Colbert se utiliza da máquina pública para obter ganhos políticos/ Por Sérgio Jones*

Jair Messias Bolsonaro e Colbert Martins da Silva Filho
FOTO: O Candeeiro

Durante entrevista de Jairo Carneiro Filho, quinta-feira (16), novo secretário de Cultura, Esporte e Lazer de Feira de Santana concedida ao Blog do Velame, ele se utilizou de uma verborragia por demais conhecida de todos. Nada de novo foi apresentado. Como sempre falou de suas experiências vividas em outros cargos públicos que já assumiu.

Em seguida, fez uma observação hilária ao anunciar o apoio do pai dele, ex-deputado Jairo Carneiro, a candidatura de Colbert Filho. O que disse foi o óbvio, esse apoio foi que alavancou a ida do seu pimpolho ao cargo de secretário.

Literalmente podemos dizer que o prefeito de direito e não de fato, Colbert Martins, está se utilizando da máquina pública para se beneficiar politicamente, tendo como moeda de troca a distribuição graciosa de cargos, entre o seu grupo de apaniguados, em troca de apoio político.

Como prioridade na gestão do novo secretário, destacou ele ser a Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc que estará destinando ao município a quantia de 3,79 milhões. “Chega em um momento muito importante”. Curiosamente em ano eleitoral, o que nos parece muito conveniente.

Ao ser questionado sobre a sua falta de experiência no segmento cultural, ele fez um rápido e breve relato sobre a sua trajetória no setor público. Se utilizando da velha e conhecida retórica de que sua gestão será pautada no diálogo e transparência com todos os setores envolvidos e o cuidado a ser dispensado no trato da máquina pública.

A chegada à secretaria foi por indicação do PSDB de Feira de Santana e também do pai. O que significa dizer que está tudo dominado, como sempre as velhas oligarquias teimam e lutam para continuarem preso ao poder, ninguém solta a mão de ninguém.

Quanto ao povo? O papel que lhes cabe, neste latifúndio, é de completa passividade diante dos sucessivos abusos cometidos. Sempre pelos mesmos, que se utilizam de falsos discursos que passam a enganosa impressão de que a prioridade é atender os interesses do povo, quando na verdade, quer dizer os deles.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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