A Escola de Samba BraZil

Carnaval 2017: Críticas ao atual momento da política brasileira
FOTO: arquivo Google

O Brasil já foi o país do futebol, mas conforme os últimos eventos pode-se perceber que este posto não lhe pertence mais. Atualmente é o 13º no mundo em média de público nos estádios. Ainda é o país do carnaval, com suas escolas de samba exuberantes. Com mulatas lindas e seus bumbuns empinados e perfeitos – bem cuidados – seios lindos e sublimes! O que de melhor temos!

Atualmente o Brasil não passa de um país “gigante pela própria natureza, mas que dorme eternamente em berço esplêndido”. Não acorda nunca para combater, verdadeiramente a corrupção, o maior câncer que prejudica a todos sem distinção de classe, cor, credo ou facção.

Nos dias de hoje, o Gigante pela própria natureza e que dorme em berço esplêndido, não acorda para combater a pobreza, muito menos a má concentração de riqueza, a manipulação da Rede Globo e seus associados formando o PIG, a falta de decoro, como no caso da senadora Ana Amélia incitando a violência e não defende esta gente revoltada, que se sente mal, ouvindo o ronco do sono deste Gigante empobrecido pelo desmanche do seu patrimônio.

De súbito, o Gigante pela própria natureza resolveu, através do “Ladrão Golpista”, transformar o BraZil em uma grande “Escola de Samba”, com suas diversas “alas” – ala “bancária” dos amigos do ladrão, a da propina, a dos desvios de verbas, a do envio ilegal de dinheiro para paraísos fiscais, etc. –  e criou na passarela da corrupção, o seu desfile particular com direito a ver a Mangueira “entrar” e diversas outras Escolas do mesmo “samba’!

O “Vampirão Golpista”, fala de paz e faz a guerra, ao não tomar nenhuma providência contra a truculência de uma “juizinha” sem expressão – Carolina Moura Lebbos, colocada no cargo pelo “QI” (Quem Indicou) – que transformou a cela de Lula em masmorra das épocas medievais; nada aconteceu e não acontecerá, ao truculento delegado da P.F. do estado do Paraná, Gastão Schefer.

Transformaram o BraZil em uma grande Escola de Samba
FOTO: arquivo Google

O Gigante Ladrão distribui um menu de porradas para quem for contra a orgia que “ELES” fazem com o dinheiro do contribuinte – do erário – comprando sua liberdade, isentando dívidas de empresas de seus amigos e correligionários, entre outras falcatruas do mesmo nível. Esta postura não muda nunca, porque o Gigante pela própria natureza deve estar sonhando em seu sono profundo.

Completando a tragédia, alguns coxinhas, seguidores do Ladrão Golpista, cantam: “[…] terra adorada, entre outras mil és tu Brasil, o Pátria amada […] pátria amada Brasil”.

Com certeza, amada e adorada pelos sobrinhos do Tio Sam. Inclusive a estrofe que diz: “verás que um filho teu não foge a luta”, se dependesse da participação dos coxinhas, já poderia ser retirado do hino porque eles, que bateram tantas panelas, desapareceram. Fugiram a luta.

Falaram tanto “primeiro a gente tira a Dilma”. Tiraram. E agora? Deve estar tudo às mil maravilhas. Será que a corrupção acabou? Gasolina ficou barata? Desemprego não existe mais? A violência não cresceu? A Saúde melhorou?

Em meados do século XX, apareceriam super-heróis tipo: Capitão Marvel, Superman, Batman, para resolver os problemas. Atualmente aparece um “Mauricinho”, todo de preto, parecendo o personagem MIB – do filme Homens de Preto – pretendendo ser super-herói. É o “C.M”. Calma, não é a volta do Capitão Marvel. É o Capitão Moro, fazendo discurso em inglês pra “ninguém ver”, rasgando a Constituição Federal e aterrorizando os que forem contra os seus interesses.

Alberto Peixoto – Escritor

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Os ectoplasmas que emanam dos corpos pútridos dos políticos brasileiros/ Por Sérgio Jones*

Picadeiro do circo chamando Brasil
FOTO: arquivo Google

As bizarrices do picadeiro do circo chamando Brasil continuam a acontecerem de forma insistente para o contentamento e a satisfação das forças conservadoras e reacionárias que insistem em emergirem das profundezas das trevas abissais deste triste e infelicitado país dos trópicos.

Em recente evento ocorrido no Estado de São Paulo, o Ministro da Fazenda Henrique Meirelles e secretário de Previdência Marcelo Caetano, a dupla da galera do mal, ambos foram enfáticos ao afirmarem de forma peremptória de que a Previdência precisa de uma reforma diante de mudanças na demografia do país.

Durante o evento os seres indigitados mencionaram, como sempre fazem, o crescente gasto previdenciário em relação ao PIB. Em 1991, era 3,3%, hoje são 8,1%, e em 2060, se nada for feito, chegará a 17% do PIB. “Se não houver ajuste, a Previdência vai ocupar cada vez mais os gastos públicos, considerando que agora temos o teto de gastos”.

Dando a sequência no papel de arauto das más notícias, eles prosseguem fazendo com muita maestria verborrágica as suas previsões com forte indício de terrorismo midiático. “Atualmente, as outras despesas do governo, excluindo a Previdência, representam 45% e, mesmo que fossem reduzidos a 33%, não seria possível acomodar os gastos previdenciários. Todas as outras despesas teriam que ser diminuídas para 20%. Então, com essa reforma haverá espaço para os demais gastos dentro da Lei do Teto”.

Em sua participação no evento, o secretário de Previdência, Marcelo Caetano, afirmou que o principal norte dessa reforma é o tratamento harmônico entre grupos diferentes, como os servidores públicos e o Regime Geral (INSS). Caetano também destacou que, com o ritmo acelerado do envelhecimento da população brasileira, a despesa do INSS vai subir muito e, se não houver uma reforma, existem apenas duas opções: será preciso aumentar a carga tributária ou então os recursos de outras áreas terão de cobrir as despesas da Previdência.

Aposentados na ativa

Cunha: Político deste triste e infelicitado país dos trópicos
FOTO: arquivo Google

O que mais impressiona a todos nós meros mortais é que durante este exaustivo debate, entre muitos outros existentes na mídia brasileira, não se menciona a existência de 1,6 milhão de aposentados que continuam contribuindo para a previdência. A omissão, ao que parece, é proposital ou tenta mascarar a realidade dos fatos.

Representando os trabalhadores, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e de Mogi das Cruzes, Miguel Torres disse que quer uma Previdência justa e um debate mais amplo sobre a reforma. “Nós somos os maiores interessados para que a Previdência não quebre, por isso queremos um debate mais amplo e transparente”.

O que nos deixa transparecer é que este (s) ectoplasma (s) não tem relação alguma com o conceito espiritual. Eles exsudam de corpos pútridos que revestem o vaso físico dos políticos brasileiros. Estes tão bem adaptados ao lodo da pocilga em que relegaram ao país.

Sérgio Jones – Jornalista

(sergiojones@live.com)

 

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O Apocalipse brasileiro – quando começarem a aparecer os cadáveres!

“O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons”. Martin Luther King
FOTO: Blog do Fredson Paiva

O povo brasileiro ainda não percebeu que toda esta derrocada não só da política do Brasil, mas de todos os segmentos que formam a sociedade brasileira, até mesmo no futebol, não é simplesmente efeito do ato irresponsável do “playboyzinho” do Leblon, Aécio Neves, que não aceitou a derrota nas urnas para a Presidenta Dilma Rousseff, mas também as participações dos EUA para se apossarem do nosso Pré Sal e de nossas riquezas naturais.

A Guerra no Iraque também teve a mesma finalidade do que está ocorrendo no Brasil – o petróleo – embora tivessem os EUA alegado que Saddan Hussein estava desenvolvendo armas químicas e biológicas para serem fornecidas à terroristas inimigos dos EUA.

Porém, em fevereiro de 2003, Inspetores da ONU esquadrilharam todo o território iraquiano e não encontraram nenhum indício de presença ou produção de armamentos de destruição em massa.

Qualquer pessoa portadora de inteligência básica entenderia que a finalidade da invasão ao Iraque, não era nada mais do que se apoderar violentamente do petróleo iraquiano. Claro que a Guerra trouxe lucros para as nações envolvidas (EUA e Inglaterra). A invasão ao Iraque significou o controle das reservas de petróleo em território iraquiano.

Em 2007 o engenheiro Guilherme Estrella descobriu o Pré Sal brasileiro. Estava aí então sentenciado o destino do Brasil, mas a grande maioria – com certeza os de direita radical – não acreditou, e aí está a Guerra Fria instalada no País.

Infelizmente, a ficha ainda não caiu para os coxinhas da zona sul, a classe média que se acha rica, os analfabetos políticos e até para alguns pobres que não sabem nem pelo que estão protestando, pois são analfabetos em todos os sentidos – são contra a liberdade de Lula, condenado sem provas concretas, e a favor do pagamento de Auxilio Moradia para Juízes que possuem casa própria.

Oportunistas de plantão, em busca de um contrato Pornô
FOTO: arquivo Google

Em 2014, durante os protestos pelo Impeachment da Presidenta eleita pela maioria dos votos, Dilma Rousseff, algumas oportunistas aproveitaram para pegar carona nas manifestações e saíram às ruas despidas, em uma investida desesperada de “se mostrar”, na tentativa de conseguir um contrato com um site ou revista pornô. Atitudes vulgares como estas, não podem ser consideradas protestos por algo “sério”. Muito menos no “campo” da política.

Fica então comprovada a falta de ideologia política do brasileiro; a falta de inteligência e de visão de uma sociedade classe média e até mesmo das classes com poder aquisitivo mais elevado. Sem falar nos novos ricos que estão acabando com a atual crise.

Para os que atualmente compõem a esquerda brasileira, há de se convir que a ficha também não caiu, porque ainda não perceberam que estamos em Guerra, por enquanto “fria”.

Martin Luther King já disse: “O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons”.

A Guerra é a busca pela Paz – Sun Tzu
FOTO: Arquivo Google

Sun Tzu relata em seu livro “A Arte da Guerra”, que a mesma é a busca pela paz. Então vamos à guerra. Como diz o velho ditado: “brasileiro só fecha a porta depois de roubado, ou, brasileiro só presta pra passar a semana trabalhando, esperando a sexta feira para ir ao barzinho beber, falar abobrinhas e dizer que não gosta de política”. Chegou a hora de mudar este conceito.

O que levaria a Ministra Rosa Weber pensar de uma forma e votar de outra no julgamento do Habeas Corpus de Lula? Muitos dirão que foi dinheiro, mas pode também ter sido medo das ameaças do Tio Sam. Por que a Justiça Brasileira amarelou de repente? Sabe-se que neste pacote tem os corruptos, maus caracteres, como o Vampirão Golpista entre outros, mas a situação já está muito explícita. Insuportável!

O Tio Sam está vencendo de goleada, causando o Apocalipse dos Brasileiros. Como diz Franke, um brasileiro de verdade: “só vão perceber o que realmente está acontecendo e procurar tomar uma atitude mais incisiva, quando começarem aparecer os cadáveres”!

Alberto Peixoto-Escritor

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A candidatura de Lula é a única capaz de oferecer uma liderança nacional/ Por Sérgio Jones *

Lula: O melhor Presidente da história do Brasil

Diante da incapacidade real dos partidos de coordenarem o jogo político tornará o cenário das eleições de 2018 igual ao de 1989, ou seja, bastante fragmentado. A avaliação é do cientista político e professor da Universidade Federal do ABC (UFABC), Vitor Marchetti.  De acordo com a sua visão o candidato que receber 25% ou 30% de votos pode ter muitas chances de disputar segundo turno.

Para o cientista político, no que se refere o contexto do PSDB, a situação   não é nada confortável há um considerável excesso de disputa internas. Destaque para a luta autofágica existente em São Paulo, entre João Doria, Geraldo Alckmin, José Serra. Embora, conte com uma agenda liberal das reformas, que eles sempre defenderam, como a da Previdência, destituição de direitos trabalhistas, esbarram no fato de que estão abraçados a um governo com rejeição altíssima, comprometido com escândalos de corrupção.

O PSDB foi protagonista no processo de golpe parlamentar e o grande temor desses atores é não conseguir capitalizar-se eleitoralmente, lá na frente. Acredita ele, que o cenário político já esteja configurado e que se assemelhe em muito o que ocorreu em 1989. O que significa dizer que os partidos perderam a capacidade de coordenar o jogo político. O que significa que este ano teremos um número grande de candidatos à presidência da República.

No tocante ao campo da esquerda, reconhece ser a candidatura de Lula a única capaz de oferecer uma liderança nacional, seja de esquerda ou de direita. Entretanto alerta que o grande risco desta estratégia se deve a esquerda se reunir em torno de uma única liderança e a direita se fragmentar o que imporá um cenário de incerteza e instabilidade em relação ao petista. “Está claro que a candidatura dele não chegará em 2018 com tranquilidade legal e institucional, ainda há muitos movimentos que serão feitos para inviabilizá-lo”, garante.

Há hipótese que, por mais que a candidatura de Lula possa reunir o campo da esquerda também tem que enfrentar com a rejeição ao nome dele. Embora se saiba que tal rejeição foi construída, as imagens da grande imprensa. Também não descarta que o movimento do PCdoB reflete um diagnóstico de que talvez a esquerda tenha que oferecer um leque maior de opções na disputa eleitoral.

No campo da direita, tem Bolsonaro, Doria, Alckmin, vários partidos como o Novo, a Rede, que irá dialogar com o centro político do país. Haverá muita novidade em torno de nomes de candidatos e em um ambiente de ultra fragmentação um número menor de votos pode ser capaz de impulsionar uma candidatura.

Importante destacar que Lula mesmo condenado na segunda instância o assunto só vai se esgotar em setembro de 2018, quando o candidato estará em plena campanha. Caso seja impedido e não deseje colocar em risco todos os votos, ele poderá pedir a substituição às vésperas do primeiro turno. “Ainda que as decepções continuem a acontecer, jamais irei desistir dos meus ideais e convicções”, sentencia o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Sérgio Jones, jornalista

(sergiojones@live.com)

 

 

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O analfabeto político

“O preço a pagar pela tua não participação na política é seres governado por quem é inferior” Platão 428-347 A.C.

O analfabeto político só fala de “ouvi dizer”

O analfabeto político não pesquisa, não se informa, não participa como deveria das questões inerentes à política, não se interessa pelos assuntos que vai nortear sua vida e de seus familiares; não se importa pelo que vai traçar não só os seus caminhos, mas de toda a sociedade. Infelizmente ser analfabeto político vai muito além de não saber ler nem escrever.

Mesmo que você pretenda permanecer distante do ambiente político, o sistema vai estar sempre exercendo grande influência em sua vida. Os bens de consumo, serviços, possibilidade de possuir uma estrutura de saúde adequada, acesso à educação, emprego, são intermediados pelo desejo político.

Atualmente para o brasileiro, neste momento de crise política e das principais instituições, é recomendado que se afaste deste conceito inferior de analfabetismo político. É fundamental que este conceito seja extinto através da capacitação e não seja visto como um bicho de sete cabeças; algo enfadonho, um assunto sem fulgor, mas que, se você fugir dele, “o monstro da ignorância vai lhe devorar”.

Para Bertold Brecht (1898-19560), dramaturgo e romancista alemão, “o pior de todos os analfabetos é o analfabeto político”. Bertold exprimiu seu pensamento no seguinte comentário: “O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala e não participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro, que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia política. Não sabe o imbecil, que da ignorância política nascem a prostituta, o menor abandonado, o assaltante e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e bajulador das empresas nacionais e multinacionais.” Berthold Brecht. Observação bastante atual!

Como pode uma pessoa que não considera o interesse por política algo, no mínimo necessário para se ter um futuro razoável? O que concerne cobrar, de quem cobrar e o que é na verdade encargo dos representantes do povo? Seria pronunciando a terrível frase: odeio política? Ou então: “política não se discute”?

São as decisões políticas que resultam no aumento das tarifas de luz, água, transportes coletivos, combustíveis, dos impostos, no aumento do frete das cargas e em consequência, no aumento dos produtos manufaturados ou não.

Infelizmente deve-se admitir, que o analfabetismo político no Brasil, não só frequenta o círculo formado pelos brasileiros comuns, mas como também grande parte do meio político deste país. Muito pior ainda é também saber que, alguns políticos também são analfabetos funcionais.

Alberto Peixoto – Escritor

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Na tropa existe um comando pra os soldados em marcha mudarem de direção:

TENTANDO ESCLARECER O QUE É A DIREITA E O QUE É A ESQUERDA.

A Esquerda tem maior abertura. A Direita mais conservadora.

A História conta-nos que os termos política de direita e política de esquerda surgiram na Revolução Francesa, no século XVIII, e estavam relacionados com o lugar que os políticos ocupavam no parlamento francês. Quem queria que o rei tivesse mais poder, estava sentado à direita. Quem queria que o rei tivesse menos poder, sentava-se à esquerda. Aqui, já começam as diferenças.

A luta contra as desigualdades sociais é uma das ideias centrais para a Esquerda. Para as pessoas deste lado da política, é melhor para a sociedade que se defenda mais o interesse colectivo do que o interesse individual. O objectivo é acabar com a desigualdade entre os ricos e os pobres. O melhor, dizem, é que não haja nem ricos nem pobres: todos devem ser iguais.
As ideias de Esquerda assentam também na convicção de que a sociedade precisa de mudar para ser melhorada. E é por isso que as pessoas deste quadrante político falam sempre em progresso e evolução.

A Esquerda acha que o Estado é o instrumento fundamental para melhorar um país, porque tem em conta os interesses de todos e não de um só grupo de pessoas ou empresas. Acredita que os serviços como as escolas e os hospitais devem ser públicos e gratuitos.

Os ideais de esquerda têm como interesse fundamental defender os trabalhadores. Proteger os seus direitos e as suas necessidades é, para os actores políticos desta ala, muito importante, porque acredita que a sociedade vai ser melhor se os trabalhadores receberem salários justos e tiverem condições de trabalho dignas.

Ser de Esquerda significa normalmente achar que se devem pagar mais impostos, desde que os ricos paguem mais do que os pobres. Mais impostos é melhor, dizem, porque assim o dinheiro pode ser usado para ajudar quem mais precisa e para pagar serviços, como a Saúde, tornando-os gratuitos. Ou seja, paga-se mais por um lado, mas beneficia-se por outro.

A Esquerda tem maior abertura nos temas considerados polémicos na nossa sociedade, como o casamento entre pessoas do mesmo sexo, o aborto em determinadas situações e condições, ou o recurso a barrigas de aluguer em casos específicos.

Para as pessoas de direita, o melhor para um país é que todos tenham liberdade, nomeadamente de iniciativa. A igualdade, para a Direita, não é tão importante como a ideia de liberdade: acham que a sociedade fica melhor se ninguém estiver impedido de fazer o que quer para melhorar a sua vida. Ou seja, a todos deve ser dada a oportunidade para ter mais, premiando quem o consegue.

Quem é de Direita acha que o melhor para todos é que a sociedade mude pouco e é por isso que são apelidados de conservadores. Normalmente, a direita é contra
mudanças que ponham em causa os valores mais tradicionais ligados à família ou à religião.

A Direita diz que o Estado deve interferir o menos possível na sociedade. Para estes partidos, o Estado atrapalha, é mais difícil de gerir e, porque é muito
grande, causa mais dificuldades e não tem em conta os problemas individuais das empresas.

Quem é de direita acha que se os donos das empresas tiverem mais condições e mais possibilidades de fazerem crescer o seu negócio, melhor vai ser também para os seus trabalhadores, porque, em teoria, vão poder pagar-lhes mais e dar trabalho a mais pessoas.

Fazer a sociedade ter de pagar poucos impostos é, para a Direita, um objectivo importante. Para estes partidos, se se pagar menos impostos, tem-se mais dinheiro para poupar, investir ou consumir, ajudando a economia. E as famílias assim conseguem também pagar serviços como a Saúde, que para eles, tendem a dever ser mais privatizados.

Os que se identificam com as ideias de Direita são mais tradicionais e não se afastam dos valores antigos da família. Daí que vários partidos discordem do casamento entre pessoas do mesmo sexo, da legalização do aborto ou da adopção por homossexuais.

Resumindo:

As principais diferenças entre as ideologias de esquerda e de direita centram-se à volta dos direitos dos indivíduos e do poder do governo.

A esquerda acredita que a sociedade fica melhor quando um governo tem um maior papel, garantindo direitos e promovendo a igualdade entre todos. Já as pessoas de direita acreditam que a sociedade alcança um melhor resultado quando os direitos individuais e as liberdades civis têm prioridade, e o poder do governo é minimizado.

É necessário ressaltar que os conceitos de direita e esquerda mudaram muito desde sua criação e que hoje a linha entre eles é muito ténue, porém, para título de comparação, iremos focar nas pautas que mais se assemelham a cada uma das ideologias políticas.

A Esquerda defende um Estado maior, que tenha o papel de fazer da sociedade um lugar de oportunidades iguais para todos.
A Direita defende um Estado menor, a fim de permitir espaço para mais responsabilidade individual na sociedade.

A Esquerda defende uma maior regulamentação e impostos sobre as empresas. A economia da Direita defende baixos impostos e menor regulamentação das empresas.

A Esquerda é a favor de Igualdade de renda, maiores taxas de imposto sobre os ricos, gastos governamentais em programas sociais e infra-estrutura, maior regulamentação de negócios.

A Direita defende a redução dos impostos e menor regulamentação das empresas, redução do gasto público.

A Esquerda espera que o governo garanta o bem-estar social, e por isso os seus gastos são altos.

A Direita defende a redução de gastos do governo e de seus programas assistenciais.

A economia da Esquerda coloca altos impostos sobre os ricos para criar uma igualdade de renda.

A Direita acredita que aqueles que têm capacidade e privilégios para ganhar devem ser livres para fazer isso.

A Esquerda acredita que o acesso aos cuidados de saúde é um dos direitos fundamentais à todos os cidadãos, e deve ser garantido pelo Estado.
A Direita opõe-se à expansão de programas de saúde do governo.

A Esquerda é a favor do desarmamento. A Direita exerce uma forte oposição às leis de controle de armas.

Bonito seria se toda esta teoria fosse colocada em prática.

Infelizmente, nos tempos que correm, as classes políticas, comandadas pelo poder do capitalismo selvagem, perverteram muitos destes conceitos.

José Manuel Cruz Cebola

Sintra-Portugal

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A pequena mobilização em prol de Lula e o grande golpe da Casa Grande

O STF de um País sem justiça

No decorrer do ano de 2016 já se falava em prisão do Ex-presidente Lula, o que era difícil de admitir. Acreditava-se que se isso ocorresse, haveria uma mobilização nacional, “monstra”, com bloqueio de rodovias, principais artérias das grandes cidades, caminhadas, greves, enfim, tudo que pudesse parar o Brasil.

Lula foi preso injustamente, sem provas, condenado por um “juizéco” “Mauricinho” – galã de periferia – com auxilio de duas Ministras do STF, que mais parecem ser – não só devido à aparência física, mas também pelas atitudes de exceção – personagens de um filme assustador.

Está havendo a mobilização da esquerda e até de quem pertence a outros segmentos políticos, por acharem injusta a prisão do maior Presidente da história deste País. Saiu do governo com mais de 80% de aprovação!

Infelizmente, não é a mobilização que todos esperavam. Qualquer “juizinha” insignificante – claro que querendo aparecer neste filme tenebroso – bloqueia as visitas até mesmo de intelectuais como Adolfo Pérez Esquivel, argentino, Prêmio Nobel da Paz em 2018 e Leonardo Boff, Teólogo, Escritor e professor universitário. E não acontece nada contra estes Juízes de qualidade ínfima, duvidosos.

As mobilizações deveriam ser mais incisivas, como todos esperavam. Não deveria ser só em Curitiba, mas de norte a sul de todo este vasto País que anseia pela liberdade do seu maior representante político.

Atualmente – atualmente? – vivemos em um regime de exceção em que os Juízes não guardam a Constituição Federal, as Leis são atropeladas a todo o instante, e o mundo vê Lula correndo um perigo excessivo.

É possível simular ou provocar um mal-estar em Lula e levá-lo para o hospital, e lá os médicos resolverem o problema da direita golpista. Lembrem-se de Tancredo Neves – 21 de abril de 1985.

O que torna esta possibilidade mais fácil, é que este golpe foi planejado lá fora, nos EUA – que sempre quiseram nosso Pré Sal, entre outros bens valiosos – com a participação dos donos da “Casa Grande”, que se aliaram através de alguns Deputados, Senadores e grande parte da “justi$$a“ – sabe-$e lá a troco de quê. Os americanos são o povo mais sanguinário do planeta e agora com um psicopata no comando, tudo é possível.

Na realidade, o objetivo principal não era Lula, mas o seu crescimento nas pesquisas de intenção de votos – e que não para de crescer – se tornou um empecilho para os poderosos da Casa Grande levarem seus planos escusos ao topo do “pódium”.

Infelizmente os coxinhas, classe média que se acha branca e rica, continuam a navegar em um mar de cegueira, de ódio, de arrogância, egoísmo e discriminação racial e social. São todos analfabetos políticos e na grande maioria, analfabetos funcionais. Como sempre diz meu amigo “Zé”, “estão todos eles navegando em outra galáxia!”.

Alberto Peixoto – Escritor

Membro da Aler – Academia de Letras do Recôncavo

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Dúvida Existencial

Todo o mundo livre e democrático, todos os políticos dos países sérios (sérios!!) estão errados. Tudo gente mentecapta, analfabeta, etc, etc. Apenas o cada vez menor lote de analfabetos políticos brasileiros continua a navegar noutras galáxias e se acha dono da verdade.

Classe média brasileira, navega em outra galáxia

Ultimamente, tenho sido assaltado por uma dúvida existencial que gostaria de partilhar convosco.

Nos anos de 2013 (início da campanha eleitoral para as eleições presidenciais de 2014) a 2016, os votos de confiança dados por membros do Facebook, concretamente do meu círculo de amizades virtuais e neste Grupo e nos vários outros em que participo, aos candidatos Aécio Neves #45 e Marina Silva #40 eram muitos e recorrentes.

De repente, a partir de meados do ano passado, esses apoiantes despiram as camisolas e nunca mais publicaram nada sobre essas duas figuras. Porque seria? Alguém me explica?

O mesmo se passa em relação a um capitão do exército brasileiro que tentou fazer explodir um quartel (isso não é considerado terrorismo no Brasil) e afirma que nunca disparou um tiro, uma pessoa racista, pró-tortura, misógina e homofóbica. Este personagem era idolatrado pela tal camada de analfabetos políticos, estruturais e culturais brasileiros. Foram meses a fio em que se via e lia por variados lugares ‘É melhor Jair se acostumando’. De repente, não vejo mais esses apoios.

Apenas uma dúvida minha para a qual ando tentando encontrar resposta…

José Manuel Cruz Cebola

Sintra-Portugal

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Brasilis, Anno Domini 2018

Congresso Nacional em Brasília, sempre na penumbra!
FOTO: Reuters

Só que, caro Sergio Luiz Dias Dias, o coxinha classe média que não queria os pobres em aeroportos, agora vai encontrar com eles em rodoviárias. Perderam  direitos duramente conquistados, mas pelo menos tiraram o PT.

No espaço público brasileiro, um ator social que (literalmente) fez bastante barulho nos últimos anos encontra-se, atualmente, em vias de extinção.

Trata-se do coxinha: indivíduo de classe média que, manipulado pela elite econômica, assistia ao Jornal Nacional, se revoltava (seletivamente) contra a corrupção, aplaudia as ações autoritárias de alguns juízes, batia panelas nas aparições televisivas da ex-presidenta Dilma Rousseff, escrevia “textões” indignados nas redes sociais e, aos domingos, vestia a camisa da (corrupta) CBF e ia para a Paulista (ou qualquer outra avenida do Brasil) tirar selfies com policiais e “protestar” contra o “governo petralha”.

Embora o coxinha seja uma figura presente em toda a história brasileira (no período escravocrata ele provavelmente diria que reivindicar a libertação dos negros era mimimi de esquerdopata), foi somente a partir das chamadas “jornadas de junho de 2013” que a versão contemporânea do coxinha ganhou visibilidade nacional.

Uma década de PT no poder era demais para a classe média coxinha. Como o Brasil pôde ser comandado por um “nordestino analfabeto” e depois por uma “guerrilheira comunista”?

Além do mais, o PT ajudou a promover a ascensão econômica de extratos inferiores da pirâmide social. “Aí já é demais! Pobres em aeroportos, pretos em universidades. Para onde vão meus privilégios de classes?”, indagou o coxinha.

No entanto, o coxinha não poderia dizer que odeia o PT porque o partido ajudou o pobre de alguma maneira.

Não fica bem explicitar o ódio classista assim. Portanto, era preciso criar um álibi para a empreitada antipetista.

Eis que surge uma velha pauta moralista da classe média: a corrupção.

Porém, na mente coxinha, a corrupção só existe no Estado (pois na iniciativa privada só atuam cidadãos honestos) e, especificamente, nos governos petistas.

José Manuel C. Cebola

Sintra-Portugal

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A Terra Prometida e o Armagedom da política brasileira.

O Armagedom da política brasileira

Com o advento das redes sociais em 2010/2011, a política partidária – em caráter global – ganhou um grande aliado, desempenhando um papel fundamental como ferramenta de comunicação em tempo real. Já para outros, um inimigo de igual envergadura.

Atualmente, acessar as redes sociais não é ocupação exclusivamente de jovens. A cada dia, o número de usuários com idade acima de 40 anos, só aumenta. Essa prática passou a fazer parte do dia-a-dia, não só do bloco político, mas da maioria da população mundial em todos os segmentos.

Já há algum tempo que através das redes sociais, vem sendo travada uma guerra midiática, envolvendo ideologias políticas e que tende a se acirrar com as proximidades das eleições. A meu ver, parece que os cenários oscilam entre a “Terra Prometida” e o “Armagedom”.

Ambos os conceitos podem ser explicados a partir de uma visão pessoal e desprovida de paixão, simplesmente como mero observador.  Vejamos: “Terra Prometida” – Sempre em épocas de campanhas políticas, o trinômio educação, saúde e segurança é o mantra repetido indistintamente pelos candidatos. Por vezes, fala-se em desenvolvimento, geração de empregos, etc. Os resultados históricos dessas seculares promessas têm a sua aferição a cargo do crivo pessoal de cada um.

Por outro lado, temos também, inspirado pelo texto bíblico “Armagedom”, que seria sob a visão Bíblica, a batalha final, travada por todos os exércitos do mal, contra o poder divino.

Transmutando para a realidade do nosso dia-a-dia, assistimos à materialização do maniqueísmo político e social: “eu represento o bem e todos os contrários representam o mal”, isso indistintamente. A partir de tal premissa, ninguém nunca fez, faz ou fará nada errado, tudo seria, é, ou será, mera intriga do oponente…

Fundamentado nesta teoria, pode-se dizer que aí começa “a encrenca”, surgindo o vitimismo; os salvadores da pátria; os “Bocas de Zero Nove” (para os que desconhecem o conceito, seria uma chave utópica, do imaginário da turma da manutenção mecânica, cuja boca alcançaria de zero a nove polegadas, resolvendo todo e qualquer problema de manutenção). Logicamente, esses seriam “os caras” que resolveriam todos os problemas sociais e econômicos do país.

Os eleitores, a partir dessa Babel midiática, ficam a mercê do antigo boato, na sua atual forma high tech, direto, quase pessoal, instantâneo, cujo efeito prático é mais o de confundir, do que de explicar. Aí complica tudo. O regionalismo passa a ser o culpado de tudo; o povo sem memória esquece-se de aferir os resultados do pleito anterior, para cotejar com as afirmações atuais.

Dentre todas as mazelas, acredito que a mais perniciosa, reside nas paixões políticas pessoais, que possam indispor velhas amizades, o que é insano e injusto, porquanto, no cenário político, a rigor, não é exatamente o que ocorre entre os seus protagonistas.

Não obstante, mas em alguns momentos, é possível até pensar que o melhor talvez, seria o “caboco” se conformar com o conceito “bosta nágua”, termo cunhado por Bertold Brecht, em relação aos que declaram não gostar de política. Isso evitaria muitos sofrimentos.

É triste tal constatação, mas que evitaria um monte de conflitos entre amigos, tenho certeza! Chega a ser tentadora essa ideia! Mais uma vez, repetindo o mantra, quero deixar claro que essa é tão somente uma opinião pessoal, desprovida de qualquer viés político ou ideológico e respeitando inteiramente, quaisquer manifestações em contrário.

Alberto Peixoto

Escritor

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