Monthly Archives: agosto 2019

Os brasileiros precisam de líderes/Por: Alberto Peixoto

É preciso ir à luta. Líderes surgirão
FOTO: Circo Voador

Como faz falta aos brasileiros líderes como Leonel Brizola, Ulisses Guimarães, Tancredo Neves e o maior de todos: Luiz Inácio Lula da Silva – injustamente preso – para liderar e acordar este “gigante pela própria natureza que dorme, há 519 anos, em berço esplendido”!

O governo desviou da educação, que agoniza na UTI do abandono, R$ 1 bilhão em emendas parlamentares para comprar votos para aprovar a Reforma da Previdência – o que caracteriza propina – uma reforma criminosa que rouba dos trabalhadores seus principais direitos adquiridos.

Segundo veicula os principais canais de comunicação, há mais de dois bilhões para comprarem os parlamentares corruptos que compõem grande parte dos políticos brasileiros. Na sua grande maioria políticos “oportunistas”. Em presença de todos estes fatos, o povo brasileiro não esboça nenhuma reação. Parecem estar hipnotizados, engessados!

Stefan Zweig – escritor, romancista, jornalista e biógrafo austríaco de origem judaica, que apelidou o Brasil de “país do futuro” – suicidou em 23 de fevereiro de 1942. Caso estivesse vivo hoje, o faria de novo ao ver em que estado se encontra a sua pressuposta avaliação, porque os gestores deste país não veem a educação como prioridade básica para uma sociedade organizada, evoluída.

Conforme levantamento do INAF – Indicador Nacional de Alfabetismo Funcional – somente 26% da população brasileira entre 15 e 64 anos é completamente alfabetizada e só 23% consegue solucionar uma questão sobre matemática. Segundo informações atuais da UNESCO, 31% dos alunos brasileiros da primeira série do ensino fundamental são repetentes.

Há uma crise no sistema de educação brasileiro, tanto público como privado, inumerável! Quem quiser se aprofundar neste assunto, deve ler o livro “O Que o Brasil Quer Ser Quando Crescer?” de Gustavo Ioschpe. O autor afirma que a educação brasileira é um desastre.

Voltando ao propinoduto previdenciário, o velho balcão de negócios que na campanha às eleições de 2018 o “Chefe da famíglia Bolsonaro” apregoou que isso não iria mais funcionar, aí está a todo vapor.

Claro que não funciona como antes. Agora são novos tempos. Usam-se laranjais, liberação de emendas e outras trambicagens. Vivemos em um país de corruptos em sua essência, mas não se pode e não se deve cruzar os braços diante de uma situação tão tenebrosa quanto esta que sofre o país. O brasileiro precisa sair desta situação de letargia em que se encontra e, com ou sem líderes, ir à luta. Líderes surgirão.

Juízes e procuradores são desmascarados, um presidente sem compostura dando entrevistas com “fraseados” ínfimos e sem conhecimento de causa – um imbecil psicótico – levando o Brasil a motivos de chacotas no cenário mundial. Virou um personagem de uma “Zorra Total” no exterior e o brasileiro a tudo ver e assiste como se nada estivesse acontecendo. Inacreditável, lastimável!

Todos, ou quase todos, tem descendentes que irão continuar na jornada da vida e estes não podem ser abandonados pela depressão que sofrem suas matrizes, causada pelos dissabores deste governo de idiotas submissos ao Tio Sam. Cruzar os braços é um ato de covardia. Sigam na luta!

Trata-se de um vergonhoso toma-lá-dá-cá, para aprovar uma reforma que visa retirar os direitos previdenciários e assistenciais do povo e abrir o bilionário negócio da capitalização, que aumentará o lucro dos bancos e a pobreza da maior parte do povo brasileiro. Um crime”, afirma o ex-ministro da Previdência e Trabalho Ricardo Berzoini.

Alberto Peixoto – Escritor

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Presidente brasileiro tenta golpe para energizar financeiramente a sua “famiglia” / Por Sérgio Jones*

A Famiglia reunida
FOTO: Arquivos Google

O que circula na imprensa nacional e internacional é a tentativa frustrada revelada através de cláusulas secretas da Administração Nacional de Eletricidade (ANDE) a comercialização de energia hidrelétrica excedente (produzida pela Usina Binacional de Itaipu) a uma entidade privada ligada à “famiglia” do deplorável arremedo de presidente Jair Bolsonaro. Os tais megawatts (MW) excedentes seriam adquiridos do lado brasileiro a um valor de 6 dólares, quando a cotização do mercado ronda os 40 dólares por MW.

O mais execrável de toda esta pantomima financeira é que após ser incorporados à rede pela empresa brasileira LEROS (ligada a Bolsonaro), seria vendida a um preço de 80 dólares o MW, registrando um potencial e modesto benefício de 1200%.

Este crime financeiro dos recursos públicos veio à luz quando o titular da ANDE, Pedro Ferreira, se negou a assinar o contrato, renunciando a seu posto em 24-07. Uma investigação do diário guarani ABC Color pôs em evidência que o embaixador paraguaio Federico González, intermediário entre a empresa LEROS e ANDE, pressionou o titular dessa última para que se tornasse cúmplice a respeito ao silenciamento das cláusulas secretas do convênio firmado em maio pelos presidentes Abdo e Bolsonaro.

As negociações orientadas a alcançar a aprovação do contrato ilícito foram operacionalizadas por José Rodríguez González, filho de María Epifania González, secretária da unidade de Prevenção a Lavagem de Dinheiro ou Bens (SEPRELAD), que deve renunciar devido a difusão das cláusulas secretas geridas por seu herdeiro.

As tratativas confidenciais (caracterizadas como sigilosas) foram conduzidas por Rodríguez sob a supervisão de Mario Abdo e seu vice-presidente Hugo Velázquez, que buscaram beneficiar ao ex-militar e agora, presidente do Brasil.

O crime se evidenciou após articulação feita entre Rodríguez e os mandatários máximos diante da difusão pública das trocas de mensagens por WhatsApp, expostos pelos meios de comunicação guaranis e brasileiros.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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No caso de Bolsonaro o que lhe falta crescer é o cérebro/Por: Sérgio Jones*

Escultura Cabeça by Cida Lima

Em mais uma de suas pérolas e falas preconceituosas, o Tartufo dos trópicos, Jair Bolsonaro, se reporta ao povo nordestino com deboche e total falta de respeito ao afirmar que “falta a cabeça crescer um pouquinho” para ser considerado um “cabra da peste”.

A declaração do demente mandatário foi feita durante evento de inauguração de uma usina solar, ocorrido em Sobradinho. Encontrava-se ao seu lado o indigitado deputado federal Claudio Cajado (PP-BA). A imprecisão verborrágica foi divulgada em rede social. E causou enorme indignação aos nordestinos, digo, àqueles que têm vergonha na cara.

Por que Tartufo? Por ser Bolsonaro semelhante ao personagem da peça de Molière. É hipócrita e luta para manter os seus sórdidos privilégios, e ampliar o seu status quo. O que nos faz lembrar que estamos precisando, de imediato de uma sábia “Dorina”, para desmascarar o presidente farsante.

Em sua desastrosa visita ao nordeste, em especial a Bahia, o caudilho proferiu a infeliz frase ao sentenciar: “O Nordeste é nosso”. O que considero uma frase infeliz e incompleta.

Outro fato digno de observação foi a citação feita pelo caviloso. Após o comentário do insidioso deputado capachão (Cajado)… ”está virando uma cabra da peste, é?” Em resposta, o inaudito chefe de estado sapecou a seguinte frase: “é, só está faltando crescer um pouquinho a cabeça”.

Eu ousaria dizer que no caso específico dele o problema não se atém ao crescimento de cabeça, e sim de cérebro. Uma vez que o mesmo é completamente destituído deste precioso órgão. Que a natureza, por algum sábio capricho, lhe negou este privilégio.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)                

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Revivendo o passado, um passado já algo longínquo, mas que pertence à história da humanidade/Por José Manuel da Cruz Cebola

                             
(Woodstock) foi um festival de música realizado entre os dias 15 e 18 de agosto de 1969 na fazenda de gado leiteiro de 600 acres de Max Yasgur, próximo à região de White Lake, na cidade de Bethel, no estado de Nova York, nos Estados Unidos ..
FOTO: José M. C. Cebola

A maioria de vocês nem sequer seriam nascidos ao tempo. Outros, talvez, mas seriam crianças ou bem jovens. Pois eu já tinha 26 anos…

Estou falando do festival de Woodstock, realizado há precisamente 50 anos, que catalisou a paz, o amor e a música. Um evento que reuniu meio milhão de pessoas e que demarcou a posição política da juventude de então cansada da guerra (era o auge da guerra do vietname) e de certas convenções sociais (Mary Quant tinha criado a minissaia três anos antes).

Era um palco simples de madeira, sem pano de fundo ou pirotecnia. O som que saía dali muitas vezes coxeava. Com a chuva, ainda havia risco de alguém ser electrocutado. Por essa estrutura modesta passaram alguns dos maiores nomes da música de 1969 – Jimi Hendrix (star spangled banner), Janis Joplin (piece of my heart), Jefferson Airplane (somebody to love), Joe Cocker (with a little help from my friends), Santana (samba pa ti), the who (summertime blues), Creedence Clearwater revival (proud Mary),, entre outros.

 Ao redor do palco, estima-se que 500 mil pessoas acompanharam a maratona de shows, que tivera início no final da tarde de uma sexta-feira, 15 de agosto, e só foi encerrada na manhã de segunda (18). Era um público que encarou tempestade, lama, escassez de comida, falta de casas de banho e condições precárias de higiene, além do efeito de substâncias psicoativas, para viver uma utopia guiada pela música.

Não foi um evento planeado para ter a dimensão que tomou. Tinha tudo para dar errado e terminar mal, muito mal. Deu certo. Não houve tragédia. A feira de arte e música de Woodstock, ocorrida há exactamente 50 anos, foi um dos acontecimentos mais importantes do século 20.

Durante o festival, o realizador Michael Wadleigh filmava o documentário Woodstock (1970), que imortalizou as performances musicais do evento e traduz o espírito daquele final de semana em Bethel. Com o então novato Martin Scorsese como assistente de realização, o filme recebeu um Oscar de melhor documentário.

José Manuel Cruz Cebola – Crítico – Sintra/Portugal

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A maioria dos políticos brasileiros é igual à prostitutas/Por Alberto Peixoto

A dignidade das prostitutas é maior do que a da maioria dos políticos brasileiros
FOTO: Arquivos Google

Considerada como a profissão mais antiga do mundo, na antiga Roma estas moças “ficavam” (stare) “diante dos” (pro) possíveis clientes, fazendo uma exibição do “material” libidinoso. Daí prostiture, “prostituir-se”.

A prostituta só enlouquece excepcionalmente. A mulher honesta, sim, é que, devorada pelos próprios escrúpulos, está sempre no limite, na implacável fronteira. – Nelson Rodrigues.

Assim age a maioria dos políticos brasileiros. Da mesma forma que define Nelson Rodrigues as mulheres honestas, pode-se também definir boa parte dos políticos brasileiros. A maioria dos governantes brasileiros vive sempre no limite, na implacável fronteira entre a honestidade e a corrupção. Sempre são devorados pelos seus próprios escrúpulos ou pela falta destes, o que é o mais provável.

Antes de se elegerem prometem solucionar os problemas da saúde, educação, segurança e desemprego ou qualquer adversidade que por ventura surja. Seja de cunho social ou de qualquer outra peculiaridade, porém, caso eleito nenhuma promessa é cumprido.

Após os resultados das eleições, os eleitos fazem tudo ao contrário. Não cumprem as promessas feitas em palanque. Como se pode ver, Bolsonaro em campanha era contra a Reforma da Previdência e, logo após tomar posse, manda um projeto criminoso no qual os trabalhadores e os jovens que estão ingressando no mercado de trabalho perdem seus direitos trabalhistas.

Outros projetos desprezíveis são todos os que foram elaborados contra a Educação e Cultura, principalmente os cortes de verbas. O atual ministro da Educação, além de ser um tosco, ríspido, nunca pisou em uma escola pública; não entende nada de educação e com certeza só deve entender de terrorismo. A Educação no Brasil nunca foi tão desrespeitada como no atual governo.

É incompreensível a aversão que o governo do “chefe da famíglia Bolsonaro” tem pela educação. Se estivéssemos nos anos dourados do grande comediante Nordestino, Chico Anísio, ele mandaria fechar a Escolinha do Professor Raimundo.

Conforme dizia Darcy Ribeiro – antropólogo e político brasileiro – “a crise da educação não é uma crise, é um projeto”.De acordo a análise do coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara: “a privatização da educação é parte de uma política uniliberal”.

Ao contrário dos políticos brasileiros, na sua grande maioria corruptos, envolvidos em negócios ilícitos, as prostitutas são mais honestas e dignas do que estes.

As prostitutas, também conhecidas como profissionais do sexo, na prestação dos seus serviços voluptuosos, cumprem à risca tudo que foi combinado com seus clientes – antes e depois da execução de suas “funções” – honrando a sua classe, mostrando que em matéria de caráter são superiores aos governantes brasileiros – sem generalizar.

As prostitutas não merecem ser comparadas com estes bandidos. Esta comparação é infundada devido à honestidade destas profissionais no cumprimento de suas funções.

Seria mais razoável comparar estes delinquentes com Judas Iscariotes, que traiu Jesus Cristo por trinta moedas de prata.

Alberto Peixoto – Escritor.

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