Em Feira de Santana o caminho das águas é hoje a passarela dos ratos/Por Carlos Lima

Feira alagada

O período das chuvas se aproximam e mais uma vez, a estrutura da cidade não foi preparada adequadamente para receber o volume chuvas que atinge a cidade de Feira de Santana.

Paliativos de curta duração são obras realizadas todos os anos, como se fosse uma linha de montagem em indústria de apropriação indébita do dinheiro público, sem nenhuma intenção de conter definitivamente as águas trazidas pelas chuvas que caem sobre a cidade.

Há mais de duas décadas que os pontos de alagamentos em ruas e avenidas são conhecidos. Todos os anos os problemas se repetem, não antes do governo destinar recursos e mais recursos para solucioná-los sem obter êxito.

A quem afirme que o caminho das águas no município se transformou na passarela dos ratos.

Os transbordamentos das águas nas redes pluviais propiciam o alagamento de recursos nos bolsos daqueles de assumiram o poder político do município a mais de duas décadas.

As enchentes em várias ruas do bairro Baraúnas, nas proximidades do centro comercial da cidade são históricas e recorrentes, como são as obras realizadas no local todos os anos.

A solução nunca foi encontrada. O dinheiro não falta, o caminho para erradicar o problema é bem conhecido, mas os ratos chamam “de seu”.

Em dezenas de outros bairros e em parte do centro, coração nervoso da cidade, a situação é a mesma.

Até em algumas estações de transbordo (transtorno) do inútil BRT, na Avenida Getúlio Vargas, águas ficam acumuladas em suas laterais, ofertando isolamento e banhos gratuitos. Transferindo a sujeira desse governo para o povo.

O que os urbanistas dessa metrópole, identificada como Feira de Santana, tem a dizer sobre o que poderia ser feito para eliminar esse problema?

Na verdade, esse governo sempre desprezou os ciclos hidrológicos da natureza como a evaporação das águas e em seguida as precipitações que atingem a cidade, analisando o grau de impermeabilidade colocado no solo, respeitando e abrindo espaços para o caminho das águas.

Ao conversar com um Engenheiro Hídrico, ele afirmou que “o normal seria a água se infiltrar no solo, para depois desembocar nos córregos e rios, que então correm para o mar. E, assim, o ciclo recomeçaria”.

Disse ainda que “quando a chuva chega no espaço urbano, a água cai sobre no solo impermeável e não consegue se infiltrar. Nossos canais e rios estão obstruídos. Essas águas, em grande quantidade e velocidade, escorrem para as sarjetas, rede pluvial misturada com esgoto que não conseguem suportá-las.”

Concluiu dizendo que a cidade de Feira de Santana teve um crescimento desordenado, com ocupações precárias construídas em nascentes, pequenos córregos foram aterrados, desequilibrando o curso normal das águas que correm para os pequenos riachos que circundavam a cidade levando as águas para o rio Jacuípe, que teve grande parte desse fluxo de água interrompido. O resultado foi a concentração dessas águas na cidade.

Uma das soluções seria criar processos de macrodrenagem que pudesse interferir nessa lógica, com a criação de praças e parques lineares ao lado desses pequenos córregos e rios, de modo a fazer com que a água se infiltre mais facilmente”, explicou o engenheiro.

É um delírio pensar que o governo municipal deseja solucionar o problema. E o caminho dos ratos como ficaria?

Não esqueçam o que fizeram com o lençol freático para a construção da passagem de nível na Maria Quitéria sobre a Avenida Getúlio Vargas.

A secretaria de Meio Ambiente teve aquiescência do prefeito e fez vista grossa para o avanço desordenado do setor imobiliário que não respeita várzeas, nascentes e o lençol freático da cidade.

São verdadeiros esconderijos de ratazanas.

Nessa mesma linha está o Plano Diretor de Feira de Santana. Se esse grupo político sobreviver por mais uma década teremos muito pouco a dizer sobre o desenvolvimento do município e a qualidade de vida do seu povo.

Carlos Lima, Jornalista

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