Messias ajoelhou tem que rezar/ Por Sérgio Jones*

Messias Gonzaga é o novo Ouvidor do Legislativo feirense

O presidente da Câmara Municipal de Feira de Santana, vereador Fernando Torres (PSD), apresentou oficialmente o ex-vereador Messias Gonzaga como o novo Ouvidor do legislativo. Dando, dessa maneira, início à abertura para à temporada no exercício da prática da demagogia política, tão apreciada e ao gosto de suas excelências de plantão.

Costumeira prática teve abertura durante coletiva realizada na manhã desta sexta-feira (28). A justificativa apresentada pelo presidente da casa foi de que a indicação partiu da bancada de oposição formada integrada pela tropa de edis: Jhonatas Monteiro (PSOL), Silvio Dias (PT) e Professor Ivamberg (PT).

Durante o ritual macabro, tão ao gosto dos políticos, Torres fez uso de sua sofrível verve para ressaltar a felicidade ao receber de parte da bancada de oposição o nome de Messias como indicação.

“A indicação veio por meio da bancada de oposição e logo que chegou o nome eu acatei. Fiquei feliz em ver seu nome conosco para fazermos o nosso trabalho aqui na Câmara, servir a população de Feira, a comunidade, por sua honestidade, por seu passado”.

É para rir ou chorar?

Querem mais: “Não sou saudosista. Aqui vivi 22 anos e fiz o melhor que pude fazer. Saí com as mãos limpas, com a cabeça erguida e nem me passa mais pela cabeça ser vereador, mas não passava tão pouco estar aqui na Câmara, mas a lembrança da bancada e sua [Fernando] me convenceram a aceitar este novo desafio a ser enfrentado”, disse, ressaltando sua surpresa com o convite.

Se foi surpresa para ele, imagina para o povo!

Como sempre Messias, velha raposa política, não perdeu tempo e deu início à sua velha e rebuscada retórica ao declarar que na condição de Ouvidor o seu papel não será político.

“A Ouvidoria não é política, não é de oposição, não é de situação, é um órgão técnico auxiliar para ajudar vocês vereadores. Não venho aqui par fazer política, mas para fazer algo que é novidade aqui, mas não no resto do mundo, que é a ouvidoria. Aproximar o povo, ouvir e saber o que o povo está desejando para melhorar as suas ações”.

Será que é isso mesmo? Messias ajoelhou tem que rezar.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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