A candidatura de Lula é a única capaz de oferecer uma liderança nacional/ Por Sérgio Jones *

Lula: O melhor Presidente da história do Brasil

Diante da incapacidade real dos partidos de coordenarem o jogo político tornará o cenário das eleições de 2018 igual ao de 1989, ou seja, bastante fragmentado. A avaliação é do cientista político e professor da Universidade Federal do ABC (UFABC), Vitor Marchetti.  De acordo com a sua visão o candidato que receber 25% ou 30% de votos pode ter muitas chances de disputar segundo turno.

Para o cientista político, no que se refere o contexto do PSDB, a situação   não é nada confortável há um considerável excesso de disputa internas. Destaque para a luta autofágica existente em São Paulo, entre João Doria, Geraldo Alckmin, José Serra. Embora, conte com uma agenda liberal das reformas, que eles sempre defenderam, como a da Previdência, destituição de direitos trabalhistas, esbarram no fato de que estão abraçados a um governo com rejeição altíssima, comprometido com escândalos de corrupção.

O PSDB foi protagonista no processo de golpe parlamentar e o grande temor desses atores é não conseguir capitalizar-se eleitoralmente, lá na frente. Acredita ele, que o cenário político já esteja configurado e que se assemelhe em muito o que ocorreu em 1989. O que significa dizer que os partidos perderam a capacidade de coordenar o jogo político. O que significa que este ano teremos um número grande de candidatos à presidência da República.

No tocante ao campo da esquerda, reconhece ser a candidatura de Lula a única capaz de oferecer uma liderança nacional, seja de esquerda ou de direita. Entretanto alerta que o grande risco desta estratégia se deve a esquerda se reunir em torno de uma única liderança e a direita se fragmentar o que imporá um cenário de incerteza e instabilidade em relação ao petista. “Está claro que a candidatura dele não chegará em 2018 com tranquilidade legal e institucional, ainda há muitos movimentos que serão feitos para inviabilizá-lo”, garante.

Há hipótese que, por mais que a candidatura de Lula possa reunir o campo da esquerda também tem que enfrentar com a rejeição ao nome dele. Embora se saiba que tal rejeição foi construída, as imagens da grande imprensa. Também não descarta que o movimento do PCdoB reflete um diagnóstico de que talvez a esquerda tenha que oferecer um leque maior de opções na disputa eleitoral.

No campo da direita, tem Bolsonaro, Doria, Alckmin, vários partidos como o Novo, a Rede, que irá dialogar com o centro político do país. Haverá muita novidade em torno de nomes de candidatos e em um ambiente de ultra fragmentação um número menor de votos pode ser capaz de impulsionar uma candidatura.

Importante destacar que Lula mesmo condenado na segunda instância o assunto só vai se esgotar em setembro de 2018, quando o candidato estará em plena campanha. Caso seja impedido e não deseje colocar em risco todos os votos, ele poderá pedir a substituição às vésperas do primeiro turno. “Ainda que as decepções continuem a acontecer, jamais irei desistir dos meus ideais e convicções”, sentencia o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Sérgio Jones, jornalista

(sergiojones@live.com)

 

 

1 Comment

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One Response to A candidatura de Lula é a única capaz de oferecer uma liderança nacional/ Por Sérgio Jones *

  1. Sérgio Antonio Costa Jones

    Esta verdade é insofismável.

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