc.

É hora de voltar para as ruas; é hora de acordar, de levantar deste “berço esplêndido” e dar um basta nesta corja de vândalos, dilapidadores do patrimônio público, destruidores do futuro dos jovens brasileiros. Os estudantes brasileiros resistiram à ditadura de 1964 e resistirão a esta, fruto de um governo composto por estúpidos, analfabetos funcionais e políticos. Espera-se que desta vez, o eleitor brasileiro tenha aprendido a lição.

Alberto Peixoto – Escritor

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Paulo Guedes: um lacaio dos ricos/ Sérgio Jones *

Paulo Guedes: Tigrão dos pobres, Tchutchuca dos banqueiros
FOTO: O POVO on line

De acordo com excelente artigo de autoria do sociólogo Jessé de Souza, que tem como título: O que significa Bolsonaro no poder, veiculado no site Instituto Humanistas Unisinos. Faz uma precisa análise que desnuda o perfil grotesco do então presidente, em exercício, Jair Bolsonaro. Dentre os diversos aspectos abordados, ele afirma que a eleição do presidente foi reflexo de protesto da população brasileira. Financiado e produzido pela elite colonizada e sua imprensa venal.

Observa ainda, que a única classe social que entra no jogo sabendo o que quer é a elite de proprietários. Quanto a tão propalada reforma da previdência, diz ser uma máscara desta compulsão à repetição. E que a atuação da classe média real, em todo este jogo bizarro entrou em peso, como sempre, contra os pobres para mantê-los servis, humilhados e sem chances de concorrer aos privilégios educacionais de que desfruta.

O papel do Sérgio Moro é analisado como o elemento que incorpora esta farsa canalha. Sendo a “corrupção política”, considerada como a única legitimação da elite brasileira para manipular a sociedade e tornar o Estado seu banco particular. A eleição, ganha e Bolsonaro, resulta em brigas intestinas entre interesses muito contraditórios unidos conjunturalmente na guerra contra os pobres e seus representantes.

Para Jessé, Bolsonaro é um representante típico da baixa classe média raivosa, cuja face militarizada é a milícia, que teme a proletarização e, portanto, constrói distinções morais contra os pobres tornados “delinquentes” (supostos bandidos, prostitutas, homossexuais, etc.) e seus representantes, os “comunistas”, para legitimar seu ódio e fabricar uma distância segura em relação a eles.” Garantindo que todo o seu anticomunismo radical e seu anti-intelectualismo significam a sua ambivalente identificação com o opressor, um mecanismo de defesa e uma fantasia que o livra de ser assimilado à classe dos oprimidos.

Também não poupa críticas a figura do execrável Olavo de Carvalho ao considera-lo como o profeta que deu um sentido e uma orientação a essa turma de desvalidos de espírito. Quanto a questão da corrupção política, considera como uma, forma, até então, que manipulava e manipula a falsa moralidade da classe média real.

E questiona, para quem Bolsonaro fala quando diz suas maluquices e suas agressões grosseiras? “Fala, antes de tudo, para a baixa classe média iletrada dos setores mais conservadores”. E que o anti-intelectualismo também é apontado pelo articulista se dá em casa na baixa classe média. Para Jessé, quando Bolsonaro ataca, por exemplo, as universidades e o conhecimento. Dá a entender que a relação da baixa classe média com o conhecimento é ambivalente pelo fato da mesma invejar e odiar, de forma compulsiva, o conhecimento que não possui, daí decorre o ódio aos intelectuais, à universidade, à sociologia ou à filosofia. “Este é público verdadeiramente cativo de Bolsonaro e sua pregação”.

No tocante a escolha de Sérgio Moro, garante ser ele, uma espécie de ponte para cima com a classe média tradicional que também odeia os pobres, inveja os ricos e se imagina moralmente perfeita porque se escandaliza com a corrupção seletiva dos tolos. Mas garante que apesar de socialmente conservadora, ela não se identifica com a moralidade rígida nos costumes dos bolsonaristas de raiz, que estão mais perto dos pobres. Já o Paulo Guedes é visto, por sua vez, como um lacaio dos ricos que fica com o quinhão destinado a todos aqueles que sujam as mãos de sangue para aumentar a riqueza dos já poderosos.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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O espírito de porco brasileiro/Por: Alberto Peixoto

O acéfalo Presidente, com sua turma, leva o Brasil à derrocada

No ano de 2019 baixou no Brasil espíritos de porcos, seres com baixas vibrações e de qualidade ínfima; passamos a ser governados por um acéfalo acompanhado de sua “famíglia” composta por três patetas filhos – sem fazer alusão aos comediantes norte-americanos – e seus seguidores não menos patetas e desonestos.

Temos o “privilégio” de sermos o único país no mundo que possui um energúmeno que se diz graduado em Direito, ex-Juiz e que “está”- não se sabe até quando – Ministro da Justiça. Este não sabe falar cônjuge, trocando por conge, e também não sabe diferenciar o significado da palavra “sob” de “sobre”. Resumindo: ele não sabe quando está em cima, nem quando está embaixo. Imagine se ele resolvesse falar Masachusetes!

O pífio histórico escolar de Abraham Weintraub

Apesar disso tudo, como se já não fosse o suficiente, também temos um Ministro da Educação, Abraham Weintraub, que não gosta de educação e nem a tem. Detesta escolas, principalmente as Universidades Públicas. Cortou verbas de várias, que deverão deixar de funcionar em alguns meses por falta de recursos, só porque não leram na cartilha do acéfalo Presidente.

Conforme o cientista político Alberto Carlos Almeida, em sua conta no Twitter, “O histórico escolar do Ministro da Educação: Ele era bom de balbúrdia”. Pode-se ver em seu histórico que a maioria das notas eram 6.

O Ministro que o antecedeu, também burro, não era sequer brasileiro . Ricardo Vélez Rodríguez, quando Ministro, fez as seguintes citações em entrevista ao Jornal Valor Econômico, em 28 de janeiro de 2019 – novaescola.org.br: “A ideia de universidade para todos não existe” […] “As universidades devem ficar reservadas para uma elite intelectual, que não é a mesma elite econômica [do país]”. “O brasileiro viajando é um canibal. Rouba coisas dos hotéis, rouba o assento salva-vidas do avião; ele acha que sai de casa e pode carregar tudo. Esse é o tipo de coisa que tem de ser revertido na escola”.

Completando este quadro de horrores, a Ministra Damares Alves, da pasta de Mulher, Família e Direitos Humanos, disse ter visto Jesus subir no pé de goiabeira; disse também que: “os pais devem masturbar as crianças a partir dos sete meses de idadeeque menina deve ter a vagina manipulada desde cedo”.

Em uma atitude insípida, o Presidente acéfalo faz o seguinte convite: “Quem quiser vir aqui fazer sexo com uma mulher, fique à vontade” – disse Bolsonaro, o acéfalo.

“A princípio pensei ser fake. Não era. Sr Presidente, não sei se é do seu conhecimento, mas ser mulher, no Brasil, já era difícil o suficiente sem a sua ajuda. Somos o quinto país em mortes violentas de mulheres no mundo. A cada duas horas, uma mulher é assassinada. Fora o crescimento da quantidade de casos de estupro. Um total de onze mil novecentos e cinquenta casos por ano. Pelo menos trinta e dois casos de estupro por dia, fora as mulheres que, por vergonha, não procuram a delegacia” […] – comenta Mônica Raouf El Bayeh, carioca, professora e psicóloga clínica, especialista em atendimento a crianças, adolescentes, adultos, casais e famílias. Perita judicial.

Como disse Cazuza, cantor e compositor brasileiro [,,,] te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro, transformam o país inteiro num puteiro, pois assim se ganha mais dinheiro […].Diante deste quadro tenebroso, conclui-se que isso não é governo. É um circo de horrores!

Alberto Peixoto – Escritor

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Bolsonaro: um canalhocrata no poder / Por Sérgio Jones*

Mais uma guinada do desgoverno do Jair Bolsonaro tem como objetivo atingir através de mudanças o estatuto legal dos territórios indígenas, para abri-los ao agronegócio. Conforme afirmação feita pelo secretário nacional de Política Fundiária, Luiz Antônio Nabhan Garcia, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) “será o gestor de todas as questões fundiárias e, a partir de agora, nenhuma propriedade rural no Brasil será incluída indevidamente no Sigef (Sistema de Gestão Fundiária)”.

A iniciativa de caráter criminoso começou a cumprir a promessa e oficiou a Fundação Nacional do Índio (Funai) para que retire desse sistema as terras indígenas (TIs) que não estejam “homologadas ou regularizadas”. Segundo o Incra, os dados sobre essas áreas teriam sido inseridos “indevidamente”.

Ao longo do processo de demarcação de TIs tem várias etapas. As duas últimas são a homologação por decreto presidencial e o registro na Secretaria do Patrimônio da União (SPU) e em cartório. Com a determinação do Incra, cerca de 236 TIs que ainda não passaram por essas duas fases poderão desaparecer das bases de dados oficiais. São 74 TIs declaradas, 43 TIs identificadas e seis territórios com “restrição de uso” para índios isolados, além de 113 TIs em identificação.

Conforme explica especialistas da área, a medida adotada pelo Incra é inconstitucional. As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios são, desde pelo menos a Constituição de 1934, propriedade da União. E vão mais adiante ao afirmarem que o direito dos índios sobre elas é originário e independe da conclusão do procedimento administrativo de demarcação.

As consequências, deste governo de desajustados e reacionários, da exclusão dessas áreas do sistema podem ser irreversíveis para índios e proprietários rurais. Por exemplo, desde o período eleitoral, os alertas oficiais sobre desmatamento aumentaram, em especial no interior das TIs e Unidades de Conservação.

Diante do exposto, não havendo informação pública sobre onde estão 236 TIs, o próprio Incra poderá conceder títulos para grileiros que ocupam ilegalmente as terras. Detentores de títulos de terras sobrepostas aos territórios indígenas poderão obter licenças ambientais para atividades como o desmatamento. Sendo até mesmo atividades minerárias em TIs, que dependem de autorização do Congresso e de lei específica (ainda inexistente), poderão ser autorizadas por órgãos ambientais. Também será possível vender um imóvel sobreposto a uma TI sem que o comprador saiba disso. Na prática, a medida do Incra estimula o desmatamento, a grilagem, a insegurança jurídica, invasões e conflitos de terra.

O que fica patenteado em todo este show de horrores é que os direitos inalienáveis dos índios às suas terras e ao usufruto de seus recursos ficarão ainda mais vulneráveis a selvageria de seus usurpadores, o que inclui no rol dessas vítimas os índios isolados, sem contato oficial com o Estado, especialmente vulneráveis à violência e à disseminação de doenças.

De forma debochada o Bolsonaro diz que os índios são seus “irmãos” e promete lhes respeitar os direitos. Ato este, que muito bem caracteriza a definição do conceito de cinismo: “Atitude ou caráter de pessoas que revela descaso pelas convenções sociais e pela moral vigente, imprudência, desfaçatez e descaramento”.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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Onyx Lorenzoni: a face do cinismo da direita brasileira/ por Sérgio Jones*

Onyx Lorenzoni foi forte apoiador de Alcolumbre para a presidência do Senado
FOTO: Sérgio Lima, Poder360

O então Futuro ministro da Casa Civil, o deputado Onyx Lorenzoni (DEM/RS) argumentou a seu favor, quanto ao uso indevido dos recursos da Câmara dos Deputados utilizados para custear voos durante a campanha de Jair Bolsonaro à Presidência da República.

Utilizou-se de argumentos fascistas para justificar o seu comportamento e ação criminosa ao dizer que entendia estar “ajudando a construir um novo futuro para o nosso país”. Nesse caso específico, o pronome “nosso” se aplicava e se aplica unicamente a eles, seres nefastos oriundos de uma classe excludente de canalhas, que diuturnamente se locupletam violentando os mais sagrados direitos do povo.

“Eu não tenho que me defender de nada. Está tudo dentro, rigorosamente, dentro da legislação da Câmara dos Deputados. Enquanto congressista e deputado, eu tenho a prerrogativa e direito de andar no lugar do Brasil que eu quiser e eu estava ajudando a construir o que, hoje, nós estamos vivendo: a transição de um novo futuro para o nosso país”, alegou.

Mas o que se apurou é que os registros existentes da Câmara dos Deputados demonstram que o principal líder da transição de governo, é um hipócrita que tenta escamotear a verdade que resultou em gastos que ficaram em torno de R$100 mil em verbas da Casa para bancar voos durante o período oficial de campanha.

Embora a verba faça parte da cota parlamentar que os deputados têm para cobrir custos, como viagens, mas o seu uso é terminante vedado, quando se trata de uma prática com fins eleitorais. Outro argumento falacioso utilizado pelo vil parlamentar é que tal denúncia é uma tentativa para desestabilizar o novo governo. “Bem-vindos ao terceiro turno. Mas a gente não se assusta, porque sabemos que estamos com a verdade. Eu tenho tranquilidade absoluta”. Declarou ele, na certeza de que seu crime, de ordem financeira, continuará impune.

Parafraseando grandes pensadores, conhecido por tecerem ácidas críticas ao sistema “Capetalista”, podemos afirmar que: “… Grande é a maldade no mundo inteiro. Por isso junte bastante, mesmo com trapaça. Pois ainda maior é o amor ao dinheiro e aos podres poderes”.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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Indecência ou reforma da previdência? / Por Sérgio Jones*

No combate a Reforma da Previdência Bolsonariana, centrais sindicais organizam calendário de lutas.

O que existe por trás da proposta de reforma da Previdência enviada ao Congresso que tem demonstrado urgência, por parte do governo neoliberal do presidente Jair Bolsonaro e seus áulicos? O que existe de real é que alguns privilégios existentes têm que ser combatidos. Mas sem que tal medida atinja os segmentos mais vulneráveis da sociedade. Do jeito e nos moldes que a tal reforma está sendo apresentada, só irá manter e prolongar os privilégios existentes.

Um forte indicador é o apoio que a mesma vem recebendo de banqueiros, que através de suas atividades ilícitas tornam-se legais. Não podemos e nem devemos esquecer que o banco é símbolo inconteste do “capetalismo”. O que se pode assinalar é que a tão propalada reforma é rejeitada por 51 por cento dos brasileiros e tem o apoio de 41 por cento da população, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada recentemente.

Parte considerável da população se posiciona contrária as idades mínimas para a aposentadoria. Entre os entrevistados, 65 por cento disseram ser contra a idade mínima de 62 anos para as mulheres se aposentarem, e 53 por cento se opuseram à idade de 65 anos para os homens.

A tão propalada democracia burguesa que prega a escolha e tomada de decisões em que prevalece a opinião e desejo da maioria. Neste caso específico, à máxima não tem prevalecido. Embora a maioria da população se posicione contra a proposta de reforma da Previdência o governo tenta impor e fazer prevalecer os seus interesses, em detrimento do que expressa a maioria da população de brasileiros.

O que nos fica claro e evidenciado é que a tomada de posição do governo demonstra não existir muitas diferenças no sistema “capetalista”, esteja onde estiver. Mudam-se os métodos e os personagens, mas mantêm-se a exploração através da relação de cumplicidade entre a criminalidade e os representantes da lei.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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Bolsonaro, molusco inorgânico sofre de desvio de personalidade/ Por Sérgio Jones*

O mito psicopata e de personalidade duvidosa
FOTO: Arquivos Google

Há quem afirme que este ser ignaro, conhecido como Bolsonaro, sofre de desvio de personalidade, o que eu profundamente discordo. Ele só poderia sofrer ou ter traços desta patologia, se restasse nele algum tipo de personalidade. O que acredito que a natureza, sabiamente, lhe negou.

Mas vamos aos fatos que envolvem este ser bizarro que, para a infelicidade do povo brasileiro, foi catapultado para assumir a presidência na Nação. Erro fatal cometido pelo povo que está sempre a acreditar na existência de um “Salvador da Pátria”. Consta que entre o período de 1987 e 1988, Bolsonaro foi julgado duas vezes sob a acusação de “ter tido conduta irregular e praticado atos que afetam a honra pessoal, o pundonor militar e o decoro da classe”.

Houve julgamento militar em que foi considerado culpado em primeira instância, em janeiro de 1988, mas como nada é sério neste país, na última – o STM, em sessão secreta de 16 de junho de 1988, integralmente gravada – Bolsonaro foi considerado não culpado por a 9 a 4.

Posteriormente, um novo laudo da Polícia Federal cravou a culpa do acusado ao proferir a seguinte afirmação: “Não restam dúvidas ao ser afirmado que os manuscritos promanaram do punho gráfico do capitão Jair Messias Bolsonaro”. Logo depois, a pedido do conselho, um quarto exame grafotécnico dos peritos do Exército que fizeram o primeiro laudo não acusatório, acrescentou um “complemento” contrário, afirmando que os caracteres “promanaram de um mesmo punho gráfico”. Quatro exames grafotécnicos, portanto, empatando em 2 a 2.

Em 25 de janeiro, Bolsonaro foi condenado pela unanimidade do conselho com um libelo duro em que se registra “desvio grave de personalidade e uma deformação profissional”, “falta de coragem moral para sair do Exército” e “ter mentido ao longo de todo o processo”.

Comprovado ser possuidor de um comportamento incompatível para o cargo que ocupava, por capricho da natureza, este ser aberrante veio a se tornar Presidente da República do Brasil. Caso muito similar ocorrido com o também boquirroto Fernando Collor de Mello. Mais uma vez nós demos com os burros n’ água. Mas alguém já disse: “A verdadeira sabedoria está até mesmo na compreensão da estupidez”.

Sérgio Jones, jornalista (sergioJones@live.com)

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Nota CNBB sobre Reforma da Previdência 2019

MENSAGEM DO CONSELHO PERMANENTE DA CNBB

“Serás libertado pelo direito e pela justiça” (cf. Is 1,27).



CNBB entende que Reforma da Previdência prejudica pobres, mulheres e trabalhadores rurais – Blog Capoeiras


Nós, bispos do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunidos em Brasília – DF nos dias 26 a 28 de março de 2019, assistidos pela graça de Deus, acompanhados pela oração da Igreja e fortalecidos pelo apoio das comunidades eclesiais, esforçamo-nos por cumprir nossa missão profética de pastores no anúncio da Boa Nova de Jesus Cristo e na denúncia de acontecimentos e situações que se opõem ao Reino de Deus.

A missão da Igreja, que nasce do Evangelho e se alimenta da Eucaristia, orienta-se também pela Doutrina Social da Igreja. Esta missão é perene e visa ao bem dos filhos e filhas de Deus, especialmente, dos mais pobres e vulneráveis, como nos exorta o próprio Cristo: “Todas as vezes que fizestes isso a um destes pequeninos que são meus irmãos, foi a mim que o fizestes” (Mt 25,40). Por isso, nosso olhar se volta constantemente para a realidade do país, preocupados com propostas e encaminhamentos políticos que ameacem a vida e a dignidade dos pequenos e pobres.

Dentre nossas atuais preocupações, destaca-se a reforma da Previdência – PEC 06/2019 – apresentada pelo Governo para debate e aprovação no Congresso Nacional. Reafirmamos que “o sistema da Previdência Social possui uma intrínseca matriz ética. Ele é criado para a proteção social de pessoas que, por vários motivos, ficam expostas à vulnerabilidade social (idade, enfermidades, acidentes, maternidade…), particularmente as mais pobres. Nenhuma solução para equilibrar um possível déficit pode prescindir de valores ético-sociais e solidários” (Nota da CNBB, março/2017).

Reconhecemos que o sistema da Previdência precisa ser avaliado e, se necessário, adequado à Seguridade Social. Alertamos, no entanto, que as mudanças contidas na PEC 06/2019 sacrificam os mais pobres, penalizam as mulheres e os trabalhadores rurais, punem as pessoas com deficiência e geram desânimo quanto à seguridade social, sobretudo, nos desempregados e nas gerações mais jovens. O discurso de que a reforma corta privilégios precisa deixar claro quais são esses privilégios, quem os possui e qual é a quota de sacrifício dos privilegiados, bem como a forma de combater a sonegação e de cobrar os devedores da Previdência Social. A conta da transição do atual regime para o regime de capitalização, proposto pela reforma, não pode ser paga pelos pobres. Consideramos grave o fato de a PEC 06/2019 transferir da Constituição para leis complementares regras previdenciárias como idades de concessão, carências, formas de cálculo de valores e reajustes, promovendo desconstruções da Constituição Cidadã (1988).

Fazemos um apelo ao Congresso Nacional que favoreça o debate público sobre esta proposta de reforma da Previdência que incide na vida de todos os brasileiros. Conclamamos as comunidades eclesiais e as organizações da sociedade civil a participarem ativamente desse debate para que, no diálogo, defendam os direitos constitucionais que garantem a cidadania para todos.

Ao se manifestar sobre estas e outras questões que dizem respeito à realidade político-social do Brasil, a Igreja o faz na defesa dos pobres e excluídos. Trata-se de um apelo da espiritualidade cristã, da ética social e do compromisso de toda a sociedade com a construção do bem comum e com a defesa do Estado Democrático de Direito.

O tempo quaresmal, vivido na prática da oração, do jejum e da caridade, nos leva para a Páscoa que garante a vitória, em Jesus, sobre os sofrimentos e aflições. Anima-nos a esperança que vem de Cristo e de sua cruz, como ensina o papa Francisco: “O triunfo cristão é sempre uma cruz, mas cruz que é, simultaneamente, estandarte de vitória, que se empunha com ternura batalhadora contra as investidas do mal” (Evangelii Gaudium, 85).

Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, interceda por todos os brasileiros e brasileiras!

Brasília – DF, 28 de março de 2019.

Dom Cardeal Sergio da Rocha

Arcebispo de Brasília

Presidente da CNBB   

Murilo S. R. Krieger

Arcebispo de Salvador

Vice Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner

Bispo Auxiliar de Brasília

Secretário Geral da CNBB

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Athié: o meu passado me condena/ Por Sérgio Jones*

Athié foi o único desembargador que defendeu a prisão domiciliar de Adriana Anselmo, mulher do ex governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral
FOTO: Arquivos Google

O responsável ou seria irresponsável? Pela soltura do ex-presidente Michel Temer, do ex-ministro Moreira Franco e de João Baptista Lima Filho, o coronel Lima. O desembargador federal Antonio Ivan Athié, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), ficou afastado do cargo durante sete anos, por ter sido alvo de uma ação do Superior Tribunal de Justiça sob acusação de estelionato e formação de quadrilha, em 2004.

Um inquérito contra ele, com as mesmas acusações, foi arquivado em 2008 pelo STJ a pedido do Ministério Público Federal. O órgão alegou não ter encontrado provas a respeito de Athié ter proferido sentenças em conluio com advogados. Ele retomou às atividades em 2011, após decisão do STJ. O habeas corpus encaminhado ao Supremo Tribunal Federal pela defesa de Athié foi acatado em 2013 para trancar a ação contra o desembargador.

As implicações na justiça de Athié também são polêmicas. A primeira turma do TRF-2 é responsável pelo julgamento da Operação Pripyat, desdobramento da Lava Jato no Rio responsável pelas investigações referentes à Eletronuclear. Athié era relator do processo contra o ex-presidente da companhia Othon Luiz Pinheiro e votou favoravelmente para revogar a prisão preventiva do empresário, determinada pelo juiz Marcelo Bretas.

Foi nesta sessão que o desembargador comparou propina a gorjeta: “Nós temos que começar a rever essas investigações. Agora, tudo é propina. Será que não é hora de admitirmos que parte desse dinheiro foi apenas uma gratificação, uma gorjeta? A palavra propina vem do espanhol. Significa gorjeta”, justificou.

Ele também se envolveu em polêmicas com o bicheiro Carlinhos Cachoeira e o ex-presidente da construtora Delta Fernando Cavendish, sob acusações de lavagem de dinheiro. O Ministério Público Federal solicitou o afastamento de Athié do caso após ter concedido habeas corpus aos investigados. Antes que a decisão fosse tomada, o desembargador declarou-se impedido. O MPF alegou que Athié é amigo do advogado de Cavendish, Técio Lins e Silva.

O eterno defensor de bandidos e criminosos se envolveu em outra patuscada, e sempre contou com a parcimônia da justiça brasileira e seus próceres. Em Dezembro de 2016, quando ainda se encontrava detida a ex-primeira dama do Rio de Janeiro Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador Sérgio Cabral. Athié, foi o único desembargador que defendeu prisão domiciliar para Adriana, sob a justificativa de que ela deveria cuidar dos filhos.

Em março de 2017, Bretas concedeu prisão domiciliar à ex-primeira dama e em agosto do ano passado, ela foi liberada da prisão domiciliar também por Bretas. De acordo com dito popular, nem sempre ladrão que rouba ou apoia ladrão merece cem anos de perdão.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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A omissão da Igreja Católica em relação aos problemas sociais do brasileiro/Por: Alberto Peixoto*

Por que a Igreja Católica não sai dos templos e vai às ruas?
FOTO: ISTOÉ

No atual (des) governo os protestantes, também conhecidos como evangélicos, já definiram seu posicionamento. Apoiam as crueldades, o laranjal e as trapalhadas do governo Fake News do Bolsonaro, aprovando todas as aberrações contra os trabalhadores como a retirada dos direitos trabalhistas – historicamente adquiridos pelos servidores públicos e/ou privados – com a tirânica Reforma da Previdência.

Por outro lado, a Igreja Católica não tomou nenhum posicionamento referente a estes fatos lancinantes. Limita-se a continuar celebrando missas em suas igrejas – nada contra as missas, sou católico. Não seria a hora da Igreja Católica sair dos templos e tomar um posicionamento, como fez seu Líder maior, Jesus Cristo, se posicionando na “luta” em defesa dos mais humildes?

Jesus Cristo, o maior socialista conhecido neste planeta, em todos os tempos, não se limitou a ficar dentro de sinagogas, nem templos, fazendo orações ao Pai pedindo que as coisas melhorassem. Como já disse o Papa Francisco: “oração sem ação, não enche barriga de ninguém”.

Já passou a hora da Igreja Católica sair dos templos e lutar pelas necessidades dos “sempre” oprimidos pelos senhores da Casa Grande; pela “Famiglia Bolsonaro”. Não temos um Presidente e sim um psicopata, chefe de milícia e três patetas filhos, toscos, ínfimos, seguidos por um bando de vagabundos ficha suja, administradores de um laranjal à moda da casa.

Os padres atuais andam de carros novos, com combustíveis custeados pela Igreja com a finalidade de catequisar. Mas, na situação em que se encontra a classe operária brasileira, isto é muito pouco. E os direitos humanos ilegalmente subtraídos pela “Famiglia Bolsonaro”? Não merece um posicionamento contrário a esta atitude excruciante?

O Grande Irmão Jesus andou a pé, por toda Galileia, principalmente pela região do Lago de Tiberíades – cidade construída por Herodes em homenagem a Tibério, Imperador Romano – também conhecido por mar da Galileia – onde Jesus andou sobre as águas – atendendo, curando e aconselhando a todo tipo de gente, sem exceção, e lutando contra as injustiças sociais daquela época.

Hoje, vemos uma Igreja Católica omissa. A cada dia perde terreno (fiéis) para os Protestantes que já dominam grande parte da sociedade religiosa. Os Protestantes fazem sua parte, correm atrás dos seus objetivos. E quais são os objetivos da Igreja Católica além de catequisar? Politicamente falando, nenhum.

Na cidade de Feira de Santana, maior município do interior baiano e uma das 30 maiores do País – cidade onde Damaris alega ter sido estuprada e que subiu na goiabeira com Jesus -, a Igreja Católica possui uma emissora de rádio – Radio Sociedade de Feira de Santana – que não possui um programa sequer, empenhando-se na luta contra os desmandos sociais impostos pela atual gestão federal.

Por que não criar um programa em horários que sejam adequados para a emissora, buscando soluções para esta ferida causada por esta turma Bolsonariana? Poderia ser nos horários das 6:30 da manhã e às 18:30 da noite ou, como já mencionei, em horário que mais lhe convier.

No momento só nos resta lembrar a canção do eterno profeta Raul Seixas: “Oh! Oh! Seu moço! Do Disco Voador Me leve com você. Pra onde você for. Oh! Oh! Seu moço! Mas não me deixe aqui. Enquanto eu sei que tem. Tanta estrela para ir…”

Alberto Peixoto – Escritor

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