Colunista do Estadão é demitida por criticar Bolsonáro/Por: Ruth Manus

Ruth Manus foi demitida, nesta segunda-feira (12), do Estadão, por ter feito coluna criticando o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).
FOTO: Arquivos Google

“Era uma vez uma moça chamada Ruth, que escrevia para um grande jornal brasileiro. Escreveu durante anos, sobre amor, humor e tantas outras coisas sérias e indispensáveis, com liberdade e boas intenções. Impressionou com seus números de audiência e foi premiada três vezes pelo jornal.

Acreditando, ainda, na liberda”de que julgava ter, escreveu no fim de agosto um texto que criticava um candidato à presidência do país. Foi surpreendida com uma ligação do jornal proibindo-a de se manifestar sobre política por prazo indeterminado. Assustou-se, não esperava uma coisa dessas em pleno ano de 2018. Escreveu para o jornal, lembrando-os de que fora contratada para escrever colunas com tema livre e dizendo que essa conduta de censura não fazia sentido para ela, sobretudo pelo fato deles saberem que ela era advogada e professora de Direito.

Como seria possível não falar sobre política? O que não é política? Direito envolve política, minorias envolvem política, feminismo envolve política, sociedade envolve política, relacionamentos envolvem política. Liberdade é pura política- e sua ausência, ainda mais. Disse que não estava disposta a escrever com medo, pisando em ovos e que, caso eles não estivessem dispostos a preservar sua liberdade como colunista, que ficassem à vontade para rescindir o seu contrato.

Algumas semanas depois- ontem, no caso- foi comunicada acerca do seu desligamento.

Saio do Estadão com tranquilidade e com a certeza de que fui absolutamente coerente com aquilo em que acredito. Tenho orgulho da minha trajetória lá dentro, ao longo de quase 5 anos, assim como tenho orgulho da minha saída, sobretudo no momento que o Brasil atraei escrevendo com a mesma alegria, com a mesma coragem e com a mesma fé. Quem quiser seguir me acompanhando, será muito bem vindo na minha página do facebook, no meu instagram, no Observador- jornal português no qual escrevo desde 2016 com total respeito e livessa. Agradeço a todos os que trabalharam comigo no jornal, agradeço pelo espaço que tive ao longo desses anos e lamento profundamente que a liberdade de expressão já esteja sendo tão relativizada no Brasil.

Continuarberdade- e, futuramente, em outros espaços que façam sentido. Obrigada pelos anos de leituras atentas. Seguimos juntos. Isso foi só o começo.”

Ruth Manus – Advogada e professora de Direito do Trabalho e de Direito Internacional

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O Senhor Feudal brasileiro e seus lacaios

Querem subtrair os direitos do trabalhador através de uma reforma inconstitucional, portanto criminosa, da Previdência
Foto: Latuff

“Quando, em 1750, o rei dom João V morreu, Portugal encontrava-se em grave crise econômica. O novo rei, Dom José I (1750-1777), nomeou como primeiro-ministro Sebastião de Carvalho e Melo, o futuro Marquês de Pombal, que durante 27 anos comandou a política e a economia portuguesa. Ele reorganizou o Estado, protegeu os grandes empresários, criando as companhias monopolistas de comércio. Combateu o clero, expulsou os Jesuítas e reprimiu igualmente as manifestações populares […] […] A educação, que no Brasil era quase inteiramente responsabilidade dos jesuítas, sofreu um grande recuo. Vinte anos após a expulsão, em toda a Bahia não havia mais do que dois professores. Várias escolas foram fechadas e as bibliotecas dos conventos foram abandonadas ou destruídas […]” Fonte: Brasil Indígena: 500 anos de resistência/Benedito Prezia, Eduardo Hoomaert. – São Paulo FTD, 2000.

No Brasil atual, surge o senhor feudal Jair Messias Bolsonaro, com seus lacaios querendo repetir os feitos do Marquês de Pombal.

Anuncia o “extermínio” do Ministério do Trabalho, fechamento de escolas públicas, quer subtrair os direitos do trabalhador através de uma reforma inconstitucional, portanto criminosa, da Previdência e ainda promete acabar com as regalias dos Funcionários Públicos.

Já foi comprovado através de um trabalho feito pelos auditores da Receita Federal e por uma equipe que fez auditoria para a CPI da Previdência, que não passa de uma farsa o suposto rombo anunciado da Previdência. Segundo eles, a Previdência é superavitária. O documento apresentado à CPI alega haver inconsistência de dados e de informações anunciadas pelo Poder Executivo.

São absolutamente imprecisos, inconsistentes e alarmistas os argumentos reunidos pelo Governo Federal sobre a contabilidade da Previdência Social”, disse o senador Hélio José MDB/DF.

O que realmente existe é uma dívida em volta de R$ 486 bilhões de grandes empresários, encabeçada por Bancos tradicionais e que não são cobradas, porque alguns foram responsáveis pelo financiamento de campanha eleitoral dos futuros “gestores” do Brasil.

O servidor público paga 12% sobre o valor integral de seu salário;
FOTO: Latuff

Foi alegado pelo feudo, que as regalias dos funcionários públicos é o principal responsável pela derrocada da Previdência pública. Enquanto o trabalhador da iniciativa privada paga à Previdência pública 8% sobre no máximo R$ 5.645,80 (teto da previdência), o servidor público paga 12% sobre o valor integral de seu salário; o trabalhador da iniciativa privada ao se aposentar, recebe o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), que ajuda a reorganizar sua vida – agora como aposentado – já o servidor público não recebe “nada”.

E o auxílio gravata, paletó, combustível, auxílio moradia – para quem tem casa própria e comer gente, como disse pessoalmente o senhor feudal Bolsonaro – passagens de avião, carro a disposição com motorista, verba de gabinete, aumentos de salários acima da realidade brasileira, etc? Com certeza não vão entrar nesta reforma.

Alberto Peixoto – Escritor

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Desmonte do Ministério do Trabalho segue na contramão da luta por um país democrático/ Por Sérgio Jones*

É a completa destruição das conquistas trabalhistas
FOTO: Arquivos Google

De acordo com opiniões abalizadas, de especialistas na área trabalhista, os discursos desconexos e confusos proferidos pelo famigerado presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), e em especial o que ele passou a denominá-lo de “organização” e “refundação” nada mais é do que a promoção do desmonte de espaços como os Ministérios do Trabalho, da Cultura e da Indústria. É a completa destruição das conquistas trabalhistas, conquistas estas consideradas de importância fundamental para o desenvolvimento nacional em seus múltiplos e diferentes aspectos.

Com a extinção do (MTE), pasta criada há 88 anos, pelo então presidente Getúlio Vargas, como bem cita representantes dos diversos segmentos sociais, a proposta transita na contramão da história e contribui para o total aniquilamento das conquistas sociais obtidas, com muito suor, lagrimas e sangue, pelos trabalhadores. Que se encontram atualmente diante de um brutal processo de retrocesso.

Para o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo, a extinção do MTE representará a discriminação e institucionalização do trabalho análogo à escravidão e o fim das listas sujas de empresas que submetem seus empregados a estas situações degradantes, que já se tornou corriqueira nos noticiários nacionais e internacionais, e passou a ser do conhecimento de todos os brasileiros.

O dirigente destaca, com muita ênfase, que este (des) governo, de extrema direita, que se efetivará a partir de janeiro de 2019, “vai intensificar a ofensiva contra a classe trabalhadora e, ampliar a retirada de direitos, além de promover com tal ato, o fechamento de canais de diálogo e denúncia, já bastante fragilizados por Michel Temer”.

Em artigo, e através de inúmeros pronunciamentos, Araújo diz lamentar a decisão e alerta para o projeto que ganha corpo a cada declaração do desencaixado presidente Jair Bolsonaro e sua trupe. “Estaremos vigilantes e devemos reforçar ainda mais nossa resistência. O momento é de reforço da unidade e mobilização total no enfrentamento da agenda ultra regressiva que ameaça direitos conquistados e a vida da classe trabalhadora”. Como já afirmava sabiamente o pensador, filósofo, sociólogo, jornalista e revolucionário socialista Karl Marx: “A desvalorização do mundo humano aumenta a proporção direta a valorização do mundo das coisas”.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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Homen ”forte” de Bolsonaro já foi condenado por estelionato e por espancar mulheres/ Por Sérgio Jones *

Julian Lemos deputado estadual eleito na Paraíba pelo PSL
FOTO: Arquivos Google

O Estado da Paraíba já não é o mesmo, quem não se recorda da bravura das mulheres decantada em prosa e versos. E já foi até mesmo musicada tendo como um dos refrãos, que ficou gravada na mente e coração de todos os brasileiros: “Paraíba mulher macho sim, senhor”. Ao que parece tal afirmativa ficou em passado longínquo, é um pálido reflexo que não se aplica a realidade atual. O integrante da equipe de transição, Julian Lemos (PSL) recém-anunciada pelo presidente eleito Jair Bolsonaro já foi acusado três vezes e preso com base na Lei Maria da Penha, após denúncia de agressão à ex-esposa e a uma  irmã.

O mais hilário, se não fosse trágico, é que se comenta nos bastidores local que após as agressões ele professava a seguinte frase: “não sei porquê estou batendo, mas elas sabem porque estão apanhando”. O deputado e amigo de primeira hora do Bozo, foi um dos coordenadores no Nordeste da campanha presidencial do PSL. Ele também foi condenado a um ano de prisão em primeira instância, em 2011, por estelionato. Mas o caso prescreveu antes de ser analisado pela segunda instância.

Segundo consta, em divulgações feitas por alguns segmentos da imprensa, dos três inquéritos de que o deputado eleito era alvo com base na Lei Maria da Penha, dois foram arquivados após a ex-esposa, Ravena Coura, apresentar retratação e narrou às autoridades que se exaltou “nas palavras e falado além do ocorrido”. Um terceiro, porém, segundo registros do Tribunal de Justiça da Paraíba, continua ativo. Os casos ocorreram em 2013 e 2016.

Na sua primeira aventura na “honorável prática” o deputado chegou a ser preso em flagrante depois de ter sido denunciado por Ravena, que contou ter sido agredida fisicamente e ameaçada por arma de fogo. Em 2016, ela voltou a procurar a polícia para registrar queixa contra o ex-marido, alegando que ele era “uma pessoa muito violenta” e que havia ameaçado ao proferir a seguinte frase: “Vou acabar com você, você não passa de hoje”.

Dando prosseguimento em sua acusação de agressão praticada pelo seu marido, Ravena, após seis meses entregou documento à Justiça afirmando que os dois episódios foram uma “desavença banal”, que o ex-marido era “um homem íntegro, honesto, trabalhador e cumpridor de todas as obrigações” e que ela o havia perdoado.

De acordo com a esposa surrada, com relação ao processo movido pela irmã não foi arquivado porque ela mora no exterior e ainda não compareceu para desistir oficialmente da ação.

Já foi acusado três vezes e preso com base na Lei Maria da Penha, após denúncia de agressão à ex-esposa e a uma irmã. FOTO: Arquivos Google

Bolsonaro, como já era esperado, saiu em defesa de seu amigo ao sentenciar a seguinte pérola: que vários de seus aliados “deram suas caneladas, como o Julian Lemos aqui, e são pessoas que somam o nosso exército”. No tocante ao terceiro inquérito, que continua ativo, foi aberto em 2016, a pedido de Kamila Lemos, irmã de Julian. Que em depoimento prestado à polícia diz ter sido ofendida e agredida fisicamente pelo irmão, com murros e empurrões, ao tentar “apaziguar” uma briga entre ele e a ex-esposa. Laudo do Instituto Médico Legal comprovou que ela apresentava escoriações no pescoço, no ombro e no braço.

Outra patuscada, apresentada pelo deputado, partiu do presidente do PSL na Paraíba, em que aponta o envolvimento do indigitado deputado Julian no uso de uma certidão falsa fornecida pela empresa GAT Segurança e Vigilância, da qual era sócio, na assinatura de um contrato para prestação de serviços à Secretaria de Educação e Cultura da Paraíba, em 2004.

Mesmo diante desta ampla ficha criminal, ele em 2011 ele foi condenado a um ano de prisão em regime aberto. O mais curioso é que o crime prescreveu antes da análise em segunda instância. O que fica evidenciado é que a impunidade é um câncer que corrói o Brasil. Enquanto a justiça por aqui não deixar de ser uma peça de autoritarismo da sociedade, a impunidade continuará a imperar entre nós.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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Mostra Internacional de Artes Urbanas – MIAU/Por Roberto Leal

A Gato Preto da Sorte Produções e a UBESC – União Baiana de Escritores realiza no próximo dia 08/11 (quinta-feira), a partir das 19 horas, na escadaria da recentemente inaugurada Igreja do Passo (Centro Histórico de Salvador/BAHIA-Brasil) mais uma Edição da Mostra Internacional de Artes Urbanas – MIAU onde se fará acontecer Cultura, n’uma ação envolvendo vários artistas, será uma grande confraternização entre amantes das grandes manifestações artísticas e culturais de vários lugares do planeta. Artes plásticas, circo, dança, fotografia, gastronomia, Literatura, moda, musica, poesia, teatro e muito mais para fazer parte dessa grande mostra transparentemente urbana.

Esse grande miado trará dentre outras atrações o “Sarau do Miau” com as poesias de Jocélia Vândala, Maktub Farias, Rafael Pulgas, Roberto Leal, Taissa Cazumbá e Tiago Gato Preto (O Visconde de Sabugoza), a atração musical fica por conta de Portela Açucar o cantor e performer levará ao público grandes sucessos da MPB e teremos ainda O Wak Hannah e Percussivo Kadasha; a moda com alternativa de muitas cores do rastaman Day Tribal; exposição de artesanatos e artigos diversos em arte; vários Malabaristas do Chile e Uruguai. No “Bate Papo Literário” na mesa de livros, teremos a presença do escritor Carlos Souza, falando do seu novo trabalho editorial, a coletânea eclética “Carta ao Presidente” e acontecerá uma exposição e venda  de livros de autores baianos.

O evento tem o apoio da revista Òmnira e do Movimento Literário Kutanga/Angola. “O projeto passa a acontecer uma vez por mês entrando definitivamente na Agenda Cultural da cidade e mantendo viva a ocupação do Espaço cultural com os fazedores de artes de rua”, afirma Roberto Leal presidente da UBESC – União Baiana de Escritores.

Roberto Leal

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Ganha Bolsonaro, perde o Brasil/ Por Sérgio Jones*

Por quanto tempo?
FOTO: Arquivos Google

Sob a presidência de Bolsonaro, o Brasil não pode esperar por uma reforma econômica e de crescimento mais acelerado, devido ao fato de se manter um presidente com impulsos autoritários. Há muitos riscos. Talvez o maior seja a democracia iliberal na qual as eleições continuam, mas sem prática do governo democrático com suas restrições e regras de justiça.

Há quem professe que a presidência de Bolsonaro pode descambar para um conflito permanente, tanto dentro do próprio governo, quanto com uma oposição inflamada pelas agressões verbais de Bolsonaro. Frustrado, ele poderá atacar a legislatura e os tribunais. Separar a liberdade econômica da política como uma solução ao desenvolvimento, algo que raramente acontece na América Latina, onde a demanda por um governo forte que sempre competiu com um persistente desejo de liberdade. É o que observa artigo do The Economist.

Dando prosseguimento a sua caminhada em direção ao planalto o inominável presidente eleito revelou quem seria seu principal ministro. Paulo Guedes, um economista que prega o livre mercado, formado pela Universidade de Chicago, tudo fez para convencer os empresários brasileiros de que Bolsonaro pode ser confiável para o futuro do país, apesar de seus insultos a mulheres, negros e gays, seu carinho retórico pela ditadura militar e sua forte tendência à economia liberal.

Na convenção, Guedes estupidamente e de forma criminosa elogiou Bolsonaro por representar a ordem e a preservação da vida e da propriedade. Slogan fascista que garantiu a sua campanha em direção ao planalto.

Com base nessas expectativas, o bestial ex- capitão do Exército, se torna o novo presidente do Brasil no segundo turno das eleições. A Besta faz a festa após se beneficiar de um clima de desespero público em relação à crescente criminalidade, corrupção e uma crise econômica causada pelos erros do PT.

Promete de forma demagógica “defender a família”; “defender a inocência das crianças na escola” contra uma por ele alegada propaganda homossexual, além de se opor ao aborto e à legalização das drogas. Como congressista, propôs o controle da natalidade para os pobres. Além disso, considera os generais que tomaram o poder como ditadores no Brasil em 1964 e que governaram por duas décadas como “heróis”.

Enquanto essa triste comédia política se desenrola de forma patética no grotesco cenário brasileiro, com a anuência de uma massa política disforme, ignara e manietada pela grande mídia, financiada pelo poder do capital. A classe burguesa apátrida que só tem vistas para os seus mesquinhos interesses. Passa a conta de sua incompetência para o povo pagar. O preço desta aventura inconsequente manterá na indigência social uma significativa parcela da população.

Historicamente falando, às vezes temos que recuar um passo para que possamos avançar no contexto social. Mais uma vez, ao longo da história a grande massa do proletariado nos leva para um regime fascista. Devido a incompetência e a incúria de movimentos sociais perpetrados por uma esquerda populistas burra e inconsequente, totalmente desvinculados dos reais interesses de seu povo e da nação. Como professa o velho adágio popular, quem erra uma vez erra sempre.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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Bolsonaro, defensor da ditadura militar pretende entregar as riquezas nacionais ao capital internacional / por Sérgio Jones*

Cadeia produtiva da Petrobrás gera mais de 800 mil empregos
FOTO: Brasil de Fato

Embora procure amenizar as bobagens proferidas ao longo de sua campanha política, a figura do execrável fascista Jair Bolsonaro ressurge, com a aproximação do pleito eleitoral, segundo turno, ao tentar apresentar a imagem de que é um bom moço. Na verdade, é lobo em pele de cordeiro. Em diversas ocasiões, Bolsonaro fez declarações contrárias aos direitos dos povos quilombolas, indígenas, da mulher dos homossexuais, entre tantas outras. No ano passado, em palestra no Clube Hebraica do Rio de Janeiro, por exemplo, o candidato disse que, caso chegue à presidência da República, “não vai ter um centímetro demarcado para reserva indígena ou quilombola”.

Em recente entrevista concedida em uma emissora de TV, ele foi enfático ao afirmar que se eleito for irá adotar medidas draconianas para garantir o direito à propriedade privada, sem explicar que propriedades privadas são essas. Muitas existentes, atualmente têm suas origens na prática de grilagem.

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi), manifestou repúdio contra as acusações do candidato de que as demarcações de terras indígenas atenderam a interesses de outros países e atentariam contra o interesse nacional. Como sempre o Bolsonaro repete a frase preferida de nove entre dez aspirantes a ditador. Ele pega a parte pelo todo, usa o conceito de nacionalismo como um refúgio para abrigar os canalhas e estes tipos de vermes políticos do qual ele se incluem. Estes gusanos surgem durante as crises históricas, o que poderíamos comparar com doenças oportunistas que se prevalecendo da baixa imunidade do paciente se aproveitam para se instalar confortavelmente e destruir o seu hospedeiro. É o que ele vai fazer com a nação caso seja bem sucedido nas urnas, neste segundo turno.

Em defesa dos povos indígenas, o Cimi cita o Artigo 20 da Constituição, dispositivo segundo o qual “as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios e os recursos minerais, inclusive subsolo, são bens da União”, portanto, são propriedades do Estado Brasileiro.

O artigo 6 do Decreto 1775/96, lembra a entidade, determina que as terras tradicionalmente ocupadas pelos povos indígenas sejam registradas “em cartório imobiliário da comarca correspondente e na Secretaria de Patrimônio da União do Ministério da Fazenda”.

O Parágrafo 3º. do Artigo 231 da nossa Carta Magna diz que a pesquisa e a lavra de recursos minerais em terras indígenas podem ser realizadas desde que autorizada pelo Congresso Nacional e de acordo com lei complementar”, acrescenta o órgão.

A definição do fascismo já foi feita por muitos ilustres filósofos e pensadores. Sendo que uma delas se encaixa como uma luva no tocante ao “Capital do Mato”. “Os fascistas do futuro não vão ter aquele estereótipo de Hitler ou Mussolini. Não vão ter aquele jeito de militar durão. Vão ser homens falando tudo aquilo que a maioria quer ouvir. Sobre bondade, família, bons costumes, religião e ética. Nessa hora vai surgir o novo demônio, e tão poucos vão perceber a história se repetindo”, autoria desconhecida.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

 

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Movimento Literário Kutanga aceita doações de livros infantis/Por Roberto Leal

O Movimento Literário Kutanga, de Angola

O Movimento Literário Kutanga, de Angola, com Sede Central na Província do Uige, entidade administrada pelo teatrólogo, poeta e apresentador de TV angolano Blandine Klander e pela poetisa e articuladora cultural angolanaJovita Kifinamene Leal, vem por meio d’este anúncio solicitar a doação de livros infantis para que possamos continuar as nossas atividades, visando tão somente o incentivo a leitura e a evolução educacional das nossas crianças em Angola e Cabo Verde (África), tendo como referência o consumo livre de obras literárias de autores brasileiros, dentro do seu aprendizado e das suas abordagens.

Os livros serão levados para Angola e Cabo Verde e os contatos podem ser pelo e-mail: lealomnira@yahoo.com.br ou ainda enviando para: Roberto Leal – Rua Jaciara Ferreira Freitas, 184/102 – Edf. Corrêa, Loteamento Vila de Sena/Itinga CEP 42738-630 Lauro de Freitas/BA-Brasil ou ainda 55 (71) 98736-9778 (zap) ou 99931-5819.

Roberto Leal

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Jesus Cristo: o maior socialista do mundo!/Por Alberto Peixoto

O socialismo diminui a distância entre ricos e pobres
FOTO: Arquivos Google

Jesus Cristo foi e continua sendo, através de Sua filosofia de vida perfeita, o maior Socialista de todos os tempos! A filosofia Cristã é fundamentalmente de esquerda e pode se ver muito bem esta afirmação na frase: dai comida a quem tem fome, água a quem tem sede e cobertor a quem tem frio.

Ora, a água que o Mestre se refere, nos dias de hoje passa a ser a oportunidade de saciar a sede do saber! A oportunidade que se deve dar aos mais humildes de frequentar uma escola. A água do conhecimento! O Escola para Todos, PROUNI, FIES, CIÊNCIAS SEM FRONTEIRAS, etc.

“[…] porque tive fome e me deste de comer “[…]. É logico que trazendo para os dias atuais, podemos comparar esta afirmação de Jesus Cristo com o programa Bolsa Família, criado por FHC e aperfeiçoado pelo PT no primeiro governo Lula. Mesmo assim, ainda se encontra por este vasto Brasil, pessoas morrendo pelas sarjetas, vítimas do descaso do ser humano, principalmente da omissão dos maus governantes.

Estava nu, e me vestistes; adoeci, e me visitastes” – cobertor a quem tem frio – Vemos nesta asserção do nosso Irmão Maior, o cuidado que se deve ter pela segurança das famílias humildes. Refere-se Ele nesta sentença, a uma das necessidades básicas de uma família da atualidade. A casa própria! A saúde do ser humano! Por isso foi criado pelo governo do PT, o programa Minha Casa, Minha Vida! Também foi criado por este mesmo governo Socialista, o programa Farmácia do Trabalhador.

Entre tantas outras coisas que se pode citar, estas são as mais fundamentais.

Infelizmente o significado de Socialismo é distorcido pelos radicais de direita e de extrema direita, com a finalidade de manter desinformado o brasileiro, que na sua grande maioria é analfabeto funcional e totalmente desprovido de conhecimento político.

O que é Socialismo? “Socialismo é uma doutrina política e econômica que surgiu no final do século XVIII e se caracteriza pela ideia de transformação da sociedade através da distribuição equilibrada de riquezas e propriedades, diminuindo a distância entre ricos e pobres – François Noël Babeuf, jornalista político francês.

Lamentavelmente todos os benefícios e direitos supracitados – entre outros – o candidato nazifascista Jair Bolsonaro, já anunciou que serão extintos. Porém, o mesmo nazifascista recebe auxilio moradia mesmo tendo casa própria e informa que o dinheiro deste benefício é pra “comer gente”! #EleNão.

Alberto Peixoto – Escritor

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Bolsonaro é pombo sujo/ Por Sérgio Jones*

Pombo sujo
FOTO: Arquivos Google

De acordo com o que foi noticiado amplamente pelo O jornal Folha de S. Paulo o deputado Jair Bolsonaro (PSL) e os seus três filhos, Flávio, Carlos e Eduardo, todos políticos, juntamente com o restante da “famiglia” possuem 13 imóveis com preço de mercado que alcançam o valor astronômico de 15 milhões de reais. Pelo levantamento realizado, a maioria dos imóveis estão situados em pontos altamente valorizados do Rio de Janeiro, tais como Copacabana, Barra da Tijuca e Urca.

São estes mesmos elementos que posam diante do povo brasileiro como paladinos da justiça que irão promover a justiça e a igualdade entre todos nós, meros mortais. E o mais grave em toda esta patuscada é que existe um significativo número de pessoas que acreditam nas bravatas proferidas por este aprendiz de ditador desta república das bananas em que ele quer transformar o Brasil.

Como se não bastasse a demonstração de riqueza de imóveis, a “famiglia” conta com outros bens, todos registrados que incluem carros de até R$ 105 mil, jet-ski e aplicações financeiras, em total de R$ 1,7 milhão.

O que mais coloca em frontal contradição com relação a sua fortuna obtida a partir de sua entrada na vida pública, mas precisamente em1988. Nesta época o boquirroto e espertalhão Jair Bolsonaro declarou ser possuidor de apenas um Fiat Panorama, uma moto e dois lotes pequenos na cidade de Resende, no interior fluminense, valendo pouco mais de R$ 10 mil, em valores atuais.

Diante de tal declaração devemos presumir que o dinheiro dele é fêmea, devido a rapidez com que se reproduz. E o mais curioso é que o milagre da multiplicação dos pães só começou a acontecer após ter se tornado político, sendo eleito sete vezes deputado federal.

Entre os imóveis adquiridos pela “famiglia” nos últimos dez anos, os dois principais estão em um condomínio na Barra, à beira-mar, na Avenida Lúcio Costa – um dos locais mais valorizados do Rio. De acordo com o citado jornal, os documentos oficiais mostram que as casas foram adquiridas por R$ 400 mil, em 2009, e outra por R$ 500 mil, em 2012. Contudo, na época, a prefeitura avaliava o preço muito acima – algo em torno de R$ 1,06 milhão e R$ 2,2 milhões, respectivamente. Como já professava sabiamente o escritor francês, Honoré de Balzac: “Atrás de toda grande fortuna há um crime”.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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