“Retrospectiva ( Julgamento de Lula, no TSE, em 31 agosto 2018)

Por que os semblantes carregados dos eminentes luminares da Corte Maior, da Justiça Eleitoral brasileira, se puniam, nos rigores da lei, a um sentenciado a 9 anos e seis meses de prisão pelo Juiz Sérgio Fernando Moro, referendado pelo TRF4 que ampliou a condenação de Lula a 12 anos e um mês, em votos sincronizados pelos três desembargadores: João Pedro Gebram Neto, Victor Luiz dos Santos Laus, Leandro Pulsen.

Naquela excelsa Corte, estava sendo decidido se ele perderia ou não os direitos políticos pela Lei da Ficha Limpa.

As faces pétreas, máscaras vivas, caricatas, indisfarçáveis, compunham um quadro nada alvissareiro para quem estava sendo julgado. O julgamento estava posto em foco algo que denotava as acerbas pressões externas a que passavam os excelsos ministros, e mal disfarçavam a angústia, na esteira da punibilidade que forças inimigas do povo, quais romanas bigas, em jogo de vida ou morte, impingiam tirar o favorito ao pleito de Presidente da República brasileira em 2018, aquele que “não poderia ser candidato. Se o fosse, não poderia ser eleito. Se fosse eleito, não poderia tomar posse. Se tomasse posse, não poderia governar”.

Incontestáveis fatos, que maculam as páginas da história: As maléficas colocações de Carlos Lacerda, ainda estavam redivivas no bronze da memória, miseravelmente a reverberar, aplicando-se ao escabroso caso persecutório, naquele triste episódio em tela, fazendo corar, até estátuas de pedra, onde a semente da Justiça, na intrincada lide, não muito raro, às vezes a depender do condenado, bem se sabe: Falha. Não se ajusta à legalidade.

Nem mesmo Themis, em determinado momento, poderia buscar amparo, abrir o ferrolho, destrancar a porta. Impotente, sabia ela, a deusa da Justiça, que ao líder de todas as pesquisas eleitorais em 2018, estavam fechadas as portas — a balança da Justiça enguiçada.

No quadrante do TSE, perplexo assistiu-se, a um inusitado julgamento, vislumbrou-se em meio aos rostos fechados, feições impenetráveis, um ministro que destoava dos demais supremos julgadores — e que num átimo de bravura — o ínclito togado, susteve a ação combinada!…

E num ato inesperado, presa a respiração, pasmos os circunstantes, seu voto divergiu dos seus pares, ou fora o gol de honra para o Lula combinado?

Fecharam-se então, as cortinas…Fora selada a sorte: Luiz Inácio Lula da Silva fora do pleito eleitoral para presidente do Brasil em 2018, por um crime capital ter cometido: ousar laborar pelo mais pobre, que é simples , mas é honrado; que é humilde, mas é nobre, contrariando interesses dos poderosos,

colidindo com a alta burguesia que detém as rédeas do poderio econômico deste país, com Bolsonaro, “gigante ainda adormecido em berço esplêndido “enquanto o pobre povo de Pindorama paga o pato: Desemprego, inflação galopante, combustíveis aumentando de forma exorbitante, entrega do patrimônio Nacional, com privatizações a preço de banana, culminando com a infâmia sem precedentes — 33 milhões de brasileiros passando fome, 125 milhões de pessoas em insegurança alimentar

, contrastando com o governo Lula, que tirou 36 milhões de brasileiros do mapa da fome.

Hoje, esses novos Prometeus, acorrentados no sofrimento, amargam as agruras do pior governo brasileiro da história.

Jucklin C. Filho

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