Author Archives: Alberto Peixoto

Os privilégios do Servidor Público e a crise orçamentária/ Por Alberto Peixoto*

Palácio do Governo Ondina – Residência Oficial do Governador Av. Adhemar de Barros, 100, Salvador – BA
FOTO: Arquivos Google

Os colaboradores da iniciativa privada contribuem com 8%, sobre R$ 5.000,00 mesmo ganhando qualquer salário acima deste valor, para a Previdência. Recebem no final de sua jornada de trabalho (aposentadoria) que é no mínimo um período de 35 anos em média, o FGTS – Fundo de Garantia Por tempo de Serviço – para ajudar na nova vida de aposentado. Alguns conseguem com este fundo comprar até um bom apartamento ou um bom veículo.

O Servidor Público, por sua vez, colaborava com 12% e agora com a nova Lei aprovada em votação ontem (12) pelos Deputados da ALBA – Assembleia Legislativa da Bahia – liderados pelo deputado Zé Neto, passaram a contribuir com 14% sobre seus vencimentos BRUTOS e não possuem FGTS. Quando se aposentam, como diz o velho adágio popular, saem com uma mão na frente e outra atrás, sem nenhum incentivo para reiniciar na nova vida de aposentado.

Alguns jornalistas mal informados e até mesmo o cidadão brasileiro que na sua grande maioria é desinformado, analfabeto político e funcional, vive a vociferar pelos quatro cantos da cidade e/ou do País, que o Servidor Público é responsável pela crise orçamentária, onde 51% é gasto com os “privilégios” (????) dos servidores, e também pelo elevado custo previdenciário, quando na verdade a Previdência do Servidor Público (FUNPREV) é financiada pelos próprios servidores e não pelo Estado.

Quais privilégios seriam esses? O Servidor (o trabalhador) que é responsável pelo verdadeiro funcionamento do Estado, só tem direito ao salário. Até a sua assistência médica é paga por ele a um auto custo; a Licença Prêmio – que poderia ser considerada benefício – não existe mais, foi extinta.

Porém, salários “estratosféricos” recebem os Deputados, Desembargadores, Procuradores, Promotores e todo MP, Juízes e assessores que devolvem salários para seus “chefes”. Todos estes recebem auxilio gravata, paletó, moradia – mesmo tendo casa própria, auxilio engraxate, água, luz e telefone, escola para filhos até completar a Faculdade, carro com motoristas e combustíveis sem limite de cotas (litros), passagens aéreas para eles e suas companheiras (os), e até, pasmem, “auxilio mudança”, que se dá quando o Deputado ou alguém do Poder Judiciário que tem que se deslocar com sua mudança para outra cidade, recebe uma verba de R$ 32 mil para pagar a mudança, que qualquer transportadora de nível deve cobrar uns R$ 3 mil reais.

Como se não bastasse, o atual vice-presidente da Câmara dos Deputados Federais, Fábio Ramalho (MDB-MG), candidato a Presidente da Câmara, defende o aumento de salários dos parlamentares: Nós precisamos que todos os Deputados sejam reajustados como estão sendo reajustados todos os “outros poderes, disse o Deputado, citando o recente aumento do STF.

O aumento proposto pelo Deputado “Porra-Louca” Fábio Ramalho, produz um efeito em cascata atingindo o orçamento dos demais Estados da Federação Brasileira. Estes sim, são os verdadeiros responsáveis pela crise orçamentária dos Estados. O Servidor Público não pode pagar a conta desta farra proporcionada por estes irresponsáveis.

*Alberto Peixoto (Antonio Alberto de Oliveira Peixoto) é Escritor com 20 livros publicados, Colunista do Jornal Grande Bahia, membro da ALER – Academia de Letras do Recôncavo – Recebeu a Comenda de Maria Quitéria pelo seu mais recente trabalho: Quitéria e o Bando de Cleonice, Graduado em Administração de Empresas, MBA em Administração Estratégica e Gestão de Negócios, PDG – Programa de Desenvolvimento de Gestores pela Fundação Dom Cabral, Pós em Marketing pela SIDARTA e Servidor Público Estadual.

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O começo do fim / Por Sérgio Jones*

A sua linha de trabalho se assemelha a um pálido arremedo do golpe de 1964.
FOTO: Arquivos Google

A desorganização do desgoverno de “Bolsosauro” que terá início nesse trágico primeiro de janeiro de 2019, promete ser um dos mais desastrosos nos anais registrados nas páginas da história do Brasil. Não se trata de vaticínios nem torcendo para que nada dê certo. A questão é bem outra. A sua linha de trabalho se assemelha a um pálido arremedo do golpe de 1964.

De acordo com os desastrosos pronunciamentos deste desgoverno e devido a pusilaminidade dos mesmos, fatores estes que podem ser normalmente observados pelas tomadas de decisões, e em seguida os seus constantes recuos, se evidenciam como verdadeiro desmonte social provocados pelos sucessivos governos que têm contribuído, de forma ruinosa, para o rompimento dos frágeis tecidos que compõem as redes sociais que nos envolve.

Mais um ato de total irresponsabilidade política e até mesmo de incompetência pode ser observado com a montagem da equipe de seres degenerados que irão compor a administração do “Bosolsauro”. Vejamos o caso mais recente do anúncio feito pelo presidente eleito neste último domingo (09) que cita o nome do novo ministro do Meio Ambiente: o advogado Ricardo Salles, ex-secretário de Meio Ambiente de São Paulo no governo Alckmin (2016-2017). Como um dos fundadores do Movimento Endireita Brasil (MEB) e apoiado por ruralistas.

Este ser indigitado, já ocupou por diversas vezes manchetes de jornais devido a declarações fascistas tipo apoio à ditadura e em defesa da pena de morte. Entre outros processos sofridos, em 2017, ele é réu em uma ação civil do Ministério Público Estadual sob a acusação de participar de alteração ilegal do zoneamento do plano de manejo da Área de Proteção Ambiental da Várzea do Rio Tietê, para favorecer empresas ligadas à Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). Este é o perfil do elemento execrável que foi nomeado para a pasta de meio ambiente.

O que fica evidenciado em todos estes atos insanos, do insidioso presidente eleito, é que a principal função do novo ministro será a promoção de uma verdadeira agenda antiambiental, colocando em prática medidas que resultarão na explosão do desmatamento na Amazônia e na diminuição do combate ao crime ambiental. O mais grave é que este tipo de ação está se espalhando tal qual erva daninha, em breve pouco ou nada restará deste arremedo de nação chamada Brasil. Atos como estes representam enormes retrocessos, no cenário político, que resultarão em efeitos extremamente negativos para nossas florestas, nossos rios, a economia e para a vida das pessoas no Brasil e por extensão, em todo o planeta. Como profetizava o filósofo Sêneca – “ Para a ganância, toda a natureza é insuficiente”.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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Na porta dos infernos.

No inferno do golpe
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Arquivos Google

A Jornalista Teresa Cruvinel, uma das mais bem informadas de Brasília, revela em sua coluna de hoje, que existe uma guerra nos bastidores do governo Bolsonaro.

Um twitter do filho mais novo, dando conta de que pessoas no entorno do presidente estão tramando sua morte, mostra o clima da guerra.

O entorno próximo de Bolsonaro é formado por milicianos ligados ao crime organizado do Rio, religiosos envolvidos com negócios da fé, e um cem número de oportunistas desqualificados que não vêem a hora de colocar a mão em um naco de poder e dividir o saque.

Sabe-se agora que o nome do General Mourão para vice, foi uma imposição das forças armadas, que não confiam em Bolsonaro, expulso do exército depois de tramar um atentado terrorista, no inquérito que o investiga e pune com afastamento para  reserva, ele é tratado como portador de deficiência psíquica.

Nas rodas políticas de Brasília e entre jornalista bem informados a possibilidade da derrubada ou mesmo da morte de Bolsonaro, é tratada como “uma questão de tempo”.

Neste primeiro mês após a vitória eleitoral, Bolsonaro foi incapaz de gerar uma notícia positiva, até o momento é uma coleção de desmentidos, idas e vindas, erros primários e quebra de promessas eleitorais.

A redução do ministério, por exemplo,  que seria metade (quinze), já está em vinte e dois, com tendência de mais.

A propalada história de não fazer alianças com partidos políticos ficou para as calendas, o pp, ptb e mdb já estão no governo disfarçados de bancadas temáticas.

Entre os ministro escolhidos, quatro deles respondem a processos ou são investigados por corrupção.

Na política externa é um vexame só, acumulando desavenças com China, países Árabes, Cuba, França e ONU, o Chanceler escolhido é tratado pelos colegas do Itamaraty como “pastor tarja preta”.

Por falar em pastor, a briga agora é com os evangélicos (que abandonaram Deus para seguir o Coiso), até o momento não conseguiram emplacar nenhum pastor para ministro, ja que Magno Malta, o indicado dos evangélicos, foi barrado pelo Mourão.

Gerson Marques

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O Armageddon brasileiro

O governo Trump, interfere nas decisões políticas do Brasil, querendo as riquezas naturais do País.
FOTO: Arquivos Gogle

Armageddon (em inglês) ou Armagedom (em português) é uma expressão encontrada na Bíblia e que revela o lugar onde acontecerá a batalha final entre as forças do Bem contra o Mal.

Em Apocalipse (Revelação) 13: 1, uma fera de sete cabeças representa o sistema político. Ela governa sobretoda tribo, e povo, e língua, e nação”; e assim é maior do que o governo de um único país – Apocalipse 13:7.

Esta fera já chegou ao Brasil e, lentamente, já começou a agir. A partir do ano de 2019 ela começa sua trajetória dolorosa espalhando o terror em terras Tupiniquins. Ao contrário da fera Bíblica, que possui sete cabeças, a que vai atuar no Brasil terá em torno de 22 cabeças ou Ministérios.

Atualmente já faltam alimentos, emprego, saúde, educação; deve faltar combustível com a entrega do pré-sal, da privatização da Petrobrás e outras riquezas naturais, todos entregues aos EUA a preço de banana (ou dos bananas).

Lamentavelmente o brasileiro, bitolado, tem dificuldade em perceber toda a derrocada política, financeira e social que o rodeia. Como um infeliz, o brasileiro só tem “espírito” voltado para o futebol – entre outras diversões – e deixa de lado segmentos importantes como a política, que rege a qualidade de sua vida, de seu futuro e de toda a Nação.

Infelizmente o brasileiro acompanha todos os dias nos telejornais, o Presidente Bolsonaro “surfando” em meio ao fogo cruzado do ódio da direita fascista contra a esquerda, arrotando arrogância e frases sem nexo; sem ter uma atitude que combine com suas atribuições de “chefe” de um grande país como o Brasil. O que é dito, sempre é desdito em curto espaço de tempo.

Qualquer criatura com o mínimo de inteligência percebe que a interferência do Tio Sam (neste caso Trump) na política brasileira, só tem uma finalidade específica: o controle das reservas de petróleo em território brasileiro e nossas riquezas naturais em primeiro plano.

O brasileiro segue sua trajetória inexorável de submissão.
FOTO: Arquivos Google

Infelizmente a ficha ainda não caiu para os da direita, que é formada por analfabetos políticos, a classe média que se acha rica e até mesmo por alguns pobres, mulheres e negros que não possuem amor próprio nem autoestima. E o brasileiro segue sua trajetória inexorável de submissão!

O Amargedom que já teve início em nosso país e se tornará mais intenso no próximo ano de 2019, não será o fim do Brasil e nem dos brasileiros, mas causará prejuízos à Nação e à sociedade que terá dificuldades para se reerguer.

Só como registro: o Presidente Bolsonaro não compareceu aos debates alegando não ter condições físicas. Citou uma bolsa com seus excrementos, que o incomodava muito. Como se explica, tão pouco tempo depois das eleições ele conseguir, sem problema nenhum, levantar um troféu com mais de 15 quilos ganho pelo Palmeiras pela conquista do Campeonato Nacional de 2018 e permanecer em pé por muito tempo, sem prejuízos para sua saúde?

Alberto Peixoto – Escritor

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Brasil, nação ultrajada/ Por Sérgio Jones*

O início do fim do governo de “Bolsosauro”.
FOTO: Arquivos Google

Mais um ano que se finda e a partir desse período tem início ao calendário festivo que toma conta de todo o país, o povo abre mão da luta pela conquista do pão e faz opção pelo circo dionísico que se transformou o nosso carnaval. Enquanto isso acontece instala-se nas terras brasis, o início do fim do governo de “Bolsosauro”.

Governo que promete ser recheado de imprevistos, equívocos e muito terror para a classe de trabalhadores. No presente momento está afiando as suas garras, tal qual ave de rapina, junto às forças opressoras e reacionárias que se apossaram da nação e do seu povo ao longo da nossa triste história, desde os tempos imemoriais.

Não podemos deixar de assinalar que a ascensão do tinhoso e seu clã de desajustados contou com o apoio de parte expressiva dos evangélicos. Grupo de religiosos que contribuíram, em muito, para deixar o Brasil do jeito que o diabo gosta.

Como se não bastasse uma tragédia deste porte político, nos deparamos com outra não menos importante, o judiciário brasileiro que em apenas 20 anos quadruplicou os seus salários. O que prova que parte da escória togada legisla em causa própria. O que fica evidenciado que este poder é sinônimo de uma iniquidade sem precedentes, além de uma infinidade de outros vícios maléficos que tem contribuído, sobremaneira, para este trágico modele social em que vivemos.

Este mesmo poder declarou recentemente, de forma estapafúrdia, na imprensa nacional, que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ramo especializado do Poder Judiciário, que foram encontradas 23 “inconsistências” na prestação de contas da campanha de Jair Bolsonaro (PSL) à Presidência da República. A prestação de contas da campanha foi entregue ao TSE apresentando uma arrecadação de R$4.377.640,36 e gastos R$2.812.442,38. Entre outras práticas eleitorais pouco confessáveis.

A grande piada de toda essa aparente tragédia o que busca o TSE é se atribuir valores que não possuem. Este poder ameaça com a improvável diplomação do “Bolsosauro” agendada para acontecer em 10 de dezembro. Sem a tal aprovação ficará impedido de tomar posse em 1º de janeiro. Provavelmente, esta deverá ser classificada como a piada do ano de 2018.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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2019: O início das trevas/Por: Alberto Peixoto

“Capitão” submisso ao “Imperador Trump”.
FOTO: Arquivos Google

O ano de 2019 dará início a um dos piores períodos da história do Brasil. Logo no primeiro dia do ano, tomará posse os vencedores do ultimo pleito, com uma equipe de militares que nunca foram políticos e sem nenhuma experiência em Administração Pública. Com certeza tentarão “comandar” o Brasil, como se fosse um quartel, cujo efetivo não serão soldados, serão escravos!

O Presidente Bolsonaro está transformando o País em um grande quartel, onde ele dita as ordens (será?) segundo o seu parvo entendimento, ou seja: nenhum. Até o momento, já foram anunciados 6 Ministros militares e mais um grupo de corruptos, que completarão a pior equipe de – lacaios – gestores públicos deste país.

A reforma da Previdência abrirá o próximo ano, prenunciando para a classe trabalhadora a perda de direitos historicamente adquiridos, entre tantas outras mazelas impostas ao “Capitão” pelo “Imperador Trump”, como: Pré sal, Petrobrás, Embraer, Amazônia, etc. Passamos de colônia de Portugal, para colônia dos Estados Unidos da América. “Êita predisposição para ser servente!”

Como anunciou o novo Presidente eleito, o trabalhador deve escolher entre ter direitos trabalhistas ou estar empregado. Dito isto, fica decretado o fim da aposentadoria – principalmente para os que estão entrando no mercado de trabalho – fim do décimo terceiro, férias, entre tantos outros direitos.

Com certeza, também o fim do SUS – Sistema Único de Saúde. Ora, quem precisa de assistência médica são os que têm dinheiro para pagar um atendimento particular. O pobre, negro e, principalmente nordestino, que procure um terreiro de candomblé. Se for na Bahia, estará tudo resolvido.

A escola pública chegou ao final. Segundo o Ministro da Educação, pobre não precisa entrar na universidade. “Pra quê”? A maioria não gosta e não quer se graduar em nível superior, conforme diz o Ministro. Só o segundo grau basta e vai trabalhar vagabundo, isto é, se achar emprego, porque o desemprego já é uma realidade. Quem tiver “bufunfa” que financie seus estudos.

A saúde pública, educação e cultura, entre tantos outros benefícios sociais, serão extintos.  Com certeza o contribuinte está louco para saber qual o destino do dinheiro arrecadado com os impostos. Claro que, exceto a parte que sempre vai para os paraísos fiscais. Esta parte todos já sabem.

O aumento de impostos vem a todo galope, o que significa mais verba do contribuinte, que é sempre escorchado, para ser desviado para os paraísos fiscais.

A partir de 1º de janeiro de 2019, o brasileiro vai ter certeza de que o “Alaíde Nigth Club”, cabaré de luxo situado em Feira de Santana, na Bahia, é mais organizado, mais bem administrado e sério do que o Brasil de hoje. Alaíde é muito competente e sabe administrar um “puteiro”!

Alberto Peixoto – Escritor

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Peritos comprovam o que é de conhecimento geral: “Bolsosauro” sofre de desvio de personalidade/ Por Sérgio Jones*

Olhar fixo, semblante idiotizado, movimentos bruscos são características indeléveis que atestam a insanidade
FOTO: gazetadopovo.com.br

Olhar fixo, semblante idiotizado, movimentos bruscos são características indeléveis que atestam a insanidade do “Bolsosauro”. O que qualquer observador com o mínimo de acuidade visual constata. E essa assertiva foi evidenciada com a divulgação de Áudios inéditos do Superior Tribunal Militar (STM), solicitados pelo jornal Estado de S. Paulo, que demonstram o fato ocorrido durante a realização de um julgamento de trinta anos atrás: o do então capitão do Exército Jair Messias Bolsonaro, à época com 33 anos, hoje com 63 e bem cotado presidenciável conservador da extrema-direita.

Consta que entre os períodos de 1987 e 1988, o coiso foi julgado duas vezes sob a acusação de “ter tido conduta irregular e praticado atos que afetam a honra pessoal, o pundonor militar e o decoro da classe”. Na primeira instância, em janeiro de 1988 foi considerado culpado pela unanimidade pelos três julgadores, todos oficiais militares. Na última – o STM, em sessão secreta de 16 de junho de 1988, integralmente gravada – Bolsonaro foi considerado não culpado por 9 a 4.

O que fica evidenciado é que o julgamento do STM foi à última etapa que julgou o caso de rebeldia militar ocorrido durante a presidência de José Sarney – a primeira depois da ditadura – e o desenrolar do segundo ano da Constituinte. Durante este período ocorreu o inesperado, ele foi inocentado, o que colocou em cheque a decisão do general Leônidas Pires Gonçalves, então ministro do Exército de Sarney, que avalizara publicamente a decisão da primeira instância, depois reformada.

Na sequência, um novo laudo elaborado pela Polícia Federal cravou a culpa do acusado: “Não restam dúvidas ao ser afirmado que os manuscritos promanaram do punho gráfico do capitão Jair Messias Bolsonaro”. Mas como este país carece de seriedade, Logo depois, a pedido do conselho, um quarto exame grafotécnico foi realizado pelos peritos do Exército que fizeram o primeiro laudo não acusatório, acrescentou um “complemento” contrário, afirmando que os caracteres “promanaram de um mesmo punho gráfico”. Quatro exames grafotécnicos, portanto, resulta em um patético empate em 2 a 2.

O epílogo de todo este contexto bizarro teve o seu ponto alto em 25 de janeiro, quando o “Bolsosauro” foi finalmente condenado pela unanimidade do conselho com um libelo em que o define ser ele portador de “desvio grave de personalidade e uma deformação profissional”, entre outras acusações como falta de coragem moral para deixar o Exército”. Também foi acusado de ter mentido ao longo de todo o processo. Este é o ‘homem’ que o povo ‘sabiamente’ elegeu para ser o presidente da nação. Eleger um ‘Salvador da Pátria’ vai custar um preço muito alto para o povo brasileiro, principalmente para aqueles que ocupam os segmentos menos favorecidos da sociedade. Vida de gado, povo marcado, povo feliz.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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A análise política da semana/Por: Eduardo Guriev

EDUARDO GURIEV é um cidadão russo democrata e amante da Lusofonia

Ao apresentar meu ponto de vista, apoiarei-me com a opinião de nossos especialistas políticos em vários programas de TV.

A Rússia não tem tempo e meios para interferir nos assuntos da Europa Ocidental e, em geral, não nos importamos se a Inglaterra deixa a União Europeia e sob quais condições não nos importamos. Então apenas só estamos olhar o processo lento e tudo o mundo inteiro já está cansado da brutalidade dos Estados Unidos e de seu desejo de viver às custas do resto do mundo (incluindo os países da União Européia).

Agora, quando Trump diz que não quer mais proteger a Europa da Rússia de graça, e está exigindo dinheiro – a velinha- Europa pensa, mas por que pagar? Melhor criar nosso próprio exército e a Rússia não queira parece nos atacar.

A Rússia hoje está bem armada e é um dos melhores exércitos do mundo. A Rússia foi a primeira a falar sobre a inadequação de um mundo unipolar e, em aliança com a China, fazem um papel importante na redução do apetite dos Estados Unidos. Nossas relações com a China estão muito próximas agora tanto econômica como militarmente, e isso é para muito tempo e isso é compreensível por quê.

A Rússia e a China estão ajudando a Coréia do Norte, estamos fazendo fronteira com ela e não precisamos da aparência de americanos lá. Basicamente, portanto, a Rússia retornou a Crimeia, que, em violação da legislação da URSS, foi transferida para uma das repúblicas (a RSS da Ucrânia) e, consequentemente, após o colapso da URSS, deveria retornar à RSS da Russia.um pouco mais sobre a Criméia e o Donbass. De repente por lá começaram a proibir falar russo e fechar escolas russas (a população é 80% de falantes de russo). Quais foram dissidentes os nazistas começaram a simplesmente matar e queimar como aconteceu em Odessa. Tudo isso é feito pelos descendentes de Bendera, que lutaram ao lado da Alemanha nazista. Tudo acontece com o consentimento tácito do Ocidente. Novamente há procissões com tochas e com mão levanta alta .a história se repete porque já vimos tudo isso.(déja vu).

EDUARDO GURIEV é um cidadão russo democrata e amante da Lusofonia, que já viveu e trabalhou em vários países de língua portuguesa, entre eles Angola. É uma pessoa com elevado sentido crítico, intelectualmente honesta e muito politizada.

Colaboração: José Manuel Cruz Cebola – Crítico

Sintra/Portugal

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Os pobres são as primeiras vítimas do Bolsonaro “bunda suja”/Por Sérgio Jones

Bolsonaro “bunda suja”
FOTO: Jamarion

De acordo com o que aponta dados levantados pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), estes indicam que 1575 municípios são atendidos apenas por médicos cubanos, e que 80% dessas localidades têm até 20 mil habitantes. Vão gerar a desassistência básica de saúde a mais de 28 milhões de pessoas”.

Em nota emitida pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) reconhece que a saída de 8,5 mil médicos vindos de Cuba que atuam na Estratégia Saúde da Família e cuidando da saúde de indígenas. Os profissionais, que atuam em vários municípios, a maioria em áreas mais vulneráveis, como na região norte do país, no semiárido nordestino, em cidades com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), terras indígenas e periferias de grandes centros urbanos. Provocará sérios estragos na saúde do povo brasileiro.

A entidade, ao contrário e a tendência que a situação se desenha no contexto da bizarra realidade brasileira, solicita a expansão do programa Mais Médicos para municípios que ainda não têm atendimento básico de saúde ou enfrentam dificuldades para fixar quadro médico, tema que foi debatido a exaustão em audiências recentes realizadas no Ministério da Saúde.

A nota destaca também que estudo mostra que a área da Saúde sofreu defasagem de 42% nos gastos durante os últimos 10 anos, o que tem gerado uma sobrecarga nas despesas de municípios, que não podem assumir mais gastos. Diante do quadro desolador que se apresenta no setor de saúde, a CNM aposta no diálogo entre as partes para os médicos cubanos permanecerem no país pelo menos até o final deste ano ou, se possível, por tempo maior a ser acordado entre os dois países.

O Ministério da Saúde Pública de Cuba anunciou em nota oficial seu desligamento do programa Mais Médicos mantido pelo governo brasileiro. A ação foi criada em agosto de 2013, durante o governo de Dilma Rousseff (PT) e tem como objetivo ampliar o atendimento nas comunidades mais pobres por meio de parceria com a Opas.

A saída dos profissionais de saúde cubanos do Brasil se deve a pronunciamento feito pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL) conhecido nos meios militares brasileiros como militar “bunda suja”. Designação dada pelo general Geisel e militares de alta patente ao então capitão que não conseguira subir de patente: . “bunda suja” é o mesmo que fez declarações de forma leviana e depreciativas aos médicos, o que resultará na modificação dos termos e condições do programa. Ele questiona a preparação dos profissionais cubanos e condiciona a permanência deles no programa à revalidação do título e como única forma a contratação individual.

A condição do envio dos médicos ao Brasil é que parte da remuneração paga a eles pelo governo brasileiro seja repassada ao governo cubano. Comportamento este, que tem causado “indignação” e servido de argumento, por parte dos reacionários de direita, como uma forma do governo cubano explorar os seus profissionais da área de saúde. Na verdade, o que se esconde por trás destes argumentos falaciosos, é que em Cuba, diferentemente daqui do Brasil, todos os custos na formação destes profissionais são mantidos pelo governo.

Esta parcela cobrada é para ser investida no ensino e preparação de outros universitários, em sua grande maioria oriundos da classe trabalhadora. Em Cuba a medicina é exercida de forma preventiva, não tem fins lucrativo. Enquanto no Brasil é exercida de forma curativa para proporcionar ganhos para laboratórios e os profissionais do que se costuma chamar máfia de brancos. Esta é a diferença que tanto irrita a pretensa e malcheirosa elite brasileira.

Sérgio Jones, jornalista |(sergiojones@live.com)

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Colunista do Estadão é demitida por criticar Bolsonáro/Por: Ruth Manus

Ruth Manus foi demitida, nesta segunda-feira (12), do Estadão, por ter feito coluna criticando o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).
FOTO: Arquivos Google

“Era uma vez uma moça chamada Ruth, que escrevia para um grande jornal brasileiro. Escreveu durante anos, sobre amor, humor e tantas outras coisas sérias e indispensáveis, com liberdade e boas intenções. Impressionou com seus números de audiência e foi premiada três vezes pelo jornal.

Acreditando, ainda, na liberda”de que julgava ter, escreveu no fim de agosto um texto que criticava um candidato à presidência do país. Foi surpreendida com uma ligação do jornal proibindo-a de se manifestar sobre política por prazo indeterminado. Assustou-se, não esperava uma coisa dessas em pleno ano de 2018. Escreveu para o jornal, lembrando-os de que fora contratada para escrever colunas com tema livre e dizendo que essa conduta de censura não fazia sentido para ela, sobretudo pelo fato deles saberem que ela era advogada e professora de Direito.

Como seria possível não falar sobre política? O que não é política? Direito envolve política, minorias envolvem política, feminismo envolve política, sociedade envolve política, relacionamentos envolvem política. Liberdade é pura política- e sua ausência, ainda mais. Disse que não estava disposta a escrever com medo, pisando em ovos e que, caso eles não estivessem dispostos a preservar sua liberdade como colunista, que ficassem à vontade para rescindir o seu contrato.

Algumas semanas depois- ontem, no caso- foi comunicada acerca do seu desligamento.

Saio do Estadão com tranquilidade e com a certeza de que fui absolutamente coerente com aquilo em que acredito. Tenho orgulho da minha trajetória lá dentro, ao longo de quase 5 anos, assim como tenho orgulho da minha saída, sobretudo no momento que o Brasil atraei escrevendo com a mesma alegria, com a mesma coragem e com a mesma fé. Quem quiser seguir me acompanhando, será muito bem vindo na minha página do facebook, no meu instagram, no Observador- jornal português no qual escrevo desde 2016 com total respeito e livessa. Agradeço a todos os que trabalharam comigo no jornal, agradeço pelo espaço que tive ao longo desses anos e lamento profundamente que a liberdade de expressão já esteja sendo tão relativizada no Brasil.

Continuarberdade- e, futuramente, em outros espaços que façam sentido. Obrigada pelos anos de leituras atentas. Seguimos juntos. Isso foi só o começo.”

Ruth Manus – Advogada e professora de Direito do Trabalho e de Direito Internacional

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