2019: O início das trevas/Por: Alberto Peixoto

“Capitão” submisso ao “Imperador Trump”.
FOTO: Arquivos Google

O ano de 2019 dará início a um dos piores períodos da história do Brasil. Logo no primeiro dia do ano, tomará posse os vencedores do ultimo pleito, com uma equipe de militares que nunca foram políticos e sem nenhuma experiência em Administração Pública. Com certeza tentarão “comandar” o Brasil, como se fosse um quartel, cujo efetivo não serão soldados, serão escravos!

O Presidente Bolsonaro está transformando o País em um grande quartel, onde ele dita as ordens (será?) segundo o seu parvo entendimento, ou seja: nenhum. Até o momento, já foram anunciados 6 Ministros militares e mais um grupo de corruptos, que completarão a pior equipe de – lacaios – gestores públicos deste país.

A reforma da Previdência abrirá o próximo ano, prenunciando para a classe trabalhadora a perda de direitos historicamente adquiridos, entre tantas outras mazelas impostas ao “Capitão” pelo “Imperador Trump”, como: Pré sal, Petrobrás, Embraer, Amazônia, etc. Passamos de colônia de Portugal, para colônia dos Estados Unidos da América. “Êita predisposição para ser servente!”

Como anunciou o novo Presidente eleito, o trabalhador deve escolher entre ter direitos trabalhistas ou estar empregado. Dito isto, fica decretado o fim da aposentadoria – principalmente para os que estão entrando no mercado de trabalho – fim do décimo terceiro, férias, entre tantos outros direitos.

Com certeza, também o fim do SUS – Sistema Único de Saúde. Ora, quem precisa de assistência médica são os que têm dinheiro para pagar um atendimento particular. O pobre, negro e, principalmente nordestino, que procure um terreiro de candomblé. Se for na Bahia, estará tudo resolvido.

A escola pública chegou ao final. Segundo o Ministro da Educação, pobre não precisa entrar na universidade. “Pra quê”? A maioria não gosta e não quer se graduar em nível superior, conforme diz o Ministro. Só o segundo grau basta e vai trabalhar vagabundo, isto é, se achar emprego, porque o desemprego já é uma realidade. Quem tiver “bufunfa” que financie seus estudos.

A saúde pública, educação e cultura, entre tantos outros benefícios sociais, serão extintos.  Com certeza o contribuinte está louco para saber qual o destino do dinheiro arrecadado com os impostos. Claro que, exceto a parte que sempre vai para os paraísos fiscais. Esta parte todos já sabem.

O aumento de impostos vem a todo galope, o que significa mais verba do contribuinte, que é sempre escorchado, para ser desviado para os paraísos fiscais.

A partir de 1º de janeiro de 2019, o brasileiro vai ter certeza de que o “Alaíde Nigth Club”, cabaré de luxo situado em Feira de Santana, na Bahia, é mais organizado, mais bem administrado e sério do que o Brasil de hoje. Alaíde é muito competente e sabe administrar um “puteiro”!

Alberto Peixoto – Escritor

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Peritos comprovam o que é de conhecimento geral: “Bolsosauro” sofre de desvio de personalidade/ Por Sérgio Jones*

Olhar fixo, semblante idiotizado, movimentos bruscos são características indeléveis que atestam a insanidade
FOTO: gazetadopovo.com.br

Olhar fixo, semblante idiotizado, movimentos bruscos são características indeléveis que atestam a insanidade do “Bolsosauro”. O que qualquer observador com o mínimo de acuidade visual constata. E essa assertiva foi evidenciada com a divulgação de Áudios inéditos do Superior Tribunal Militar (STM), solicitados pelo jornal Estado de S. Paulo, que demonstram o fato ocorrido durante a realização de um julgamento de trinta anos atrás: o do então capitão do Exército Jair Messias Bolsonaro, à época com 33 anos, hoje com 63 e bem cotado presidenciável conservador da extrema-direita.

Consta que entre os períodos de 1987 e 1988, o coiso foi julgado duas vezes sob a acusação de “ter tido conduta irregular e praticado atos que afetam a honra pessoal, o pundonor militar e o decoro da classe”. Na primeira instância, em janeiro de 1988 foi considerado culpado pela unanimidade pelos três julgadores, todos oficiais militares. Na última – o STM, em sessão secreta de 16 de junho de 1988, integralmente gravada – Bolsonaro foi considerado não culpado por 9 a 4.

O que fica evidenciado é que o julgamento do STM foi à última etapa que julgou o caso de rebeldia militar ocorrido durante a presidência de José Sarney – a primeira depois da ditadura – e o desenrolar do segundo ano da Constituinte. Durante este período ocorreu o inesperado, ele foi inocentado, o que colocou em cheque a decisão do general Leônidas Pires Gonçalves, então ministro do Exército de Sarney, que avalizara publicamente a decisão da primeira instância, depois reformada.

Na sequência, um novo laudo elaborado pela Polícia Federal cravou a culpa do acusado: “Não restam dúvidas ao ser afirmado que os manuscritos promanaram do punho gráfico do capitão Jair Messias Bolsonaro”. Mas como este país carece de seriedade, Logo depois, a pedido do conselho, um quarto exame grafotécnico foi realizado pelos peritos do Exército que fizeram o primeiro laudo não acusatório, acrescentou um “complemento” contrário, afirmando que os caracteres “promanaram de um mesmo punho gráfico”. Quatro exames grafotécnicos, portanto, resulta em um patético empate em 2 a 2.

O epílogo de todo este contexto bizarro teve o seu ponto alto em 25 de janeiro, quando o “Bolsosauro” foi finalmente condenado pela unanimidade do conselho com um libelo em que o define ser ele portador de “desvio grave de personalidade e uma deformação profissional”, entre outras acusações como falta de coragem moral para deixar o Exército”. Também foi acusado de ter mentido ao longo de todo o processo. Este é o ‘homem’ que o povo ‘sabiamente’ elegeu para ser o presidente da nação. Eleger um ‘Salvador da Pátria’ vai custar um preço muito alto para o povo brasileiro, principalmente para aqueles que ocupam os segmentos menos favorecidos da sociedade. Vida de gado, povo marcado, povo feliz.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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A análise política da semana/Por: Eduardo Guriev

EDUARDO GURIEV é um cidadão russo democrata e amante da Lusofonia

Ao apresentar meu ponto de vista, apoiarei-me com a opinião de nossos especialistas políticos em vários programas de TV.

A Rússia não tem tempo e meios para interferir nos assuntos da Europa Ocidental e, em geral, não nos importamos se a Inglaterra deixa a União Europeia e sob quais condições não nos importamos. Então apenas só estamos olhar o processo lento e tudo o mundo inteiro já está cansado da brutalidade dos Estados Unidos e de seu desejo de viver às custas do resto do mundo (incluindo os países da União Européia).

Agora, quando Trump diz que não quer mais proteger a Europa da Rússia de graça, e está exigindo dinheiro – a velinha- Europa pensa, mas por que pagar? Melhor criar nosso próprio exército e a Rússia não queira parece nos atacar.

A Rússia hoje está bem armada e é um dos melhores exércitos do mundo. A Rússia foi a primeira a falar sobre a inadequação de um mundo unipolar e, em aliança com a China, fazem um papel importante na redução do apetite dos Estados Unidos. Nossas relações com a China estão muito próximas agora tanto econômica como militarmente, e isso é para muito tempo e isso é compreensível por quê.

A Rússia e a China estão ajudando a Coréia do Norte, estamos fazendo fronteira com ela e não precisamos da aparência de americanos lá. Basicamente, portanto, a Rússia retornou a Crimeia, que, em violação da legislação da URSS, foi transferida para uma das repúblicas (a RSS da Ucrânia) e, consequentemente, após o colapso da URSS, deveria retornar à RSS da Russia.um pouco mais sobre a Criméia e o Donbass. De repente por lá começaram a proibir falar russo e fechar escolas russas (a população é 80% de falantes de russo). Quais foram dissidentes os nazistas começaram a simplesmente matar e queimar como aconteceu em Odessa. Tudo isso é feito pelos descendentes de Bendera, que lutaram ao lado da Alemanha nazista. Tudo acontece com o consentimento tácito do Ocidente. Novamente há procissões com tochas e com mão levanta alta .a história se repete porque já vimos tudo isso.(déja vu).

EDUARDO GURIEV é um cidadão russo democrata e amante da Lusofonia, que já viveu e trabalhou em vários países de língua portuguesa, entre eles Angola. É uma pessoa com elevado sentido crítico, intelectualmente honesta e muito politizada.

Colaboração: José Manuel Cruz Cebola – Crítico

Sintra/Portugal

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Os pobres são as primeiras vítimas do Bolsonaro “bunda suja”/Por Sérgio Jones

Bolsonaro “bunda suja”
FOTO: Jamarion

De acordo com o que aponta dados levantados pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), estes indicam que 1575 municípios são atendidos apenas por médicos cubanos, e que 80% dessas localidades têm até 20 mil habitantes. Vão gerar a desassistência básica de saúde a mais de 28 milhões de pessoas”.

Em nota emitida pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) reconhece que a saída de 8,5 mil médicos vindos de Cuba que atuam na Estratégia Saúde da Família e cuidando da saúde de indígenas. Os profissionais, que atuam em vários municípios, a maioria em áreas mais vulneráveis, como na região norte do país, no semiárido nordestino, em cidades com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), terras indígenas e periferias de grandes centros urbanos. Provocará sérios estragos na saúde do povo brasileiro.

A entidade, ao contrário e a tendência que a situação se desenha no contexto da bizarra realidade brasileira, solicita a expansão do programa Mais Médicos para municípios que ainda não têm atendimento básico de saúde ou enfrentam dificuldades para fixar quadro médico, tema que foi debatido a exaustão em audiências recentes realizadas no Ministério da Saúde.

A nota destaca também que estudo mostra que a área da Saúde sofreu defasagem de 42% nos gastos durante os últimos 10 anos, o que tem gerado uma sobrecarga nas despesas de municípios, que não podem assumir mais gastos. Diante do quadro desolador que se apresenta no setor de saúde, a CNM aposta no diálogo entre as partes para os médicos cubanos permanecerem no país pelo menos até o final deste ano ou, se possível, por tempo maior a ser acordado entre os dois países.

O Ministério da Saúde Pública de Cuba anunciou em nota oficial seu desligamento do programa Mais Médicos mantido pelo governo brasileiro. A ação foi criada em agosto de 2013, durante o governo de Dilma Rousseff (PT) e tem como objetivo ampliar o atendimento nas comunidades mais pobres por meio de parceria com a Opas.

A saída dos profissionais de saúde cubanos do Brasil se deve a pronunciamento feito pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL) conhecido nos meios militares brasileiros como militar “bunda suja”. Designação dada pelo general Geisel e militares de alta patente ao então capitão que não conseguira subir de patente: . “bunda suja” é o mesmo que fez declarações de forma leviana e depreciativas aos médicos, o que resultará na modificação dos termos e condições do programa. Ele questiona a preparação dos profissionais cubanos e condiciona a permanência deles no programa à revalidação do título e como única forma a contratação individual.

A condição do envio dos médicos ao Brasil é que parte da remuneração paga a eles pelo governo brasileiro seja repassada ao governo cubano. Comportamento este, que tem causado “indignação” e servido de argumento, por parte dos reacionários de direita, como uma forma do governo cubano explorar os seus profissionais da área de saúde. Na verdade, o que se esconde por trás destes argumentos falaciosos, é que em Cuba, diferentemente daqui do Brasil, todos os custos na formação destes profissionais são mantidos pelo governo.

Esta parcela cobrada é para ser investida no ensino e preparação de outros universitários, em sua grande maioria oriundos da classe trabalhadora. Em Cuba a medicina é exercida de forma preventiva, não tem fins lucrativo. Enquanto no Brasil é exercida de forma curativa para proporcionar ganhos para laboratórios e os profissionais do que se costuma chamar máfia de brancos. Esta é a diferença que tanto irrita a pretensa e malcheirosa elite brasileira.

Sérgio Jones, jornalista |(sergiojones@live.com)

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Colunista do Estadão é demitida por criticar Bolsonáro/Por: Ruth Manus

Ruth Manus foi demitida, nesta segunda-feira (12), do Estadão, por ter feito coluna criticando o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).
FOTO: Arquivos Google

“Era uma vez uma moça chamada Ruth, que escrevia para um grande jornal brasileiro. Escreveu durante anos, sobre amor, humor e tantas outras coisas sérias e indispensáveis, com liberdade e boas intenções. Impressionou com seus números de audiência e foi premiada três vezes pelo jornal.

Acreditando, ainda, na liberda”de que julgava ter, escreveu no fim de agosto um texto que criticava um candidato à presidência do país. Foi surpreendida com uma ligação do jornal proibindo-a de se manifestar sobre política por prazo indeterminado. Assustou-se, não esperava uma coisa dessas em pleno ano de 2018. Escreveu para o jornal, lembrando-os de que fora contratada para escrever colunas com tema livre e dizendo que essa conduta de censura não fazia sentido para ela, sobretudo pelo fato deles saberem que ela era advogada e professora de Direito.

Como seria possível não falar sobre política? O que não é política? Direito envolve política, minorias envolvem política, feminismo envolve política, sociedade envolve política, relacionamentos envolvem política. Liberdade é pura política- e sua ausência, ainda mais. Disse que não estava disposta a escrever com medo, pisando em ovos e que, caso eles não estivessem dispostos a preservar sua liberdade como colunista, que ficassem à vontade para rescindir o seu contrato.

Algumas semanas depois- ontem, no caso- foi comunicada acerca do seu desligamento.

Saio do Estadão com tranquilidade e com a certeza de que fui absolutamente coerente com aquilo em que acredito. Tenho orgulho da minha trajetória lá dentro, ao longo de quase 5 anos, assim como tenho orgulho da minha saída, sobretudo no momento que o Brasil atraei escrevendo com a mesma alegria, com a mesma coragem e com a mesma fé. Quem quiser seguir me acompanhando, será muito bem vindo na minha página do facebook, no meu instagram, no Observador- jornal português no qual escrevo desde 2016 com total respeito e livessa. Agradeço a todos os que trabalharam comigo no jornal, agradeço pelo espaço que tive ao longo desses anos e lamento profundamente que a liberdade de expressão já esteja sendo tão relativizada no Brasil.

Continuarberdade- e, futuramente, em outros espaços que façam sentido. Obrigada pelos anos de leituras atentas. Seguimos juntos. Isso foi só o começo.”

Ruth Manus – Advogada e professora de Direito do Trabalho e de Direito Internacional

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O Senhor Feudal brasileiro e seus lacaios

Querem subtrair os direitos do trabalhador através de uma reforma inconstitucional, portanto criminosa, da Previdência
Foto: Latuff

“Quando, em 1750, o rei dom João V morreu, Portugal encontrava-se em grave crise econômica. O novo rei, Dom José I (1750-1777), nomeou como primeiro-ministro Sebastião de Carvalho e Melo, o futuro Marquês de Pombal, que durante 27 anos comandou a política e a economia portuguesa. Ele reorganizou o Estado, protegeu os grandes empresários, criando as companhias monopolistas de comércio. Combateu o clero, expulsou os Jesuítas e reprimiu igualmente as manifestações populares […] […] A educação, que no Brasil era quase inteiramente responsabilidade dos jesuítas, sofreu um grande recuo. Vinte anos após a expulsão, em toda a Bahia não havia mais do que dois professores. Várias escolas foram fechadas e as bibliotecas dos conventos foram abandonadas ou destruídas […]” Fonte: Brasil Indígena: 500 anos de resistência/Benedito Prezia, Eduardo Hoomaert. – São Paulo FTD, 2000.

No Brasil atual, surge o senhor feudal Jair Messias Bolsonaro, com seus lacaios querendo repetir os feitos do Marquês de Pombal.

Anuncia o “extermínio” do Ministério do Trabalho, fechamento de escolas públicas, quer subtrair os direitos do trabalhador através de uma reforma inconstitucional, portanto criminosa, da Previdência e ainda promete acabar com as regalias dos Funcionários Públicos.

Já foi comprovado através de um trabalho feito pelos auditores da Receita Federal e por uma equipe que fez auditoria para a CPI da Previdência, que não passa de uma farsa o suposto rombo anunciado da Previdência. Segundo eles, a Previdência é superavitária. O documento apresentado à CPI alega haver inconsistência de dados e de informações anunciadas pelo Poder Executivo.

São absolutamente imprecisos, inconsistentes e alarmistas os argumentos reunidos pelo Governo Federal sobre a contabilidade da Previdência Social”, disse o senador Hélio José MDB/DF.

O que realmente existe é uma dívida em volta de R$ 486 bilhões de grandes empresários, encabeçada por Bancos tradicionais e que não são cobradas, porque alguns foram responsáveis pelo financiamento de campanha eleitoral dos futuros “gestores” do Brasil.

O servidor público paga 12% sobre o valor integral de seu salário;
FOTO: Latuff

Foi alegado pelo feudo, que as regalias dos funcionários públicos é o principal responsável pela derrocada da Previdência pública. Enquanto o trabalhador da iniciativa privada paga à Previdência pública 8% sobre no máximo R$ 5.645,80 (teto da previdência), o servidor público paga 12% sobre o valor integral de seu salário; o trabalhador da iniciativa privada ao se aposentar, recebe o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), que ajuda a reorganizar sua vida – agora como aposentado – já o servidor público não recebe “nada”.

E o auxílio gravata, paletó, combustível, auxílio moradia – para quem tem casa própria e comer gente, como disse pessoalmente o senhor feudal Bolsonaro – passagens de avião, carro a disposição com motorista, verba de gabinete, aumentos de salários acima da realidade brasileira, etc? Com certeza não vão entrar nesta reforma.

Alberto Peixoto – Escritor

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Desmonte do Ministério do Trabalho segue na contramão da luta por um país democrático/ Por Sérgio Jones*

É a completa destruição das conquistas trabalhistas
FOTO: Arquivos Google

De acordo com opiniões abalizadas, de especialistas na área trabalhista, os discursos desconexos e confusos proferidos pelo famigerado presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), e em especial o que ele passou a denominá-lo de “organização” e “refundação” nada mais é do que a promoção do desmonte de espaços como os Ministérios do Trabalho, da Cultura e da Indústria. É a completa destruição das conquistas trabalhistas, conquistas estas consideradas de importância fundamental para o desenvolvimento nacional em seus múltiplos e diferentes aspectos.

Com a extinção do (MTE), pasta criada há 88 anos, pelo então presidente Getúlio Vargas, como bem cita representantes dos diversos segmentos sociais, a proposta transita na contramão da história e contribui para o total aniquilamento das conquistas sociais obtidas, com muito suor, lagrimas e sangue, pelos trabalhadores. Que se encontram atualmente diante de um brutal processo de retrocesso.

Para o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo, a extinção do MTE representará a discriminação e institucionalização do trabalho análogo à escravidão e o fim das listas sujas de empresas que submetem seus empregados a estas situações degradantes, que já se tornou corriqueira nos noticiários nacionais e internacionais, e passou a ser do conhecimento de todos os brasileiros.

O dirigente destaca, com muita ênfase, que este (des) governo, de extrema direita, que se efetivará a partir de janeiro de 2019, “vai intensificar a ofensiva contra a classe trabalhadora e, ampliar a retirada de direitos, além de promover com tal ato, o fechamento de canais de diálogo e denúncia, já bastante fragilizados por Michel Temer”.

Em artigo, e através de inúmeros pronunciamentos, Araújo diz lamentar a decisão e alerta para o projeto que ganha corpo a cada declaração do desencaixado presidente Jair Bolsonaro e sua trupe. “Estaremos vigilantes e devemos reforçar ainda mais nossa resistência. O momento é de reforço da unidade e mobilização total no enfrentamento da agenda ultra regressiva que ameaça direitos conquistados e a vida da classe trabalhadora”. Como já afirmava sabiamente o pensador, filósofo, sociólogo, jornalista e revolucionário socialista Karl Marx: “A desvalorização do mundo humano aumenta a proporção direta a valorização do mundo das coisas”.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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Homen ”forte” de Bolsonaro já foi condenado por estelionato e por espancar mulheres/ Por Sérgio Jones *

Julian Lemos deputado estadual eleito na Paraíba pelo PSL
FOTO: Arquivos Google

O Estado da Paraíba já não é o mesmo, quem não se recorda da bravura das mulheres decantada em prosa e versos. E já foi até mesmo musicada tendo como um dos refrãos, que ficou gravada na mente e coração de todos os brasileiros: “Paraíba mulher macho sim, senhor”. Ao que parece tal afirmativa ficou em passado longínquo, é um pálido reflexo que não se aplica a realidade atual. O integrante da equipe de transição, Julian Lemos (PSL) recém-anunciada pelo presidente eleito Jair Bolsonaro já foi acusado três vezes e preso com base na Lei Maria da Penha, após denúncia de agressão à ex-esposa e a uma  irmã.

O mais hilário, se não fosse trágico, é que se comenta nos bastidores local que após as agressões ele professava a seguinte frase: “não sei porquê estou batendo, mas elas sabem porque estão apanhando”. O deputado e amigo de primeira hora do Bozo, foi um dos coordenadores no Nordeste da campanha presidencial do PSL. Ele também foi condenado a um ano de prisão em primeira instância, em 2011, por estelionato. Mas o caso prescreveu antes de ser analisado pela segunda instância.

Segundo consta, em divulgações feitas por alguns segmentos da imprensa, dos três inquéritos de que o deputado eleito era alvo com base na Lei Maria da Penha, dois foram arquivados após a ex-esposa, Ravena Coura, apresentar retratação e narrou às autoridades que se exaltou “nas palavras e falado além do ocorrido”. Um terceiro, porém, segundo registros do Tribunal de Justiça da Paraíba, continua ativo. Os casos ocorreram em 2013 e 2016.

Na sua primeira aventura na “honorável prática” o deputado chegou a ser preso em flagrante depois de ter sido denunciado por Ravena, que contou ter sido agredida fisicamente e ameaçada por arma de fogo. Em 2016, ela voltou a procurar a polícia para registrar queixa contra o ex-marido, alegando que ele era “uma pessoa muito violenta” e que havia ameaçado ao proferir a seguinte frase: “Vou acabar com você, você não passa de hoje”.

Dando prosseguimento em sua acusação de agressão praticada pelo seu marido, Ravena, após seis meses entregou documento à Justiça afirmando que os dois episódios foram uma “desavença banal”, que o ex-marido era “um homem íntegro, honesto, trabalhador e cumpridor de todas as obrigações” e que ela o havia perdoado.

De acordo com a esposa surrada, com relação ao processo movido pela irmã não foi arquivado porque ela mora no exterior e ainda não compareceu para desistir oficialmente da ação.

Já foi acusado três vezes e preso com base na Lei Maria da Penha, após denúncia de agressão à ex-esposa e a uma irmã. FOTO: Arquivos Google

Bolsonaro, como já era esperado, saiu em defesa de seu amigo ao sentenciar a seguinte pérola: que vários de seus aliados “deram suas caneladas, como o Julian Lemos aqui, e são pessoas que somam o nosso exército”. No tocante ao terceiro inquérito, que continua ativo, foi aberto em 2016, a pedido de Kamila Lemos, irmã de Julian. Que em depoimento prestado à polícia diz ter sido ofendida e agredida fisicamente pelo irmão, com murros e empurrões, ao tentar “apaziguar” uma briga entre ele e a ex-esposa. Laudo do Instituto Médico Legal comprovou que ela apresentava escoriações no pescoço, no ombro e no braço.

Outra patuscada, apresentada pelo deputado, partiu do presidente do PSL na Paraíba, em que aponta o envolvimento do indigitado deputado Julian no uso de uma certidão falsa fornecida pela empresa GAT Segurança e Vigilância, da qual era sócio, na assinatura de um contrato para prestação de serviços à Secretaria de Educação e Cultura da Paraíba, em 2004.

Mesmo diante desta ampla ficha criminal, ele em 2011 ele foi condenado a um ano de prisão em regime aberto. O mais curioso é que o crime prescreveu antes da análise em segunda instância. O que fica evidenciado é que a impunidade é um câncer que corrói o Brasil. Enquanto a justiça por aqui não deixar de ser uma peça de autoritarismo da sociedade, a impunidade continuará a imperar entre nós.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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Mostra Internacional de Artes Urbanas – MIAU/Por Roberto Leal

A Gato Preto da Sorte Produções e a UBESC – União Baiana de Escritores realiza no próximo dia 08/11 (quinta-feira), a partir das 19 horas, na escadaria da recentemente inaugurada Igreja do Passo (Centro Histórico de Salvador/BAHIA-Brasil) mais uma Edição da Mostra Internacional de Artes Urbanas – MIAU onde se fará acontecer Cultura, n’uma ação envolvendo vários artistas, será uma grande confraternização entre amantes das grandes manifestações artísticas e culturais de vários lugares do planeta. Artes plásticas, circo, dança, fotografia, gastronomia, Literatura, moda, musica, poesia, teatro e muito mais para fazer parte dessa grande mostra transparentemente urbana.

Esse grande miado trará dentre outras atrações o “Sarau do Miau” com as poesias de Jocélia Vândala, Maktub Farias, Rafael Pulgas, Roberto Leal, Taissa Cazumbá e Tiago Gato Preto (O Visconde de Sabugoza), a atração musical fica por conta de Portela Açucar o cantor e performer levará ao público grandes sucessos da MPB e teremos ainda O Wak Hannah e Percussivo Kadasha; a moda com alternativa de muitas cores do rastaman Day Tribal; exposição de artesanatos e artigos diversos em arte; vários Malabaristas do Chile e Uruguai. No “Bate Papo Literário” na mesa de livros, teremos a presença do escritor Carlos Souza, falando do seu novo trabalho editorial, a coletânea eclética “Carta ao Presidente” e acontecerá uma exposição e venda  de livros de autores baianos.

O evento tem o apoio da revista Òmnira e do Movimento Literário Kutanga/Angola. “O projeto passa a acontecer uma vez por mês entrando definitivamente na Agenda Cultural da cidade e mantendo viva a ocupação do Espaço cultural com os fazedores de artes de rua”, afirma Roberto Leal presidente da UBESC – União Baiana de Escritores.

Roberto Leal

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Ganha Bolsonaro, perde o Brasil/ Por Sérgio Jones*

Por quanto tempo?
FOTO: Arquivos Google

Sob a presidência de Bolsonaro, o Brasil não pode esperar por uma reforma econômica e de crescimento mais acelerado, devido ao fato de se manter um presidente com impulsos autoritários. Há muitos riscos. Talvez o maior seja a democracia iliberal na qual as eleições continuam, mas sem prática do governo democrático com suas restrições e regras de justiça.

Há quem professe que a presidência de Bolsonaro pode descambar para um conflito permanente, tanto dentro do próprio governo, quanto com uma oposição inflamada pelas agressões verbais de Bolsonaro. Frustrado, ele poderá atacar a legislatura e os tribunais. Separar a liberdade econômica da política como uma solução ao desenvolvimento, algo que raramente acontece na América Latina, onde a demanda por um governo forte que sempre competiu com um persistente desejo de liberdade. É o que observa artigo do The Economist.

Dando prosseguimento a sua caminhada em direção ao planalto o inominável presidente eleito revelou quem seria seu principal ministro. Paulo Guedes, um economista que prega o livre mercado, formado pela Universidade de Chicago, tudo fez para convencer os empresários brasileiros de que Bolsonaro pode ser confiável para o futuro do país, apesar de seus insultos a mulheres, negros e gays, seu carinho retórico pela ditadura militar e sua forte tendência à economia liberal.

Na convenção, Guedes estupidamente e de forma criminosa elogiou Bolsonaro por representar a ordem e a preservação da vida e da propriedade. Slogan fascista que garantiu a sua campanha em direção ao planalto.

Com base nessas expectativas, o bestial ex- capitão do Exército, se torna o novo presidente do Brasil no segundo turno das eleições. A Besta faz a festa após se beneficiar de um clima de desespero público em relação à crescente criminalidade, corrupção e uma crise econômica causada pelos erros do PT.

Promete de forma demagógica “defender a família”; “defender a inocência das crianças na escola” contra uma por ele alegada propaganda homossexual, além de se opor ao aborto e à legalização das drogas. Como congressista, propôs o controle da natalidade para os pobres. Além disso, considera os generais que tomaram o poder como ditadores no Brasil em 1964 e que governaram por duas décadas como “heróis”.

Enquanto essa triste comédia política se desenrola de forma patética no grotesco cenário brasileiro, com a anuência de uma massa política disforme, ignara e manietada pela grande mídia, financiada pelo poder do capital. A classe burguesa apátrida que só tem vistas para os seus mesquinhos interesses. Passa a conta de sua incompetência para o povo pagar. O preço desta aventura inconsequente manterá na indigência social uma significativa parcela da população.

Historicamente falando, às vezes temos que recuar um passo para que possamos avançar no contexto social. Mais uma vez, ao longo da história a grande massa do proletariado nos leva para um regime fascista. Devido a incompetência e a incúria de movimentos sociais perpetrados por uma esquerda populistas burra e inconsequente, totalmente desvinculados dos reais interesses de seu povo e da nação. Como professa o velho adágio popular, quem erra uma vez erra sempre.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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