Brasil: cegueira moral impede debates que busquem reduzir as desigualdades/ Por Sérgio Jones*

 Cegueira Moral: desumanização e insensibilidade
FOTO: Editorial MBC

Como bem sentenciou o respeitável economista e professor Flavio Comim, em entrevista concedida ao jornalista João Santos, Instituto Humanistas Unisinos (IHU).

O entrevistado destaca que a pandemia novo coronavírus não pode nem deve ser considerada como o ponto central que pode afundar o Brasil numa crise talvez nunca antes vista. A crise para ele, é ética, recheada com ingredientes tipo: desunião, arrogância política e de desprezo pela ciência.

Ele vai bem mais fundo no cerne do problema ao afirmar que nós brasileiros padecemos de uma crise na qual somos indiferentes ‘ao outro’’.Cita como exemplo a existência de sociedades mais pobres do que a nossa que estão unidas em isolamento social, protegendo seus vulneráveis, esperando a crise passar para voltar ao crescimento econômico, enquanto nós…

Também coloca o Brasil no cenário mundial, como um país violento e desunido, embora reconheça a existência de alguns bolsões de amor e união, mas que, como regra geral, sempre deu e continua dando as costas aos mais pobres e vulneráveis.

Outro ponto abordado com muita propriedade pelo conceituado economista Comim é quanto ao fato de que o Brasil sofre de uma completa cegueira que impede a realização de debates que busquem e possibilitem reduzir as profundas desigualdades existente. O que denomina como ‘cegueira moral’ que tem como causa a existência de ‘ódio ideológico’.

Faz um alerta, enquanto ‘brigamos’, o capital se transmuta e se torna mais forte na crise. E que para fazer frente a essa drástica situação só existe uma forma, acionar outros aspectos de uma espécie de compromisso moral e solidário.

Conceito em que defende que é preciso que os brasileiros estejam dispostos a pagar um preço, o que significa que temos que pagar mais caro se realmente queremos obter resultados mais satisfatório socialmente e financeiro, para a deplorável situação em que se encontra o país.

Mas para que se tenha uma visão mais precisa dos fatos, aconselho que o leitor faça a leitura da entrevista na íntegra.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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