Vinte anos de poder cria know how em ilicitudes/Por Carlos Lima*

A Associação de Proteção à Maternidade e a Infância de Mutuípe, contratada pela Prefeitura de Feira de Santana e Fundação Hospitalar, está envolvida em delação premiada no Estado do Rio de Janeiro.

A informação é do site Olá Bahia.

Segundo denúncias, realizadas pelo Ministério Público Federal do Rio de Janeiro, a “Associação” está seriamente envolvida em pagamentos de propinas, a partir de contratos de gestão com o Governo do Rio e Janeiro.

Fato que motivou a prisão do empresário Gothardo Lopes Netto na semana passada, por decisão da Justiça. O governador do Rio, Wilson Witzel, um dos envolvidos foi afastado.

A Prefeitura de Feira de Santana já realizou pagamentos à Associação de Proteção à Maternidade, no valor de R$ 57.433.961,08 (cinquenta e sete milhões, quatrocentos e trinta e três mil novecentos e sessenta e um reais e oito centavos) conforme registro no Portal da Transparência.

As informações constantes no site Olá Bahia, o último pagamento feito à Associação aconteceu no dia 21 de agosto, em valores de R$ 65.068,62.

Segundo consta, o repasse da verba se deu por força da contratação de empresa especializada em serviços na área de saúde para atender as necessidades do Covid-19.

Até o momento não existe nenhuma documentação técnica, científica, afirmando que a Associação de Proteção à Maternidade e a Infância de Mutuípe, seja especializada em atender as necessidades do Covid-19.

Como também não existe discriminação e formatação desse serviço prestado ao município de Feira de Santana.

Pelo que se sabe, conforme MPF do Rio de Janeiro, ela é especialista no pagamento de propina para viabilizar os seus contratos de gestão. Até que se prove o contrário.

A denúncia dessas ações, já levou um diretor à prisão e contribuiu para o afastamento do governador do Rio de Janeiro. Fato.

Como era de se esperar, o prefeito Colbert Filho informou que a Associação nunca cometeu nenhum ato ilícito em Feira de Santana.

Ponto. O seguimento leva a mais uma suspeição que pesa na administração do município feirense.

O que poderíamos esperar de uma declaração do prefeito, se não fosse à defesa da licitude de sua conturbada gestão?

Ele, mesmo diante do modus operandi, identificado pelo MPF/Rio, jamais vai expor algo que o possa condenar. Tudo está perfeito. Se não for investigado, vai ficar por isso mesmo.

Quem está acostumado a pagar propina para obter contrato e vencer licitação, não vai deixar de fazê-lo. Quem rouba um centavo, rouba um milhão.

Vinte anos de poder consegue criar know how em todos os tipos de práticas supostamente (ou não) desonestas.

Carlos Lima, Jornalista

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