Author Archives: Alberto Peixoto

Sérgio Moro: um ser aflito e afogado em mentiras / Por Sérgio Jones *

A cada denúncia do Intercept, Moro se afunda em um atoleiro que não tem retorno
FOTO: Revista Fórum

Agoniza em fogo brando o xerife da Lava jato, que atualmente vive o seu mundo cão. Ele e sua corja de colaboradores estão pisando em terreno pantanoso, tipo areia movediça, quanto mais se mexe, afunda mais.

Alguns articulistas de auto coturno no meio da grande mídia já professam e até defendem que o melhor a ser feito, no momento, é o Moro se recolher a sua insignificância e fugir do cenário político que não lhe é nada favorável.

Aproveitar o dinheiro que amealhou em parceira com seus comparsas, em ações pouco ou nada confessáveis, que culminou com a prisão de Lula. O passado dele o condena, negociou o presente e o futuro lhe é incerto. Não detém e nem reúne os critérios minimamente necessários, para permanecer ministro.

A pedreira de denúncias que apontam o desmando, associado com o abuso de poder, não para de se avolumar. O criador está sendo engolido pela criatura. A sua participação a exemplo do depoimento prestado recentemente, no senado, deixou claro a figura patética que sempre foi, depauperada e decadente. Uma farsa calcada na mentira e no engodo.

Na condição de ex-juiz e atual ministro não apresenta as mínimas condições, nem física e muito menos morais para aguentar o tranco que vem por aí. Moro sofre os que se denomina na aeronáutica quando uma peça do motor perde a sua completa serventia, ele está com fadiga de material. Insistir grudado que nem uma ostra ao poder, pode lhe custar a liberdade, e até mesmo a vida.

Sérgio Jones, jornalista, (sergiojones@live.com)

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Bolsonaro, lídimo representante da imbecilidade coletiva brasileira/ Por Sérgio Jones*

Um palhaço no poder
FOTO: Reprodução SBT

Cópia mal feita do presidente de extrema direita Jair Bolsonaro e de seu ministro da Justiça e Segurança Pública, o escabroso Sérgio Moro. Formam uma parceria macabra que está gerando a destruição sistemática das instituições, da nação brasileira. O grande questionamento a ser feito é, até quando esta bizarrice irá se manter?

O país vive uma situação política atípica, após o surgimento dos dois “mitos” do Brasil, após a era Lula. Coloca os dois no lodo da história tal qual Collor de Mello, que na época dele se utilizou do discurso de caçar marajás. E o resultado de todo este ciclo resultou em impeachment.

O atual e suspeito presidente venceu o último pleito eleitoral se utilizando de Fakes News, sob o argumento falacioso de que iriam salvar o Brasil das garras infectas da corrupção, da violência e da “praga da esquerda”. Discurso demagógico que foi muito bem aceito por uma sociedade hipócrita e portadora de grandes doses de conservadorismo.

Na visão distorcida e de toda a sua escória de seguidores é de que os seus antecessores políticos haviam arruinado o país privando-o de dois pilares básicos da sociedade: sua essência moral e religiosa. Mas esqueceu que tanto ele como os milicianos deles, é que todos estão atolados, até o pescoço, em ações ilícitas.

O mito no que tange a emporcalhada figura do ex-juiz Moro, o responsável principal pela Operação Lava Jato, que tinha como premissa básica realizar uma faxina moral. Traçando um combate sem trégua contra a corrupção de políticos e empresários famosos. Era totalmente outra, por trás de toda esta cortina de fumaça se escondia o inconfessável desejo apear a presidente Dilma, legitimamente eleita, do poder.

Mas ao que parece atiraram no que viram e acertaram no que não viram. Esqueceram os “paladinos” que a moeda tem duas faces, e que os bandidos não tinham lados, no decadente sistema político brasileiro, que de maduro está caindo de podre. O que impede que nesta fita de cowboy caboclo existam as figuras do mocinho e do bandido. Aqui nas terras cabralinas todos são bandidos, desde tempos imemoriais. É uma questão histórica que atinge a tudo e a todos, de forma indistinta.

Esta aproximação promíscua não poderia poupar nem mesmo os aliados desta cruzada bestial. A sua insistência acabou colocando como vítima, do fogo amigo, os seus próprios aliados de copo e de cruz. A tolerância entre os dois “mitos” é frágil. Para que esta relação, entre ambos, se torne autofágicas, é só uma questão de tempo. Resta saber, qual deles primeiro engolirá o outro.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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O povo nas ruas – E vamos à luta/Por: Alberto Peixoto

O povo foi às ruas reivindicar seus direitos
FOTO: Apeixoto

“Apesar de você, amanhã há de ser, outro dia, eu pergunto a você, onde vai se esconder, da enorme euforia, como vai proibir, quando o galo insistir, em cantar, água nova brotando, e a gente se amando sem parar[…]”

Na época da ditadura militar de 1964, a música “Apesar de Você”, de autoria de Chico Buarque, praticamente virou o Hino Nacional Brasileiro, principalmente entre os universitários, pessoas ligadas à cultura e as artes, trabalhadores e as pessoas com nível intelectual apurado.

Lamentavelmente nos dias de hoje, muitas pessoas, principalmente as pertencentes ao grupo das “mais intelectualizadas” e grande parte da classe média – a que se acha rica – até trabalhadores mal informados, mudaram de lado de forma burra, irresponsável, e inexplicável, fortalecendo o capitalismo que a escraviza.

Segundo estes eleitores o Presidente Bolsonaro “iria impor a ordem e proteger os cidadãos de bem, defender os valores da família tradicional além de ser um político honesto, visto que não está envolvido em escândalos de corrupção”.

Para contradizer a toda esta “Estória da Carochinha” e jogar a “Famíglia Bolsonaro” no lugar a que sempre pertenceu, surgiu um personagem estereotipado, o Queiroz, jogando toda esta tese pelo “laranjal” abaixo. Falando em Queiroz, por onde anda este personagem? Perdeu-se no laranjal Bolsonariano? Ou se “entregou” a Jesus e está celebrando culto em alguma igreja evangélica? “Tenham cuidado com a sacolinha”.

Por estes e outros motivos como: o corte dos investimentos em educação, a Reforma da Previdência, fim da aposentadoria e outras mazelas mais, que no dia 14 de junho o povo, reivindicando seus direitos, foi às ruas em mais de 189 cidades do país. Deve-se dizer, ordeiramente.

Uma coisa não se pode negar: o Presidente apresentou três grandes projetos de tamanha importância para a sociedade brasileira que, com certeza, ficarão na história da política deste país. São eles: o fim da tomada de três pinos, o fim do horário de verão e o fim das cadeirinhas destinadas a transportar crianças nos veículos em segurança. Sem falar em armar a população com a finalidade, segundo ele, de diminuir a violência. Esta, talvez por falta de maiores detalhes, ninguém de bom senso entendeu.

Com certeza estes projetos irão aumentar o PIB nacional, baixar o valor do dólar e aumentar as exportações!

Eu acredito é na rapaziada, que segue em frente, e segura o rojão, eu ponho fé no pé da moçada, que não foge da fera, e enfrenta o leão, eu vou à luta com essa juventude, que não corre da raia, à troco de nada, eu vou no bloco, dessa mocidade, que não tá na saudade, e constrói a manhã desejada […]. E Vamos à Luta – Gonzaguinha

Alberto Peixoto – Escritor

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Brasileiros constrangidos em ter Bolsonaro como presidente/ Por Sérgio Jones *

Diante das sucessivas bobagens e patuscadas apresentadas pelo presidente Jair Bolsonaro durante entrevistas, e a maneira como vem administrando a nação, concedidas à imprense nacional e internacional. Os constrangimentos para o povo brasileiro têm se tornado visivelmente intoleráveis. 
Uma das mais recentes, de seu manual de besteirol, foi ter afirmado não ter visto nenhuma maldade em advogado ter conversado com promotor, polícia Federal falar com promotor. Se referindo ao comportamento nada ético do xerife dele, de obras prontas, Sérgio Moro. 


Mas segundo diálogos expostos pelo site Intercept, estes deixam claro que o rei está nu. Enquanto era juiz da Lava Jato, Moro discutira como o procurador Deltan Dallgnol processos em andamento e comentava pedidos feitos à justiça pelo Ministério Público Federal.


A cópia mal elaborada da figura do presidente tentou justificar o silêncio que manteve por vários dias, diante da imprensa, sobre o caso ao declarar que “uma imagem vale mais que mil palavras” e citou o fato de ter ido junto com Moro a um evento da Marinha, na terça (11), de quem permaneceu ao lado durante a cerimônia.


No tocante aos possíveis desdobramentos que as mensagens podem trazer para a Lava Jato, o indigitado presidente, argumenta que: “O Brasil tem muito a agradecer ao ex-juiz”. E acrescentou mais uma inverdade ao afirmar que o ministro se manteve isento no período das eleições, que ele “não fez campanha” e “nem entrou em campo”.


Com relação ao ex-presidente Lula, Bolsonaro mostrou-se incomodado ao ser questionado por um repórter sobre o fato de ter o ex-presidente colocado em dúvida a veracidade da facada da qual foi vítima em 2018. “Presidiário presta depoimento, não dá entrevista”, disse.


Persistindo em sua retórica incompreensível argumentou a seu favor de que poderia exibir a cicatriz para provar que era verdade. E que o mesmo não teria “nem grana e nem contatos” para forjar o ataque.


E de forma debochada e pouco inteligente disse que se a facada recebida por ele, que não apresentou sangramento, fosse desferida na barriga do Lula, no lugar do sangue verteria muita cachaça.


O fato inusitado que chamou a atenção dos repórteres foi a atitude adotada pelo ministro do GSI, general Augusto Heleno, demonstrando total desequilíbrio mental sobre o episódio da facada em Bolsonaro. Chamou o ex-presidente de “canalha” e foi enfático ao afirmar que “tinha vergonha” de ele ter sido presidente do Brasil.


Quanto ao tratamento de subserviência mantido diante do presidente ao trata-lo de “senhor” era uma questão de respeito. No que tange à existência de um ex-Presidente da República desonesto, este deveria ter “prisão perpétua decretada”. Não seria este o caso de se perguntar o que o general, cabeça torta, está fazendo ao lado de Bolsonaro, e porque ambos não se encontram em prisão perpétua? 
Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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EDITORIAL DO THE INTERCEPT PUBLICADO EM 15/06, ÀS 16h36: Sábado, 15 de junho de 2019 O site “aliado a hackers criminosos”

Juiz faccioso
FOTO: VEJA

No último domingo, o Brasil foi surpreendido por três reportagens explosivas publicadas pelo TIB. Nelas, nós mostramos as entranhas da Lava Jato e mergulhamos fundo em poderes quase nunca cobertos pela imprensa. Quase todos os jornalistas que eu conheço preferem se manter afastados disso: apontar o dedo para procuradores e juízes é, antes de tudo, perigoso em muitos níveis – eles têm razão.

As primeiras reações dos envolvidos no escândalo foram essas: O MPF preferiu focar em hackers, e não negou a autenticidade das mensagens. Sergio Moro disse que não viu nada de mais, ou seja: não negou a autenticidade das mensagens.

Moro, na verdade, se emparedou: em entrevista ao Estadão, ele inicialmente não reconhece como autêntica uma frase que ele mesmo disse. Mas depois diz que pode ter dito. E depois ainda diz que não lembra se disse. Moro está em estado confusional.

Horas depois, à Folha, Moro confirmou um dos chats que publicamos: em uma coletiva, ele chamou de “descuido” o episódio no qual, em 7 de dezembro de 2015, passa uma pista sobre o caso de Lula para que a equipe do MP investigue. Confessou que ajudou a acusação informalmente, o que é contra a lei. Como dizem as piores línguas: tirem suas próprias conclusões.

Deltan Dallagnol não negou tampouco. Ele está bastante preocupado com o que diz ser um “hacker”, mas sequer entregou seu celular para a perícia.

É evidente que nem Moro, nem Deltan e nem ninguém podem negar o que disseram e fizeram. O Graciliano Rocha, do BuzzFeed news, mostrou que atos da Lava Jato coincidiram com orientações de Moro a Deltan no Telegram. Moro mandou, o MPF obedeceu. Isso não é Justiça, é parceria. Ontem nós mostramos a mesma coisa: Moro sugeriu que o MPF atacasse a defesa de Lula usando a imprensa, e o MPF obedeceu. Quem chefiava os procuradores? Só não vê quem não quer.

A imprensa séria virou contra Sergio Moro e Deltan Dallagnol em uma semana graças às revelações do TIB. O Estadão, mesmo que ainda fortemente aliado de Curitiba, pediu a renúncia de Moro e o afastamento dos procuradores. A Veja escreveu um editorial contundente (“Moro ultrapassou de forma inequívoca a linha da decência e da legalidade no papel de magistrado.”) e publicou uma capa demolidora. A Folha está fazendo um trabalho importante com os diálogos, publicando reportagens de contexto absolutamente necessárias.

Durante cinco anos, a Lava Jato usou vazamentos e relacionamentos com jornalistas como uma estratégia de pressão na opinião pública. Funcionou, e a operação passou incólume, sofrendo poucas críticas enquanto abastecia a mídia com manchetes diárias. Teve pista livre para cometer ilegalidades em nome do combate a ilegalidades. Agora, a maior parte da imprensa está pondo em dúvida os procuradores e o superministro.

Mas existe uma força disposta a mudar essa narrativa. A grande preocupação dos envolvidos agora, com ajuda da Rede Globo – já que não podem negar seus malfeitos – é com o “hacker”. E também nunca vimos tantos jornalistas interessados mais em descobrir a fonte de uma informação do que com a informação em si. Nós jamais falamos em hacker. Nós não falamos sobre nossa fonte. Nunca.

Já imaginou se toda a imprensa entrasse numa cruzada para tentar descobrir as fontes das reportagens de todo mundo? A quem serve esse desvio de rota? Por enquanto nós vamos chamar só de mau jornalismo, mas talvez muito em breve tudo seja esclarecido. Nós já vimos o futuro, e as respostas estão lá.

A ideia é tentar nos colar a algum tipo de crime – que não cometemos e que a Constituição do país nos protege. Moro disse que somos “aliados de criminosos”, em um ato de desespero. Isso não tem qualquer potencial para nos intimidar. Estamos apenas no começo.

Esse trabalho todo que estamos fazendo só acontece graças ao esforço de uma equipe incrível aqui no TIB. De administrativo a redes sociais, de editorial a comunicações, todos estão sendo absolutamente fantásticos. Nós queremos agradecer imensamente por tudo, e pedir para que vocês nos ajudem a continuar reportando esse arquivo.

Faça parte do Intercept Brasil.

Sem vocês, nada disso tem sentido.

Abraços e ótimo fim de semana

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O imbecil inútil/Por Alberto Peixoto

Oh! Bendito o que semeia
Livros à mão cheia
E manda o povo pensar!
O livro, caindo n’alma
É germe – que faz a palma,
É chuva – que faz o mar! (Castro Alves)

Após ouvir o Presidente da República xingar os estudantes do seu país de imbecis úteis, qualquer coisa pode acontecer que não será surpresa, principalmente quando esta frase é pronunciada por um “imbecil inútil”.

O estudante, seja de que país for, é uma pedra preciosa em estado de lapidação nas mãos de um competente profissional: o Professor!

O discente é aquele que faz o novo acontecer e não se atem simplesmente a aprender ler e escrever. Está sempre na busca pelo conhecimento; no esforço constante em experiências que compreende o modo de pensar e discernir, sempre procurando aumentar as expectativas de vida.  Saber interpretar a humanidade que o cerca para no futuro programar a diferença.

O estudante é o hoje se preparando para solucionar o amanhã; é o responsável pela construção de um futuro mais estruturado; estudar não é qualquer coisa efêmera. É algo que subsistirá eternamente em sua vida, sempre mostrando o caminho correto a seguir.

Temos um governo de qualidades medíocres, com um Ministro da Educação que coleciona em seu histórico escolar várias notas “0” e suas principais avaliações foram média 6; Damares Alves – para o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos – totalmente desequilibrada; os três patetas filhos, como trapalhões, destruindo e levando o país à bancarrota. Acham-se os “donos do pedaço”.

Cortar verbas para as escolas públicas, que já funcionam “a meia bomba”, é um ato criminoso que só pode ser cometido por um “imbecil inútil”; um ser sem cérebro, totalmente destituído de inteligência.

A única solução do Brasil de hoje, está nas mãos de nossos estudantes que, com sua atitude de ir às ruas reclamar seus direitos, podem provocar uma reviravolta na atual situação caótica pela qual passamos. Os atos e atitudes do estudante contemporâneo se resumem na busca pela evolução da sociedade devidamente organizada; no crescimento intelectual e científico.

Alberto Peixoto – Escritor


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Manifestação de apoio a Bolsonaro pode se tornar um fiasco/ Por Sérgio Jones*

Receoso com as oscilações manifestadas pelo povo brasileiro, em especial daqueles que insanamente o apoiaram, no último pleito eleitoral. O arremedo de Presidente Jair Bolsonaro, e toda a sua cúpula temem que a manifestação em prol de seu “governo” se torne um fiasco e não consiga reunir mais do que meia dúzia de idiotas, e eleitores desavisados.

Diante desta perspectiva, nada alentadora, a cúpula miliciana dele já se articula utilizando o argumento, pouco ou nada convincente. A reação partiu do presidente do PSL, o deputado Luciano Bivar (PE), que diz não ver sentido nas manifestações convocadas para este domingo (26) em apoio ao presidente. 
“[O presidente] não precisa que as pessoas façam manifestação porque ele foi institucionalmente e democraticamente alçado ao poder. Não cometeu nenhum crime de improbidade, não cometeu nenhum crime administrativo. Tem uma rede social imensa. Para quê tirar o povo para uma coisa que já está dentro de casa? Já ganhamos as eleições”.

Para o grupo moderado, que é composto pelos militares, no entanto, considera a ida de Bolsonaro, ao ato, é um erro. Para eles, o presidente sofrerá um desgaste independentemente da adesão do público.

Outro impasse em toda esta pífia tentativa de dar sustentação a um governo, que na prática ainda não começou a governar, associada com a Crise no PSL. Existem nomes do partido que agonizam travando brigas intestinas, o que fragiliza a agremiação política do PSL. A exemplo do que ocorreu recentemente, quando as deputadas Carla Zambelli (PSL-SP) e Joice Hasselmann (PSL-SP), que também é líder do governo no Congresso, bateram boca pelas redes sociais. Outro aspecto que vem tirando o sossego dos bolsonaristas é a possível ameaça de deixar o PSL, feita pela deputada estadual paulista Janaina Paschoal.

Eleita com mais de 2 milhões de votos, a maior votação na história recebida para o cargo no país, a advogada, Janaína Pascoal, que se notabilizou com o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), fez críticas nos últimos dias à manifestação que está sendo convocada para domingo (26), em apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PSL). “Amigos, vocês estão cegos”, escreveu ela no grupo de WhatsApp dos deputados estaduais da legenda, depois de uma série de embates sobre a necessidade do ato de rua.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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O presidente que vocês elegeram/Por: José Manuel Cruz Cebola

A nova Liga da Justiça
FOTO: Quartzoinvestments.com

O presidente eleito por vocês (sim, vocês mesmo aí, não se escondam agora) é tão patético, tão pobre-bicho, tão mais próximo de um inseto do que de um ser humano, que se presta a simular convites para homenagens inexistentes, a título de pretexto para voltar sempre ao mesmo país em que é pisoteado, ridicularizado e enganado como um guri perdido na roda de conversa de gente grande.

É um larápio iletrado, um puxa-saco tão miserável que se presta ao papel cômico de visitar um ex-chefe de Estado que não só não o esperava, como sequer sabia da sua existência. Tudo para tirar uma foto ao lado de alguém que realize a sua sede de ficar à sombra, lugar de onde nunca deveria ter saído.

É um humilhado, um covarde que se torna perigoso pela semi-consciência da sua insignificância. Como líder (?) do maior país da América do Sul não passa de um turista inconveniente, grosseiro, a repetir os mesmos bordões que, em algum momento, convenceram seus eleitores de que se tratava de um homem com brio.

Não, nada disso: é só um cagarola (Diz-se de um homem covarde; medroso. Mijote.) que precisa que lhe limpem a quantidade industrial de merda defecada diariamente. Nada me admira que odeie as universidades públicas. Quem chafurda com orgulho na lama do chiqueiro, não suporta o mínimo lapso de civilidade, ciência, educação. Um dia cheguei a dizer que o Brasil sob este governo se assemelhava aos lugares fictícios da literatura fantástica; hoje vejo que as urnas nos presentearam com um fanfarrão de estirpe mais próxima àqueles personagens de Chico Anysio, aspirantes à prefeitura de um bananal que nem as moscas se prestam a varejar.

O chapéu de idiota útil não cabe a mim. Que as devidas cabeças o exibam, com a dignidade de reconhecer a merda que fizeram. Sempre é tempo de renegar um governo que não merece o lugar que ocupa.

José Manuel Cruz Cebola – Crítico – Sintra/Portugal

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Impeachment de Bolsonaro: uma luz no fim do túnel/ Por Sérgio Jones*

O pior presidente do Brasil

A vida dá muitas voltas, talvez seja por isso que o mundo é redondo, e tem razões que a própria razão desconhece. Como já sentenciava Marx, “A história se repete pelo menos duas vezes, a primeira vez como tragédia, segunda vez como farsa”. Tragédia esta que já se faz previamente escrita nas estrelas. A eleição do demente e histriônico presidente, Jair Bolsonaro, pode ser considerada como uma espécie de aborto histórico. Momentos assim têm sido frequentes na realidade brasileira. Vale lembrar a vitória de outro presidente não menos histriônico, Collor de Mello.

O primeiro, Collor de Mello, teve um desfecho melancólico. Logo após o apoio insano recebido pela estúpida elite brasileira, que tudo fez e faz para manter vergonhosos privilégios, deu com burros n’água. O então presidente tudo fez que resultou no ato criminoso, ao liberar a luz verde que deu início ao sequestro da poupança. Causando a revolta e protestos gerais. O desfecho de tamanha insanidade resultou em suicídio de muitas pessoas, tudo isso sem falar no escândalo provocado pelo famigerado PC Farias, que formava a panelinha de Collor. Resultado que culminou com o assassinato de PC. Na sequência, tudo voltou a ser como dantes, no quartel de Abrantes.

Nos dias atuais, a história volta a se repetir como farsa com a eleição de mais um pseudo “Salvador da Pátria”. O cidadão brasileiro induzido pela grande mídia golpista se deixou influenciar, mais uma vez, ao eleger o degenerado Bolsonaro para dirigir os destinos da nação brasileira.

Em pouco mais de quatro meses o governo atual se revelou no mais completo desastre que se tornou visível com grave crise política e econômica, além de denúncias de que o filho dele, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), formou quadrilha quando era deputado estadual Estes ingredientes apimentaram e vem até mesmo acelerando o desprestígio do presidente da República. Resultando na insatisfação popular. Condições ideais que fizeram com que o impeachment passe a ser uma realidade, discutido nos bastidores políticos.

“O cenário de fraqueza econômica, instabilidade política e aprofundamento das apurações contra Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) fez a palavra impeachment voltar a circular nos Poderes”. O que implica destacar que tal situação não tem origem em nenhum ato de conspiração, e sim de fatos reais e concretos.

Vale apena observar que o fracasso precoce do famigerado Bolsonaro é uma possibilidade real sobre a qual há discussões intensas entre integrantes dos poderes Legislativo e Judiciário, todos temerosos do que pode ocorrer com o país na concretização dessa hipótese. Mas nada pode ser pior do que a continuação deste celerado e sua perniciosa “famiglia”, no poder.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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Deitado eternamente em berço esplêndido/Alberto Peixoto

Estudantes prometem ir às ruas em protestos aos cortes nas Universidades Federais
FOTO: Arquivos Goocle

Como já diz o próprio Hino Nacional, o brasileiro vive deitado eternamente em berço esplêndido. Esta letargia advém do analfabetismo político que assola a população brasileira, inclusive os próprios estadistas podem ser classificados como 99,5 % analfabetos neste segmento, sem o mínimo necessário de conhecimento. Nem pensar em possuir a “teoria do conhecimento científico neste bloco governamental”.

O analfabetismo funcional segundo dados do IBOPE, gira em torno de 68%, com 7% da população totalmente analfabeta, ou seja, não possui domínio pleno da interpretação de um texto, muito menos da escrita ou operações matemáticas. Apenas 1 entre cada 4 brasileiros, é plenamente alfabetizado. Imagine com os cortes na educação, como será este quadro.

Estas observações nos levam a acreditar que a inércia do brasileiro, ou este eterno “sono” em berço esplêndido, tem como origem a falta de capacitação da grande maioria da população. Fatalmente, falta visão política.

Não se pode admitir que trabalhadores, pessoas de baixa renda, negros, sempre discriminados por este (des) governo acéfalo, apoiem a reforma da Previdência, onde estes mesmos “desvalidos” serão prejudicados; os mais humildes não poderão frequentar uma escola pública e até mesmo os mais prósperos, terão problemas com os cortes que este Ministro da Educação, meia bomba, está praticando.

Como disse o Presidente Lula, em entrevista à Mônica Bergamo (Folha de São Paulo) e Florestan Fernandes (El País), o brasileiro, principalmente o trabalhador, está aceitando todo prejuízo produzido pela reforma criminosa da Previdência, de forma muito passiva. Possivelmente ainda não entenderam a gravidade do prejuízo gerado por esta reforma criminosa.

Carapintadas invadiram as ruas na década de 90, reivindicando seus direitos
FOTO: 2 acervo O GLOBO

Este gigante que dorme em berço esplêndido há quase dois séculos – 1831; Francisco Manuel da Silva e Joaquim Osório Duque Estrada – precisa acordar urgentemente e seguir para as ruas lutar contra seus pesadelos. Pesadelos estes que estão levando não só o trabalhador brasileiro, como toda nação à “bancarrota”.

O atual governo impõe um desmonte sem precedentes ao crescimento do Brasil. Nos últimos meses o país entrou em depressão sem nenhuma perspectiva de superação. As consequências dessa estagnação vão repercutir no futuro, em uma sociedade fragmentada em classes com frequentes transições. O fim da classe média está anunciado. Seremos um país de miseráveis contra banqueiros e empresários.

Onde estão os caras-pintadas que no ano de 1992 criou o movimento estudantil, que foi às ruas com o objetivo principal que era o impeachment do Presidente do Brasil na época, Fernando Collor de Mello? Acabou o gás?

O atual Ministro da Educação (também conhecido como Ministro Chocolate) anunciou um corte de 30% – que para ele é igual a 3.5% – nas Universidades Federais. A soma do corte em todas as Universidades Federais totaliza R$ 2 bilhões. As principais consequências desta atitude insana cairão negativamente sobre as pesquisas científicas, projetos de extensão, aquisição de novos equipamentos, limpeza e vigilância, etc.

É hora de voltar para as ruas; é hora de acordar, de levantar deste “berço esplêndido” e dar um basta nesta corja de vândalos, dilapidadores do patrimônio público, destruidores do futuro dos jovens brasileiros. Os estudantes brasileiros resistiram à ditadura de 1964 e resistirão a esta, fruto de um governo composto por estúpidos, analfabetos funcionais e políticos. Espera-se que desta vez, o eleitor brasileiro tenha aprendido a lição.

Alberto Peixoto – Escritor

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