Monthly Archives: julho 2020

O Diabo, Bolsonaro e o Cristofascismo/Por Alberto Peixoto*

FOTO: Blog do Pedlowski

A imagem do diabo para a maioria das pessoas é de um ser preto, com chifres, um rabo muito longo, com a ponta em forma de uma lança e patas de cavalo. Um verdadeiro ser aterrador, com certeza. Grande parte das pessoas acham um absurdo a existência do diabo, todavia, quando presenciam fenômenos de possessão por um mau espírito, chegam a conclusão da existência deste ser.

Os demônios são “poderosos”, mas não são invencíveis. Como se apresenta o diabo atualmente? O inimigo não é mais invisível. Eles se personalizam nas pessoas de pior caráter da nossa sociedade. São aqueles que consomem o que pertence a terceiros, como seus direitos, sugam seu sangue desviando dinheiro dos seus impostos, lhe impossibilitando de ter ou prover a seus filhos uma boa educação, saúde e alimentação de qualidade.

Bolsonaro proporcionou ao brasileiro comer o pão que o diabo amassou. O pão da desilusão de ver um país sem corrupção, quando sua familícia participa das rachadinhas do Queiroz, o genocídio causado pela falta de responsabilidade no combate da pandemia do Covid-19, da morte de 84.000 brasileiros até o momento. Dos 38 bilhões destinados ao combate do Coronavírus, só 11 bilhões foram usados – números arredondados.

A Bíblia diz que o diabo vem para mentir, destruir, roubar e isto, segundo os diversos veículos de comunicação, é o que Bolsonaro mais faz. Quando é inquirido por um jornalista e não sabe como responder, ele xinga o jornalista ou inventa algum artifício para desviar o foco da entrevista.

O Cristofascismo, termo criado pela teóloga alemã Dorothee Sölle, para descrever o segmento da igreja Cristã totalitária e imperialista, explica esta prática que é a essência do governo Bolsonaro: são os pastores evangélicos, duvidosos, que escolheram a política na tentativa de conseguir benefícios escusos e isenção de impostos, é a implantação da intolerância às diferenças, do racismo e da discriminação em seu sentido mais amplo.

Cristo foi transformado em algo ditatorial por estes perdulários imprudentes, que condenam a classe trabalhadora a perecer com a subtração de seus direitos trabalhistas, entre outros.

Muitos crimes, abusos sexuais, intolerância religiosa e todo tipo de violência já foram e ainda são cometidos em nome de Deus e da igreja, principalmente das atuais religiões surgidas nos últimos anos. As religiões dos fascistas, dos falsos profetas, onde está instalado o quartel do Cristofascismo.

“Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princípio e não se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere a mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira – João 8:44. Faça uma reflexão e tire suas conclusões.

Alberto Peixoto, Escritor

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Professor do IFBA publica artigo sobre covid-19 e cidades inteligentes em revista internacional

Reitoria do IFBA em Salvador

O Professor do campus Valença do IFBA, João Paulo Peixoto, publicou o artigo “The COVID-19 Pandemic: A Review of Smart Cities Initiatives to Face New Outbreaks” na revista Científica IET Journal, em parceria com o professor Daniel Costa, da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS).

O artigo aborda o uso de tecnologias de cidades inteligentes no combate de pandemias, como a covid-19, e outras emergências de saúde. “Nós pesquisamos e listamos as tecnologias usadas nas principais cidades inteligentes que ajudaram ou estão ajudando a conter a curva de contaminação da covid-19. As cidades que já estavam preparadas para problemas de saúde pública com tecnologias de cidades inteligentes conseguiram passar pelo problema mais facilmente”, explicou o docente.

A respeito do conceito de “cidade inteligente”, Peixoto explica que são cidades que fazem uso de tecnologias como redes de sensores, internet das coisas, aplicativos de celular, sistemas computacionais para gerenciar seus recursos e melhorar a vida dos cidadãos. “Em uma cidade com monitoramento inteligente de tráfego e acidentes, após um sistema detectar um acidente grave de trânsito, ele pode acionar os semáforos e avisos luminosos da cidade para liberar o tráfego para uma ambulância, desde a garagem até o local do acidente.”, exemplificou.

João Paulo é professor de Ciência da Computação e tem como focos de pesquisas  redes de sensores sem fios, internet das coisas e cidades inteligentes. O docente também integra a equipe do Laboratório de Aplicações e Redes Avançadas (Lara) da UEFS, sob coordenação de Daniel Costa.

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Mandetta é mais um oportunista de plantão que tenta faturar com a crise do covid-19/ Por Sérgio Jones *

CAMPANHA ELEITORAL COM COVID-19

O Brasil é um país fadado a viver com sucessivas crises políticas dos mais diversos matizes. Os homens públicos têm como premissa básica não os interesses que regem uma nação. Os seus interesses geralmente são egoístas, eles só pensam em se dar bem financeiramente. Não existe um senso de coletividade, mas sobra de oportunismo.

Como já era de suspeitar qualquer cidadão público ou não, ao auferir alguma projeção, mesmo que temporária, tenta obter algum tipo de ganho para si.

O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM–MS), investigado por suspeita de fraude em licitação, tráfico de influência e caixa dois na implantação de um sistema de informatização da saúde em Campo Grande (MS), onde foi secretário, ´é um deles que já admite que pode ser candidato a presidente da República daqui a dois anos. “Em 2022, eu vou estar em praça pública lutando por algo em que eu acredito”, afirmou ele.

Nem mesmo esse país dos trópicos, chamado Brasil, é merecedor de tantas desditas e infortúnios históricos. As pessoas, em sua significativa maioria, buscam o poder pelo poder e quando o alcançam, mostram quem realmente são.

Isso acontece porque o poder nada mais é do que o direito de deliberar, agir e mandar. Todavia, quando usado de forma errônea, como acontece com muita frequência entre nós, pode corromper uma pessoa. Aqui a regra não é exceção.

O que diferencia líderes com poder de líderes com autoridade? É que líderes com poder são conhecidos, pois gostam de aparecer. Enquanto líderes com autoridade, muitas vezes, são desconhecidos. Trabalham e contribuem em silêncio, sem alarido nem ostentação.

Infelizmente este não tem sido o nosso caso que, para a nossa desgraça, privilegiou um líder com pretensos poderes. Resultado da escolha nas últimas eleições de Bolsonaro para presidente, o que podemos considerar como verdadeiro presente de Grego, um desastre histórico e recuo em nossas conquistas sociais.

Sérgio Jones, jornalistas (sergiojones@live.com)

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Colbert de novo para enganar o povo/ Por Sérgio Jones*

Chega a ser hilário se não fosse trágico o comportamento adotado pelo prefeito de direito e não de fato, Colbert Martins, diante das demandas populares.

Dentre as diversas demandas não contempladas pelo poder público destaque para os serviços do transporte coletivo que eles, políticos sabem que existe, mas não faz uso do mesmo. O que talvez explique a má qualidade dos desserviços prestados à comunidade. Principalmente para os segmentos que residem mais afastados do centro da cidade.

Curiosamente, em ano eleitoral é que o mandatário feirense, com considerável atraso, se volta para a questão que denomina cinicamente como solução. Diz que vai adotar medidas objetivando para que o número de ônibus disponíveis, colocando em circulação, atinjam o tão necessário e desejado 100% da frota.

Só agora, é que ele percebeu ser de fundamental importância para conter a aglomeração nesse setor. O que tenta com tal comportamento é enganar mais uma vez o eleitorado dourando a pílula, que de forma jocosa podemos intitular como a pílula do dia seguinte. Passado as eleições, tudo volta a ser como dantes no castelo de Abrantes.

Político conservador e sem imaginação, o atual alcaide além de não apresentar nada de novo, sua débil administração insiste em copiar e manter velhas fórmulas que já não funcionam mais, devido a fadiga de material sujeitos a ciclos repetidos de tensão ou deformação.

De novo mesmo, só tem o anseio dele e de seu decrépito grupo político compostos por uma horda de zumbis que fazem o possível e impossível para continuar no poder auferindo privilégios, que jamais teriam fora dele.

Não se surpreendam, caros eleitores, com o que ainda estar por vir, em termos de promessas. Serão muitas, mas nenhuma delas realizáveis.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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Colbert continua administrando para poucos e perpetuando a miséria de muitos/ Por Sergio Jones *

O prefeito de direito e não de fato, Colbert Martins (MDB), está completamente perdido e desencontrado no que se refere a traçar uma estratégia viável a ser adotada, em Feira de Santana, objetivando o combate da Covid-19.

Ele mais uma vez “decidiu”, neste domingo (19), flexibilizar a abertura do comércio. Essa indefinição adotada pelo mandatário nos dá a certeza de que ele exercita uma administração totalmente ineficaz não só na condução das atividades em que o cargo exige, como também no que desrespeito a pandemia, que não deixa de ser um agravante na nossa combalida realidade.

A operação adotada pelo prefeito e seus colaboradores tem sido denominada como Operação Sanfona, é um abre e fecha e um fecha e abre interminável. Mas há quem afirme que a sanfona está desafinada e em desacordo com o ritmo dos acordes desse festejo macabro promovido por essa pandemia, ceifadora de vidas humanas.

Com o agravamento da situação a conta, como sempre, cai nas costas da classe trabalhadora que acaba pagando o preço com a vida, devido a incompetência generalizada de seus mandatários.

Se não fosse a intervenção mais do que oportuna do governo do Estado que inaugurou e entregou ao município o Clesriston II totalmente equipado e com capacidade de disponibilizar mais de 40 leitos de UTIs. O povo, a essa altura do campeonato, estaria passando por maus momentos devido a total ausência das Unidades de Tratamento Intensivo.

Em contra – partida, o mesmo não aconteceria se a vítima fosse o prefeito ou alguma outra ‘autoridade’. A disponibilidade de leitos para eles, estariam e estão mais do que garantidas.

O que fica patenteado para todos nós meros mortais é que neste modelo de democracia burguesa, ela não vale para todos, mas apenas para um diminuto grupo de privilegiados que pode bancá-las.

Enquanto isso, uma parte considerável do povo deve ser preservada para garantir e referendar nas eleições, os nomes de antes, dos atuais e futuros algozes. Para que possam manter a marcha de seus odiosos privilégios, às custas do sofrimento coletivo e a miséria do povo.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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Colbert se utiliza da máquina pública para obter ganhos políticos/ Por Sérgio Jones*

Jair Messias Bolsonaro e Colbert Martins da Silva Filho
FOTO: O Candeeiro

Durante entrevista de Jairo Carneiro Filho, quinta-feira (16), novo secretário de Cultura, Esporte e Lazer de Feira de Santana concedida ao Blog do Velame, ele se utilizou de uma verborragia por demais conhecida de todos. Nada de novo foi apresentado. Como sempre falou de suas experiências vividas em outros cargos públicos que já assumiu.

Em seguida, fez uma observação hilária ao anunciar o apoio do pai dele, ex-deputado Jairo Carneiro, a candidatura de Colbert Filho. O que disse foi o óbvio, esse apoio foi que alavancou a ida do seu pimpolho ao cargo de secretário.

Literalmente podemos dizer que o prefeito de direito e não de fato, Colbert Martins, está se utilizando da máquina pública para se beneficiar politicamente, tendo como moeda de troca a distribuição graciosa de cargos, entre o seu grupo de apaniguados, em troca de apoio político.

Como prioridade na gestão do novo secretário, destacou ele ser a Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc que estará destinando ao município a quantia de 3,79 milhões. “Chega em um momento muito importante”. Curiosamente em ano eleitoral, o que nos parece muito conveniente.

Ao ser questionado sobre a sua falta de experiência no segmento cultural, ele fez um rápido e breve relato sobre a sua trajetória no setor público. Se utilizando da velha e conhecida retórica de que sua gestão será pautada no diálogo e transparência com todos os setores envolvidos e o cuidado a ser dispensado no trato da máquina pública.

A chegada à secretaria foi por indicação do PSDB de Feira de Santana e também do pai. O que significa dizer que está tudo dominado, como sempre as velhas oligarquias teimam e lutam para continuarem preso ao poder, ninguém solta a mão de ninguém.

Quanto ao povo? O papel que lhes cabe, neste latifúndio, é de completa passividade diante dos sucessivos abusos cometidos. Sempre pelos mesmos, que se utilizam de falsos discursos que passam a enganosa impressão de que a prioridade é atender os interesses do povo, quando na verdade, quer dizer os deles.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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Colbert não prorroga toque de recolher e abre o comércio terça feira, seja o que Deus Quiser/Por Carlos Lima

Prefeito Colbrt no momento que declarou voto em Bolsonaro no segundo turno – foto arquivo

A partir de terça-feira, o funcionamento do comércio e serviços em Feira de Santana será mais flexibilizado, com alguns setores passando a funcionar todos os dias e acabando o limite de 200 metros quadrados.

A decisão foi tomada neste domingo (19) pelo prefeito Colbert Martins, levando em conta uma queda no índice de internamentos por covid 19, principalmente em UTI.

“Chegamos neste domingo com ocupação de 50% nos leitos de UTI do Hospital de Campanha e dos 40 leitos do Hospital Geral Clériston Andrade apenas cinco estão com pacientes.

Nós temos que administrar a crise com essa maleabilidade, observando sempre a questão da saúde, da vida. Se lá adiante for preciso reduzir mais as atividades econômicas, voltaremos a reduzir”, explica o prefeito.

O decreto estadual estabelecendo a restrição de circulação termina à meia noite deste domingo. Amanhã (19) prevalece o decreto municipal com o escalonamento e o limite de 200 metros quadrados. Já na terça começa a valer o novo decreto, com mais flexibilização.

O prefeito Colbert Martins também avaliou como muito positivo a restrição de circulação nos últimos dia

“A população colaborou quase que 100% e com certeza nós teremos um resultado positivo no combate à pandemia. É preciso ter consciência que estamos vivendo uma situação excepcional e, portanto, medidas inéditas e por vezes duras devem ser adotadas”. (Secom)

Duras para quem?

Estamos torcendo para que tudo der certo, mas, rogamos ao criador que tenha misericórdia de todos nós.

(cljornal)

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Carta aos amigos e amigas do exterior/Por Frei Betto*

Frei Betto

Queridos amigos e amigas:

        No Brasil ocorre um genocídio! No momento em que escrevo, 16/7, a Covid-19, surgida aqui em fevereiro deste ano, já matou 76 mil pessoas. Já são quase 2 milhões de infectados. Até domingo, 19/7, chegaremos a 80 mil vítimas fatais. É possível que agora, ao você ler este apelo dramático, já cheguem a 100 mil.

       Quando lembro que na guerra do Vietnã, ao longo de 20 anos, 58 mil vidas de militares usamericanos foram sacrificadas, tenho o alcance da gravidade do que ocorre em meu país. Esse horror causa indignação e revolta. E todos sabemos que medidas de precaução e restrição, adotadas em tantos outros países, poderiam ter evitado tamanha mortandade.

       Esse genocídio não resulta da indiferença do governo Bolsonaro. É intencional. Bolsonaro se compraz da morte alheia. Quando deputado federal, em entrevista à TV, em 1999, ele declarou: “Através do voto você não vai mudar nada nesse país, nada, absolutamente nada! Só vai mudar, infelizmente, se um dia partirmos para uma guerra civil aqui dentro, e fazendo o trabalho que o regime militar não fez: matando uns 30 mil”.

       Ao votar a favor do impeachment da presidente Dilma, ofertou seu voto à memória do mais notório torturador do Exército, o coronel Brilhante Ustra.

       Por ser tão obcecado pela morte, uma de suas principais políticas de governo é a liberação do comércio de armas e munições. Questionado à porta do palácio presidencial se não se importava com as vítimas da pandemia, respondeu: “Não estou acreditando nesses números” (27/3, 92 mortes); “Todos nós iremos morrer um dia” (29/3, 136 mortes); “E daí? Quer que eu faça o quê?” (28/4, 5.017 mortes).

       Por que essa política necrófila? Desde o início ele declarou que o importante não era salvar vidas, e sim a economia. Daí sua recusa em decretar lockdown, acatar as orientações da OMS e importar respiradores e equipamentos de proteção individual. Foi preciso a Suprema Corte delegar essa responsabilidade a governadores e prefeitos.

       Bolsonaro sequer respeitou a autoridade de seus próprios ministros da Saúde. Desde fevereiro o Brasil teve dois, ambos demitidos por se recusarem a adotar a mesma atitude do presidente. Agora, à frente do ministério, está o general Pazuello, que nada entende de questão sanitária; tentou ocultar os dados sobre a  evolução dos números de vítimas do coronavírus; empregou 38 militares em funções importantes do ministério, sem a requerida qualificação; e cancelou as entrevistas diárias pelas quais a população recebia orientação.

       Seria exaustivo enumerar aqui quantas medidas de liberação de recursos para socorro das vítimas e das famílias de baixa renda (mais de 100 milhões de brasileiros) jamais foram efetivadas.

       As razões da intencionalidade criminosa do governo Bolsonaro são evidentes. Deixar morrer os idosos, para economizar recursos da Previdência Social. Deixar morrer os portadores de doenças preexistentes, para economizar recursos do SUS, o sistema nacional de saúde. Deixar morrer os pobres, para economizar recursos do Bolsa Família e de outros programas sociais destinados aos 52,5 milhões de brasileiros que vivem na pobreza e aos 13,5 milhões que se encontram na extrema pobreza. (Dados do governo federal).

       Não satisfeito com tais medidas letais, agora o presidente vetou, no projeto de lei sancionado a 3/7, o trecho que obrigava o uso de máscaras em estabelecimentos comerciais, templos religiosos e instituições de ensino. Vetou também a imposição de multas para quem descumprir as regras e a obrigação do governo de distribuir máscaras para os mais pobres, principais vítimas da Covid-19, e aos presos (750 mil). Esses vetos, no entanto, não anulam legislações locais que já estabelecem a obrigatoriedade do uso de máscara.

       Em 8/7, Bolsonaro derrubou trechos da lei, aprovada pelo Senado, que obrigavam o governo a fornecer água potável e materiais de higiene e limpeza, instalação de internet e distribuição de cestas básicas, sementes e ferramentas agrícolas, para aldeias indígenas. Vetou também verba emergencial destinada à saúde indígena, bem como facilitar o acesso de indígenas e quilombolas ao auxílio emergencial de 600 reais (100 euros ou 120 dólares) por três meses. Vetou ainda a obrigação de o governo oferecer mais leitos hospitalares, ventiladores e máquinas de oxigenação sanguínea a povos indígenas e quilombolas.

       Indígenas e quilombolas têm sido dizimados pela crescente devastação socioambiental, em especial na Amazônia.

       Por favor, divulguem ao máximo esse crime de lesa-humanidade. É preciso que as denúncias do que ocorre no Brasil cheguem à mídia de seu país, às redes digitais, ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, e ao Tribunal Internacional de Haia, bem como aos bancos e empresas que abrigam investidores tão cobiçados pelo governo Bolsonaro.

       Muito antes de o jornal The Economist fazê-lo, nas redes digitais trato o presidente por BolsoNero – enquanto Roma arde em chamas, ele toca lira e faz propaganda da cloroquina, remédio sem nenhuma eficácia científica contra o novo coronavírus. Porém, seus fabricantes são aliados políticos do presidente…

       Agradeço seu solidário interesse em divulgar esta carta. Só a pressão vinda do exterior será capaz de deter o genocídio que assola o nosso querido e maravilhoso Brasil.

       Fraternalmente,

       Frei Betto

Frei Betto é frade dominicano e escritor, assessor da FAO e de movimentos sociais.

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Aumentam os pedidos de impeachment e o nó se arrocha em torno do pescoço do Bolsonaro/ Por Sérgio Jones*

A besta presidencial começa a ficar acuada e passa a dar demonstrações de fraqueza diante das inúmeras reações e manifestações realizadas por segmentos da sociedade organizada. Consequência da prática de desmandos insanos perpetrados por este governo de milicianos e de outras ações nada condizentes com a postura que deve ser adotada por um mandatário brasileiro.

Em apenas 18 meses de desgoverno Bolsonaro ocupa o ranking em segundo lugar na classificação de pedidos de impeachment em toda a história do Brasil, e ao que deixa transparecer, não vai demorar muito para ocupar o primeiro lugar na classificação. Somente no período em que o país vem enfrentando a Covid -19 foram apresentados nada menos de 40 pedidos. Com predominância de acusação de crime de responsabilidade.

O mais recente conta com a participação de aproximadamente 40 deputados federais, além de outros nomes de peso que integram a lista de signatários: compositor e cantor Chico Buarque, ex-jogador Casagrande, ex-ministro Fazenda Bresser Pereira, entre outros de não menos importância.

O que deixa transparecer, é que com o avançar do tempo, o caldo tende a engrossar, com a realização de novos pedidos. Afinal, razões sobram e abundam em um dos momentos mais tristes e conturbados da nação brasileira. Momentos em que a nação e seu povo sofrem um dos mais brutais retrocessos sociais em toda a sua existência.

O Fora Bolsonaro não é uma simples questão de ser simpático ou não a este ser doente, é uma questão de vital importância para que o país volte ao retorno de sua normalidade e sai dessa condição patológica em que se encontra.

A recuperação da saúde da sociedade se faz mais do que necessária. Ninguém com sã consciência merece conviver com uma pandemia e ao mesmo tempo com a desqualificação de um governo desse nível.

Precisamos sanear o país, é uma questão urgente antes que a infeção se espalhe, ainda mais, e se transforme em uma metástase contaminando por extensão, toda a nação e seu povo.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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A bola de fogo/Por Alberto Peixoto*

Uma bola de fogo cruzou o céu da Bahia, entrando pelo sertão. Ao passar por Itaberaba, tingiu de loiro os pentelhos da mulher do vereador fanfarrão e, também, queimou os últimos fios de cabelos do meu, tão usado, “culhão”. Não se sabia se era fogos de artifício, alma penada ou vulcão e, dona Cleonice, bradou: valha-me Deus, Nossa Senhora, será o fim do mundo ou os sinais da consumação?

Mais que ligeiro, o médium Apolônio decifrou: Vixe Maria!!! Isso é o resultado de tanta putaria, que existe hoje em dia. As culpadas são “umas minhas tias”.

Ao passar por uma velha sem dente, um velho demente, perguntou: cadê a bola de fogo? E a desdentada respondeu que, de repente a bola passou, e entrou no furico do presidente!

Caiu em Santo Antonio de Jesus – Credo em Cruz, Saravá meu Pai, correrei bem ligeira senão meu penteado se desfaz – disse “Zete Cabelo Verão”, sentindo dores na coluna, nas pernas e naqueles seios que parecem “dois mamão”.

A Bola de Fogo ao cair, abriu um tremendo buraco no chão e na cabeça dos sonhadores. Os profetas Apocalípticos, Samuel e Pedro, que bebem que não é brinquedo, logo “ladainharam” a respeito do ocorrido, dizendo que um ser bem comprido, com corpo de homem, cabeça de leão e orelhas de elefante, saiu do meio do fogo e, em poucos instantes, sugou o sangue e as vísceras dos animais que estavam na pastagem, pegou o restante dos bovinos, caprinos e suínos, os colocou em uma carruagem que, na velocidade de um cometa, foi para um bem distante planeta.

Não concordando com o relato, informou o velho Renato – “os homens” que a Bola de Fogo vieram buscar, voltaram sem nada encontrar!

Vixe Maria, mãe de Deus – rosna o Antonio Brito – já roubaram até o meteorito! Neste dia foi uma tremenda confusão. Saiu até na televisão!!!

Sempre torcendo por você e para que a “Bola de Fogo” caia em sua cabeça, vamos em frente que atrás vem gente.

Alberto Peixoto, Escritor

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