A vida

A vida é como um restaurante. Comemos o que o cardápio nos oferece. Acha-se que comemos o pão que o diabo amassou, por que então não mudarmos o cardápio ou de restaurante? No restaurante, o garçom nos entrega um cardápio com os diversos pratos servidos pela casa, para escolhermos o que queremos comer e alguns deles, nos são sugeridos pelo maitre. Encontramos pratos quentes ou apimentados, massas, carnes, aves e todo tipo de preparações culinárias servidas numa refeição para todo e qualquer tipo de gosto. Do mais requintado ao menos apurado gosto pelas iguarias.

Usando uma linguagem hiperbólica posso dizer que na vida as coisas acontecem de forma semelhante. No nosso dia-a-dia, o sofisticado restaurante da vida está sempre a nos oferecer situações apimentadas e ou de difícil digestão. Churrasco de obstáculos temperado com mil dificuldades, lasanha de contratempo ao molho de pobreza e infelicidade, moqueca de miséria regada ao vinho do desemprego, salada de corrupção com analfabetismo, arroz à pedofilia acompanhado com purê de drogas e fritas de prostituição juvenil, mas também nos dá como sobremesa, a capacidade de digerirmos estes pratos que nos causam uma má digestão “gastro-espiritual”. Nosso esforço e nossa determinação são como um licor digestivo que nos ajudam a solucionar todo e qualquer mal-estar causado pelas intempéries que a vida nos oferece.

No restaurante da vida, com todos seus parâmetros e paradigmas, tudo é dinâmico porque a vida é dinâmica; estamos sempre em mutação. A terra gira não permitindo que nada seja estático no universo e isto nos força a tomar uma decisão de rejeitarmos ou não, os cardápios que nos oferecem alimentos de difícil digestão, escolhendo as melhores opções que a vida sempre nos dá. Por isso, não se desespere, quando um prato indigesto lhe for servido, recuse-o. Mude o cardápio ou de restaurante. Isto também faz parte do complicado jogo da vida e, como costumo dizer, pratos indigestos, “problemas”, nem sempre aparecem para atrapalhar; às vezes até ajudam.

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