Vereadores se queixam da falta de atenção dispensada pelo prefeito Colbert/ Por Sérgio Jones*

VEREADORES FEIRENSES DEVEM IR AO MURO DAS LAMENTAÇÕES

É fato e do conhecimento de todos a existência de um dito popular que diz: quem muito abaixa a bunda aparece. A subserviência nunca foi uma boa conselheira e menos ainda estratégia política para que um político ou grupo deles adotem em um relacionamento existente, entre poderes que se intitulam autônomos. O equilíbrio de relações sempre é recomendável entre eles, mas infelizmente não é o que acontece em Feira de Santana.

O legislativo feirense se comporta e age como um apêndice do executivo e esse ato de sujeição está sendo caro, em ano eleitoral. Diante da indiferença que o prefeito de direito e não de fato, Colbert Martins, tem dispensado aos ‘nobres’ edis. O que tem resultado em queixas e demonstrações de descontentamentos entre os mesmos.

O quadro se agrava e o desespero bate à porta no apagar das luzes de um ano eleitoral em que os vereadores, da base de sustentação do governo, procuram reforçar as suas lideranças políticas com o apoio e as benesses que o executivo pode propiciar. Mas o que parece, após longos anos de apoio prestados graciosamente pelo legislativo ao executivo, a recíproca não tem sido verdadeira.

Os edis não estão sendo bafejado com a distribuição de cargos e de recursos que poderiam beneficiar o retorno de alguns deles à Câmara. Importante observar que dos 21 vereadores, 19 integram a bancada do governo. O que podemos deduzir, pelos números citados, o total desequilíbrio de forças existentes.

A queixa mais comum que se houve dos aliados do prefeito, que vivem com o pires na mão mendigando ajuda, é que esta nunca se efetiva por parte do executivo.

Que tipo de ajuda espera o político obter uma vez que não dispõe de nenhuma autonomia, esse tipo de comportamento não pode gerar um tipo de relação respeitosa.

Tal comportamento só pode gerar desequilíbrio entre eles, a constatação é visível na forma com que o prefeito de plantão dispensa a seus obedientes aliados, um tratamento nada respeitoso. Prevalecendo a máxima, manda quem pode e obedece quem tem juízo.

“Colbert é candidato à reeleição e não atende a gente, não recebe lideranças, imagine depois de eleito”. Argumentam de forma tardia a sua bancada. Só agora eles se deram conta de que a posição e comportamento de vereadores lagartixas, podem atender interesses do executivo, que nem sempre esses são os mesmos do legislativo.

Como boa parte do grupo de apoio do prefeito é composta por vereadores evangélicos, a essa altura do jogo, só lhes restam empreender viagem até o Estado de Israel e se dirigir aos Muros da Lamentações, colocar um bilhete nas fendas ali existentes, como determina as tradições judaicas, solicitando para que Deus interceda em seu favor. Isso se ainda lhe restar tempo para tanto.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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