Monthly Archives: novembro 2015

A Igreja e as pesquisas embrionárias

A Igreja Católica assegura que as pesquisas com células embrionárias é uma forma disfarçada para a legalização do aborto. Segundo a ótica dos religiosos utilizar um embrião interfere no ciclo natural da vida humana, o que só é permitido a Deus. Em contra partida, temos a Ciência e a Medicina ratificando as vantagens das pesquisas com essas celulas, que, fundamentalmente, representam a esperanças para muitos tetraplégicos e de pessoas com deficiencias degenerativas.

No meio de todo esse imbróglio encontramos uma incógnita aparentemente indecifrável: quando será que começa a vida? Quais garantias se tem sobre uma eventual afirmativa? Na realidade ainda não podemos fazer uma reflexão sobre este assunto. Uma pessoa é considerada morta quando ocorre a falência do sistema nervoso ou quando se dá a morte cerebral. A partir deste momento o indivíduo passa a vive mediante aos recursos de aparelhos.

Tomando como princípio a teoria de que não pode existir vida sem um cérebro em funcionamento pleno, é verdadeiro afirmar que um ser sem cerebro não possui vida, portanto ainda não é um ser em perfeito gozo da vida.

Será que para a Igreja é vontade de Deus que todos sofram? Não foi Ele que nos criou seres inteligentes, logo, com plenas condições de colocar em prática tal achado? Será que a igreja, desde tempos remotos, não já interferiu demais em assuntos que não são da sua alçada? A igreja estacionou no tempo e não evoluiu no desempenho de sua missão para com seus fieis.

Seus conceitos são utrapassados e seus dogmas são arcaicos e não ajudam na evolução da humanidade. Pregam contra o aborto – que eu também sou contra quando não é clínico – contra o controle da natalidade, o uso de preservativo, a dissolução do casamento – divórcio – etc. E o que a igreja nos diz das atrocidades cometidas em épocas remotas como: A Santa Inquisição?

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A idade do chá

Com certeza absoluta não vou escrever sobre o Xá da Pérsia, que no principio da década de 60, andava preocupado com a sucessão, com a bela Soraia e seus olhos verdes, que não lhe dava um herdeiro, só conseguindo o que queria com Farah Diba. Muito menos do chá mais famoso do mundo que é o Prêt-à-Portea, servido todos os dias das 14 às 18 horas no Caramel Room, um dos restaurantes mais famosos de Londres.

Na verdade a idade do chá, a que me refiro, é aquela em que passamos a ingerir todo tipo de beberagem, seja feita com erva cidreira, caatinga de porco, capim santo, alumã, entre outros. É a velhice que já chegou. Esta idade sintetiza o que muita gente sempre nos responde quando perguntamos: “como você está? Eu vou indo como Deus quer. Estou cheio (a) de dores nas costas, no pescoço, nos braços, por todo o corpo… vou levando”.

A idade do chá é a porta de entrada para a fase do condor. Quem atinge este período, passa a sempre estar preocupado com a febre, tosse, pneumonia, vacina para idosos, e, os tradicionais disque idoso e disque saúde. É como se uma motonivelador tivesse passado por cima dele. À medida que se envelhece torna-se menos ativo, perde-se massa muscular e adquire-se peso em forma de gordura, por isso é necessário que se faça um bom plano de saúde.

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A grande lavanderia

Um dia desses, tomando cerveja e batendo papo em uma roda de amigos, falávamos sobre assuntos diversos. Cada um dos participantes tinha uma história mais interessante que a outra. Então, falador como sou, também resolvi manifestar minhas idéias acerca de um assunto atual. Afinal de contas, eu considero-me um espírito em constante evolução. Resolvi falar sobre a falta de cultura que assola este país. Mas este assunto, já está muito explorado…

Decidi falar sobre a dificuldade dos escritores brasileiros. Eu mesmo, que escolhi a carreira literária, sinto profunda tristeza ao escrever livros em um país onde não se lê. Sabe-se que mais da metade da população brasileira não tem o mínimo necessário para ser considerada como alfabetizada, ou seja, a leitura seguida da compreensão, posicionamento crítico e contextualização da produção literária.

Infelizmente, desisti, sei que não poderei dizer coisas boas, porque não há leitura e os programas educacionais que visam despertar o gosto pela leitura são ineficazes e os recursos disponibilizados pelo poder público são insuficientes. Não existe uma proposta real com objetivos, metas e estratégias específicas para a promover o hábito de ler. O jovem praticar leitura, como pratica vôlei, natação ou futebol. Só assim desenvolverá a habilidade e o gosto pela leitura.

Pensei então que poderia falar sobre religião. Mas este assunto também, já está muito desgastado. Ultimamente transformaram os templos “em grandes lavanderias que lavam todo tipo de dinheiro sujo”. Hoje, qualquer pastor evangélico ou padre católico, pode chegar com um saco de dinheiro em um banco e depositá-lo como resultado do dízimo “pago”, no culto da noite passada. Dízimo não tem nota fiscal, não dá recibo e é totalmente isento de todos os impostos. Que saudade dos templos de louvar, adoração e real exercício da fé. Melhor mudar o assunto.

Falar sobre política? Não, isso não. Iria me fazer lembrar dos escândalos noticiados todas as noites nos telejornais, da falta de ideologia e de ética. Recordaria do dinheiro dos nossos impostos, muitas vezes pagos com dificuldades extremas, que deveria retornar para a comunidade em forma de benefícios (saúde, educação, segurança, manutenção de rodovias, etc…), no entanto, está sendo desviado dos cofres da nação para contas em “paraísos fiscais” ou para o pagamento de mensalões, negociatas fantásticas e de todo tipo de corrupção. Lembraria também, que Brasília foi transformada em um grande Shopping Center, onde os políticos compram e vendem o que for mais conveniente aos próprios interesses.

Decidi não falar. Paguei a parte que me coube na conta e saí fazendo uma reflexão, sobre as disparidades existentes em nosso país, terra de grandes homens que escreveram seus nomes na poesia e na política, homens que semearam a esperança, o acreditar em um novo Brasil, em um país de brasileiros sem roupas sujas, mas com cara limpa e com teto. Ah, o Brasil consolidado no compromisso, na ética e na ação cidadã. Nosso Brasil brasileiro, terra de samba e tecnologia de ponta, futebol e trabalho, de maravilhosas praias e moradia para todos, de belas mulatas e igualdade social, de fé e pleno exercício da cidadania, de ciência avançada e sem fome. Enfim, do Brasil que só sabe torcer para segurar a taça na COPA, porque não necessita esperar mais por um político honesto.

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A Globalização e as Estratégias de Mercado

Para que as empresas consigam atingir seus objetivos, “é necessário que haja comprometimento entre o empresário e seus colaboradores, na criação e aplicação dos projetos estratégicos, com maior rapidez possível”. Sabemos que, neste mercado “feroz e agressivo” – hiperbolicamente falando – implantado pela globalização, é necessário estar sempre criando novas ferramentas de pesquisas que possam medir o grau de satisfação dos clientes e, através dos resultados por eles informados, elaborar estratégias temporárias para obter os resultados objetivados pela organização em um espaço curto de tempo.

É notório que no mundo globalizado, um mundo que sofre mutações a cada momento, as decisões devem ser rápidas e dinâmicas, acompanhando a mesma velocidade imprimida pelas transformações que envolvem o mercado, por isso o empresário deve estar atento a todas estas transformações, procurando sempre estar atualizado, informado dos anseios e das exigências dos clientes, das estratégias usadas por seus concorrentes, procurando adequar à sua empresa um “modus operandi” satisfatório, que venha lhe trazer retorno imediato.

Atualmente o mundo globalizado dos negócios, está sempre vivendo transformações que acontecem em uma velocidade muito acelerada, por isso os empresários precisam estar on-line, analisando, de forma muito rápida, os planejamentos estratégicos, pois as situações que os envolvem, geralmente sofreram mudanças e é necessário que se tome cuidados para que os concorrentes que produzem produtos similares não avancem com maior rapidez no mercado.

Na exagerada competição do mercado atual, nem sempre é o maior que vence o mais fraco nessa guerra, onde sempre é o mais rápido e inovador, que consegue obter o sucesso desejado. É necessário que o administrador esteja sempre elaborando vantagens para uma competição efêmera, criando sempre um novo beneficio que supere os anteriores, ter sempre atitudes que mantenham a organização em constante evolução.

Concluímos, então, que para a empresa obter o sucesso desejado, é fundamental que os projetos estratégicos da organização sejam adequados para a estrutura organizacional e de fácil adaptação à filosofia operacional da instituição, possibilitando superar as dificuldades sofridas na tentativa de transformar os objetivos sonhados em realidade. Na verdade, deduzimos que as palavras chaves para boas estratégias são: comprometimento, rapidez e criatividade.

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A era do conhecimento e das mudanças comportamentais

O mundo é formado, na maioria, por pessoas “imaturas” onde a sua psique é totalmente ou quase totalmente, envolvida pela parte inconsciente da inteligência, esta, por sua vez, também é envolvida pela mídia sendo necessário que se faça um trabalho de mudança comportamental. Boa parte das pessoas não tem capacidade de reconhecer seus humores, sentimentos, impulsos e os seus efeitos sobre os outros, portanto não conhece suas próprias reações.

Saímos da sociedade industrial para a do conhecimento onde o cérebro é o diferencial mais importante que a atividade desempenhada. Nesta era o crescimento tecnológico, que muito se relaciona com as soluções específicas, é também uma tendência a ser considerada, assim como os acontecimentos que podem dar certo se fundamentam na hipótese de que as pessoas são diferentes.

As diferenças não acontecem para afastar e sim para agregar experiências; evoluir, conseguir atingir um objetivo superior. Quem é mais perfeito (competente), aquele que possui todos os sentidos ou o que possui uma deficiência e a supera no seu dia a dia, desenvolvendo uma atividade e produzindo como se nenhuma barreira física ocorresse consigo?

Na era do conhecimento e das mudanças comportamentais e por que também não dizer das inovações, as diferenças não são um empecilho. O foco mais importante está no futuro, que vai sendo construído no presente através do uso de ferramentas que moldam a criatividade dos indivíduos.

As mudanças comportamentais são fundamentais na busca de uma maior amplitude do conhecimento, de uma mudança de postura e atitudes para que se possa acompanhar a evolução, as inovações e o avanço tecnológico, tendo como principal objetivo ampliar a criatividade, fator maior para o crescimento intelectual e tecnológico dos indivíduos.

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A era da informação e do conhecimento

As instituições políticas estão envolvidas em uma crise estrutural de legitimidade, intermitentemente devastadas por escândalos, com submissão total à cobertura da mídia e de liderança personificada, cada vez mais isolada dos cidadãos. Os movimentos sociais tendem a ser fracionado, local, com objetivos restritos e efêmeros, contraídos em seus mundos interiores ou brilhando por apenas um momento em um símbolo da mídia. Neste universo de mudanças confusas e incalculáveis, as pessoas inclinam-se a se reagrupar em torno de componentes primários: religiosos, étnicos, territoriais, nacionais, etc.

A cada dia as pessoas delineiam o sentido de suas vidas, não em torno do que executam, mas com base no que elas verdadeiramente são ou acreditam que são. Podemos tomar como exemplo, um tema atual, as discriminações regionais e sociais. Ser nordestino não é crime, muito menos um pecado mortal, iguais aos que fazem os religiosos sentirem o “calorzinho da caldeirinha”, porém, o antigo modelo bairrista ainda impede que as transformações intelectuais modifiquem o modo de pensar dos que cultuam esta filosofia. Para estes, só aconteceram as transformações tecnológicas.

É fundamental que “estas pessoas”, que ainda cultivam um estilo predominantemente regionalista, saibam que o mundo não é mais o dos nossos pais. A globalização trouxe consigo uma sociedade bem mais moderna, na sua maioria voltada para o neoliberalismo, sempre se modernizando e se capacitando, constantemente declinando para os sistemas de informação e comunicação. “A era da informação e do conhecimento”.

Vivemos em um mudo caracterizado pela globalização onde não podemos deixar de reconhecer que avançamos muito em ciência e tecnologia, porém os valores do ser humano, infelizmente, não acompanharam estas mudanças, mesmo assim, não há mais lugar para as discriminações raciais e/ou sociais, intolerância religiosa, entre outros. É fundamental que a sociedade contemporânea adote procedimentos diferenciados, não permitindo mais um “comportamento Feudal, retrógado e de difícil compreensão”.

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A derrocada da Ética e da Família

Segundo o conceito, “Ética é a parte da filosofia responsável pela investigação dos princípios que motivam, distorcem, disciplinam ou orientam o comportamento humano, refletindo, especialmente, a respeito da essência das normas, valores, prescrições e exortações presentes em qualquer realidade social”.

Estamos sempre a nos perguntar: o que está acontecendo com a sociedade de um modo geral? Por que tanta irresponsabilidade, deslealdade, imoralidade, desonestidade, por que será? Na realidade o que precisamos é ter a nossa própria personalidade, o nosso próprio respeito, educação, senso do bem e do mal, do certo e do errado e da ética e da moral, mas para isso é necessário que tenhamos conhecimentos dos acontecimentos que nos rodeiam; é necessário que comecemos a abdicar de muitos fatos nocivos ao nosso intelecto e ao dos nossos filhos, pois somente assim, poderemos dar os primeiros passos rumo ao bem comum.

Temos grandes problemas sociais e culturais; vemos atualmente pela TV., notícias que nos deixam estarrecidos – “o pai assassina a própria filha”; a derrocada do conceito de família como a base e equilíbrio do cidadão; o descaso, o abismo do desmando, do desleixo, da corrupção e, principalmente, as conseqüências anti-sociais que nos afetam no dia-a-dia.

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A democracia

Derivado do grego demo (povo) e cracia (governo), portanto, governo do povo, democracia é um sistema em que a população de um país pode participar da sua vida política. A liberdade em um sistema democrático é irrestrita, podendo toda e qualquer pessoa expressar e manifestar suas opiniões.

Democracia também é o direito que cada pessoa tem para opinar e fazer suas opções, saber reconhecer e aceitar as opiniões e decisões de cada um, portanto, respeitar a liberdade de escolha de cada pessoa. No Brasil, podemos eleger nossos representantes – vereadores, deputados, senadores, prefeitos, governadores e presidente – através do voto nas eleições o que nos é garantido pela Constituição Brasileira, lei maior do país, que homologa a nossa liberdade de expressão e os direitos à manifestações, desde que sejam pacíficas.

Após um período de, aproximadamente 21 anos de ditadura, conseguimos que no Brasil, a democracia voltasse a ser o nosso sistema de Governo, o que aconteceu em meados do ano de 1985. O retorno do sistema democrático nos livrou de um processo ditatorial que culminou na morte de 350 ativistas políticos e na perseguição de um sem número de pessoas. Para que este tipo de atrocidades não volte a ocorrer, precisamos de um sistema democrático forte e participativo.

É necessário que no próximo pleito, saibamos escolher aqueles que durante quatro anos, serão os nossos representantes legais e que tomarão as decisões, mudando ou não os destinos da comunidade. Por isso, é necessário ter muito cuidado quando fizermos nossas escolhas, porque, como diz a propaganda da TV, poderemos perder quatro anos e quatro anos é muito tempo.

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A corrupção no Brasil

Pode-se afirmar que o brasileiro, hoje, só tem direito à pagar impostos e, a ver o seu dinheiro escoar pelo “ralo da corrupção”. Dificilmente não se encontra nos telejornais uma matéria sobre um ato de corrupção, escândalos no mundo político, casos de dilapidação de recursos públicos e tantas outras mazelas. Este comportamento já se encontra fortemente arraigado à cultura do brasileiro que na maioria das vezes passa despercebida, mesmo sendo ela um problema que diz respeito a todos e compromete o desenvolvimento da nação.

Esta prática nefasta abrange, necessariamente, todos os setores públicos e privados e é bastante onerosa para o erário e o desenvolvimento da nação. A causa deste comportamento caliginoso está diretamente ligado ao “jeitinho brasileiro”, também conhecido como “a lei do Gerson”, ou seja: levar vantagem em todas as coisas, instalando-se desta maneira, a filosofia do lucro a qualquer custo. Infelizmente este mau hábito é praticado desde o período do Brasil colônia e sempre aliado a impunidade vigente no País.

Portanto, herdamos hospitais em péssimas condições de funcionamento – sem infra-estrutura – estradas em péssimas condições de trânsito, baixa qualidade na educação e má distribuição de renda. Em paralelo a tudo isso observamos, inertes, a sonegação de impostos, políticos desviando verbas enquanto outros traficam drogas ou as consomem, uso indevido da máquina administrativa, redes de clientelas, enquanto a cultura da impunidade serve de trincheira para estes.

Todos estes fatos têm a contribuição perniciosa na morosidade da justiça brasileira e a possibilidade de contratar bons advogados, facultando aos envolvidos em atos de corrupção, principalmente os políticos, a perspectiva de não ir para a cadeia ou mesmo ser punido, pois o simples fato de ser político lhe dá o direito ao foro privilegiado e julgamento de forma diferente daquela do cidadão comum.

Segundo o Economista Marcos Fernandes da Fundação Getulio Vargas: “um instrumento muito poderoso no combate a corrupção é a transparência. Para combater a corrupção, é preciso ter políticas de longo prazo, preventivas, é preciso fazer uma reforma administrativa(…). Disseminar a bolsa eletrônica de compras, informatizar os processos de gestão, permitir que o cidadão fiscalize a execução orçamentária on-line”.

Foi veiculado por um canal de TV, de sinal aberto, que D. Pedro I praticou o primeiro ou um dos primeiros atos de corrupção em terras brasileiras, pagando uma propina de £ 2.000.000,00 (dois milhões de libras esterlinas) ao seu pai, D. João VI, rei de Portugal, para conceder a Independência ao Brasil. Como D. Pedro I não tinha esta fabulosa quantia e muito menos o Brasil poderia tê-la, o Rei da Inglaterra concedeu um empréstimo ao Monarca brasileiro – empréstimo este, que nunca foi pago – tornando-se um dos elementos complicadores para a dívida externa do país que ali se iniciava de mãos dadas com a corrupção.

É fundamental combater este mal que assola a nação, pois do contrário esta situação vai perdurar até que a maioria se conscientize de que providencias devem ser tomadas, não só pelos principais gestores do país, mas pelo próprio cidadão comum. Do contrário o Brasil vai ser sempre conhecido nos quatro cantos deste planeta como “o País dos meliantes”.

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A bola de fogo

Uma bola de fogo cruzou o céu da Bahia, entrando pelo sertão. Ao passar por Itaberaba, tingiu de loiro os pentelhos da mulher do vereador fanfarrão e, também, queimou os últimos fios de cabelos do meu, tão usado, “culhão”. Não se sabia se era fogos de artifício, alma penada ou vulcão e, dona Cleonice, bradou: valha-me Deus, Nossa Senhora, será o fim do mundo ou os sinais da consumação?

Mais que ligeiro, o médium Apolônio decifrou: Vixe Maria!!! Isso é o resultado de tanta putaria, que existe hoje em dia. As culpadas são “umas minhas tias”.

Caiu em Santo Antonio de Jesus – Credo em Cruz, Saravá meu Pai, correrei bem ligeira senão meu penteado se desfaz – disse “Zete Cabelo Verão”, sentindo dores na coluna, nas pernas e naqueles seios que parecem “dois mamão”.

A Bola de Fogo ao cair, abriu um tremendo buraco no chão e na cabeça dos sonhadores. Os profetas Apocalípticos, Samuel e Pedro, que bebem que não é brinquedo, logo “ladainharam” a respeito do ocorrido, dizendo que um ser bem comprido, com corpo de homem, cabeça de leão e orelhas de elefante, saiu do meio do fogo e, em poucos instantes, sugou o sangue e as vísceras dos animais que estavam na pastagem, pegou o restante dos bovinos, caprinos e suínos, os colocou em uma carruagem que, na velocidade de um cometa, foi para um bem distante planeta.

Não concordando com o relato, informou o velho Renato – “os homens” que a Bola de Fogo vieram buscar, voltaram sem nada encontrar!

Vixe Maria, mãe de Deus – rosna o Antonio Brito – já roubaram até o meteorito!

Neste dia foi uma tremenda confusão. Saiu até na televisão!!!

Sempre torcendo por você e para que a “Bola de Fogo” caia em sua cabeça.

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