Os religiosos e a fé que tortura/Por Alberto Peixoto

Cristo é contrário à tortura, a qualquer tipo de discriminação É puro amor ao próximo
FOTO: Arquivos Google

Grande parte dos religiosos brasileiros, principalmente os protestantes, vão à Missa ou ao Culto pela manhã glorificar o Cristo Crucificado – que pediu ao Pai nos seus últimos momentos o perdão dos seus algozes – e à noite, em frente da TV, glorificam os atos e as promessas de torturas do candidato que eles apoiam. É o maior contrassenso!

Por que isto acontece? Tudo em nome do ódio que foi disseminado pela extrema direita fascista, apoiada pela direita formada pela classe média que se acha rica e branca; os coxinhas que não se deram por rogados e voltam ao ataque; os antipetistas.

Tudo isso é um problema de quociente de intelectualidade (QI). Se compararmos o comportamento intelectual de um brasileiro em relação ao de um português, veremos que há uma defasagem muito grande entre os dois. O português, que é sempre alvo de gozações nas piadas de botequins, onde estes levam a pecha de burros, é um ser culto, politizado, criativo e extremamente cortês, principalmente com seus irmãos de terras tupiniquins.

Grande parcela da população “canarinha” é formada por analfabetos funcionais, na maioria analfabetos políticos – inclusive 98% dos políticos – e não possuem senso crítico, nem autoestima.

O resultado final das eleições deste ano (2018), serve como parâmetro para comprovar o nível de desconhecimento político e intelectual do brasileiro, que não se conteve com a devassa feita pelo governo golpista de Michel Temer, e agora está traçando seu destino tenebroso – de todos os brasileiros – entregando as “chaves” do Brasil à família de um canalha psicopata e sem a mínima noção do ridículo; que confessa usar o dinheiro do auxilio moradia – mesmo tendo casa própria – para comer gente (com nosso dinheiro!).

Mais doloroso ainda é ver, depois de “O Coiso” humilhar as mulheres, negros, nordestinos e pobres em público, sabermos que há negras, nordestinas, pobres votando em um energúmeno desses. Imagina se esta negra ainda for lésbica! (este comentário também vale para os homens nordestinos). Com certeza, os que habitam a terra de Cabral não procederiam desta forma.

Está bem próximo o dia de vermos, com tristeza, que o brasileiro – sem generalizar – é um sem noção. Entregar o País a um elemento que sequer tem um plano de governo, além de anunciar que vai armar a população, torturar e matar 30 mil brasileiros, tomar as terras dos índios, acabar com a escola pública, dizimar homossexuais, entre outras aberrações.

Estamos na reta final deste pleito. Apesar disso, ainda há tempo para os brasileiros compreenderem os riscos que correm “presenteando” o cargo de Presidente da República, para um grupo de nazifascistas. “O Coiso” e sua “facção”, só aceitam quem comunga com ele em suas opiniões truculentas. Estimula a violência física e ataca as instituições.

O Cristo que morreu na cruz é um Cristo contrário à tortura, a qualquer tipo de discriminação e/ou preconceitos. É puro amor ao próximo! O Cristão de verdade, abomina todo e qualquer ato de violência. #EleNão.

“Não diga que a vitória está perdida. Tenha fé em Deus, tenha fé na vida.” – Raul Seixas.

 Alberto Peixoto – Escritor

 

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Conservadorismo de Bolsonaro: o último refúgio dos canalhas/ Por Sérgio Jones*

Nunca sabe dar uma resposta aprofundada
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O fascismo tem uma característica muito peculiar, sendo uma das principais delas dar sucessivas demonstrações e declarações de apoio a propostas conservadoras travestida como se o fosse, de interesses das massas e camadas populares do povo brasileiro. Exemplo recente foi apresentado quando o deputado federal Jair Bolsonaro (Capitão do Mato) em seu discurso, de forma aparentemente descontraída, em uma reunião da qual participaram quase 20 diplomatas estrangeiros de alto escalão em Brasília, a plateia foi surpreendida com o candidato do PSL à Presidência da República. Por ser este político portador de ideias fossilizadas, que por diversas vezes defendeu e defende torturadores da ditadura militar, de repente surge com discurso conciliador, totalmente mudado.

Os diplomatas disseram ter ficado perplexos. O bestial e truculento p0lítico de direita se comportou como um ser civilizado, uma pessoa moderada. Muito diferente do que, eles diplomatas, estavam acostumados a presenciar nos noticiários e na tribuna. Consideraram os planos de governo como muito superficial e admitiram ser o candidato em questão, portador de um discurso muito raso. E foram mais enfático ao observarem que ele sempre recorre a assessores. “Nunca sabe dar uma resposta aprofundada. Não me parece que ele saiba o que fará se chegar à presidência”, afirmou outro espectador.

Nau à deriva

Em uma, dentre as várias conclusões, a que chegaram parte desses diplomatas foi que, o candidato Bolsonaro sem saber o rumo a se dar às relações internacionais, em um primeiro momento, o Brasil pode se isolar. Em seu “plano de Governo”, o coiso já deixou claro que vai se afastar de países que considere serem governados por ditadores de esquerda e que investirá mais em acordos bilaterais do que em outros que envolvam blocos econômicos como o Mercosul ou a União Europeia. Ele, de forma tupiniquim, tipo los macaquitos, tenta se espelhar na equivocada gestão do americano Donald Trump. O risco de tal medida implica, alerta os diplomatas, que tais medidas de caráter protecionistas ao mercado brasileiro aumentem.

Para eles, o Brasil não é um player global como os EUA, diante dessa realidade pode sofrer perdas consideráveis de investimentos. “Essa incerteza é o que nos preocupa mais”. Enfatizaram diplomatas estrangeiros, que por motivos óbvios, falaram sob a condição de não terem seus nomes e funções publicados. Foram ouvidos diplomatas que atuam em embaixadas da Europa, América, Ásia e África. Entre eles, grandes parceiros comerciais do Brasil. Todos se reuniram com ao menos 5 dos 13 candidatos à presidência neste ano. Em Brasília é comum esse tipo de reunião entre representantes de governos estrangeiros e políticos brasileiros.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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Sabem do que são feitos os direitos, meus jovens?/Pela Juíza Federal Raquel Domingues do Amaral*

Juíza Federal Drª Raquel Domingues do Amaral
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“Sabem do que são feitos os direitos, meus jovens?

Sentem o seu cheiro?

Os direitos são feitos de suor, de sangue, de carne humana apodrecida nos campos de batalha, queimada em fogueiras!

Quando abro a Constituição no artigo quinto, além dos signos, dos enunciados vertidos em linguagem jurídica, sinto cheiro de sangue velho!

Vejo cabeças rolando de guilhotinas, jovens mutilados, mulheres ardendo nas chamas das fogueiras! Ouço o grito enlouquecido dos empalados.

Deparo-me com crianças famintas, enrijecidas por invernos rigorosos, falecidas às portas das fábricas com os estômagos vazios!

Sufoco-me nas chaminés dos Campos de concentração, expelindo cinzas humanas!

Vejo africanos convulsionando nos porões dos navios negreiros.

Ouço o gemido das mulheres indígenas violentadas.

Os direitos são feitos de fluido vital!

Pra se fazer o direito mais elementar, a liberdade,

gastou-se séculos e milhares de vidas foram tragadas, foram moídas na máquina de se fazer direitos, a revolução!

Tu achavas que os direitos foram feitos pelos janotas que têm assento nos parlamentos e tribunais?

Engana-te! O direito é feito com a carne do povo!

Quando se revoga um direito, desperdiça-se milhares de vidas …

Os governantes que usurpam direitos, como abutres, alimentam-se dos restos mortais de todos aqueles que morreram para se converterem em direitos!

Quando se concretiza um direito, meus jovens, eterniza-se essas milhares vidas!

Quando concretizamos direitos, damos um sentido à tragédia humana e à nossa própria existência!

O direito e a arte são as únicas evidências de que a odisseia terrena teve algum significado!”

*Juíza Federal Raquel Domingues do Amaral

Em 2002 tomou posse como juíza federal no Tribunal Regional Federal do Rio de Janeiro sendo, em 2005, redistribuída para o Tribunal Regional Federal da 3ª Região,em Campo Grande. Desde 2013, é membro da Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais de Mato Grosso do Sul.

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O PT, meus pais e O FASCISMO/ Colaboração: José Manuel Cruz Cebola (Sintra/Portugal)

Elas marcham contra o Fascismo.
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Esse texto é para mostrar como uma série de fatores, encorajados repentinamente por discursos de ódio, são sintomas de um fascismo que chega como um câncer e se instala aos poucos, mesmo que nos lugares mais puros, e onde a gente menos espera.

Tenho 34 anos, sou brasileiro, paulista, natural do litoral de São Paulo.

Sou de família de classe média alta, cresci num apartamento em frente à praia e sempre frequentei as melhores escolas. Estudei inglês, alemão, italiano, espanhol e japonês. Fiz cursos de informática, intercâmbio nos EUA, na Europa e ainda cursei faculdade particular em São Paulo.

Meus pais, as duas melhores pessoas que conheço, também me transmitiram ótimos valores desde criança. Aprendi a ter compaixão, a ajudar ao próximo, a ser honesto, íntegro, transparente, a tratar todos de forma igual, independentemente de classe social, cor da pele, nacionalidade ou religião.

Meu pai começou de baixo, como entregador em uma multinacional aos 13 anos, onde fez carreira e pôde aposentar-se cedo. Minha mãe foi mãe aos 16, mas depois de alguns anos dedicando-se à maternidade finalizou quatro cursos universitários e virou professora de história.

Quem conhece meus pais sabem da índole deles. Sempre ajudando instituições de combate ao câncer juvenil, constantemente doando dinheiro e roupas a crianças carentes, sem contar os auxílios que deram a várias pessoas conhecidas que não tiveram a mesma sorte.

Por exemplo, pagaram cursos e faculdades dos filhos das empregadas domésticas; ajudaram em reforma das casas e tratamentos de saúde de funcionários do prédio onde moram; financiaram os estudos das crianças de rua que dormiam na casa praça do bairro; entre outras coisas.

Amigos, então, eles têm aos montes: ricos, pobres, brancos, negros, asiáticos, paulistas, sulistas, nortistas, nordestinos… Meus pais sempre foram os mais queridos por onde passaram.

Politicamente, a família sempre foi centro-direita. Desde que me entendo por gente, vi meu pai apertar o 45 nas urnas e defender veemente estratégias políticas do PSDB. O PT sempre lhe soou como um adversário incansável, enquanto Lula era figura que trazia repúdio.

Falar de Lula, nos almoços e jantares da família, era deixar o chefe da casa irado. Um de seus principais amigos era um pernambucano petista, que quando sentia ele me cutucar com o cotovelo já sabia que viria, em seguida, um “e o Lula?” em tom de piada.

A sequência era balela: meu pai, rosto vermelho, discursando inflamado sobre “como o PT e sua quadrilha dilaceraram a economia e tomaram de assalto os cofres públicos”, prontamente rebatidos com uma risada em sotaque nordestino, que repetia “mas e a privataria tucana…”. Depois, o final acabava em pizza, cerveja, futebol e risadas.

Ao longo dos anos, a ira do meu pai contra o PT e Lula só foi crescendo, tornando-se, aos poucos, algo incontrolável. A ponto de comemorar a prisão do ex-presidente com fogos e ignorar escândalos de corrupção no PSDB, tão grandes, ou até maiores, que os da esquerda. As coisas mudaram tanto dentro de casa que 2018 foi um ano totalmente diferente.

As discussões de sempre, antes baseadas em privatizações e estatizações, políticas públicas, sociais e econômicas, programas de transferências de rendas e diminuição de impostos, entre outros, ficaram no passado. Saudáveis e bem-vindos diálogos por diferenças políticas não existem mais.

No primeiro turno, meus pais foram 45 mais uma vez. Não deu para o candidato deles, que não pensaram duas vezes na opção do segundo turno. PT JAMAIS! Foi quando eu vi o quanto um discurso de ódio transforma, a ponto de trazer facetas até então desconhecidas, imundas.

Meu pai, aquele mesmo sujeito de coração gigante, que passou a vida ajudando ao próximo, era OUTRO ao ver o PT novamente no segundo turno no último domingo, enquanto acompanhava as notícias pela televisão. O velhinho bonzinho deu lugar ao vigilante fascista, ser superior da ala rica do país.

“Deviam separar o Nordeste do Brasil! São Paulo seria um país de primeiro mundo!”.

“Por mim, separava hoje desses nordestinos, que só vêm para cá atrás de emprego!”.

Minha mãe, a professora que sempre é escolhida paraninfa dos alunos, mulher querida por todos, carismática, só sorrisos, cheia de amigos, abastecia ao fundo como um isqueiro no caldeirão de gasolina que são as novas ideias do marido.

“Isso mesmo, amor! Chega dessa roubalheira do PT! O Lula quer governar da cadeia! Esses bandidos precisam morrer”.

“O Bolsonaro falou aquelas coisas brincando sobre os negros e as mulheres! Ele vai acabar com a corrupção! O que importa é tirarmos o PT do poder, o Lula nos colocou no buraco!”.

Encorajado pela esposa, meu pai só inflamou o próprio discurso:

“Não tem que ter mesmo livros ensinando homossexualidade às nossas crianças nas escolas, isso é um absurdo! Onde já se viu, criança gay!”.

“O regime militar não torturou ninguém, nunca passei por nada disso! E quem passou, mereceu, como a Dilma e aqueles guerrilheiros!”.

E só piorou:

“Outro dia, quase bati mesmo em uma mulher que mora aqui na rua, você não sabe como ela agiu! Às vezes, mesmo que seja mulher, merece apanhar!”

E assim foi o último domingo naquela casa onde antes as diferenças passavam longe… Domingo de ÓDIO.

Ali, caiu minha ficha: o ódio pelo PT é TANTO, que meus pais não querem saber se é misógino, racista, adepto de tortura, com tendências ao militarismo, contra a liberdade de expressão e imprensa, ameaçando aquilo que temos de mais importante, a nossa democracia, as nossas liberdades individuais de poder apenas DISCORDAR.

O ódio chega a ser tão grande, que transforma.

O ódio faz pessoas boas virarem ruins, ao ponto de um senhor conhecido por sua boa índole justificar, cheio de razão, uma eventual agressão a uma mulher, ou em separar o Brasil em dois, danem-se os tantos amigos nordestinos que fez pela vida – incluindo até os próprios pais, no caso, meus avós.

Essa é a diferença dessa eleição para todas as outras que já vivemos no Brasil, e que as pessoas, cegas pela raiva, não estão vendo. Não é mais uma disputa política, e sim uma guerra, onde o único combustível é o ódio. Que é tanto, que esquecemos que ódio é um sentimento passageiro.

Mãe, pai, de coração, sei que vocês não são essas pessoas asquerosas que deram as caras nesse último domingo. Do fundo da alma, não acho que vocês sejam fascistas. Só estão consumidos por essa onda de ódio que atingiu a todos neste país.

Da minha parte, mãe e pai, entendam: se a vida me der CEM eleições, e as CEM forem contra um candidato racista, misógino, homofóbico e opressor, em CEM eu votarei pela DEMOCRACIA, pelo ESTADO DE DIREITO, pelas LIBERDADES INDIVIDUAIS. Mesmo que nas CEM meu voto seja ao PT. Mesmo que, neste momento, a democracia represente um candidato de um partido marcado por corrupção.

Sabem por quê?

Por causa de vocês!

Mãe, pai, por conta de vocês eu cresci em uma casa cheia de AMOR, com ensinamentos de AMIZADE e COMPAIXÃO. Aprendi, com vocês, que todos são IGUAIS, independentemente de raça, religião ou classe social. Por conta desses VALORES, jamais poderei votar em alguém que é contra a VIDA HUMANA em todas as suas formas.

Da minha parte, tenham a certeza que POR TODA A VIDA vou agir em prol desses valores que vocês me ensinaram. Também aprendi com vocês ao longo dos anos que POLÍTICA a gente DISCORDA, DISCUTE e depois come uma pizza, toma cerveja e toca o barco.

Claro, devo lembrar aqui que vocês também me ensinaram valores como HONESTIDADE. Mas, mãe e pai, da minha parte, JAMAIS vou me corromper, vocês sabem, e me manterei fiel à minha integridade. E posso garantir que, em um país de corrupção enraizada na população, para sempre irei DENUNCIAR e COMBATER esse mal, um a um, todos os dias.

Desta vez, infelizmente, NÃO VAI DAR para ser pelo voto. Outro mal maior se aproveitou da situação e apareceu, e este deve ser impedido antes que seja TARDE DEMAIS. É escolher um mal menor ante um mal IRREVERSÍVEL.

Mãe e pai, eu lhes garanto que:

Racismo…?

Misoginia…?

Ignorância…?

Tortura…?

Opressão…?

Enfim, o fascismo em todas as suas formas…?

Tudo isso é absolutamente CONTRA todos os VALORES que vocês me ensinaram.

O FASCISMO, quando ele finalmente dá as caras, CORROMPE todos aqueles que a gente ama. E não falo aqui de corrupção pelo dinheiro, e sim DA ALMA.

Mãe e pai, contra isso, só nos resta RESISTIR e LUTAR.

E não confundam COMBATE com LUTA.

Combate tem hora para acabar…

Já a LUTA é para uma VIDA INTEIRA.

Pela democracia e pelos valores que vocês me ensinaram, SEMPRE.

Mesmo que, desta vez, eu precise enfrentar vocês no campo de batalha…

#EleNunca

*AUTOR DESCONHECIDO

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Mostra Internacional de Artes Urbanas – MIAU/Por Gato Preto Produções

A Gato Preto Produções e a UBESC – União Baiana de Escritores realiza no próximo dia 25/10 (quinta-feira), a partir das 19 horas, na escadaria da Igreja do Passo (Centro Histórico de Salvador/BAHIA-Brasil) mais uma Edição da Mostra Internacional de Artes Urbanas – MIAU onde se fará acontecer Cultura, n’uma ação envolvendo vários artistas, será uma grande confraternização entre amantes das grandes manifestações artísticas e culturais de vários lugares do planeta. Artes plásticas, circo, dança, fotografia, gastronomia, Literatura, moda, musica, poesia, teatro e muito mais para fazer parte dessa grande mostra transparentemente urbana.

Esse grande miado trará dentre outras atrações o “Sarau do Miau” com as poesias de Jocélia Vândala, Maktub Farias, Rafael Pulgas, Roberto Leal, Taissa Cazumbá, Tiago Gato Preto e Valdeck Almeida de Jesus, atração musical com a Banda Tarja Preta e Rafael MC; teremos ainda a moda com alternativa de muitas cores do rastaman Day Tribal; exposição de artesanatos e artigos diversos em arte; vários Malabaristas do Chile e Uruguai. No “Bate Papo Literário” na mesa de livros, teremos a presença do escritor Carlos Souza.

O evento tem o apoio da revista Òmnira e do Movimento Literário Kutanga/Angola. “O projeto passa a acontecer uma vez por mês entrando definitivamente na Agenda Cultural da cidade e mantendo viva a ocupação do Espaço cultural com os fazedores de artes de rua”, disse Roberto Leal presidente da UBESC – União Baiana de Escritores.

Gato Preto Produções e a UBESC – União Baiana de Escritores

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O brasileiro não entendeu ainda a Lei Áurea/Por Alberto Peixoto

Inclusão social é oferecer oportunidades iguais de acesso a bens e serviços a todos.
FOTO: Apeixoto

A Lei Áurea, assinada no dia 13 de maio de 1888 pela Princesa Isabel nas atribuições de regente do império do Brasil, libertou os negros, mas não trouxe a igualdade na sociedade brasileira. O negro permanece marginalizado pela sociedade por falta de acesso à educação formal e pelo racismo que sempre predominou no Brasil.

Infelizmente até hoje este pensamento desumano – ou atitude cruel – continua sustentado, principalmente pela classe média e até entre os que propõem dirigir a nação.

Lamentavelmente ouvimos hoje o candidato Jair Bolsonaro, também conhecido como “O Coiso”, se referir aos negros como animais que tem seu peso medido em arrobas, como bois ou qualquer outro animal; não servem nem para procriar e são preguiçosos.

O negro, principalmente nordestino, segundo o mesmo candidato, é um miserável que se prende pela barriga e que devem comer capim. Quem votar neste fascista, está negando sua raça, tem falta de amor próprio, baixa autoestima e incapacidade de raciocinar.

O Estado brasileiro sempre foi escravagista, transformando-se sempre por velhos conceitos republicanos excludentes em todo tempo. Determina que, não só os negros, mas os de baixa renda sejam excluídos, colocando-os sempre à margem da sociedade.

Em pleno século XXI, ainda acontece isto!
FOTO: Apeixoto

130 anos após o fim da escravidão, os negros no Brasil seguem excluídos, seja na chance de conseguir um emprego, na remuneração por um trabalho igual executado por seu colega branco, ou na possibilidade de ter acesso a uma Universidade, entre tantos outros exemplos.

Pode-se concluir que a Lei Áurea pois fim na “escravidão”, mas os negros continuam discriminados e excluídos das oportunidades oferecidas pela atual sociedade parva brasileira. Imaginem se o candidato fascista for eleito Presidente do Brasil!

É impossível alguém em sã consciência, aceitar que um nazifascista com pensamentos racistas, venha governar uma nação cuja população é fruto de uma grande miscigenação. #EleNão.

Inclusão social e uma discussão introdutória sobre esse tema importante para a sociedade.
FOTO: Apeixoto

Alberto Peixoto – Escritor

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ELENÃO / Por Sérgio Jones*

ELENÃO
FOTO: Catraca Livre

Diante da grave ameaça que representa a candidatura do bestial e indigitado ser denominado como “o coiso”, organizações e coletivos de mulheres, pretendem mais uma vez, saírem às ruas para protestarem e mostrarem os seus descontentamentos com o candidato de extrema direita Jair Bolsonaro (PSL). O evento cívico está programado para acontecer no próximo sábado (20).

Durante a manifestação será destacado o apoio que o bestial ser está utilizando como bandeira de campanha: apoio explícito a ditadura militar, violação dos direitos humanos, direitos das minorias e a ocorrência comprovada de torturas. Além vociferar de forma despudorada com a quebra da normalidade democrática. As suas patéticas propostas apontam para um modelo de projeto político que pretendem dar continuidade e aprofundamento dos ataques aos direitos políticos e sociais do povo brasileiro.

Com esta atitude, as mulheres demonstraram o seu descontentamento contra a candidatura da Besta, a convocatória destaca que Fernando Haddad (PT) “representa uma Frente Ampla pela democracia, com os apoios dos partidos (PDT, PSB e PSOL) e também de um conjunto de lideranças, artistas, movimento social e cívico que têm como princípio salvaguardar o frágil tecido que reveste a democracia brasileira.

As representantes do movimento feministas destacam que elas são uma das principais barreiras para que o candidato vença as eleições presidenciais. E agora que ele está em campanha e percebeu a importância do voto feminino, busca esconder o seu projeto violento e discriminatório, e suas conhecidas posições machistas, racistas e homofóbicas.

Elas garantem que não estão esquecidas que ele votou contra os direitos das trabalhadoras domésticas, que pretende armar a população, que incita a violência, sendo um agravante ainda maior, quer retroceder a um regime autoritário, ditatorial e militar. O que o coloca como uma ameaça à saúde da nação e por extensão, de todo o povo brasileiro. Importante observar que o movimento é suprapartidário e foi convocado sobretudo, por meio das redes sociais, com a hashtag #EleNÃO, além de contar com o apoio irrestrito de artistas do mundo inteiro, entre eles, da cantora pop Madonna.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

 

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Bolsonaro impostor astuto arquitetado pela burguesia nacional em parceria com interesses estrangeiros/ Por Sérgio Jones*

O capitão do mato Jair Bolsonaro surge no Brasil de forma intempestiva
FOTO: Arquivos Google

dando a entender ser ele um homem que pode restaurar a ordem em um país que, segundo argumenta os pensadores e representantes de uma burguesia atávica que vive atrelada às forças do obscurantismo que nos cerca, ao que parece foi destruído pela corrupção e a demagogia instaurada pelos governos do PT e cujas sequelas são diversas: insegurança pública, a criminalidade, o narcotráfico, os subornos, a revolta das minorias sexuais, a tolerância diante da homossexualidade e a degradação do papel da mulher, extraída de seus papeis tradicionais.

Outro fator que contribuiu para alimentar um cenário tão derrotista se deve ao escândalo da Lava Jato e o desastroso e criminoso governo de Michel Temer. Ambas as lamentáveis situações contribuíram diretamente para estabelecer uma sensação negativa. Fornecendo o caldo necessário para a insurgência das forças conservadoras e do atraso a insurgirem do lodo da história como arautos e salvadores da pátria.

Capaz de infringir todas as normas políticas o inescrupuloso e despudorado Jair Bolsonaro, se eleito, deverá promover tarefas dos legados político contestatório. E será nessa aridez histórica mesclada de pânico e ódio que o fará explodir em apoio de quem quer que seja percebido com as credenciais necessárias para restaurar a ordem subvertida.

Mas como prega o adágio popular, desgraça pouca é bobagem. O capitão do mato escolheu como companheiro de chapa Antônio Hamilton Mourão, um general de pijama. Ambas as Bestas são a reencarnação da ditadura militar de 1964, que pretendem ascender ao governo não pela truculência das armas, mas, pela vontade de uma população contaminada. Ao que tudo indica esta população deverá referendar os seus votos aos senhores da Casa Grande, ou seja, aos seus verdugos.

Como muito bem citou o doutor em Ciências Política pela Havard University e professor de Filosofia Política da Universidade de Buenos Ayres, Atílio Baron, em excelente artigo, ele levanta a hipótese que procura entender o sucesso de Bolsonaro (PSL). Ao citar, com muita propriedade, o que observa o italiano Antônio Gramsci em um dos seus celebres cadernos, em situações de “crises orgânicas: “… ser este um fenômeno orgânico e normal, ainda quando seu ritmo seja rapidíssimo e quase fulminante por comparação aos tempos tranquilos do passado: isso representa a fusão de todo um grupo social (as classes dominantes) sob uma única direção concebida como a única capaz de resolver um problema dominante existencial e barrar um perigo mortal”.

“Isso é o que corre atualmente no Brasil uma vez que suas classes dominantes comprovam a obsolescência de suas forças políticas e lideranças tradicionais, a bancarrota de Fernando Henrique Cardoso, Michel Temer, Aécio Neves, José Serra, José Sarney, Geraldo Alckmin e companhia, o que as levou à busca desesperada do providencial messias exigido para restaurar a ordem desequilibrada pela demagogia petista e a insubmissão das massas e que, por sua vez, vai lhes permitir ganhar tempo para se reorganizar politicamente e criar uma liderança política mais ao tom de suas necessidades sem o risco de imprevisibilidade inerente a Bolsonaro,” reconhece Baron.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com.br)

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Brasil à beira do abismo: Bolsonaro eleito estaremos dando um passo à frente/ Por Sérgio Jones *

O Brasil encontra-se à beira do abismo
FOTO: Arquivos Google

O Brasil encontra-se à beira do abismo, caso haja ascensão do “coiso” à presidência, estaremos dando um passo à frente. Nos projetando no vácuo político de um aventureiro que é tido e havido como “salvador da pátria” Triste da nação e de um povo que acredite e precise lançar mão de tal recurso.

A definição muito próxima ao significado do “salvador da pátria” é do elemento ou indivíduo que se considera providencial, capaz de tudo resolver. Conceito este que não deixa de ser uma grande falácia. Sozinho não somos capazes de nada fazer ou realizar. Por princípio e definição, o homem é um ser gregário que interage e vive em coletividade.

O capitalismo para poder reinar é preciso dividir, transformar o homem em um ser individual, profundamente egoísta e competitivo. O que coloca o sistema na contramão da história. Este impasse é que conduz a humanidade a viver em constantes conflitos e guerras.

O capitalismo é autofágico e para manter-se obedece um ciclo perverso em que precisa construir para em seguida destruir. Muito semelhante ao mito grego de que podemos denominar como a maldição de Sísifo em que era obrigado a exercer um trabalho rotineiro e cansativo, fadado ao fracasso.

Ele tinha que rolar uma grande pedra de mármore, com suas mãos, até o cume da montanha, sendo que toda vez que ele estava quase alcançando o topo, a pedra rolava novamente montanha abaixo até o ponto de partida. A moral da história é que nunca se termina o que se começa devido a sua repetição que acaba conduzindo a todos em uma brutal frustração. É a partir desta premissa que são gerados elementos bestiais, da estirpe do “Capitão do Mato” Jair Bolsonaro.

Para que figuras como ele prospere é necessário contar com forças conservadoras que se contrapõem aos interesses da classe dos trabalhadores e de segmentos mais pobres da população. Podemos citar como exemplo a “bancada do boi” que atua no Congresso, formada pelo impressionante número de aproximadamente 300 parlamentares, entre deputados federais e senadores.

Na sequência surge a famosa, e não menos perniciosa, “bancada da bala” – composta por policiais, ex-militares como Bolsonaro e empresários. Todos empenhados na revogação da legislação do desarmamento e a matança indiscriminada de pobres e negros, concentrados nas periferias dos grandes centros urbanos do país.

Por fim, fechando o trio dos horrores a “bancada da Bíblia”. Que tem como seus expoentes, lideres de denominações religiosas extremamente conservadoras, que reproduzem para milhões de seguidores a pregação moralista e hipócrita de Jair Bolsonaro. Em meio aos sermões movimentam diariamente milhões de reais, em espécie, absolutamente livres de fiscalização oficial. Em especial, esta bancada da Bíblia está deixando o Brasil do jeito que o diabo gosta.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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O ovo da serpente: membranas finas distinguem o réptil Bolsonaro em formação/ Por Sérgio Jones*

De acordo com pesquisa que aponta a súbita ascensão do Bolsonaro devido as orquestradas e urdidas ações promovidas pela direita e extrema direita, com o apoio inconteste do Partido da Imprensa Golpista (PIG), no país. Nesse caldo de cultura, o que poderia cair melhor do que um mensageiro do

Mensageiro do ódio!
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ódio, do ressentimento, da violência de baixos instintos?

Este filme todos nós já vimos, para o horror da humanidade, que no passado mais recente da história foi surpreendida com o crescimento do nazi-fascismo na Europa. Deixando como rescaldo, a implantação dos sucessivos títeres, na América Latina, na década de 1960. O surgimento de todo este horror foi orquestrado sob a batuta do grande Avatar, os Estados Unidos.

Como alguém já citou, com muita propriedade, Bolsonaro voa como um pato no céu dessa distopia. Em que um facínora diz que vai acabar com o banditismo no país, quando ele é uma espécie não muito rara desta realidade. Nunca é demais lembrar que esta Besta Humana já foi eleita sete vezes, de forma sucessiva, no Rio de Janeiro. Estado da federação, considerado como um dos mais devastados pelo banditismo. Que fez ele, ao longo de quase 28 anos, para mudar esta realidade?

Pelo deslocamento da carruagem, o que ele fará para modificar o Brasil para “melhor” será o mesmo que ele fez em relação ao Rio de Janeiro, nada. Mais uma vez a direita truculenta vai tentar se beneficiar devido ao elevado índice da falta de politização de nosso povo. Vítima de sucessivos modelos políticos que sempre preteriram o direito das massas. Para atender os “direitos” de um reduzido e ínfimo interesses de uma classe despótica que a exemplo dos parasitas e vampiros, vivem a drenar o sangue, coração e mentes desta grande massa de indigentes sociais que volta a tomar conta do Brasil.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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