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O que existe de semelhante entre Bolsonaro e o nazi-fascismo / Por Sérgio Jones*

Estes tipos têm surgido de forma messiânica fazendo promessas que jamais se cumprirão
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Ao longo da história da humanidade sempre existiram pessoas oportunistas, que em época de crise econômica e social, tentam obter vantagens de forma despudorada ao se aproveitar da anarquia reinante. Estes tipos têm surgido de forma messiânica fazendo promessas que jamais se cumprirão, aumentando de forma significativa o fosso social existente. Este momento de descredito político pelo qual atravessa o Brasil, se torna terreno fértil para tipos como o candidato Bolsonaro (PSL) que encarna muito bem no papel de figurante de correntes políticas nazista e fascista.

Prometendo soluções para a crise, tal qual como Hitler e Mussolini, O Bolsonaro tenta assumir o poder inspirado em ideologias que tiveram grande impacto, alguns terríveis, para humanidade. Importante observar que os ditadores citados é o que se pode denominar de déspotas esclarecido, o que não se aplica ao capitão das cavernas. Figura bizarra de um modelo tupiniquim que tenta surfar no descontentamento de uma massa de seres ignaros que acreditam estupidamente que se combate a violência com a violência. Buscando atalhos para tentar resolver antigos problemas com velhas soluções.

Este elemento insano abraça uma ideologia na qual acredita na guerra como fator de grandeza e prosperidade. Assim, a sociedade só consegue se desenvolver quando governada ou guiada por conceitos incorporados na cultura, na doutrina ou no sistema militares. Exalta a nação, de uma forma exagerada. Toda a política interna está ligada ao desenvolvimento do poder nacional. Esta ideologia vem carregada de autoritarismo, esforços para a redução ou proibição da imigração, expulsão e opressão de populações não-nativas dentro da nação ou de seu território e se utiliza de forma sistemática o lado emocional das pessoas mais vulneráveis.

Defendem a existência de um só partido. Para fazer valer este princípio passam a dominaram o poder executivo e judiciário, enfraquecem o poder legislativo, perseguem políticos opositores e implantam regimes ditatoriais em seus países. Em seguida buscam controlar a mídia, o que de certa forma já ocorre no Brasil, exercem forte repressão política contra a imprensa ou qualquer manifestação contrária ao regime.

Outra característica marcante é desenvolver a prática do culto ao líder, visando construir a imagem de um governo forte e onipotente. Desprezam ideologias com viés de esquerda, o que implica dizer que são contra greves, movimentos operários e sindicatos…Sintomas estes que já se manifesta no país e que tem ganhado forte visibilidade.

A questão do racismo se apresenta com certa virulência ao disseminarem o ódio a todos aqueles que não pertençam à raça, no nosso caso especifico, dos ricos em sua grande maioria formada por pretensos caucasianos portadores de características físicas e biológicas que diferem da maioria do povo brasileiro. Procurando desta forma satanizar os considerados impuros, lenientes e preguiçosos: pretos, índios, mulheres, homossexuais, e em especial os menos favorecidos por um sistema desigual, os pobres.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com

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Eleição Democrática do Terror/Por Frei Betto

Frei Betto é escritor, autor de “Calendário do Poder” (Rocco), entre outros livros

Ele nada entendia da situação real do país. Nem demonstrava interesse por ela, embora atuasse ativamente na política. Por isso não gostava de ser questionado, irritava-se diante das perguntas como se fossem armas apontadas em sua direção. Não queria que a sua ignorância se tornasse explícita.

Ser estranho, ele tinha olhos alucinados afundados nas órbitas, lábios espremidos, gestos cortantes. Todo o seu corpo era rígido, como se moldado em armadura. Ao ficar na defensiva, parecia uma fera acuada. Ao passar à ofensiva, a fera exibia garras afiadas e de suas mandíbulas pingava sangue.

Sua fala exalava ódio, rancor, preconceito. Aliás, não falava, gritava. Não sabia sorrir, tratar alguém com delicadeza, ter um gesto de cortesia ou humildade. Evitava ao máximo os repórteres. Julgava suas perguntas invasivas. E temia que a sua verdadeira face antidemocrática transparecesse em suas respostas.

Educado em fileiras militares, aprendera apenas a dar e cumprir ordens, enquadrar quem o cercava e ultrajar quem se opunha às suas opiniões. Jamais aceitava o contraditório ou praticava um mínimo de tolerância. Considerava-se o senhor da razão.

A nação estava em frangalhos, mergulhada em crise ética, política e econômica, e o horizonte da esperança espelhado em trevas. Pelo país afora havia milhares de desempregados, criminalidade generalizada, corrupção em todas as instâncias de poder. O câmbio disparara, a moeda nacional perdia valor, o descontentamento era geral. O governo carecia de credibilidade e se via cada vez mais fragilizado. O povo clamava por um salvador da pátria.

Jovens desesperançados viam nele um avatar capaz de inaugurar a idade de ouro. Era ele o cara, surfando na descrença generalizada na política e nos políticos. O Executivo se debilitara por corrupção e incompetência, o Legislativo mais parecia um ninho de ratos, o Judiciário se partidarizara submisso a interesses escusos.

Ele se dizia cristão, e se considerava ungido por Deus para livrar o país de todos os males. Advogava soluções militares para problemas políticos. Movido pela ambição desmedida, se apresentou como candidato à eleição democrática para ocupar o mais alto posto da República, embora ostentasse a patente de simples oficial de baixo escalão do Exército.

De sua oratória raivosa ressoava o discurso agressivo, bélico, insano. Haveria de modificar todas as leis para implantar uma ordem marcial que poria fim a todas as mazelas do país. Eleito, seria ele o comandante-em-chefe, e todos os cidadãos passariam a ser tratados como meros recrutas obrigados a cumprir estritamente as suas ordens.

Prometia fortalecer o aparato policial e as Forças Armadas. Sua noção de justiça se resumia a uma bala de revólver ou a um tiro de fuzil. Eleito, excluiria da vida social um enorme contingente de pessoas consideradas por ele sub-humanos e indesejáveis, mulheres, homossexuais, trabalhadores em luta por seus direitos e comunistas. Todos que se opunham às suas opiniões eram por ele apontados como bodes expiatórios da desgraça nacional.

Seu mandato presidencial haveria de trazer a era de fartura e prosperidade. Reergueria a economia e asseguraria oportunidades de trabalho a todos. Exaltaria os privilégios do capital sobre os direitos dos trabalhadores. Aqueles que o seguissem seriam felizes, e livres para sobrepor a lógica das armas ao espírito das leis. Os demais, excluídos sumariamente do convívio social.

Enfim, após uma série de manobras políticas e forte repressão às forças adversárias, ele foi eleito chefe de Estado. A nação entrou um júbilo. O salvador havia descido dos céus! Ou melhor, brotado das urnas.

Tudo isso aconteceu há 85 anos, em 1933. Na Alemanha alquebrada pela derrota na Primeira Grande Guerra. O nome dele era Adolfo Hitler.

Frei Betto é escritor, autor de “Calendário do Poder” (Rocco), entre outros livros.

 

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Brasil: o País dos golpes!/Por Alberto Peixoto

A Proclamação da República foi um golpe militar que depôs o Imperador D. Pedro II

Segundo alguns analistas políticos, há grandes possibilidades de Haddad vencer as eleições e não tomar posse, porque um novo golpe voltará a implantar a ditadura militar no país, apoiado pela direita fascista composta pelos “coxinhas” e a Rede Globo, que – conforme podemos ler em detalhes no Livro “O Quarto Poder” de Paulo Henrique Amorim – nasceu de uma ilegalidade.

Para os analistas políticos, é fundamental que o povo vá para as ruas, já, lutar pela democracia. Após as eleições pode ser muito tarde. Foi noticiado no site Brasil247, que este golpe já está em marcha, com roteiro estabelecido pelo general Villas Bôas, que já admite a derrota da Direita nas urnas.

O golpe de 1964 destruiu famílias, desapareceram pessoas, a tortura reinava nos quarteis e até a MPB foi censurada severamente. As letras das músicas antes de serem gravadas, tinham que ser aprovadas conforme o entendimento dos censores da ditadura, criados pelo Ato Institucional Nº 5 (AI 5). Gilberto Gil e Caetano Veloso foram presos e exilados (1969) quatorze dias após a criação do AI 5, porque as letras de suas músicas – juntamente com as de Chico Buarque – procuravam abrir os olhos das pessoas quanto ao que estava acontecendo no país.

Se um golpe de Estado é definido como aniquilação da ordem institucional, podemos afirmar que desde 7 de setembro de 1822 até os dias de hoje no Brasil ocorreram 10 golpes. 1º “A Noite da Agonia”: dissolução da assembleia Constituinte em 1823; 2º “O Golpe da Maioridade”: Período Regencial; 3º “Proclamação da República”: 15 de novembro de 1889; 4º “Golpe de 3 de novembro de 1891”: Com a finalidade da criação da Constituição Brasileira; 5º “O Curioso caso de Floriano Peixoto”: Primeira Revolta da Armada; 6º “Revolução de 1930” : um Golpe de caráter Civil-Militar (Era Vargas); 7º “Estado Novo” (1937): Intentona Comunista; 8º “Deposição de Getúlio Vargas em 1945”; 9º “31 de março a 1º de abril de 1964”: Golpe de 1964; 10º “Golpe de 2016”: Impeachment de Dilma Rousseff.

Quanto a Rede Globo, que sempre foi um veículo de desinformação dos brasileiros e sempre subserviente a quem bem lhe conviesse, o Livro o Quarto Poder (PHA) conta como o governo ditador de Artur da Costa e Silva (1967-1969), comprou a aparelhagem no exterior para os Marinhos modernizarem a emissora que era o carro chefe da ditadura.

Portanto, é preciso que a esquerda brasileira se una e fique atenta para as atitudes deste candidato fascista, que do hospital admitiu sua derrota em um vídeo veiculado no último domingo (16). O moribundo esgoelou-se pelo golpe após as eleições.

VADE RETRO. #ELENÃO.

Alberto Peixoto – Escritor

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Mulheres lançam carta de repúdio a Bolsonaro/ Por Sérgio Jones*

O grito de protesto das MULHERES
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O tratamento desrespeitoso associado ao culto à violência adotada pelo candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) dispensado aos negros, indígenas, homossexuais e em especial às mulheres acabou servindo de motivação para que um grupo de Facebook “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro”, em menos de uma semana, conseguisse reunir mais de um milhão de integrantes.

Dando prosseguimento e demonstração de total repúdio ao candidato, o grupo publicou e enviou para a imprensa uma carta atacando a campanha de ódio perpetrada pelo ex – capitão, que ao longo de sua trajetória política tem demonstrado total desequilíbrio de suas faculdades mentais. Ao adotar um comportamento considerado indigno, para quem se propõe a governar um país da importância que o Brasil tem no cenário mundial.

Eis o teor na íntegra da carta

O Brasil vive um momento especialmente dramático de sua história. Nas eleições mais conturbadas após o fim da Ditadura Civil Militar assistimos perigosa afirmação, por um dos candidatos à Presidência, de princípios antidemocráticos, expressos num discurso fundado no ódio, na intolerância e na violência.

Se a posição deste candidato era pública, tendo sido reiteradamente manifesta ao longo dos 27 anos em que vem atuando na Câmara Federal, causa perplexidade a adesão a tais princípios por parte significativa da sociedade brasileira.

O tratamento desrespeitoso dirigido às mulheres, aos negros, indígenas, homossexuais, o culto à violência, a agressão contra adversários, a defesa da tortura e de torturadores, constituem manifestações que devem ser combatidas por aqueles que acreditam nos princípios civilizatórios que possibilitam a existência de uma sociedade democrática e plural.

Neste contexto, nós, mulheres, vítimas de agressões e desqualificações por parte deste candidato, viemos à público expressar nosso mais veemente repúdio aos princípios por ele defendidos, conclamando a população brasileira a se unir na defesa da democracia, contra o fascismo e a barbárie.

Somos muitas, para além de UM MILHÃO que integra este grupo. Defendemos candidatos e candidatas distintas dos mais diferentes matizes político-ideológicos. Temos experiências e visões de mundo diversas, assim como são distintas nossas idades, orientação sexual, identidades étnico-raciais e de gênero, classe social, regiões do país em que vivemos, posições religiosas, escolaridade e atividade profissional.

Na verdade, nos constituímos como coletivo a partir de uma causa comum, expressa nesta carta: rejeição à práticas política do candidato e aos princípios que a regem. Nos constituímos nas redes sociais, unidas numa corrente crescente e ativa, pela necessidade de tornar pública nossa posição no exercício da cidadania e participação, a partir da identidade feminina que nos congrega.

Nós, mulheres, historicamente inferiorizadas e marginalizadas, sujeitas a toda sorte de violência e desrespeito, recusamos hoje o silêncio e a submissão, herdeiras de uma luta há muito travada por mulheres que nos antecederam.

Somos aquelas que constituem a maioria do eleitorado brasileiro, ainda que sub- representadas na política partidária. Somos aquelas que, gestando e alimentado novas vidas, defendemos o direito de todos e todas a uma vida digna.

Somos aquelas que, temendo pelas nossas vidas, pelas vidas de nossos filhos, filhas, companheiros e companheiras, diante da violência que assola e corrói a sociedade brasileira, somos contra a liberação do porte de armas, que só irá piorar o já dramático quadro atual.

Somos aquelas que, recebendo salários inferiores, com menor chance de contratação e progressão nos espaços de trabalho, entendemos que cabe aos governantes, à semelhança do que já ocorre em muitos países, construir políticas de igualdade salarial entre homens e mulheres.

Somos aquelas que, vítimas de assédio, estupro, agressão e feminicídio, defendemos o direito à liberdade no exercício da vida afetiva e sexual, demandando do Estado proteção e punição aos crimes contra nós cometidos.

Somos aquelas que protestam contra a perseguição e violência contra a população LGBTO, porque entendemos que cada ser humano tem direito a viver sua identidade de gênero e orientação sexual.

Somos aquelas que se insurgem contra todas as formas de racismo e xenofobia que defendem um país social e racialmente mais justo e igualitário, que respeite as diferenças e valorize as ancestralidades.

Somos aquelas que combatem o falso moralismo e a censura de expressões artísticas, que defendem a livre manifestação estética, o acesso à cultura em suas múltiplas manifestações.

Somos aquelas que defendem o acesso à informação e a uma educação sexual responsável, através de livros, filmes e materiais que eduquem as crianças e jovens para o mundo contemporâneo.

Somos aquelas que defendem o diálogo e parceria com escolas, professores e professoras na educação de nossos filhos e filhas, sustentado na laicidade, no aprendizado da ética, da cidadania e dos direitos humanos.

Somos aquelas que querem um país com políticas sustentáveis, que respeitem e protejam o meio ambiente e os animais, que garanta o direito à terra pelas populações tradicionais que nela vivem e trabalham.
Somos muitas, somos milhões, somos:

#MULHERES UNIDAS CONTRA BOLSONARO CONTRA O ÓDIO, A VIOLÊNCIA E A INTOLERÂNCIA.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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Petistas na dianteira dos votos em Santa Catariana onde Bolsonaro lidera/ Por Sérgio Jones*

A onda vermelha já chegou
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Ibope e Datafolha apontam Santa Catarina como um dos Estados mais conservadores da federação brasileira. O que o coloca em total contraste com os demais Estados brasileiros no que concerne a liderança das intenções de votos do ex-presidente Lula, antes da decretação de impedimento de sua candidatura.

O que se apresenta como um fato curioso neste tabuleiro político local é que o mesmo eleitorado conservador que prefere, em sua maioria, a extrema-direita depositando suas intenções de voto presidencial em Jair Bolsonaro (PSL), este mesmo eleitorado coloca o petista Décio Lima na dianteira para a eleição de governador.

Os que se posicionam contra qualquer tipo de mudança e defendem a continuidade são os mesmos que de forma eufemística gostam de classificar Santa Catarina como uma ilha utópica ao afirmarem ser o local como o melhor lugar para se viver no Brasil.

Se prendem neste argumento destacando os reduzidos índices de criminalidade existente o que por extensão coloca a questão da segurança pública na condição de segunda mais eficiente em todo o território. De acordo com o volume do PIB nacional, como a sexta maior geradora de recursos para a federação.

O que tais defensores esquecem, de forma proposital, é destacar que a maior parte da riqueza produzida concentra-se em mãos de latifundiários, mega- empresários e de oligarquias existentes. E que toda tipologia de corrupção está umbilicalmente associada tanto à coisa pública como privada. O que faz com que apenas um empresário possa lucrar milhões e acumular para si todo o valor de um trabalho coletivo.

A desigualdade econômica também se manifesta de outras formas a começar pelo elevado número de outdoors de Jair Bolsonaro fixados nas principais ruas e avenidas o que deixa transparecer de forma cristalina os consideráveis e elevados investimentos de seus seguidores.

De acordo com o autor da matéria publicada por Carta Capital, Murilo Matias, chama à atenção para o seguinte fato ocorrido durante a realização da caravana de Lula no Sul em seus últimos dias de liberdade. “O bloqueio de estradas, as ameaças e agressões tiveram em Chapecó uma síntese das tensões quando da passagem da comitiva do ex-presidente pelo centro do município. O ato que iniciou com xingamentos, arremesso de pedras e objetos sob a conivência da polícia terminou com Lula sendo levado e ovacionado nos braços do povo até seu hotel em uma emocionante reviravolta”.

Diferentemente de seu adversário que procurou imitá-lo, de forma canhestra em Juiz de Fora, Minas Gerais, e por pouco não teve a vida ceifada ao ser esfaqueado. O que literalmente podemos afirmar que a farsa terminou em tragédia.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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2ª Edição da Mostra Internacional de Artes Urbanas – MIAU/Por Roberto Leal

 Acontecerá no próximo dia 13/09 (quinta-feira), a partir das 17 horas, na escadaria da Igreja do Passo (Centro Histórico de Salvador/BAHIA-Brasil) a 2ª Edição da Mostra Internacional de Artes Urbanas – MIAU onde se fará acontecer Cultura, n’uma ação envolvendo vários artistas. Será uma grande confraternização entre amantes das grandes manifestações artísticas e culturais de diversos lugares do planeta. Poesia, Artes plásticas, Circo, Dança, Fotografia, Gastronomia, Literatura, Moda, Música, Poesia, Teatro e muito mais para fazer parte dessa grande mostra transparentemente urbana. A artista de rua Cigana de Ayelen  (Chile)  e o poeta Tiago Gato Preto homenageiam a artista chilena Violeta Parra.

Esse grande miado trará dentre outras atrações o “Sarau do Miau” com as poesias de Tiago Gato Preto, Açucena de lírio, Carla Sacramento (Lev Brisa), Taíssa Cazumbá, Rafael Pugas, Valdeck Almeida de Jesus, Fabrício Brito, Taissa Cazumba, Semírames Sé, Jocélia Fonseca, Marcos Peralta, Damiana Sá; a Dança de Meirejane Lima; as dançarinas de Afromandingue e Afroperuana (Chile e Uruguai) e muito mais… Haverá ainda exposição e lançamento de livros de autores baianos, com uma seção de autografo dos livros “Com Amor & Luta” organizado pelo jornalista e escritor Roberto Leal, a publicação tem a participação de poetas contemporâneos de Angola e Brasil e a super coletânea “Poéticas Periféricas”; organizado pelo jornalista e escritor Valdeck Almeida de Jesus, o livro conta com a participação de 100 poetas, dos mais diversos saraus da periferia de Salvador/BA; show musical com a rapper Janaina Noblat, com Rafael MC e Inssurreição Rap, Waky Hannah & Percussivo Kadashá, Ras Ednaldo Sá,o cantor e performer  Portella Açúcar, com Banda Tarja preta e Afonso Oliveira, Shalon Adonai, Yaô da Silva (Argélia); teremos ainda a moda com alternativa de muitas cores do rastaman Day Tribal e o bate papo com escritores e estudantes sobre “Discriminação racial e o embranquecimento da raça negra” com a professora e escritora Jovina Souza.

A realização do evento é uma parceria da Gato Preto Produções (Tiago Poeta), UBESC – União Baiana de Escritores, com o apoio da revista Òmnira e do Movimento Literário Kutanga/Angola. “O projeto é inovador do ponto de vista da realização de uma mostra de arte quinzenalmente em Salvador, é e foi uma novidade bem recebida pelo público na primeira edição”, disse Roberto Leal presidente da UBESC – União Baiana de Escritores.

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Não há desgraça que venha só, diz a voz do povo/Por José Manuel Cruz Cebola*

Infelizmente, no Brasil, as tragédias acumulam-se. É uma atrás da outra.

O fogo da irresponsabilidade consumiu o Museu
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E tudo começou com o golpe que depôs uma presidente legitimamente eleita (calma! Não comecem já a argumentar que o incêndio nada tem a ver com política, pois tem e muito),

E desde então, o Brasil tem vindo a ser assolado por tragédias de todas as dimensões. Em 2015, foi o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo que foi pasto de chamas, tendo sido destruído quase todo o seu acervo. Na semana passada, foi a vez do Gabinete Português de Leitura, no centro de Recife. Felizmente o acervo não foi atingido.

Claro que estou falando apenas do que considero a espinha dorsal de um país, de um povo: O seu Patrimônio Histórico e Cultural.

É certo que os incêndios podem ocorrer em qualquer lugar. Em Portugal, há 30 anos, um fogo devorou um prédio inteiro na zona do chiado, onde funcionavam os grandes armazéns Grandélla! Mas foi há 30 anos e nunca mais nenhum edifício público, sobretudo com Patrimônio Histórico e Cultural a preservar, foi atingido. Por quê? Porque se tem investido na prevenção.

E no Brasil? No Brasil, temos assistido ao abandono progressivo de tudo o que tem a ver com cultura e patrimônio.

O Museu Nacional do Rio de Janeiro, que é (era) superintendido pelo IBRAN – Instituto Brasileiro de Museus (cujo diretor se demitira dois dias antes…) e vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a mais antiga instituição científica do Brasil, está sob a alçada dos governos local e federal.

Acontece que, quer um, quer outro, há algum tempo que deixaram de investir neste edifício. E com um agravante: a autarquia nem sequer cuidou dos hidrantes no exterior do Museu, o que levou a que, quando os bombeiros chegaram, estes não debitassem água.

Agora, para finalizar, vamos chamar os bois pelos nomes…

Quem é o governador do Estado do Rio de Janeiro? Luiz Fernando Pezão. De que partido é este governador? Do MDB. Este governador tem investido muito no seu Estado? Não! Já nem sequer falando na educação e na cultura, que isso está fora do âmbito dos interesses do seu partido. Vamos falar da saúde. Pezão, em 2016, desinvestiu mais de R$ 2 bilhões nesta área. O Rio de Janeiro foi o Estado que investiu o menor percentual na saúde em todo o país.

Baixemos de escalão e vamos-nos focar na prefeitura. Quem é o prefeito da cidade do Rio de Janeiro? Marcelo Crivella. De que partido é este prefeito? Do PRB. Este prefeito tem investido muito na sua cidade? Não!

Ora bem… Este Crivella é o tal a quem o TCM – Tribunal de Contas dos Municípios apontou irregularidades nas viagens ao exterior feitas por ele. O mesmo contra quem correm três pedidos de impugnação (Impeachment) por ele ter cometido crime de responsabilidade ao oferecer medidas que favoreceriam integrantes da seita religiosa Universal.

Resumindo e concluindo: para estes figurões, o que menos importa são a saúde, a educação e a cultura.

Museu Nacional pede colaboração para resgatar acervo destruído pelo fogo
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O que lhe interessa a “Luzia”, o mais antigo fóssil humano encontrado no Brasil, com cerca de 11.000 anos? O que lhe interessa o “MaxakalisaurusTopal”, o primeiro dinossauro de grande porte a ser montado no Brasil? O que lhes interessa o caixão de Sha Amun Em Su, parte da coleção Egípcia maior e mais antiga do continente Americano? O que lhes interessa o Trono de Daomé, a coleção de arqueologia clássica (750 peças das Civilizações Grega, Romana e Etrusca) ou a coleção de 1.800 artefactos das Civilizações Ameríndias?

Mas, quanto a mim, o mais gravoso foi o desaparecimento do mais importante documento sobre a chegada dos portugueses ao Brasil: a Carta de Pero Vaz de Caminha, o Escrivão da frota de Pedro Alvares Cabral.

Onde ele narra ao Rei D. Manuel I a viagem das naus portuguesas desde a saída de Lisboa até avistarem o Monte Pascoal, na Bahia, em 22 de abril de 1500.

Este espólio também nos pertencia!

José Manuel Cruz Cebola – Crítico

Sintra/Portugal

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Neoliberalismo quer manter privilégios históricos em detrimento das políticas sociais impostas pelo PT/ Por Sérgio Jones*

Neoliberalismo no Brasil: Política econômica incentivou privatizações …
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Em excelente artigo escrito recentemente por Leonardo Boff, ele faz uma precisa análise do desmonte da sociedade brasileira, desmonte este que resulta em barrar os avanços significativos conquistado sob os governos do Partido dos Trabalhadores (PT) e de seus aliados. “ Em época nenhuma ao longo de nossa história ocorreu isso antes nas fases históricas hegemonizadas pelas oligarquias tradicionais que sempre detiveram o poder de Estado, nunca tiveram um projeto de nação, apenas o propósito corporativo de enriquecimento ilimitado. Agora com um Estado pós-democrático e de exceção está ocorrendo celeremente a desmontagem destas políticas, aumentando o sofrimento do povo”.

O articulista deixa claro que atualmente estamos nos aproximando daquilo que Celso Furtado chamava de “provas cruciais”. O Que significa que alcançamos o estágio crítico das “provas” após o golpe de 2016. impulsionada pela crise sistêmica mundial, o que conduz a todos nós adotarmos uma decisão reafirmando a soberania da nação e garantindo o futuro autônomo da mesma. Caso tais previsões não ocorram, garante, seremos brutalmente atrelados ao destino sempre decidido por nossos algozes que querem e lutam para continuarmos sendo meros fornecedores dos produtos in natura, o que resultará em nossa recolonização.

O que fica evidenciado e chama a atenção em todo esse cenário exposto é que não se pode e nem se deve aceitar esta estranha divisão internacional do trabalho. E que todos os brasileiros têm por obrigação de ofício retomar o sonho de alguns dos melhores analistas do quilate de Darcy Ribeiro, Luiz Gonzaga de Souza Lima e de Celso Furtado, de Jessé Souza entre outros que propuseram e continuam propondo uma reinvenção ou refundação do Brasil sobre bases voltadas para a nossa realidade.

Prossegue ele ao afirmar que não se pode compactuar com este quadro de degradação política que está sendo imposto por forças representada pelo atraso e conservadorismo existente, forças estas que têm destruído as mais reais aspirações após o golpe parlamentar orquestrados pela odiosa classe dominante internacionalizada que tenta impor uma agenda política de um neoliberalismo radical, que mantém os sórdidos privilégios históricos, ameaçados pelas políticas sociais populares imposta pelo (PT) que tiraram da miséria e da invisibilidade milhões de brasileiros pobres.

Como muito bem precisou Boff: “ o sonho de uma reinvenção e refundação do Brasil não pode ser perdido, nem sepultado pela voracidade destruidora dos donos do ter, do poder e do saber. Surgi uma nova consciência política, especialmente, a partir dos movimentos sociais populares”.

Ainda há tempo nestas eleições para que haja mudanças que possam reorientar o país. A atual crise brasileira obriga a todos os brasileiros a decidirem de que lado estaremos. “A situação é urgente pois, como advertia pesaroso Celso Furtado tudo aponta para a inviabilização do país como projeto nacional. Mas não queremos aceitar como fatal esta severa advertência”, conclui o articulista.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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A desigualdade no Brasil tem a sua origem na escravidão/ Por Sérgio Jones*

Temer e sua quadrilha, revogou a Lei Áurea.
FOTO: IstoÉ

O Brasil foi o primeiro país na história a se utilizar da mão de obra escrava e o último a abrir mão dela. Esse processo de desigualdade tem suas origens na escravidão. Ele começa pelo sistema educacional, que não garante um acesso igualitário à educação. A desigualdade tem a sua origem na forma criminosa com a maneira como é tratada a questão neste importante setor. A população brasileira cresceu enormemente entre 1930 e 1980. Em contrapartida houve uma brutal inversão de investimento no setor.

Ao contrário do que se acredita, e nem sempre é divulgado, o Brasil não gasta pouco com o sistema de educação pública mas, gasta de forma extremamente ineficiente, avaliação feita por Bernad Appy, do Centro de Cidadania Fiscal. Como consequência, a qualidade da educação pública, nos ensinos fundamental e médio, é muito baixa, o que afeta principalmente as camadas mais pobres da população, que não podem pagar pelo ensino privado. As consequências dessas distorções se manifestam também na baixa produtividade do trabalhador brasileiro. Esta, por sua vez, contribui para os baixos salários.

Enquanto está triste realidade persiste o Estado pouco ou nada faz para mudar essa situação ao não implementar uma política fiscal mais justa ou elevando os gastos sociais. O Estado é quase neutro na forma como interfere na desigualdade, é o que constata nove entre dez especialistas na área, no país.

O sistema fiscal também é outra chaga que ser apresenta como um ponto fora da curva contribuindo de forma perversa na preservação e até mesmo ampliação da desigualdade brasileira. Enquanto os 10% mais pobres usam cerca de 32% de sua renda para pagar impostos, a carga tributária dos 10% mais ricos é de 21%.

O que se constata, através de exaustivos estudos é que o sistema tributário brasileiro é fortemente concentrado no consumo, o que resulta naturalmente no aumento acelerado da injustiça. Tendo as famílias pobres de arcarem com uma parcela muito maior dos seus ganhos para o consumo, o que faz com que elas também paguem, proporcionalmente, muito mais impostos do que os mais ricos, que destinam uma parcela menor dos seus vencimentos ao consumo.

O que defende os especialistas é que a tributação sobre a renda deveria ser progressiva, mas na verdade é regressiva, pois há isenção total sobre a distribuição de lucros e dividendos da pessoa jurídica para pessoa física. Gerando consideráveis distorções ao fazer com que o imposto para empresas que se encontra na ordem de 34%, mas devidos a existência de furos na legislação, estes pagam bem menos.

Toda esta situação de calamidade econômica se espalha tal qual erva daninha.

O caso do sistema previdenciário é um forte exemplo, cujo déficit não para de aumentar, é emblemático. Responsável por essa situação são apontadas as aposentadorias do serviço público ao garantir uma situação absolutamente fora da realidade. Mas tentativas de reforma esbarram na oposição dos funcionários públicos.

O resultado de toda esta catástrofe financeira resulta em mais de 13 milhões de desempregados, 34 milhões de trabalhadores informais e 27 milhões de pessoas fora do mercado de trabalho. Sendo trabalhadores com carteira assinada apenas 33 milhões. A grande indagação para tal situação é quem poderá nos salvar de tamanho descalabro financeiro?

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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Por que nós, psicólogos, temos a obrigação de falar sobre Bolsonaro?/Por Helenice Rocha*

Hakenkreuz

Porque nossa profissão o exige. É uma questão ética nos posicionarmos contra este homem e contra qualquer possibilidade dele vir a ser o presidente do país.

Porque nossa profissão está alinhada com o compromisso da defesa dos direitos humanos, da defesa das minorias, da defesa dos que sofrem.

Porque nossa profissão nos obriga a trabalhar pelo bem comum, pela saúde mental.

Nossos conselhos (CRP e CFP) repudiam e quando necessário punem qualquer profissional que não cumpra minimamente estas orientações.

Tempos sombrios se avizinham e se realizarão, caso o candidato chegue ao segundo turno das eleições e haja qualquer possibilidade de vitória. Bolsonaro representa a materialização de tudo aquilo a que nos dedicamos, como psicólogos, a combater.

Bolsonaro não é um meme, não é um personagem. Ele é um homem a quem 20% fos eleitores já declararam sua intenção de voto.

Bolsonaro não é uma figura folclórica. Ele é um sujeito destemperado emocionalmente, atrasado intelectualmente e talvez pior do que isto, um sujeito mal intencionado e mentiroso.

A psicologia não anda na trilha do fascismo que este candidato prega, ao contrário, a psicologia anda na contramão dele.

A psicologia combate todas as ideias deste sujeito.

A psicologia trabalha a favor da compreensão de todos os sujeitos humanos. O candidato trabalha a favor do extermínio de grupos humanos.

A psicologia trabalha a favor do cuidado e do tratamento dos que sofrem. O candidato trabalha a favor da violência e da punição de muitos que sofrem.

Não combater esta candidatura é uma falha grave por parte dos psicólogos. Falha ética. Grave.

Não combater esta candidatura é uma falha grave por parte dos psicólogos. Falha ética. Grave.
FOTO: arquivos Google

Aos psicólogos que se omitem diante deste descalabro, sugiro que repensem. A nossa profissão não sobrevive ao fascismo. No limite, sob o governo deste ser abjeto, ela sobreviverá amputada, limitada e não de forma plena e criativa como desejamos e precisamos que ela seja. Neste caso, se omitir será tão grave quanto apoiar. E este silêncio mortífero nos condenará assim como todos aqueles a quem temos obrigação de cuidar, ao descaso e à violência.

Aos psicólogos que apoiam esta candidatura e se declaram eleitores desta figura nefasta, sugiro que se posicionem abertamente contra a vida e a dignidade dos grupos a quem esta mesma figura pretende combater ou exterminar.

Vocês são contra as mulheres, os negros, a população LGBT, os pobres, os índios, os imigrantes.

Vocês são contra as crianças a quem este sujeito medieval pretende condenar à violência e à penúria.

Vocês são contra a subjetividade e a diversidade, contra a liberdade e a cultura, contra a arte e a educação.

*Helenice Rocha – Possui graduação em Psicologia pela Universidade Guarulhos, Especialização em Psicanálise pelo Instituto Sedes Sapientiae e Mestrado em Psicologia pela Universidade São Marcos. Atualmente é docente da Universidade Guarulhos. Tem experiência em clínica psicanalítica.

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