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Quem é o Ministro da Saúde no Brasil?/Por Alberto Peixoto*

Ex ministros Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich

É atribuição do Ministro da Saúde possuir condições para proteção e reestabelecimento da saúde da população, reprimindo as enfermidades, controlando as doenças endêmicas e parasitárias, otimizando a vigilância à saúde e propiciando mais qualidade de vida às pessoas.

É fundamental também que tenha capacidade de liderança e tranquilidade para ser decisivo na aplicação do distanciamento social em casos de moléstias contagiosas.

No Brasil, em pleno momento crítico da Pandemia do Coronavírus, não tem Ministro da Saúde. Esta situação absurda, situação esta que não se enquadra nos padrões considerados normais de sociedades devidamente organizadas, leva qualquer ser minimamente inteligente a constatar que o brasileiro é um povo totalmente desprotegido.

A população deste país de dimensões continentais não possui um líder e sim um bicho papão, tosco, que não é coveiro e nem dono de funerária. E daí? Todos vão ter que morrer um dia mesmo!

A Covid-19 está sem controle no Brasil. Atualmente a sensação de parte da população é de que o “sol não voltará a brilhar”. Para muitos, a tão famosa “luz no fim do túnel” fica a cada dia mais difícil, porque não há uma liderança confiável e honesta, e sim uma irresponsabilidade histórica que assola a Nação. Um “bombardeio” jamais visto no mundo!

A falta de responsabilidade do Presidente da República faz com que as pessoas, principalmente as que compõem o grupo de risco – asmáticos, pessoas com doenças do coração, fumantes, diabéticos, idosos – se sintam desanimadas acreditando que não terão forças para superar todos estes desafios e voltar a ser felizes.

A solução pra sair deste quadro insano de irresponsabilidades é não se sentir perdido, desanimado, porque na verdade, sempre há uma “luz no final do túnel” e, por mais desmotivado que você esteja, há sempre uma FORÇA que lhe ajudará a superar todos estas adversidades. Procure esta força dentro de si.

“O novo ministro deve ter capacidade de liderança e coordenação para radicalizar o distanciamento social e trazer para si a decisão sobre processos de reabertura de atividades como comércio e aula” – argumenta Ligia Bahia, especialista em saúde pública e professora da UFRJ.

Esta situação imposta aos brasileiros é muito desafiadora e sobrecarrega emocionalmente as pessoas. Portanto, não alimente pensamentos negativos. Aproveite esta situação e veja nela uma grande oportunidade de dar a volta por cima, mostrando toda a força interior que você possui.

Alberto Peixoto, Escritor

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Colbert: um mecenas às avessas/ Sérgio Jones *

De forma bombástica e com grande pompa o prefeito de direito e não de fato, Colbert Martins (MDB), foi ligeiro no gatilho ao promover uma coletiva com a imprensa local, para anunciar a ampliação do Hospital de Campanha de Feira de Santana.

Até conseguiu, durante a entrevista passar, momentaneamente, a impressão de que ele estava realmente preocupado com o bem-estar da saúde da população. Quando a bem da verdade, estava e está de olho na sua improvável reeleição. Como sempre, os interesses pessoais prevalecem em detrimento do coletivo.

A unidade, que atualmente conta com 50 leitos clínicos e 10 UTIs, deverá ganhar mais 10 leitos de UTI exclusivos para pacientes em tratamento da covid-19.

Como sentencia o velho adágio popular, gato escaldado tem medo de água fria. O que significa dizer que quando alguém faz alguma coisa e sofre com isso, jamais fará algo onde correrá o risco de voltar a se sentir da mesma maneira. Carregando esse sentimento é que o povo feirense está desconfiado em relação a tosca atuação do prefeito.

O que mais impressiona a todos é que durante apenas três meses de vigência de contrato a prefeitura deverá pagar a Associação de Proteção a Maternidade e Infância de Ubaira, que atua na gestão do hospital privado, a elevada quantia de R$ 8.343. 008.21.

Os comentários que circulam nos bastidores da cidade é que todo esse alarde sobre a ampliação, essa se efetivará no tocante aos gastos públicos. Que possivelmente será rapidamente dizimado sob argumentos nada convincentes e bastantes discutíveis, prática muito comum entre os gestores públicos e seus assemelhados.

Só após passado a pandemia é que o tumor virá a furo. E as irregularidades financeiras começarão a brotar, a ganhar visibilidade. Mas quando isso acontecer, as eleições já se efetivaram e o cenário político será outro. Quem ganha como isso são os mesmos, os de sempre. Quanto ao povo, que se exploda.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com.br

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Deputado Márcio Marinho o porta voz das trevas/Por Sérgio Jones*

Deputado Márcio Marinho

Em recente declaração feita à imprensa baiana o deputado federal Márcio Marinho (Republicanos) e pastor da Igreja Universal do Reino do Dinheiro (IURD), que dá sustentação ao governo do miliciano Jair Bolsonaro se posicionou, como já era de se esperar, em favor do meliante com quem ele e sua bancada mantém uma aliança espúria e vergonhosa que atenta contra os reais interesses da nação e de seu povo.

Indiferente a situação em que vive os brasileiros o ‘evangélico’ de forma cínica disse com todas as letras, não visualizar nenhum tipo de ambiente que justifique o impeachment do insano presidente Jair Bolsonaro.

Com tal declaração se comporta em total desacordo com as normas em que define um bom cristão, o aprendiz de feiticeiro demonstra um tipo de cegueira altamente conveniente, onde o que prevalece são os seus mesquinhos interesses.

Outra pérola dita por ele, durante a entrevista, foi ao afirmar que a instalação de um processo de impeachment não é simples e fácil de fazer. Mas ao que parece é que foi com relação ao governo de Dilma Rousseff, que começou a ser articulado pelas forças do atraso, no mesmo instante em que a presidente se saiu vencedora nas urnas. Mesmo não tendo comprovado nenhum tipo de falcatrua cometida por ela, foi expurgada do poder.

A declaração e justificativa dada pelo dublê de deputado e pastor está em total desacordo e desafina até mesmo, com a opinião de parte daqueles que inicialmente deram sustentação à besta. As declarações de Marinho vêm sendo consideradas como desonrosas. Pois se utiliza ele, de argumentos sórdidos e pouco convincente: “ É evidente que a oposição faz o seu papel dando entrada em vários pedidos de impeachment ao pontuar várias questões administrativas”. E arremata, alegando ser esse o papel da oposição.

Dando sequência aos seus odiosos argumentos impatrióticos disse que a Câmara dos Deputados não ver nenhum tipo de ambiente para articular um processo de impeachment contra o Presidente da República. E que a mesma tem, desde o início da pandemia, mostrado uma responsabilidade e uma maturidade muito grande, para com a sociedade brasileira. “Principalmente, com as pessoas que mais precisam de uma resposta mais rápida do poder público. A gente tem batalhado muito”.

Com políticos desse nível fica difícil e quase impossível de se ter um país considerado minimamente decente. Pois o povo tem que conviver com tipos como a bancada bala, religiosa, ruralista e mais recentemente o Centrão. Sendo este um dos mais execráveis. Abriga em suas hostes o que existe de mais abominável na espécie humana.

Este grupo ‘seleto’ de políticos tem sido os responsáveis pelas mazelas que assolam o país, eles estão literalmente empenhados em desmontar o que resta da nação brasileira.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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Colbert os subterrâneos de sua administração são lodaçais, a saúde é exemplo/Por Carlos Lima

Dizer que é inconcebível o vídeo do prefeito Colbert Martins afirmando que seria um absurdo criar um centro de testagem em Feira de Santana, não é nenhuma “picuinha” política.

Como em nosso país nos acostumamos a conviver diuturnamente com declarações estapafúrdias de ministros e do próprio presidente, é claro que o prefeito Colbert, bolsonarista, segue a mesma linha de irracionalidade.

É concebível sim.

O mais surpreendente e irreal foi à justificativa, – Feira de Santana segunda maior cidade do Estado da Bahia, o maior entroncamento rodoviário do Norte e Nordeste do país, com uma população superior a 600 mil habitantes -, de que os 121 Postos de Saúde do Programa Saúde da Família são suficientes para realizar a testagem do coronavírus no município.

Como se esse procedimento estivesse sendo realizado a todos quanto necessitam. Na realidade para se conseguir faze-lo é preciso que a pessoa tenha o exame solicitado por um vereador, ou receba a intercessão de alguma autoridade.

O fato é corriqueiro nas Unidades de Saúde e mesmo assim a falta de testes é a principal desculpa para não realizar o procedimento.

Será existe algo que o povo não sabe por trás dessa vergonhosa e genocida metodologia de prevenção e enfrentamento à pandemia?

O deputado Zé Neto, reuniu-se com Colbert e definiram, de comum acordo. a importância da instalação de um centro de Covid-19 para se ampliar os teste de contaminação.

O deputado confirmou a destinação de 2 milhões de reais em emenda parlamentar para instalação do Centro, e assim foi feito.

Surpreendentemente o prefeito desistiu, não cumpriu com o acordado. Tudo indica que ele pode ter sido influenciado pela decisão do seu presidente, Jair Bolsonaro, em desobrigar o uso de máscaras para proteção contra o vírus. Ou o seu guru avaliou que estavam dando espaço a Zé Neto e aconselhou não fazer.

É lógico que a população feirense deveria tomar conhecimento do fato. Não mais seria montado um centro de Testes.

Como sempre, a administração de Colbert que vive nos subterrâneos lodaçais da suspeição, se sentiu atacada, ferida na imagem que pretende vender, de combatente heroico, saiu desnorteadamente para, mais uma vez, tentar desqualificar o seu opositor político.

Entretanto a facilidade de verbalização, não consegue neutralizar tanta incompetência e subserviência política. Feira de Santana não merece o que está passando com esta gestão.

Carlos Lima, Jornalista

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Covid – 19 coloca em xeque a reeleição de Colbert / Por Sérgio Jones*

Mais uma vez o prefeito de direito, mas não de fato, Colbert Martins (MDB), volta a vacilar diante da pandemia que continua se espalhando por todo o município de Feira de Santana. Há quem atribua tal situação, em parte, a indecisão do mandatário diante das medidas a serem adotadas no combate efetivo ao Covid-19, o que tem resultado em uma situação catastrófica.

A atual administração tem realizado ações no combate à pandemia que já estão sendo denominando como efeito sanfona, abre e fecha. Provavelmente essa atitude equivocada seja resultado das pressões exercidas por alguns empresários ávidos por dinheiro, que têm exercido sobre o prefeito.

Procurando atender os reclames desse segmento privilegiado, ao mesmo tempo em que tem os olhos voltados para as eleições. O mandatário tem sido obrigado a olhar para o outro lado da classe de não privilegiados (plebe) que é a maioria detentora dos votos, sem os quais não renovará o seu mandato.

Diante do dilema exposto ele tenta conciliar a situação, de forma patética, objetivando atender a dois senhores, acendendo uma vela para Deus, outra para o diabo.

Enquanto o dilema permanece a pandemia que se fosse refreada poderia se tornar o grande cabo eleitoral de Colbert resolveu, ao que parece, se tornar cada vez mais virulenta, aumentando assustadoramente o número que já atinge os índices preocupantes de 68 vítimas fatais e 4276 casos confirmados.

Diante dessa triste realidade que se abate sobre todos, com mais intensidade nos segmentos menos favorecidos da sociedade. O arremedo de mandatário resolveu mais uma vez paralisar de forma restrita o comércio a partir dessa próxima terça-feira (07). A divulgação do Decreto está sendo feita no Diário Oficial do Município de hoje, segunda-feira (06).

O Hospital de Campanha, que só atende pacientes infectados pelo COVID-19, está com 100% de ocupação dos leitos de UTI e 56% dos leitos de enfermaria. No total, o hospital conta com 10 leitos de UTI e 50 leitos de enfermaria. A situação é grave e tudo sinaliza que vai piorar ainda mais, infelizmente.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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Que Deus tenha piedade de nós. Colbert não tem/Por Carlos Lima

Que Deus tenha piedade de nós.

O prefeito Colbert não tem.

Sua irresponsabilidade beira as raias da loucura, se é proposital não dei dizer. Mas está se tornando uma ameaça à vida dos feirenses.

Anteriormente anunciava qualquer mudança no esquema de isolamento nas tardes de segunda feira, geralmente depois das 16 horas. Um posicionamento correto para evitar uma corrida às lojas que estavam abrindo naquele dia.

Nesse domingo (5) resolveu divulgar que o comércio, menos os serviços essenciais, fechará suas portas na terça-feira (7).

Uma informação, pela antecipação, vai provocar um número maior de pessoas nas ruas e parte das lojas que não abrem na segunda-feira, vão abrir apresentando a desculpa de que no dia seguinte não poderá, sendo prejudicadas em relação às lojas e empresas que abriram na segunda-feira.

O enfrentamento da pandemia causada pelo novo coronavírus em Feira de Santana, desde o início, é um desastre anunciado, o esquema de distribuição de cestas básicas é catastrófico. Segundo áudio de um radialista, elas estão apodrecendo no depósito e a desculpa apresentada foi a umidade do local.

O prefeito ainda utiliza as redes sócias para dizer que a oposição, com o Covid-19, está fazendo política eleitoral, quando o momento é de salva vidas. Ele está salvando a dele. O povo que se prepare para o sepultamento.

A solidariedade e o respeito pela vida dos feirenses que imaginávamos existir no prefeito é uma utopia política, ou a obsessão pelo poder se transformou em loucura. Será que aderiu ao nazi-fascismo?

Sendo ele um médico, fica impossível acreditar em sanidade mental.

Carlos Lima, Jornalista

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Ex-petista magoado com deputado por indicar apenas três para o Hospital Estadual da Criança /Por Carlos Lima*

Quero Chupar

O ex-petista em questão, foi candidato a vereador, conseguindo nas urnas 634 votos. Insatisfeito por não ter sido atendido em suas reivindicações pessoais, teve uma crise de estrela, justificável, estamos em ano eleitoral, e a busca por espaço visando negociações futuras sempre acontece nesse período.

Sem dúvida se jogasse pedra em árvore sem fruto o máximo que conseguiria é que uma delas caísse em sua cabeça.

E o deputado Zé Neto sempre é o escolhido para campanhas difamatórias por aqueles que temem sua chegada à prefeitura.

O aliciamento sempre encontra aqueles que entram na política para se locupletar, alugar partido,  vender apoio, conquistar emprego (não é trabalho) e fazer tudo que lhe é solicitado para desqualificar opositores.

Já conhecemos o comportamento político de quem está a mais de 20 anos no poder, nessa terra de Lucas.

Diante deles, Lucas é bandido, como muitos afirmam. No entanto, se compararmos com eles, Lucas é um santo que merece ser canonizado pelo Papa Francisco.

Na denuncia trabalhada o ex-petista usou o termo “os pré-candidatos, raia miúda, não chupou nada”.

Réu confesso. Ele queria “chupar” benesses e recursos públicos para si mesmo. Se a interpretação é diferente ele não foi explícito.

Caminhei pelo lado político, bem que poderia ser outro…

Carlos Lima, Jornalista

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Bolsonaro: a mentira vestida com as roupas da verdade/ Por Sérgio Jones*

Troca Troca

Mais uma vez o vil presidente Jair Bolsonaro se utiliza da imprensa nacional para contaminar o ambiente com suas sucessivas mentiras, sendo a mais recente ter afirmado nesta quinta-feira (02) que irá consultar a opinião pública para decidir sobre sanção a projeto que trata das chamadas fake news, tentativa com viés popular, mas como sempre, o gato se escondeu deixando o rabo de fora.

Ele mente descaradamente ao se dizer favorável à “liberdade total da mídia”. O que ele e sua escória de milicianos são é a favor da esbórnia, do crime e das mais variadas e imagináveis práticas delituosas.

A administração desastrosa de seu desgoverno é uma evidência inquestionável da materialização de seus atos bestiais que estão sendo responsáveis pelo desmonte do que resta das combalidas instituições brasileiras.

Em uma tentativa piegas para dourar a pílula e tentar justificar seus crimes praticados não só contra o povo brasileiro, mas também contra a humanidade. Podemos citar como exemplo o desmatamento da Amazônia, através de sucessivos incêndios provocados por grileiros, destruição da vegetação e de regiões imensas degradadas pela ação dos mineradores, além de compactuar com a prática genocida contra o povo indígena da região. Tudo isso acontece sob os olhares complacentes dessas hordas de milicianos, regida pela batuta da ‘familícia’ do Bolsonaro.

O mais revoltante de toda essa cena de horrores que o povo brasileiro é obrigado a conviver diariamente. É com relação ao fato do surgimento da pandemia que já ceifou milhares de vidas, o que não significa dizer ser ela, mais danosa e nefasta do que a atuação do atual governo.

Todo o mal praticado pelo Bolsonaro, não tem afetado somente o povo brasileiro como também a toda humanidade, nesse aspecto ele e o seu grupo de apoiadores demonstram ter muita afinidade com a Covid-19. Pois o que vem acontecendo com a destruição da Amazônia afeta a todos não importando a localidade em que habitam, ou o espaço em que as pessoas ocupam no planeta.

Mesmo diante dessa pasmaceira provocada pelo soba (chefe tribal). Ele continua insistindo em afirmar que tudo isso “faz parte do jogo democrático”. Em seguida volta a faltar com a verdade ao sentenciar: “Com todo o respeito que tenho ao Parlamento… se for aprovado na Câmara, chegando para mim o projeto, eu vou fazer uma consulta popular sobre o que deve ser vetado ou não, e a gente vai vetar”.

O que ele tenta deixar transparecer com tal pronunciamento é que a sua condição de ser abjeto dispensa respeito por alguém ou alguma coisa, ledo engano que de alegre nada tem.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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A INDEPENDÊNCIA DA BAHIA EM BAIANÊS/POR LOUTI BAHIA @AMOAHISTORIADESALVADOR *

Desfile de 2 de Julho
FOTO: portalturismototal.com.br

Oxe! Colé de mermo? Você fila aula e eu tenho que contar tudo de novo? Mas é niuma. Se ligue que você não sabe da terça-metade. Tá ligado que a Família Real partiu a mil de Portugal pra cá em 1808? Vazou com medo de Napoleão e quando chegou, deu uma de porreta e chamou a gente de Reino Unido. Ficou todo mundo de boa e a gente comeu essa pilha. Tempo vai, tempo vem, rolou a crocodilagem: D. João VI e a Família Real partiram a mil de volta pra Portugal e ainda queriam que o Brasil voltasse a ser colônia. Aoooooooonde! Quem anda pra trás é caranguejo, mô pai. O povo se retô, pegô ar e o pau comeu. Aí, D. Pedro I deu o zig na família e disse assim pra Portugal: “Quem vai é o coelho. Diga ao povo que fico!” Pô, véio, D. Pedro brocô. Mas aí, o bicho pegô. Portugal ficou virado no estopô e a gente recebeu a galinha pulano: as tropas de Madeira de Melo armaram uma bocada nas ruas de Salvador e foi aquela muvuca. Nosso povo lutou, mas ximbou e se lenhou: o exército português tomou a cidade na tora. O povo ficou injuriado e fugiu picado para o Recôncavo junto com nossos soldados. Lá, eles usaram o tutano pra organizar a reação: tiveram uma ideia massa e criaram o Exército Libertador. Tinha poucos soldados e muita gente do povo: pobres, negros libertos, negros escravizados, índios, agricultores, etc. Só tinha uma mulher que se alistou na cocó dizendo que era homem: Maria Quitéria. Já tinha pra mais de 10 mil pessoas, mas era tudo feito a migué: tinha poucas armas, ninguém sabia lutar, um mangue da porra. E eu falo mesmo que eu não sou baú: o exército de Portugal virado no diabo e a gente ia lutar de badogue e barandão? Aí é barril dobrado. Mas o povo tava na pilha e o couro comeu. Um barco português chegou em Cachoeira atirando e os baianos renderam eles a bordo de canoas. Ô povo retado! Ô povo virado no estopô. Enquanto isso, em Salvador, o exército português tava bagunçando, mandando e desmandando: uma esculhambação da porra. Foi então que eles invadiram o Convento da Lapa e mataram a Sóror Joana Angélica. Aí fedeu. Aí escancarou tudo. Eles foram fuleiro. A notícia deixou o povo agoniado e o Exército Libertador decidiu que ia arrodear Salvador. Lá em Itaparica, o povo também deu testa ao exército português e não deixou invadir a ilha. Maria Felipa, uma negra retada, se juntou com mais 40 marisqueiras: elas ficaram de butuca e, na calada da noite, foram chavecar os vigias dos barcos. Levaram os donzelos pro mato e quando eles acharam que iam fazer ozadia, receberam foi uma surra de cansanção. Arde coma porra! É pior que tomar zunhada. Enquanto os vigias tavam nuzinhos, se coçando e se bulino, as mulheres colocaram fogo em mais de 40 barcos dos portugas. Receba, sinha miséra! Já nas águas da Baía de Todos os Santos e no Rio Paraguaçu, foi João das Botas que lutou contra mais de 40 barcos portugueses com sua “Flotilha Itaparicana” que só tinha barco de pescador. É brincadeira um esparro desse? Mas ele tirou onda e segurou os portugueses. Até então, a briga era essa: o povo baiano contra Portugal. Mas aí, D. Pedro entrou na dança e mandou reforço. Pra terra, ele contratou o general francês “Labativs” (se falar Labatut, use o “lá ele” porque Labatut tem rima). Ele chegou com mais soldados do resto do Brasil e deu um trato no nosso Exército Libertador. Um tapinha aqui, outro ali, mas tudo continuou meio nas coxas, feito a facão. Mas como a guerra já era daqui pra li, e como baiano é baiano: se não guenta vara, peça cacetinho. Só tem tu, vai tu mesmo: imagine a paletada de Cachoeira até Salvador. Já para o mar, D. Pedro contratou o Lord Cochrane (mas pode chamar de “Croquete” que é niuma). O cara era escocês e já tinha fama de mau lá nas Europa. Isso já assustou a marinha portuguesa: ponto pra D. Pedro. O Exército Libertador tinha muita garra mas pouca experiência. Chegou e cercou a cidade mas levou um baculejo daqueles do exército português. Foi na Batalha de Pirajá: os caras bagunharam a gente. Foi barril de mil. Nem dava pra brincar de esconde-esconde ou gritar “um, dois, três, salve todos”. Já era, pai! Só que o nosso Corneteiro Lopes recebeu uma ordem pra tocar “borimbora” (Tradução: recuar), deu revertério e tocou “se joga” (Tradução: Cavalaria avançar e degolar). Oxe! Aí, esculhambou tudo. O nosso exército sacudiu a poeira e pra se amostrar, deu-lhe uma carreira e passou a porra nos portuga que não entenderam nada. Os portuga vazaram quando ouviram o toque de “se pique” e a galera do mau correndo pra dentro. Foi o maior migué da história da Bahia, do Brasil e do mundo porque a gente não tinha nem um cavalo pra contar história, que dirá uma cavalaria inteira. Só mesmo baiano pra ganhar uma guerra no grito. Isso né culhuda não, véio: foi assim mermo. O Corneteiro Lopes se armou porque deu certo, mas se desse merda, uzoto ia dizer que foi ideia de jerico. Com isso, isolamos os portugueses dentro de Salvador e aí deixamos eles sem água e sem comida: não entrava nem geladinho, nem bolinho-de-estudante, nem um real de big big. Aí, quando a esquadra de Lord “Croquete” (Lord Cockrane) chegou e se juntou à flotinha de João das Botas, o sacrista do Madeira de Melo viu que já tava com a moral de jegue, chamou o rebanho de soldado dele na surdina e se picou de madrugada. Saiu no lixo mas João das Botas foi na cola deles até alto-mar e uns e oto “me disseram” que ele a largou o doce assim, ó: Se plante, vú, seu Madeira! Não se abra não que eu não sou cupim. E nem volte aqui paroano! Na moral, véio, o nosso povo tirou onda: Salvador fiou livre e o Brasil consolidou sua independência. E quem não lutou com armas, lutou cuidando dos feridos, conseguindo comida para os soldados, doando dinheiro para as batalhas. Eita povo guerreiro! Eita povo boca de zero nove. E aí, painho, foi um arerê nas ruas de Salvador: o Exército Libertador entrou triunfante: todo mundo solto na buraqueira indo cumê água. A rua chega ficou apertada e assim nasceu o desfile do 2 de Julho. Né não é? Tá rebocado que você não sabia dessa história. Agora, tá ligado porque a tocha vem do Recôncavo, passa por Pirajá e chega na Lapinha, né? Tá ligado porque a festa é do povo, né? E tá ligado porque tem o Caboclo e a Cabocla, né? Ó paí! Não tá ligado não, seu leso. Me faça uma garapa! É porque eles representam a mistura popular que nos deu força pra lutar pela independência. Tá vendo aí? Fiz um texto grande pra apertar sua mente, mas a história é de lenhar, né não?

(Texto de Louti Bahia autor da página @amoahistoriadesalvador, pesquisador de cidades, especialista em Desenvolvimento Urbano, em Desenvolvimento Regional e em Planejamento Ambiental)

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A subserviência política em Feira tem sido uma prática comum/ Por Sérgio Jones*

Prova inconteste de que a participação do eleitor nas eleições é meramente pró forma que busca dar uma aparência de legalidade, para um modelo de democracia burguesa desgastada e decadente. Fato que pode ser facilmente comprovado através de comportamentos subservientes e declarações abjetas adotados pelos chamados representantes do povo.

Exemplo singular, nos é mais uma vez dado, com a materialização de discurso proferido na imprensa feirense pelo ex-deputado federal Fernando Torres (PSD), durante entrevista. Em resposta ao então vereador José Meneses (Zé Filé), que se propôs indicar o nome dele para compor a vaga de vice-prefeito na chapa do prefeito de direito e não de fato, Colbert Martins (MDB).

Tendo o comportamento similar aos dos insetos que voam em direção à luz, ao contrário do que a maioria das pessoas imaginam, estes não são atraídos por ela. Na verdade, estes insetos buscam a luminosidade para se orientarem pois precisam de pontos fixos, como o sol, a lua e as estrelas.

Os insetos políticos, nesse aspecto, são similares às mariposas e cascudinhos. Entretanto, se diferem deles e são atraídos por interesses outros, nem sempre confessáveis. Se utilizando e procurando se exercitar cada vez melhor na arte da mentira, eles proferem frases tipo: “Sou pré-candidato a vereador e a presidente da Câmara Municipal, para consertar as mazelas desse Legislativo”. Quando as verdadeiras mazelas são eles.

Adotando uma atitude de execrável subserviência, Torres prossegue em sua desgastada verborragia ao dizer que a escolha da vaga para o vice deve partir do imperador da caatinga ou seja do ex-prefeito Zé Ronaldo, que se encontra encastelado no poder, há mais de duas décadas.

Mesmo não exercendo, no momento, nenhum cargo político é ele que continua manipulando os cordéis dos patéticos bonecos da política feirense. São esses velhos políticos que se apresentam ao povo, como o novo. Quando na verdade, continua sendo os mesmos velhos.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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