A sórdida decisão do DEM em Feira de Santana/Por Carlos Lima

José Ronaldo se emociona ao falar de Justiniano França

A decisão tomada e divulgada pelo vereador licenciado e secretário de Serviços Públicos, Justiniano França (DEM), foi verdadeiro ato de irresponsabilidade partidária e uma inquestionável declaração de individualismo e oportunismo político.

“Para mim seria uma grande honra, ser o candidato a vice na chapa de Colbert Martins (MDB) mas, na semana retrasada fiz contato com um grupo político, dizendo a eles da importância deles estarem conosco e que poderiam indicar o vice, porque o importante é ganhar a eleição”. Afirmou Justiniano.

O DEM está no poder em Feira de Santana a mais de 20 anos, Colbert Martins (MDB) só é o atual prefeito porque José Ronaldo (DEM) renunciou o mandato para ser candidato ao governo do Estado.

O partido de José Ronaldo tem projetos para 2022. A direção nacional determinou que fosse apresentado candidatos a prefeito nas principais cidades do país, na Bahia os olhos do partido estão voltados par Salvador e Feira de Santana, além de outros seis municípios baianos.

No município feirense o maior líder político é o ex-prefeito, que também é o principal ‘fiel’ da balança nas eleições municipais deste ano.

Depois da declaração de Justiniano França cria-se uma dúvida nessa liderança. O que existe por trás do seu posicionamento? Com certeza não foi uma atitude isolada.

Mesmo sendo a maior coligação em uma chapa majoritária no município e tendo a maior densidade eleitoral, qual o temor para forçar uma renúncia politicamente tão significativa?

O desdobramento da Operação Pityocampa pode ser mais surpreendente do que se espera?

O que existe por trás de tão ignóbil decisão?

Sabemos que partido político possui interesse na eleição de seus filiados, tendo em vista que uma de suas finalidades é alcançar ou se manter no Poder de maneira legítima, por que essa renúncia tão desproporcional?

Além disso, existe o dever de seus filiados cumprirem o Estatuto partidário, os códigos de conduta interno e de ética, a linha programática, o regimento que disciplina o exercício do cargo eletivo e as decisões do Diretório e Executiva Nacional.

Se o filiado discorda dessas regências não é obrigado a permanecer filiado, mas não é aceitável ato de traição. O qual será abominado pela sociedade. É um comportamento que certamente, se repetirá quando da defesa dos interesses do povo.

Será que Justiniano França ao afirmar “que importante pé a vitória”, ser este um ato nobre?

A adoção desta postura é um ato de oportunismo; irresponsabilidade partidária, deslealdade programática; traição partidária; estelionato eleitoral, ou medo que algo venha ao conhecimento público?

Essa é uma prática desonesta e desconexa com as principais atividades de um partido político.

Os filiados de uma agremiação política devem buscar uma militância socialmente responsável, tratar as políticas adotadas pelo seu partido como uma missão ou princípio, até que se torne intrínseco ás estratégias políticas e ideológicas.

A direção do DEM em Feira de Santana não conseguiu assimilar esse desígnio ao longo de sua nefasta história.

Carlos Lima, Jornalista

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