A justiça tarda. Mas não falha/Por Jucklin Filho

Naquele reino ao Sul da América, República das Palmeiras, reinado que aos desvalidos da sorte a Justiça é inalcançável, Morino Serjone Bem Pagável dialoga com Dona Justa Justina :

— Digníssima Senhora, não apoquenta! Escuta com parcimônia: Sem demora, vai! Prepara o retalho. Assenta o cravo no malho. Não erra. Apanha a carta que restou do baralho. Fica atenta. Esgrime a espada.

O julgamento no STF, não podemos perder. 0 réu tem que continuar devedor da Justiça e inelegível. Já falhamos de ele estar solto, na questão da queda da prisão em segunda instância.

O resultado do julgamento na Suprema Corte, do ex-presidente da República das Palmeiras, o desfecho fora desfavorável para o Serjone Bem Pagável: 7 votos a 4 por incompetência e parcialidade.

De pronto, Morino Bem Pagável esperneia, fulo de raiva, quase arranca os cabelos, contrafeito brada:

— 0 que houve? O ex-presidente da Lulino da Silva , não podia ser inocentado. Que fraquejo, iminência! Que descuido!

Primeiro, soltaste o camarada. Agora, o Lulino readquiriu os direitos políticos. Irá ganhar a eleição para Presidente da República das Palmeiras. Pode ganhar até em primeiro turno, em 2022.

Sisuda, contrapõe Justa Justina :

– A Justiça , Morino Serjone Pagável, presume-se não ser mesquinha e miserável, não se lidar que castigue alguém por capricho ou vingança, não labora por reconhecimento das ruas, aplausos externos, levantamento da bola de seus pares; na trabalha por um monte de dinheiro; não almeja ganhar milhares de moedas de ouro; não é vingativa e persecutória. De sorte, caro Serjone Bem Pagável, fazer justica é não ferir a Justiça de morte!

Ela tarda. Mas não falha! Tudo a seu tempo. Na hora certa, atua: condena, inocenta, prende e solta.

Mas quando é necessário, corta na própria carne firme e contundente, pelo fio navalha. De maneira cruel e pungente, deixa cicatrizes profundas na alma e na carne. Prova que quem condenou um inocente, mesmo sabendo que não tinha provas, é desonesto e covarde!

Reitera Justa Justina : A Justiça tarda. Mas não falha! Não se presta a tácito tratado — condenar, ou inocentar qualquer que seja o réu, se não estiver estabelecido em lei tal preceito, porque da Justiça é dever, garantir ao réu, plena defesa, sendo da balança — o fiel, sustentáculo que equilibra o Direito.

A Justiça é punhal. Afiada lâmina da navalha, corta implacável, profundo na carne, de maneira cirúrgica e contundente, ao desonesto e covarde, que condenou sem provas, um inocente!

Jucklin C. Filho

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