Aumento da violência no Brasil é fortalecido por setores conservadores e ligados ao agronegócio /Por Sérgio Jones *

Só no período de 2017 já foram identificados 58 homicídios

Cresce de forma geométrica a violência no Brasil, tendo como um dos principais fomentadores a questão econômica praticada por grupos conservadores e pertencentes ao agronegócio que lutam pela concentração de capital e pela disputa de terra.

Segundo dados colhidos pelo Comitê Brasileiro de Defensores e Defensoras de Direitos Humanos, só no período de 2017 já foram identificados 58 homicídios contra militantes de Direitos Humanos no Brasil. Sendo que 80% desses casos foram registrados na Amazônia Legal, todos eles, relacionados à disputa por terra.

Geralmente, estes casos tem um pico elevado durante períodos de instabilidade política, a exemplo dos dias atuais, em que vantagens e concessões criminosas são alargadas ao agronegócio. Tal comportamento foi agravado no pós-impeachment, ou melhor, durante este  desgoverno golpista.

O projeto de estrangeirização de terras também tem sido um dos fortes componentes associado à legimitização da grilagem, agora até 2.500 hectares, alcançaram as prioridades do Congresso Nacional. Esta movimentação legislativa está de acordo com as diretrizes do Banco Mundial para o desenvolvimento do país que indicam, por exemplo, a flexibilização da legislação ambiental e fundiária, influenciando o legislativo, o executivo, e também, o poder judiciário.

O que fica evidenciado é que o discurso desenvolvimentista se espraia nas votações de projetos de lei, na reorganização das diretrizes orçamentárias, e nas decisões judiciais, que possibilitam a atuação arbitrária e violenta para preparar o terreno e viabilizar a instalação e funcionamento de empreendimentos, sejam campos de soja, lavras de minérios ou barragens. Enquanto prosseguem os massacres e chacinas na Amazônia legal, contra trabalhadores rurais como em Colniza (MT) e Pau D’arco (PA), e vitimando indígenas, tal como em Viana (MA), ocorridos em 2017, se localizam em áreas de grande interesse para expansão de iniciativas do capital. A chamada fronteira do desenvolvimento para abertura da infraestrutura e logística da cadeia de comércio de commodities.

Estes casos elencados continuarão impunes uma vez que as investigações  pressionadas e manipuladas, dificilmente alcançarão os mandantes, tampouco identificam os interesses das corporações, e por fim, restam por montar um cenário que dissocia os crimes do contexto político e econômico. Deixando claro que a impunidade cometida, pelo atual arremedo de governo, favorece a prática da violência nos mais diversos segmentos deste modelo de sociedade que nos é imposta de cima para baixo.

Sérgio Jones, jornalista

(sergiojones@live.com)

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O trânsito de Feira de Santana, a terra dos quebra-molas

A bagunça se instalou na Rua Marechal Deodoro

Nas grandes cidades do Brasil o trânsito é sempre um dos calcanhares de Aquiles. Aliado ao trânsito vem a falta de locais para estacionar os veículos   e isto incomoda a vida dos cidadãos, trazendo um desconforto para os que querem tratar de negócios, ou até mesmo para fazer aquilo que lhe dá mais satisfação, como: aproveitar para tomar um café, ir a um restaurante, usufruir das escassas ofertas de atividades culturais oferecidas na cidade, entre outras laborações.

Esta situação caótica também retrata a nossa querida Feira de Santana, vista pelos seus habitantes. O Trânsito é um dos principais fatores das insatisfações de quem mora na Princesa do Sertão. A falta de estacionamentos e a mudança de parte do Centro de Abastecimento para as vias públicas do centro da cidade, principalmente na Av Senhor dos Passos, Praça Bernardino Bahia (Praça dos Lambe- Lambes), Rua Marechal Deodoro entre outras, ampliou o nível de desprazimento da população.

Estes são atualmente, os três pontos que possuem uma apreciação maioritariamente negativa. Porém, o pódio ainda pertence à desorganização no trânsito, que em certas localizações é patrocinado pelos famigerados quebra-molas e pelos viadutos meia-boca, ou seja: viadutos com só uma pista em cada sentido de direção. Esta situação confusa ocorre nas diversas artérias e elevados da cidade.

Pode-se dar como um exemplo da bagunça no trânsito, em horários de “pico”, o tráfego na Avenida Maria Quitéria com destino a Avenida Fraga Maia.

Neste percurso a tendência do transito é de se afunilar na subida do viaduto Wilson da Costa Falcão, que liga a Avenida Maria Quitéria à Avenida Fraga Maia, causando um grande congestionamento tanto na subida, como na saída do elevado. Isto porque, além do viaduto só ter uma mão de direção em cada sentido, logo após o mesmo, há um quebra-molas e em seguida um radar (fiscalização eletrônica) regulado para controlar a velocidade máxima em 50 quilômetros.

Com certeza temos o motivo deste transtorno nesta localidade definida. Ou seja: além de um “meio viaduto” (quem autorizou a construção destes viadutos não tem visão de futuro, pois Feira de Santana é uma das cidades que mais cresce no País), dispomos de um quebra-molas que para ultrapassá-lo, a maioria dos veículos precisam reduzir a velocidade ao ponto de quase parar em meio a artéria; e possuímos em seguida um radar controlando a velocidade em 50 quilômetros, que para ser obedecido, os veículos geralmente reduzem bem mais. Em torno de 30 quilômetros.

Enfim, o quebra-molas está mal localizado e o radar, que vem logo em seguida, está regulado para um valor (50Km).

Artérias como as Avenidas Maria Quitéria, Fraga Maia, Getúlio Vargas, Presidente Dutra entre tantas outras de igual importância e com um fluxo de trânsito intenso, não cabem mais a permanência destes famigerados quebra-molas que além de prejudicar o trânsito, não trazem retorno para os cofres públicos.

Vivemos em um mundo moderno, mas quem reside em Feira de Santana não tem tanta convicção disso. Vias como as supracitadas devem ter o trânsito controlado através de radares, regulados para 60 km (em todas as artérias), que se pagam e trazem receitas para o “erário”.

Vamos pedir a “DEUS”, caso ele queira ser eleito para o senado, que resolva, não só a questão do trânsito, assim como o retorno dos feirantes para o Centro de Abastecimento.

Alberto Peixoto – Escritor

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SUS que garante acesso integral, universal e igualitário ao brasileiro é alvo de desmonte articulado pelas operadoras de planos de saúde privado / Por Sérgio Jones*

O SUS é considerado um dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo

No próximo dia 30 de novembro estará se comemorando os 30 anos de existência e implantação do Sistema Único de Saúde (SUS). Na Bahia o evento comemorativo está agendado para acontecer no auditório jornalista Jorge Calmon na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), a partir das 15:00h. A abertura dos debates, a serem proferidos, ficará por conta do ex-Ministro da Saúde, José Gomes Temporão e terá como tema A Trajetória do Sistema Único de Saúde no Brasil.

Como podemos verificar, ao longo de toda a nossa trajetória histórica e política, a saúde no Brasil é privatista. Por isso mesmo, estes grupos vêm promovendo sistematicamente, e de forma criminosa, o desmonte de uma das conquistas mais importantes do povo brasileiro. Principalmente para aqueles segmentos considerados menos privilegiados de nossa excludente e perversa sociedade. Sociedade esta, que se encontra sob a égide de uma casta de cleptocratas ineptos e que tem como “virtude” subtrair as conquistas, recursos, e os justos e inalienáveis direitos conquistados, a duras penas, pela classe obreira de nosso país.

Estas tentativas sucessivas de desmonte do SUS tem constantemente ocupado as manchetes da grande imprensa nacional em que coloca em destaque a ação deletéria de considerável parte de funcionários, que em alguns momentos, se juntam e chegam a formarem grupos e até mesmo verdadeiras quadrilhas em conluio com representantes do setor privado, tendo como finalidade promoverem e perpetrarem todo o tipo de falcatruas contra o sistema.

Tal ação nefasta tem como meta a depauperação do sistema, e por extensão, atender aos abomináveis interesses de grupos capitalistas que têm como objetivo obter lucros e dividendos, cada vez mais substanciosos, junto àqueles que podem bancar os altos custos cobrados por estes setores, deixando na mais completa indigência social considerável massa humana que não conta com recursos suficiente para dispor de um atendimento digno que possa aplacar o seu sofrimento.

O SUS, inicialmente, foi concebido durante o processo de democratização do país após a ditadura militar, justamente em resposta a um modelo de saúde privativo e excludente, porque era baseado na compra de serviços privados pelo Estado e no vínculo previdenciário. Atualmente é considerado um dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo, segundo informações fornecidas pelo Conselho Nacional de Saúde.

Também é descrito pelo Ministério da Saúde, na cartilha Entendendo o SUS, como um sistema ímpar no mundo, que garante acesso integral, universal e igualitário à população brasileira, desde o simples atendimento ambulatorial aos transplantes de órgãos. Ele foi instituído pela Constituição Federal de 1988, em seu artigo 196, como forma de efetivar o mandamento constitucional do direito à saúde como um “direito de todos” e “ dever do Estado”. Está regulado pela Lei n° 8.080/1990. A qual operacionaliza o atendimento público da saúde.

Sérgio Jones, jornalista

(sergiojones@live.com)

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Será que o povo brasileiro quer perdoar os golpistas?

O ex-presidente Lula em caravana pelo Brasil

Quem perdoar uma ou mais pessoas que cometeram uma traição, se beneficia consideravelmente. Quando você perdoa outras pessoas ou até a você mesmo, ao efetivar este perdão você liberta-se de um passado frustrante.

Porém, este perdão não deve ser aplicado a atual situação do Brasil. O ex-presidente Lula disse em uma frase infeliz, que ele perdoa os golpistas. Mas será que o povo brasileiro, que está sofrendo na pele as perdas de direitos trabalhistas historicamente adquiridos, protegidos pela Constituição Federal, perdoa? As perdas das nossas principais riquezas como o Pré-Sal, entre outros patrimônios de igual importância, devem ser perdoadas?

Em um artigo publicado para o site https://www.brasil247.com, o cientista Luiz Felipe Miguel diz que Lula dá uma boa “escorregada” quando pronuncia a frase – em relação aos golpistas e coxinhas-zona-sul – EU PERDOO. Falou como um namorado traído, como um padre no confessionário. Com isso, despolitizou de vez o assunto. Fez parecer que o que está em jogo são relações interpessoais – sacanearam a Dilma, não é mesmo?e não interesses em conflito.” Afirma Luiz Felipe Miguel.

Não será possível aliar-se a eles novamente. Lembrem-se da revolta dos coxinhas-zona-sul; do pato da FIESP, na campanha pelo impeachment e dos mais de 54 milhões de votos que representavam a vontade do povo brasileiro, que foram criminosamente usurpados. Estes votos simbolizavam os anseios do eleitor, que foi às urnas por um Brasil cada vez melhor.

A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffman (PR), soltou nota tentando retificar o pronunciamento infeliz de Lula, dizendo: “Lula dirigiu-se à parcela da sociedade que apoiou o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff e hoje percebe que foi enganada”.

Até acredito nesta versão da senadora, mas a segunda coisa mais importante em um relacionamento é saber perdoar, pois a primeira ainda é saber castigar (colocar todos eles na cadeia)! O perdão não vai trazer de volta o Pré-Sal, nem os direitos trabalhistas usurpados por esta quadrilha de vagabundos travestidos de políticos – patrocinados pelos Estados Unidos da América – nem retificar o desmonte do nosso patrimônio.

Alberto Peixoto – Escritor

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Brasil: o País dos quadrilheiros

A quadrilha do Planalto Central

Foi aprovada no dia 13 de dezembro de 2016, pelo presidente quadrilheiro Michel Temer, a PEC do Teto, que tem como finalidade congelar gastos do governo por 20 anos. Este mecanismo absurdo de congelamento está afetando não só investimentos na saúde e educação – um freio nestes investimentos que stão previstos na Constituição – como também nos diversos programas sociais, na qualidade dos serviços públicos e no reajuste do salário mínimo.

O Plano Nacional de Educação – PNE – com a meta de universalizar a educação e criar um plano de carreira para os professores da rede pública – uma das categorias mais mal paga do país – está sendo prejudicado com as medidas da quadrilha Temer. Não está sendo possível colocá-lo em prática.

Em contra partida existe também o STF que é composto por onze Ministros, de notável saber jurídico e de “reputação ilibada”. Estes tem como principal atribuição, julgar as ações direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal; na área penal, destaca-se a competência para julgar o Presidente da República, o Vice-Presidente, os membros do Congresso Nacional, seus próprios Ministros e o Procurador-Geral da República (art. 102, inc I, a e b da CF/ 1988.

Mas o cidadão brasileiro não vê nada disso. O que se observa são juízes, principalmente o Gilmar Mendes, soltando bandidos do colarinho branco e protegendo políticos, que talvez pertença ao seu bando. O Supremo Tribunal Federal é órgão de cúpula do poder judiciário e deveria guardar (proteger) a Constituição Federal. Na realidade quem (mal) julga são os quadrilheiros do congresso através de votos comprados

A PEC do Teto proíbe por 20 anos os investimentos em educação, saúde, programas sociais e regula o aumento do salário mínimo, mas não impede a compra de votos em Plenário.

A reforma da Previdência tem como desculpa o rombo que lá existe. Segundo relatório dos Auditores da Receita Federal a Previdência é superavitária. Não existe o rombo anunciado e os principais devedores são empresas vinculadas a deputados e senadores.

Mesmo assim, fica a pergunta: com tanta dificuldade financeira, onde o quadrilheiro Temer arranjou mais de R$ 32 bilhões para comprar o arquivamento da segunda denúncia contra ele, votada no Plenário da Câmara? Só pode ser mágica!

Na realidade não existe só uma quadrilha governando o País. Existem diversas quadrilhas, ou seja: a quadrilha do Temer, a do Aécio, a do Cunha, a do Gilmar e tantas outras quadrilheiras vinculadas aos chefes do colarinho branco que juntas, formam o quadrilhão que governa o Brasil.

E o povo brasileiro, gigante pela própria natureza (natureza morta), ou continua sentado no trono de um apartamento, com a boca escancarada, cheia de dentes (cariados) e esperando a morte chegar, ou está sentado no banco da praça vendo a banda passar – com certeza tocando uma marcha fúnebre.

Alberto Peixoto – Escritor

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Ministra Valois e seu dualismo entre dois princípios opostos/ Por Sérgio Jones*

Luislinda Valois, a Iansã de toga

Após dar uma de, como se costuma dizer no popular, João sem braço e devido à forte reação popular a ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois, desistiu nesta quinta-feira (2) da petição que fez ao governo federal para, de forma cabotina, acumular salários de ministra e desembargadora aposentada, chegando a R$ 61,4 mil. Ela usou como argumento, bastante discutível, que ficar limitada ao teto constitucional do serviço público de R$ 33,7 mil, se assemelhava ao “trabalho escravo”. Será que nesta atitude não está implícito o fato por ser ela, mulher e negra, uma tentativa de se  prevalecer desta ambivalência tendo como objetivo obter vantagens particulares, ao  fazer tal alusão?

O que se questiona não é fato da ministra perceber um salário que é mais do que compatível com a função que ela exerce, e sim a esperteza tupiniquim em que tem como máxima que o melhor é sempre levar vantagem. Será que em nenhum momento considerou que tal proposta é um acinte ao povo brasileiro que na sua grande maioria sobrevive com um salário miserável?

Este é mais um dos inúmeros absurdos que já nos acostumamos vivenciar no âmago deste arremedo de governo. “É um direito meu peticionar. Não agredi a ninguém com minha petição”. Como não, a senhora agrediu, e muito, os milhões de brasileiros que trabalham tanto quanto, ou até mais, que a ministra. E ainda paga o seu salário. ”Fui convidada para trabalhar como ministra. Trabalho de segunda a segunda, mais de 12 horas por dia, e recebo salário de menos de R$ 3 mil como ministra”, disse. A redução no salário de ministra se dá justamente para que o vencimento global não ultrapasse o teto constitucional, já que ela já recebe como desembargadora aposentada.

“O Brasil está sendo justo comigo? Por que não se remunerar o trabalho”? Tal indagação deixa subentendido que para o Brasil ser justo com ela  implica ser injusto com milhões de brasileiros. É este tipo de egoísmo desta plutocracia que está conduzindo a nação para o fundo do poço. Ninguém  pensa no país como um todo. Este segmento político só tem olhos para o próprio umbigo, quanto ao povo isto é apenas detalhes.

O que Valois procura  não é ter uma vida mais digna, como afirmou, e sim de opulência e ganância ao tentar manipular a verdade com a utilização de eufemismo tipo: “Sou a ministra que ganha menos. Este mês vou receber R$ 2.700″, queixou-se, referindo-se ao salário descontado de ministra. O que ela deveria explicar que isso se deve ao fato deste dinheiro se acumular ao que recebe como aposentado o que perfaz cerca de R$ 33,000,00. Para ser digna em suas ações deveria optar pelo seu salário de aposentada ou de ministra. A junção dos dois se torna um acinte a toda sociedade que já não suporta mais as maracutaias e as espertezas perpetradas por esta alcateia de lobos que procura se apresentar ao público como cordeiros.        .

Ao ser questionada se não sabia, antes de aceitar o convite para ser ministra, do teto constitucional, ela desconversou: “É algum pecado se fazer alguma analogia? Acho que não pequei, não errei”. Errou e feio senhora ministra, ao cometer um dos sete pecados capitais, a ganância.

Sérgio Jones, jornalista.

(sergiojones@live.com)

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A parcela de pobres no Brasil, que vinha diminuindo na última década, volta acrescer de forma exponencial/ por Sérgio Jones *

No Brasil os índices de pobreza já ultrapassam mais de 22%

O novo sistema para abalizar o crescimento da pobreza no Brasil passou a ser posto em prática, neste mês, pelo Banco Mundial. O objetivo é delimitar a quantidade de pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza, no Brasil estes índices apontam que mais de 22% já ocupam esta faixa.

Outros dados estarrecedores apresentados, e nada alentadores, apontam índice que se eleva de 8,9 milhões para 45,5 milhões o número de brasileiros considerados pobres, o que corresponde a 1/5 da população.

De acordo com avaliações feitas pelo corpo técnico do setor do Banco Mundial a parcela de pobres no Brasil, que vinha diminuindo ao longo da última década, voltou a subir em 2015.

Os novos parâmetros adicionais foram bem avaliados por economistas.

“Parece positivo considerar linhas de pobreza mais realistas. A de US$ 1,90 subestima a pobreza de países não pobres”, diz Celia Kerstenetzky, professora da UFRJ.

Segundo ela, é “louvável” considerar as múltiplas dimensões de bem-estar para medir a pobreza, e não apenas a renda, um conceito alinhado às ideias defendidas por Amartya Sen, indiano laureado com o Nobel de Economia, cujo trabalho é mencionado pelo Banco Mundial na justificativa para a adoção das novas linhas complementares.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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Temer líder de quadrilha continua hegemônico em um governo de sicários/ Por Sérgio Jones *

Temer manipula verbas para atender seus mesquinhos interesses

Após o plenário da Câmara ter rejeitado a segunda denúncia apresentada contra o presidente Michel Temer pela Procuradoria-Geral da República (PGR), o chefe de quadrilha continua hegemônico em um governo de sicários, isso mesmo, governo de assassinos. Quando manipula verbas para atender seus mesquinhos interesses que vai de encontro aos interesses do povo brasileiro. Desviando recursos que deveriam ser destinados a causas mais nobres como a educação, saúde, segurança e tantos outros setores de fundamental importância para a sociedade e o coletivo. Estão perpetrando um ato criminoso sem precedente e registro, ao longo da história brasileira.

Tal comportamento reflete na falta de novos empregos, pessoas morrendo de inanição, nos hospitais pela falta de médicos e remédios e até mesmo  pela ação da violência que tomou conta do país. Sem se falar que a falta de escolas e um modelo de educação voltado para os jovens conduzem os mesmos à prática de delitos menores e até mesmo a de crimes considerados hediondos.

Diante dessa realidade dantesca, este ‘cover’ de presidente, em total falta de habilidade e respeito pública um vídeo nas redes sociais,  afirmando que o Brasil teve suas “instituições testadas de forma dramática nos últimos meses” e que “no fim, a verdade venceu”. Tal atitude só pode ser encarada como excesso de cinismo e deboche. No vídeo divulgado na tarde desta quinta-feira (26), pelo presidente mais impopular do mundo, ele proferiu a seguinte pérola: “a normalidade do país nunca foi afetada e agora prossegue ainda mais forte”.

“O brinde de hoje, de toda esta pantomima, vai para o mais dos medíocres presidentes registrado nas páginas de nossa história. Sem você nunca iriamos  saber o cominho certo a ser seguido”.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

 

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A Ressurreição de Aécio Neves

Aécio Neves colocou o País economicamente na bancarrota e derrocada financeira jamais vista em sua história

No Evangelho de São João 11:43 – Bíblia Sagrada – Jesus Cristo ressuscitou seu amigo Lázaro que estava morto há 4 dias. Em Brasília também ocorre um  fato parecido. Só que não é o nosso Irmão Maior que está operando o milagre. São os senadores que, para não terem problemas maiores com sua liberdade e carreira política, ressuscitaram o senador Aécio Neves, não permitindo que o mesmo fosse caçado ou afastado do cargo.

Jesus Cristo, com certeza absoluta, ressuscitou o seu amigo Lázaro por motivos bem diferentes dos quais os senadores brasileiros deram como desculpas. O brasileiro, culto ou não, tem conhecimento de que no Senado e na Câmara dos Deputados – sendo complacente – pelo menos 95% dos seus ocupantes são corruptos.

Portanto, nenhum senador da base aliada de Aécio Neves poderia votar contrário aos interesses deste político corrupto e golpista, que colocou o País economicamente na bancarrota e derrocada financeira jamais vista em sua história. Aqueles que assim procedessem, tornariam-se alvos de uma delação; seriam radicalmente prejudicados e provavelmente caçados.

Em Brasília não há milagres. Há, sim, bandidagem das mais inimagináveis e sofisticadas possíveis! Com certeza Jesus Cristo não passou por essas plagas!

Lamentavelmente o povo brasileiro é “gigante pela própria natureza, mas vive dormindo eternamente em berço esplendido”. Não reage a estas “selvagerias políticas” que vem ocorrendo nos últimos anos.

Que Jesus Cristo veja o povo brasileiro como se fossem Lázaros, e tenha piedade de todos.

Alberto Peixoto – Escritor

 

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A falta de consciência política condiciona o trabalhador a pensar com a cabeça do capitalista/ Por Sérgio Jones*

O trabalhador tem que produzir o excedente, isto é, uma riqueza maior que é apropriada pelo empregador

Nunca antes tais conceitos foram tão precisos como nos dias atuais. Os exploradores, independente da época, só procuram os trabalhadores por uma única e precisa razão, para produzir mais do que aquilo que o patrão gasta para mantê-los. O trabalhador tem que produzir o excedente, isto é, uma riqueza maior que é apropriada pelo empregador, caso contrário não seria interessante tê-los como empregados. Foi assim no período escravocrata, durante o feudalismo e continua no sistema capitalista com tamanha selvageria nunca antes registrada nas páginas da história da humanidade.

Estamos a nos reportar a prática que Karl Marx denominou como mais valia o que significa dizer que o empregador, patrão, se apropria do excedente produzido pela classe trabalhadora. Exemplo, você trabalha para mim, produz um total de 20, mas eu só te devolvo 5 por cento do total produzido, eu sempre me apropriarei do excedente em relação àquilo que você recebe de volta.

Verifica-se que a falta de consciência do operário, com relação a este modelo econômico, ocorre devido ao fato de que ele costuma pensar que quando recebe seu salário, o empregador está lhe pagando pelo trabalho que ele faz, na fábrica, na empresa… O que não reflete a verdade dos fatos. Isso não deixa de ser uma cortina de fumaça que fornece uma visão ideológica distorcida. Uma manipulação que é reforçada pela mídia, pelas escolas, pela família, pelas igrejas e pelo senso comum, que induz o trabalhador a acreditar que tal relação com o patrão resulta em uma “troca justa”.  O que se sucede nesta relação é que quanto mais a classe patronal acumula riqueza, o operário acumula pobreza. A conclusão lógica é que o operário recebe, no salário, muito menos do que produziu.

Tal relação nos leva de volta ao problema da sociedade dividida em classes: a classe que produz e a classe de parasita que sobrevive do trabalho alheio. O capitalista compra a força de trabalho para poder explorá-la, o que resulta em toda a fonte de desigualdade existente.  É a partir desta relação desigual que dá origem e se torna fonte e a matriz de toda a violência urbana e rural, e de todas as tensões que atravessa a sociedade moderna. Oque fica explícito neste contexto é que o trabalho não dignifica o homem, mas sim danifica.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

 

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