Bueiro da podridão/Por Jucklin C. Filho

Não adianta agora o choro, vela pra defunto que não presta. Não foram enganados.Sabiam da droga que compravam, mesmo assim, levaram a mercadoria imprestável, estragada.

Paguem o preço pela bobagem que fizeram. A mercadoria podre, com o tempo, vai mais ainda apodrecendo. Quanto mais mexida, fede mais.

O pior , é que infecta todas as mercadorias em volta.

Selecionaram o lixo pelo lixo no balcão dos negócios nauseabundos — o lixão em que tudo transformara-se, aguçando a gula das aves de rapina .

Não são inocentes. Sabem do fruto podre que está sendo distribuido na lavoura pífia, abjeta e tão imunda, onde se colhe os piores frutos , plantados ante tanta imundície, que põe a correr os espantalhos, frente à sujeira que emerge do imenso bueiro que espele podridão por todo canto.

Jucklin C. Filho

Leave a Comment

Filed under Sem categoria

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Time limit is exhausted. Please reload CAPTCHA.