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Os políticos e a Arte de Mentir

“Os políticos e as fraldas devem ser mudados freqüentemente e pela mesma razão” – Eça de Queiroz.

Segundo o dito popular: “a política é a arte da mentira. Os políticos vencedores são os mais hábeis na arte de mentir, convencendo o povo com seus embustes”. A prática desonesta de alguns políticos brasileiros, conseguiu vulgarizar com a máxima profundidade o conceito de que a política é o poder que vem do povo – tem como origem a união das palavras grega: polis que significa cidade e tikoós, que significa bem comum dos cidadãos – transformando-a em poder de ludibriar o cidadão.

Os políticos brasileiros conseguiram se transformar em “gênios da demagogia”. Usam a arte de manobrar com palavras previamente estudadas para iludir a sociedade. Afinal de contas, uma mentira repetida várias vezes tende a transformar-se em verdade.

Se o político é honesto, suas chances de sair vitorioso em um pleito eleitoral são mínimas, haja visto não usar de métodos escusos para obtenção de verbas que o ajudariam na campanha eleitoral. Portanto, as chances da sociedade elegê-lo diminuem significativamente. Os políticos desonestos são eleitos pelos que usam as seguintes desculpas: “quem não rouba neste país?; ou então: rouba mas faz”.

Infelizmente para os que fazem parte desse segmento, as leis foram elaboradas de maneira contraditória e até ininteligível, uma vez que podem fazer ou transgredir essas leis, dando a oportunidade de reinar em nossa sociedade a “Lei do Desembaraço Político”, que permite ao mal estadista fazer o que mais lhe convir, levando o “poder que vem do povo” à derrocada.

A sociedade moderna, principalmente a brasileira, está enfrentando um problema enorme, talvez maior que a corrupção que impera no país, ou seja, a falta de interesse da população pelos assuntos públicos. Para resolvermos este problema ou esta violência praticada por nossos políticos, é necessário que a sociedade civil brasileira se organize e que os cidadãos sejam mais participativos.

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Os Sonhos dos Gênios

Você já imaginou se Santos Dumont desistisse do sonho de fazer o homem voar? Se Thomas Edison, não acreditasse em seu sonho de iluminar o mundo e também desistisse de inventar a lâmpada? Se Henry Ford, desse ouvidos aos comentários dos que desestimulavam a impossibilidade de fabricar o carro em série? Graças a Deus estes homens não desistiram nunca, não respeitaram barreiras nem fronteiras e o seu espírito criativo, não obedeceu a limites. O homem foi criado para evoluir, inventar, produzir, desfazer paradigmas.

Se tivessem desistido dos seus sonhos, teríamos um “apagão mundial”! O mundo hoje seria bem diferente! Estaria às escuras, com dificuldades para encurtar as longas distancias, sem o avião ou os potentes carros da atualidade, andaríamos a pé e não voaríamos. Não devemos nunca desistir dos nossos sonhos. “I have a dream”. Essa frase proferida por Martin Luter King Jr., na década de 60, exprime a mais profunda ambição de um sonhador que acreditou no seu sonho de conviver em igualdade sem distinção social, raça, cor ou credo.

Sonhos… Onde tudo tem inicio. Todas as coisas realizadas foram sonhadas, um dia, por alguém, que teve coragem e iniciativa de exteriorizá-las e transformá-las em realidade. Os sonhos não findam com o nosso despertar, pois, despertados, temos a grande oportunidade de realizá-los e continuar a sonhar, pois os que são sonhados, quando estamos acordados, são os mais importantes e mais fáceis de se tornarem realidade. Esses são os sonhos conscientes ou desejos que sentimos de realizar um projeto ou de adquirir algo.

Thomas Alva Edison, só conseguiu inventar a lâmpada após tentar mais de novecentas vezes. Sonhe e procure realizar seu sonho; se der errado, você fez a sua parte. Como disse Henri Ford, inventor do carro, “O único homem que nunca comete erros, é aquele que nunca faz coisa alguma. Não tenha medo de errar, pois você aprenderá a não cometer duas vezes o mesmo erro”. Também disse Theodore Roosevelt, vigésimo quinto presidente dos EEUU: “É muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glorias, mesmo expondo-se à derrota, do que formar fila com os pobres de espírito que nem gozam muito, nem sofrem muito, porque vivem nessa penumbra cinzenta que não conhece vitória nem derrota”.

Sonhar é de graça! Não se paga nada por esse momento tão precioso. Sonhe e realize seus sonhos, porque a vida é um grande e belo sonho!

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Painel da Estação Rodoviária

Foi motivo de muita alegria constatar que o Painel da Estação Rodoviária de Feira de Santana – aquele feito em xilogravura, na entrada dos banheiros – onde encontramos em seus diversos desenhos – obra toda em azulejos – o folclore da região e de diversas localidades do país, está preservado de forma fantástica sem nenhum dano, apesar de ter sido criado há mais de 40 anos.

Uma grandiosa obra de arte criada por Lênio Braga, com participação do alemão Horst Udo Knoff, em meados da década de 60, homenageando o sertanejo e “as coisas do sertão”. Esta belíssima criação artística relata fatos e fábulas muito conhecidas como a da Mula sem Cabeça, o debate de Lampião com São Pedro, a chegada de Lampião no inferno, e outras histórias desconhecidas – pelo menos para mim – como a história da Índia Necy; o Príncipe do Reino do Barro Branco e a Princesa do vai não torna.

Uma das histórias que mais me chama atenção, neste painel, é a do “Bicho que Está Aparecendo em Feira de Santana”. Refere-se à conhecida história do Bicho do Tomba, lenda que de certa forma eu ajudei a construir com todos os pré-adolescentes do meu bairro, que saiam em busca do referido “monstro”, mesmo estando todos nós tremendo de medo dos pés a cabeça. Foi muito engraçado!

Neste painel todo seguimento relacionado com os diversos meios de transportes, principalmente os rodoviários, são homenageados. Encontramos diversas frases copiadas dos pára-choques e lameiras de caminhões como, por exemplo: “debaixo do sol, tudo é vaidade”. Encontramos também versos engraçadíssimos, possivelmente feito por repentistas da região, como estes:

“A cachaça é filha única
Da desgraça e satanás
É neta de Lúcifer
Bisneta de Ferrabrás
Sobrinha do cão cotó e
Esposa de Caifás” – Autor desconhecido.

Registro aqui os meus parabéns à administração da Estação Rodoviária de Feira de Santana, que manteve esta preciosa Obra de Arte intacta, durante tantos anos. Seria bom que este exemplo fosse seguido por todos que labutam com a Arte e a Cultura em nossa cidade e, por que não, neste país.

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Pobres Jovens Sem Histórias

Aqueles que nasceram nas décadas de 40 e 50 têm muitas histórias para contar. Viram Pelé, aos 17 anos, de forma espantosa e exuberante, iniciar sua trajetória de sucesso no cenário futebolístico mundial, a Seleção Brasileira de futebol sagrar-se bi-campeã nos gramados e, em seguida, o tri campeonato. Garrincha, com suas pernas tortas, fez o mundo delirar ao ritmo dos seus dribles desconcertantes e em Liverpool, um grupo de jovens desconhecidos formarem a banda de rock, The Beatles, que invadiram a Europa e todo o planeta com suas canções de amor e protestos, deixando-nos deslumbrados com aquele tipo de musica, até então desconhecido. Viram o homem pisar, pela primeira vez, na lua, o primeiro vôo do Concorde, nave comercial francesa que quebrou a barreira do som, dando inicio a uma nova era tecnológica.

Na música, Caetano Veloso, Bethânia, Gal e Gil, lançaram o movimento Tropicália, acompanhado dos festivais Hippies de protestos – Woodstock na Inglaterra e no Brasil, o de Guaraparí – Roberto Carlos, Erasmo e Wanderleia, mandaram tudo para o inferno e, logo em seguida, avisaram a Jesus Cristo que estavam aqui. Na política, a repressora revolução de 64 com seu terrível A.I. nº 5.

Hoje nossos jovens não têm grandes emoções e nem histórias como estas para contar. As historias de hoje são outras. Bombas que explodem, mísseis que singram os céus levando consigo a morte, aviões transformados em armas, pai que mata a filha, a A.I.D.S. a cada dia que passa fazendo mais vitimas, a igreja tentando bloquear a polêmica pesquisa embrionária com células-tronco, escândalos e corrupções na política, as drogas sempre ganhando terreno, principalmente nas portas das escolas, trazendo como companheira a prostituição e a pedofilia.

Diante de tudo isso o mais doloroso é ouvir, em um dos maiores veículos de comunicação do país, um político de grande envergadura declarar, em seu pronunciamento, que: “quem não dá certo na vida vai ser professor”. Esqueceu-se que no passado foi educador e que para ocupar o posto que hoje ostenta, passou pela orientação de diversos mestres e também se esqueceu que educar liberta.

No entanto, “por mais longa e escura que seja a noite, amanhece” e o sol, um dia, voltará a brilhar trazendo em seus raios luminosos a perspectiva de escrevermos novas e emocionantes histórias, mudando este tenebroso quadro que só pode ser desfeito com a ajuda destes mesmos “Sofridos Jovens Sem Histórias”.

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Posicionamento Estratégico

É fundamental para o Administrador de Empresas moderno, entender quais são as definições ou o que determina a posição da sua empresa perante o mercado; conhecer qual posicionamento estratégico deve ser tomado, saber selecionar o seu público alvo para uma maior expectativa de competitividade, escolher uma estratégia de marketing que mais se adeque ao segmento da sua empresa, entre tantos outros fundamentos.

Segundo Urdan e Urdan (2006): a melhor estratégia é investir no curtíssimo prazo, aproveitando a volatilidade do mercado que deve continuar durante todo o ano e, quem sabe, até meados de 2009. Ou seja, comprar e vender rapidamente aproveitando justamente esta alta volatilidade.

Mais importante ainda, para o Administrador de Empresas, é a rapidez nas tomadas de decisões. O que vale pela manhã, talvez não valha tanto, no final do expediente, ou vice-versa. Sabe-se que o mercado é extremamente dinâmico, por isso é fundamental acompanhar esse dinamismo, para não correr o risco de ficar para trás, ser ultrapassado pela concorrência. São os efeitos do mundo globalizado.

A criatividade e a rapidez passaram a ter um valor muito grande quando se elabora um projeto visando a captação de mercado, dando a entender de que quem sai na frente sempre tem mais chances de alcançar seus objetivos. Portanto, é essencial que se faça uma avaliação do mercado e dos objetivos da empresa, para que os projetos estratégicos tenham resultados satisfatórios.

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Precisamos regar as nossas flores

Certas coisas acontecem na nossa vida com o simples propósito de nos estimular a fazermos algumas reflexões. Qual o real sentido da vida? O que deveria fazer e não estou fazendo? Estou indo na direção certa? Estou dando a minha vida o valor que ela merece? Estou aproveitando todas as oportunidades que a vida me oferece? Onde estou correto, onde estou errado e onde preciso melhorar? As coisas que nos acontecem, às vezes não se apresentam com 100% de fidelidade. Nem sempre algo é o que vemos, por isso devemos parar, pensar um pouco e analisar, para termos certeza do que está diante de nós.

São nas adversidades que os homens crescem. Os problemas, às vezes, aparecem não para atrapalhar nossa vida, mas sim para servirem de degraus, nos remetendo para cima, dando-nos a chance de crescermos espiritualmente e em conseqüência, materialmente. Temos problemas? Então, procuremos as soluções. Problemas existem para serem solucionados e na solução, muitas vezes, estão os grandes segredos desta vida.

Você já pensou o que seria do quente caso não houvesse o frio, do preto sem o branco, o belo sem o feio, do amante se não houvesse o amor, das flores se não existisse alguém para regá-las? Baseado neste pensamento, cheguei à conclusão de que precisamos de problemas. O que seria de nós sem os problemas? São eles que dão sentido à nossa vida e resolvê-los, é mais uma vitória. Deus nos criou para o sucesso.

Precisamos regar as flores da nossa vida, do nosso coração e entender que a vida, não é só feita de espinhos. Também existem flores em nós, precisamos encontrar e cultivá-las. É necessário esquecer a mania que temos desde nossa juventude, a mania de só ver as coisas pelo lado negativo, de apenas focar o lado ruim.

Para sermos felizes precisamos aprender a encontrar “o belo no feio”. Tente, com certeza, você vai encontrar e então chegará à seguinte conclusão: “por mais longa e escura que seja a noite, o dia sempre amanhece”.

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Brasil: país do contra-senso

Fiquei estarrecido ao ver, em uma propaganda política na TV, o deputado “cassado”, Roberto Jefferson, cobrar dos Gestores Públicos, honestidade, seriedade e criticar os descasos sociais que reinam neste país. É possível que o senhor Jefferson – logo ele, o pai do mensalão – tenha a cara de pau de cobrar alguma coisa à alguém, principalmente seriedade e honestidade? Não é possível que ele acredite que já esquecemos o seu envolvimento no “escandaloso” esquema de propinas, desvios de verbas, e todo tipo de embustes. Será que ele pensa, mesmo tendo o povo brasileiro memória curta, que a sua propaganda eleitoreira, vai apagar da nossa lembrança as suas falcatruas?

Para não fugir da rotina de acontecimentos vergonhosos, outro fato inusitado – para não dizer esquisito – a Operação Satiagraha, desempenhada pela Polícia Federal, culminou na prisão de 17 pessoas. Sendo elas: Daniel Dantas, Naji Nahas, Celso Pitta, Verônica Dantas, Daniele Silvergleide, Arthur Joaquim de Carvalho, Eduardo Penido Monteiro, Dório Ferman, Itamar Benigno Filho, Norberto Aguiar Tomaz, Maria Amália Delfim de Mello Coutrim, Maria do Carmo Jannini, Antonio Moreira Dias Filho, Roberto Sande Caldeiras Bastos, Carmine Henrique, Carmine Henrique Filho, Hugo Chicaroni.

A esquisitice deste fato consiste nos comentários feitos pelo presidente do Supremo Tribunal Federal – STF – Gilmar Mendes, criticando os métodos usados pela P.F., taxando de arbitraria a ação desenvolvida pelos policiais e de que houve uma “espetacularização das prisões”, achando abusivo o uso das algemas, ferindo, desta forma, o estado de direito.

Em novembro de 2005, a empregada domestica Angélica Aparecida, naquele momento sem emprego, com dezoito anos, mãe de uma criança com dois anos de idade, morando com sua mãe doente, ao acompanhar uma amiga em um supermercado, escondeu debaixo de um boné um pote de margarina, após ouvir seu filho chorar com fome. Mesmo sem ter antecedentes criminais, foi presa e posta em companhia de outras prisioneiras acusadas de crimes hediondos, tendo seu pedido de liberdade negado pela “justiça” de São Paulo. Dito isso fica a pergunta “por que este mesmo rigor não pode ocorrer, quando o delito praticado é designado como crime do colarinho branco? E o estado de direito, neste caso da doméstica, como ficou”?

Fazendo um paralelo entre os dois assuntos – Jéferson e Dantas – concluímos que a ética no Brasil já foi pro brejo, faz tempo, e que, neste país, as leis, como costumam dizer, só foram criadas para a turma do PPP – Pretos, Pobres e Putas.

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Carlinhos Cachoeira: A História do Brasil

Infelizmente a História do Brasil é recheada de “Carlinhos Cachoeiras, Demóstenes Torres” entre outros bandoleiros do mesmo quilate. Pode-se até dizer que o Brasil é um País sem história ou, um País onde a história é alicerçada nas bandalheiras e nos atos corruptos de “grande parte” – sem generalizar – dos seus políticos. Na realidade, um conjunto de fatos e atitudes notáveis, envolvidos por um mar de lama.

O nível de atitudes sórdidas espalhadas por Carlinhos Cachoeira e seus comparsas, atinge a números incomensuráveis. É uma coisa espantosa! Parece até que todos neste País estão envolvidos em alguma falcatrua! Criou-se, infelizmente, uma verdadeira cultura de que todos são ladrões e que ninguém vai para a prisão, criando um fenômeno deveras incômodo para os honestos que ainda sobrevivem aos trancos e barrancos.

O ano de 2012 está sendo arrasador para a política brasileira. Em nível de sujeiras começaria com o julgamento do “Mensalão”, que daria ao cidadão a falsa impressão de que, em termos éticos, as coisas estavam entrando nos trilhos. Porém, como é de costume no Brasil, surgiu mais um novo escândalo envolvendo o bicheiro Carlinhos Cachoeira, o Senador Demóstenes Torres e sua “trupe”, dando lugar a mais uma CPI que pode trazer bons resultados para o País, ou muito ruim, devido a possibilidade de se configurar em uma crise institucional de grandes proporções jamais vista na frágil história da política nacional.

Por outro lado, pode ser uma boa oportunidade para se desvendar os “Mistérios do Mensalão”, um dos diversos escândalos mais bem absorvido pelo povo brasileiro trazendo resultados trágicos, não só para a política, como para a imagem do Brasil no exterior. Os que realmente torcem por um País Soberano, com certeza, esperam que ocorra uma reviravolta nesta atual situação política caótica, e que tudo isso se transforme em um Tsuname Político possibilitando que a justiça seja realmente aplicada.

Também envolvido no Mensalão, Carlinhos Cachoeira já está sendo considerado por alguns – com certeza da sua laia – como o homem do ano 2012, inclusive, no último final de semana, foi noticiado pelos principais veículos de comunicação que o desembargador Fernando Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal da Primeira Região, tinha deferido o pedido de “habeas corpus” ao bicheiro e meliante (felizmente ele continuou preso). Por outro lado, o juiz federal Paulo Augusto Moreira Lima, que mandou prender Cachoeira, foi afastado do cargo. Esta troca de comando ás vésperas do recesso do Judiciário no próximo mês de julho e no decorrer das investigações, com certeza vai atrasar o andamento do processo, delongando o julgamento do caso que estava marcado para o dia 1º de junho do ano em curso – atitude inusitada e que deixa o povo com a pulga atrás da orelha!

Infelizmente estes escândalos devem durar por muito mais tempo, visto que estes fatos, não são privilégios dos políticos dos tempos atuais. O primeiro ato de corrupção neste País foi praticado nada mais, nada menos, do que por D Pedro I, quando pagou uma propina de £ 2.000.000,00 (dois milhões de libras esterlinas) ao seu pai, D. João VI, rei de Portugal, para conceder a Independência ao Brasil. Como D. Pedro I não tinha esta fabulosa quantia e muito menos o Brasil poderia tê-la, o Rei da Inglaterra concedeu um empréstimo ao Monarca brasileiro – empréstimo este, que nunca foi pago – tornando-se um dos elementos complicadores para a dívida externa do país que ali se iniciava de mãos dadas com a corrupção.

É fundamental que a sociedade e os “políticos honestos”, coloquem a prevenção contra atos de corrupção como objetivo essencial, vedando ralos por onde escoam a falta de conduta ética e dar mais ênfase à mobilização em prol da “Ficha Limpa”, mudando a imagem não só dentro do País como no exterior.

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Crer para ver

Ultimamente tenho escrito sempre sobre política e corrupção – que parecem serem irmãs. Deixando de lado meus comentários sobre religião, auto-ajuda, da parte holística do ser, que também é uma maneira de ver o mundo, o homem e a vida, em si, como entidades únicas, completas e inteiramente associadas.

Resolvi então, mudar um pouco e falar sobre uma frase escrita em um par de “canecas”, que comprei para presentear minha esposa em comemoração ao dia dos namorados. Nelas estava escrita a seguinte frase: “Crer Para Ver”. Essa frase aguçou em mim, a necessidade de uma reflexão.

Estamos acostumados a ouvir o contrario; “Ver Para Crer”. Depois de muito meditar, cheguei à conclusão de que a frase correta é, realmente, crer para ver.

Assim como Renée Descartes (1596-1650), filósofo francês criador do Método Cartesiano, em uma de suas famosas obras, “O Discurso dos Métodos”, também nos coloca diante de um ponto de reflexão em relação à frase: “Penso, logo existo”. Em sua busca da verdade, colocou uma dúvida ou controvérsia nessa sentença, achando que a expressão correta seria: “Existo, Por Isso Penso”. Só podemos pensar, disse ele, se existirmos. Segundo Descartes, para pensarmos, precisamos primeiro existir e não o contrário. “Como poderemos pensar se não existimos?” O mesmo se dá às expressões Ver Para Crer e Crer Para Ver. Qual a correta? Precisamos ver a presença de Deus para acreditar em sua existência ou, para conseguir essa graça, só precisamos crer? Para quem Deus se mostrará? Para quem tem fé e acredita na sua existência, fisicamente invisível aos nossos olhos, ou para pessoas como Santo Agostinho, que só acreditam no que existe no plano físico?

Fazendo um paralelo entre a sentença de Descartes e a impressa na caneca, chego à conclusão de que a resposta a este impasse, depende da crença ou até mesmo do estilo de vida de cada um. Precisamos existir para pensarmos ou pensamos porque existimos? Veremos se crermos ou se crermos, veremos?

Faça sua reflexão, mas com equilíbrio para não se tornar um mentecapto.

Sempre torcendo por você e para que sua fé seja racional.

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Depois de atirar o pau no gato

Quando crescemos, depois de aprender a atirar o pau no gato, passamos a ter medo do Lobo que engoliu a Vovozinha

É um fator de motivação, muito importante para quem escreve, os comentários enviados pelos leitores. Principalmente quando são elaborados de forma justa e construtiva. Um dos comentários que mais me impressionou foi o enviado pelo Professor Doutor Everaldo Queiroz, referente ao artigo “As Canções de Ninar”, que publiquei em 09.06.2009. O nobre educador retornou a determinada época de sua carreira, relembrando de um fato curioso vivido por ele. Conheça na integra o comentário do digníssimo Mestre.

"Um caso itaparicano em minha trajetória de vida.

Pelos idos dos anos noventa, uma liderança feminina de Itaparica, me convidou para realizar uma palestra de abertura da semana pedagógica. Estava no auge! Era o início dos trabalhos pioneiros da “ilha do Medo”, a primeira estação ecológica da Baía de Todos os Santos. Fui todo “serelepe”. Vivia os momentos acadêmicos de liberdade de expressão. Nem tanto. Sinceramente, não entendia as idiossincrasias municipais. Isto aconteceria muitos anos, muito mais tarde. Mas, eu era feliz.

Fui. As professoras, sempre núcleo de votos, estavam indiferentes a movimentação do novo “ecologismo”. Ilha do Medo, como fato de mudanças de paradigmas ambientais, era muito mais um fato exógeno, do que pertencente ao ideário local ou ao imaginário coletivo itaparicano. Porém, era essa a nossa função. E “lá vamos nós”.

Apresentação extremamente formal e de trajes poucos informais, desde a sandália japonesa, até as batas e o rabinho de cavalo, muito mais abundante. Após o ato consagrado de meu currículum, pontuado e elevado ao nível de Doutor, era Mestre, iniciei minha fala.

Como começar para atrair e segurar a atenção, é o dilema de todo palestrante. Uma turma de professores, não difere muito de uma turma de alunos entediados com o formato acadêmico. Fora da sala de aula eles têm muito mais coisas interessantes a fazer. Cuidar dos filhos, do esposo, do amante, quer sair para namorar e alguns, até, para “tomar umas”. Algumas.

Tentei, juro, segurar a galera. Iniciei a fala, afirmando que nós os Professores éramos profissionais em extinção. Reparem que utilizei o pronome NÓS. Continuei: pela manhã nossos alunos assistem a Professorinha XUXA e a tarde, a Professorinha Angélica. Xuxa, ao lado do Rei do Futebol, era uma rainha. Passava na telinha da GLOBO. Quem não lembra? E Angélica, debutava na REDE MANCHETE. Salvo engano.

Provoquei, muito mais, ainda: Por falar nisso, quem assiste ou recomenda a TV EDUCATIVA? Tenho certeza que o dial da TV vive enferrujado no canal 11. Lembre, eram os anos 90, século passado. O “Carlismo” a todo vapor. E a liderança, Vereadora de longas datas no município, era uma fervorosa defensora de ACM. O constrangimento foi generalizado.

Ademais, como aquela figura exótica poderia desafiar o poder e falar mal, do maior político que a Bahia já havia visto? Fui em frente e lancei mais um petardo. O tema era ecologia: Vocês já pensaram nas músicas que Vovó e mamãe cantam e cantaram para a gente? Atirei o pau no gato, Medo do boi da cara preta, etc. Continuei: quando crescemos, depois de aprender a atirar o pau no gato, passamos a ter medo do Lobo que engoliu a Vovozinha.

Dito isto, a minha palestra, a do ilustre Professor que foi elevado a condição de Doutor, que duraria 1h, durou, apenas 15 min. O microfone foi tomado de minhas mãos e a Exima Sra. Vereadora, agradeceu a minha participação. Lendo o texto – As Canções de Ninar – lembrei-me desse fato, que foi verídico. Enelmar se te contasse essa história você diria que eu era polêmico. E, lendo o texto citado o que você acha? Baraúna, imagina se alguém de nossa lista de divulgação, criada para que nós interagíssemos continuamente, fizesse uma maldade com os nossos escritos? Aí é f…, mermão!

Aliás, pelo visto nossa lista é contaminada de anti lulistas. Por isso, ficarei de fora de discussão envolvendo Leonardo Boff, Carlinhos Brown, Geladeira, Fome e PT. Esse caso parece com os casos de nosso amigo Gregório. No mais, vamos vivendo nossas fogueiras ardentes em nossas vidas. Somos um foguetório de alegrias, pensamentos cheios de bandeirolas coloridas e um dia a dia com pipocos de bombas juninas.

É isso, só isso.

Beijos.

Prof. Everaldo Queiroz."

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