Fenando Torres, discurso dissociado da prática/Por Sérgio Jones

Vereador Fernando Torres, presidente da Casa do Povo

O jogo está jogado, o presidente da Câmara Municipal de Feira de Santana, vereador Fernando Torres (PSD), convocou a imprensa nesta segunda-feira (11) para conceder a sua primeira coletiva após empossado, juntamente com a mesa diretiva.

Como não podia ser diferente tratou de assuntos diversos e tentou passar a falsa impressão de que ele está preocupado com os reais interesses da coletividade e no trato da coisa pública. Quando na verdade suas ações têm objetivos outros, atender interesses meramente pessoais.

O que busca ele ao fazer esse discurso de aparente austeridade é dourar a pílula passando a falsa impressão de que sua administração será um diferencial com relação as que lhes antecederam, todas elas recheadas de vícios e práticas que deverão continuar.

Todo esse aparente discurso de austeridade faz parte de uma estratégia que tem como objetivo atapetar o seu caminho em direção ao Paço Municipal em 2024.

Esse papo de congelamento dos salários dos vereadores, que segundo lei aprovada teriam reajuste em janeiro de 2021, passando de R$16 mil para R$18 mil. E que o seu adiamento do aumento salarial para 2022 tem como objetivo reduzir gastos uma vez que as sessões ordinárias estão em recesso.

Entre outras medidas de caráter aparentemente saneadoras é uma grande e densa nuvem de fumaça, que está sendo utilizada tendo como objetivo esconder, momentaneamente, as suas reais intenções e ambições políticas.

Mas já se tornou uma prática comum entre os políticos se apropriarem de pautas particulares e apresentarem como se coletiva fossem. Estes tipos de discursos já não enganam a mais ninguém.

Parte da população acredita que essa situação persiste devido as sérias limitações cognitivas existentes nesse tipo de político, o que os incapacita a desenvolver um raciocínio mais elaborado.

A postura administrativa adotada pelo presidente do legislativo feirense nada tem a ver com as possíveis dificuldades financeiras apontadas e alegada por ele. O que realmente está em jogo são interesses outros, nem sempre confessáveis.

E que em um futuro próximo apresentará a sua verdadeira face, que tão inabilmente o atual presidente procura ocultar. A verdade é filha do tempo e não da autoridade.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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