Monthly Archives: março 2020

Arimateia: uma vela para Deus outra para o diabo/Por Carlos Lima

Mesmo com o lançamento da pré-candidatura a prefeito de Feira de Santana na próxima segunda–feira (22), o partido Republicano continua participando do governo Colbrtr Martins.

Não será apenas porque os Republicanos têm um vereador no Legislativo, representado pelo ex-secretário de Habitação, Eli Ribeiro.

O projeto é bem mais amplo.

Por diversas eleições, o braço político de Edir Macedo em Feira de Santana, negociou sua participação nas eleições com o candidato avaliado por eles, de ser o provável vitorioso no processo eleitoral.

Em todas as ocasiões, no início existia a pretensão de lançar o deputado Arimateia como candidato a prefeito, em seguida, vinha a definição de apoio e a participação no governo.

Nas eleições desse ano a intenção era de marchar ao lado de Colbert Martins e José Ronaldo.

As negociações iniciais não obtiveram consenso. Para forçar uma renegociação, os Republicanos decidiram lançar um pré-candidatura a prefeito.

O objetivo, forçar uma renegociação em melhores termos para os membros do partido e a própria IURD, uma vez que elas inicialmente não foram satisfatórias.

Eleitoralmente é do conhecimento geral que o deputado Arimateia não possui densidade eleitoral para travar uma campanha vitoriosa.

Mas pode tentar influenciar os resultados se utilizando dos fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), proprietária dos seus mandatos.

O fato evidencia que nenhum desses políticos está preocupado com o bem-estar do povo e a aplicação correta dos recursos públicos.

Podemos até mesmo tomar como exemplo o fiasco da administração do Rio de Janeiro através do bispo Marcelo Crivella (IURD).

Os feirenses precisam se conscientizar sobre esse comportamento vergonhoso, e desvios de moralidade pública.

Chegou a hora de dar um basta e fazer novas escolhas.

Vamos renovar, vamos mudar, vamos dar um fim aos 20 anos de poder de um grupo político em Feira de Santana.

Carlos Lima,Jornalista

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Bolsonaro, simulacro de presidente convoca mais um ato bestial contra o Supremo e o Judiciário/ Por Sérgio Jones*

Jair Bolsonaro convoca nova manifestação contra o Supremo e o Congresso para o dia 31 de março.
FOTO: TV Gazeta

Não sei se é ironia ou desconhecimento das mulas- sem- cabeça bolsonaristas, eles estão veiculando panfleto eletrônico convocando uma horda de imbecis para participarem do que denominam como a “grande Marcha”.

Qualquer pessoa de conhecimento mediano sabe que quando historicamente há alguma referência ao termo “A Grande Marcha”, estamos a nos reportar à retirada das tropas do Partido Comunista Chinês. A marcha foi empreendida para fugir da perseguição do exército do Kuomintan. Fato ocorrido no período de 16/10/1934 a 20/10/1035.

A triste figura e cópia carbono de presidente, Jair Bolsonaro (sem partido) resolveu, ao que tudo indica, durante mais um surto de estupidez convocar nova manifestação contra o Supremo e o Congresso para o dia 31 de março.

Uma trágica data registrada nos anais de nossa história, que envergonha a todos os brasileiros. Período em que se abateu sobre a nação o golpe militar. O regime das bestas durou 21 anos, deixando como saldo de vários crimes cometidos contra a humanidade, grande legado de corrupção, atraso, miséria, entre outros males.

Se o feitiço virar contra o feiticeiro, como de praxe, o simulacro de mandatário vai argumentar não ter promovido nenhum tipo de articulação neste sentido. Mas enquanto não ocorrer o desfecho do ato bestial, ele assumira a postura de principal articulador do movimento.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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Colbert diante de uma encruzilhada política/Por Carlos Lima

Feira de Santana, o segundo maior entroncamento do Brasil, está virando encruzilhada do MDB
ILUSTRAÇÂO: Jornal Carlos Lima
(Gonçalez)

Demonstrando desconhecer a delicada posição de Colbert Martins no MDB, em consequência da Operação Voucher, e demonstrando impaciência com a falta de definição do ex-prefeito José Ronaldo em relação à chapa majoritária a ser apoiada pelo DEM, os vereadores que participaram de uma reunião, afirmaram que Colbert Martins deveria deixar o MDB e se filiar ao Democratas.

Colbert já declarou de forma categórica que não deixará o seu partido.

Outra situação que deixa os vereadores angustiados é a demora na formatação da chapa de vereadores pelo DEM, que será indubitavelmente comandada pelo ex-prefeito, que não vai abrir mão dessa força para manter, até certo ponto, o controle político no município, como forma de preservar sua liderança.

Esse fato implica na composição de uma chapa de vereadores, onde os eleitos sigam fielmente a liderança dele. Não poderá ser qualquer um.

Ao postergar a definição dessa chapa, José Ronaldo está usando de sua experiência política para selecionar nomes de confiança e com reais possibilidade de eleição.

Muita gente que faz parte da bancada de apoio ao prefeito Colbert Martins e se dizem sob a liderança de José Ronaldo, andou mostrando as unhas nessa legislatura, que se finda.

Colbert sendo reeleito prefeito de Feira de Santana assumirá a prefeitura com mais poder de decisão do que possui no momento, consequentemente José Ronaldo perderá, em muito, o poder de influenciar as decisões do alcaide.

Portanto, para compensar essa possibilidade, deverá fazer uma forte bancada de vereadores para manter um equilíbrio de forças políticas.

Esse é um dos principais motivos por que o ex-prefeito não apoia o nome do deputado estadual, Targino Machado, mesmo sendo do seu partido.

Nesse xadrez político Ronaldo ainda é o comandante. Suas decisões atuais podem definir a permanência como líder político ou o início de sua queda.

Carlos Lima, Jornalista

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Vereador Isaias de Diogo: Se ficar o bicho come, se correr o bicho pega/Por Carlos Lima

ILUSTRAÇÃO: Jornal Carlos Lima

Não acredito em boas surpresas vindas do vereador Isaías de Diogo.

Mesmo quando oficializou sua desfiliação do partido pelo qual se elegeu, e travou uma celeuma jurídica com o seu suplente, conhecido como Bahia do Ônibus, pela sua permanência na Câmara Municipal de Feira de Santana.

Na terça-feira (17) aproveitando a janela de transferência partidária, anunciou no plenário do legislativo que está se retirando do PDT.

Aproveitou a oportunidade para solicitar a retirada da identificação partidária que fica ao lado do seu nome, no painel eletrônico da Casa.

O vereador figura na lista daqueles que tiveram fraco ou péssimo desempenho legislativo, e suas ações estão sendo consideradas questionáveis, em práticas observadas por diversos segmentos da sociedade como pouco recomendáveis para o exercício legislativo.

Essa decisão do vereador tem algo de capciosa. Tendo em vista que sua capilaridade eleitoral nunca cresceu, muito pelo contrário, encolheu.

O edil, segundo especulações nos bastidores políticos da terra de Lucas, alimenta a possibilidade de fazer parte do chapão do DEM, que concentrará o maior número de vereadores.

Nesse chapão existe a possibilidade do partido (DEM) reeleger um número maior de vereadores, pensando nessa possibilidade, Isaias de Diogo tenta pongar nas sobras, para sonhar com sua permanência no legislativo, ou, pela negociata, assumir um bom cargo, caso a chapa majoritária seja vencedora.

Também existe a possibilidade de se filiar em um partido pequeno, ser o mais votado, e se reeleger, coisa que não acredito.

Sua Excelência, não fez por onde, nem tão pouco possui cacife para representar o feirense no legislativo municipal, é o que se comenta, sem fazer segredo.

Carlos Lima, Jornalista

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Feira: lero-lero político tem sido a tônica em ano eleitoral/ Por Sérgio Jones*

Av. Conselheiro Franco – Feira de Santana – Bahia

A prática de enganar o povo dando a aparência que está assumindo novos rumos na política, em benefício dos mesmos, é uma velha retórica conhecida de todos, se não é, deveria ser.

Em discurso proferido na tribuna da Câmara Municipal de Feira de Santana, nesta segunda-feira (16), o vereador e presidente do Legislativo, José Carneiro Rocha (PSDB), anunciou sua desfiliação do partido e informou que está “estudando” para qual irá migrar, mas faz a seguinte ressalva, desde que o mesmo faça parte da base do prefeito Colbert Martins (MDB).

“Quero anunciar a minha carta de desfiliação do PSDB, agradecendo à senhora pelo carinho, respeito que sempre teve conosco, e dizer que continuo admirando o PSDB. Desejar à senhora e todo o partido boa sorte, que consiga fazer uma boa chapa e eleger homens de bem que consiga lutar pelo bem da cidade”, afirmou, agradecendo à vereadora Eremita Mota, presidente municipal do partido em Feira.

José Carneiro deu continuidade ao bolodório político, que podemos resumir como conversa animada sem resultado prático: “Saio convicto de que honrei a nossa passagem pelo PSDB. Esquece o “modesto” legislador que elogio de boca própria é vitupério. Nenhum deles diz ter praticado nada que desabone as suas ”virtudes irretocáveis”. Todos, em tese, são perfeitos, virtuosos e sempre buscam o bem-estar social da coletividade. O lero-lero é longo e enfadonho, não convence nem mesmo a quem está fazendo uso dele.

No final do manjado discurso pede cinicamente para que o povo feirense o reconduza ao poder. Essa tem sido a meta dos políticos de plantão, ao chegarem ao poder, tentam se perpetuar nele. Justificando as suas próprias realizações, como se as mesmas fossem as da coletividade.

Se assenhoram do poder público para defender os seus interesses mesquinhos e privados. Uma malandragem que se repete na velha política que reluta a qualquer tipo de mudanças. Tudo deve permanecer como de hábito.

Mudanças implicam em contrariar interesses dos que vivem chafurdando nos privilégios para continuarem a mamar nas tetas fartas e profanas do poder.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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A não permanência de Targino no DEM compromete reeleição de Colbert/Por Carlos Lima

Colbert Martins e a fidelidade política de José Ronaldo

A fidelidade política de José Ronaldo (DEM), é cobrada pelo deputado estadual, Targino Machado, do mesmo partido, na sucessão municipal de Feira de Santana.

Na última quinta-feira (12), sem grande divulgação o deputado protocolou na executiva estadual o seu pedido de desfiliação do partido.

A decisão provocou encontro que varou à noite com o presidente nacional do DEM, ACM Neto. Na saída ele informou que desistiu da desfiliação.

Os motivos da desistência não foram revelados.

Mas sabemos que a conversa entre eles foi bastante longa. As únicas pistas que se coloca para elucidar essa conversa, veio através do comentário feito pelo deputado. “Discutimos várias alternativas para uma saída. E ele vai construir uma”.
Qual?

Os campos das especulações estão abertos. Não vou arriscar, prefiro aguardar o desenrolar desse embate político.
Targino continua declarando ser candidato a prefeito pelo DEM e legitimamente cobra fidelidade do ex-prefeito, que se movimenta, na direção do apoio ao prefeito Colbert Martins, que é do MDB, inclusive já realizou várias reuniões com vereadores da base, visando consolidar a posição e o DEM indicar o vice.

Será o desmonte das pretensões do deputado Targino Machado?

O partido escolhido para uma provável filiação pelo deputado seria o PP de João Leão, base de Rui Costa. A intenção, formar parceria com Carlos Geilson.

Se acontecer pode ser o golpe de misericórdia na candidatura à reeleição de Colbdert Martins, com ou sem o apoio de José Ronaldo.

Por outro lado, existe a candidatura de Zé Neto (PT), que não se movimenta, apenas observa as especulações dos adversários. Pode ser uma estratégia plausível visando definir qual o marketing a ser definitivamente adotado.

É um tanto controverso essa decisão, os espaços inesperados podem estar sendo preenchidos e quando despertar para a campanha, talvez seja muito mais complicado do que se espera.

Atualmente quem mais gera fatos é o deputado Targino Machado, que utiliza argumentos legítimos na defesa da fidelidade partidária.

Ele além de possuir certa densidade eleitoral, para a direita é um membro autêntico e confiável no que diz respeito ao procedimento ideológico. São comentários que temos ouvido desse segmento.

A situação política do ex-prefeito José Ronaldo não é confortável, além do desencontro político partidário, os desdobramentos da Operação Pityocampa e outras novidades que podem surgir, serão fatos que abalam sua condição eleitoral e também de liderança.

A intensidade desses “sismos” não pode ser previstas ou afirmada sobre sua capacidade destrutiva. Mas são reais.
Essa será uma prova de fogo para a experiência e habilidade política de José Ronaldo, que não pode ser menosprezada.

Carlos Lima, Jornalista

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Às mulheres/Por Alberto Peixoto

Mulher: Esculpida por Deus!
FOTO: Rede Brasil Atual

Configurada em especial pelo Criador, a mulher é uma criatura essencialmente bela, com peculiaridades que a transforma em um ser sem igual! Foi tão sempre amada por Deus, que Ele compartilhou com ela uma incalculável dádiva, o prolongamento do seu poder: o dom da Criação, o poder de dar à Luz!

Este ser ímpar, que tem o poder de ser exclusivamente única, não foi talhada por Deus para ser agredida, desonrada, injuriada, humilhada, insultada, ofendida, espancada por ninguém. Com certeza absoluta foi criada para ser amada!

Só Deus, que sabe rigorosamente o que concebe, pode ser infinitamente melhor e maior do que uma mulher!

No passado era tida como elemento inferior, frágil, mas na sociedade contemporânea veio a ser de extrema importância, passando de coadjuvante à protagonista, mesmo ainda sentindo a herança histórica de um sistema machista em seu quotidiano. 

Finalmente, as mulheres estão conseguindo aumentar o seu espaço no atual sistema social.

As mulheres e o amor

“O amor de uma mulher pode ser uma grande aventura. Cada mulher ama de uma maneira diferente, pois são únicas! Porém, o amor feminino tem características ardentes e marcantes. E saber amar uma mulher da maneira certa é um dom que poucos possuem”. – Universo Feminino

Quero agradecer às mulheres por tudo de bom que elas me ensinaram! Fui gerado e carregado no confortável útero de uma mulher, que me deu o meu primeiro alimento, me ensinou a balbuciar minhas primeiras palavras, a dar meus primeiros passos na vida e a conhecer a arte de ler, escrever, entre tantas outras coisas maravilhosas.

Foram as mulheres que me ensinaram como chegar mais próximo de Deus e, graças a Deus, foram elas que me ensinaram a doce arte de saber muito bem, conjugar o verbo amar!

Tudo de bom que eu aprendi e aconteceu em minha vida, foi com as mulheres! Graças a Deus!

Alberto Peixoto – Escritorcomendadoralbert@bol.com.br

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Obras inconclusas: modelo da gestão Colbert Martins/Por Carlos Lima

Negligência Administrativa dá o tom da festa
FOTO: Arquivos Google

Na maioria das vezes é aceitável, politicamente, que o prefeito Colbert Martins dirija críticas ao governo do Estado, entretanto deveria ter o bom senso de aceitar quando o mesmo procedimento adotado por ele registra e divulga sua negligência administrativa em obras iniciadas no município de Feira de Santana.

Um dos exemplos está na construção do Centro Municipal de Diagnóstico por Imagem (CMDI) Dr. Eugênio Laurine, que teve início no dia 3 de outubro de 2017 no bairro Baraúna, com prazo de 12 meses e um custo previsto de R$ 1.061.137,37.

A obra está abandonada a mais de um ano, materiais instalados como portas, fiação elétrica, pisos e materiais de construção foram subtraídos causando um enorme prejuízo aos cofres públicos, além do ambiente ter se tornado um refúgio de marginais e berçário do mosquito Aedes aegypti.

Como sempre, o transferidor de responsabilidade, o presidente do Legislativo feirense, saiu em defesa do prefeito, afirmando que as empresas mergulham no preço e não conseguem concluir as obras. Disse também que Colbert está tomando as providências para sanar o problema, deverá chamar a segunda colocada na licitação ou realizar outra.

O interessante é que o presidente da Câmara Municipal, vereador José Carneiro Rocha (PSDB), deveria está investigando a paralisação da obra e não justificando. O legislativo tem como função prioritária fiscalizar a aplicação dos recursos do município pelo poder Executivo.

Feira de Santana se tornou terra de ninguém, ou melhor, área dominada por uma casta política de um só.

Carlos Lima, Jornalista

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De Próprio Punho, pelo médico Victor Lima, sobre o coronavírus: consciência em tempos de cólera

Victor Lima é médico cirurgião plástico, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica,
FOTO: Isabela Neiva Ribeiro

Há algumas semanas, venho lidando, como todos, com a nova doença vinda de Wuhan. Inicialmente, otimista que sou, tentei diminuir o tamanho do problema. Minha primeira reação, como da maioria dos brasileiros, foi diminuir mentalmente sua dimensão: estava a dois oceanos de distância, “Deus é brasileiro”, “é só uma gripe”, os americanos exageram tudo, o Brasil não vai parar! Valia tudo para acreditar que a doença não chegaria aqui com as consequências socioeconômicas devastadoras que têm assolado o resto do mundo. Mas a doença chegou. E chegou em casa: meus pais foram infectados. Graças a Deus, para ela e para ele, que é médico como eu (Noel Lima), de fato, está sendo um leve resfriado.

A notícia de que minha mãe havia testado positivo se deu uma hora antes de embarcarmos para a Bahia, onde seria padrinho no casamento do meu melhor amigo e onde a família toda comemoraria o aniversário de um ano da minha filha. Eu me vi diante de um dilema: volto para casa resignado, sem celebrar o aniversário da minha filha e com um amigo entristecido, ou corro o risco de estar eu mesmo contagiando outras pessoas a caminho do casamento e na festa em si? Por ser médico, a resposta era clara. Nem sequer entramos no aeroporto, e fomos para o hospital testar a família inteira. Dois dias depois, o diagnóstico foi confirmado no meu pai.

Mais um dilema: somos uma família de médicos. O que fazer com os pacientes com os quais meus pais tiveram contato após a contaminação? Não há nenhuma diretriz clara nesse sentido, apenas quarentena a partir do diagnóstico. Optamos por avisar abertamente a todos que ficassem vigilantes e evitassem espalhar a doença nos próximos dias. Não foi uma decisão fácil, mas só entenderíamos o peso dela horas depois, quando nos tornamos o centro das atenções da cidade e o telefone não parava de tocar. Meus pais nem ao menos conseguiram manter o repouso indicado. Muitos dos telefonemas e mensagens eram para confirmar se estavam doentes, e não para saber se estava tudo bem e precisavam de ajuda.

Minha mulher foi comprar álcool gel na farmácia e precisou brigar com um homem que queria levar o estoque inteiro. Influenciadores digitais que moram nos EUA estão recomendando brasileiros a fazer estoques de comida imediatamente — o apocalipse chegou. Pude então perceber claramente que o mundo está doente — e a culpa não é do coronavírus. Vivemos numa época em que nunca foi tão fácil disseminar medo e pânico, em que fake news se espalham muito mais rápido que qualquer vírus. Nessas horas é que o pior lado do ser humano vem à tona. Veja bem, estou falando do “fenômeno” Covid-19, e não da manifestação biológica em si. Não há dúvidas de que esta “gripe” é letal para uma parcela da população; muitos já morreram. Precisamos, sem dúvida, tomar medidas para evitar que continue se alastrando, principalmente para proteger os mais frágeis. Tenho certeza de que tomei a decisão certa,  cancelando minha viagem e pecando pelo excesso de zelo. Mas me pergunto o quanto o Covid-19 já causou de estragos pelo vírus em si, e o quanto causou de estragos pela nossa reatividade, pela “mentalidade de manada”.

Como médico, posso citar uma dúzia de doenças mais letais com as quais convivemos diariamente, sem que as prateleiras dos mercados fiquem vazias. Agora, o Brasil está numa encruzilhada, e medidas serão adotadas nos próximos dias que determinarão nossa qualidade de vida, a saúde da população, e da economia por muito tempo. A Itália nos ensinou uma lição: não subestimemos a doença. Eu acho que o Brasil pode ensinar também: adaptando-se a esta nova realidade, contendo o contágio, tomando algumas duras medidas, mas sem histeria e com senso de coletividade. Eis o dilema do médico: como educar a população, como conter a crise, sem criar pânico e somar a histeria coletiva? Faço o que posso: oriento àqueles que querem me ouvir que devem mudar seus comportamentos, seguir recomendações estabelecidas, protegerem-se para proteger os demais — com consciência, com compaixão, sem medo.

O vírus do medo é, na minha opinião, maior que o coronavírus, maior do que qualquer doença. Não basta lavar as mãos. Precisamos expandir a consciência atrofiada daqueles que ainda não se infectaram com o Covid-19, mas com o vírus mais perigoso. Isso em nada diminui os cuidados práticos que devemos ter, mas, ao mudarmos a forma como olhamos para o mundo, mudamos o mundo. Que todos fiquem bem.

Victor Lima é médico cirurgião plástico, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, com consultório em Botafogo, apaixonado pela profissão. Nas últimas semanas, dedicou muito tempo ao coronavírus. (Foto: Isabela Neiva Ribeiro) 

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Continuidade política em Feira é suicídio/Por Carlos Lima

Jornalista Carlos Lima
FOTO: Jornal Carlos Lima

No momento encaramos mais um ano eleitoral. É quando os municípios elegem seus representantes para o Poder Executivo e Legislativo.

Com certeza as decepções estarão presentes ao longo da execução dos mandatos outorgados pelo povo, num período de quatro anos.

Não resta dúvida que entre eles encontraremos oportunistas, incompetentes, parasitas, desonestos e outras qualidades que não puderam ser identificadas, porque atuam como camaleões, se adaptando conforme o ambiente, durante a campanha eleitoral.

Mas com certeza, estarão inseridos disfarçadamente, na sociedade, para usufruírem de suas próprias ações subservientes, diante dos mais poderosos e financiadores de suas campanhas, empresários, fazendeiros e oligarquias do município.

Ao povo resta a alternativa de ser refém desses políticos sanguessugas, explorando miseravelmente os mais pobres e humildes, que lutam e acreditam serem contemplados com melhorias na qualidade de vida por os terem conduzido ao poder.

Embora grande parte dos feirenses saiba como acontece o processo eleitoral na terra de Lucas, ou seja, onde a política se transforma em um vergonhoso balcão de negócios, onde os ricos serão sempre os contemplados, fatos intensificados nesses últimos 20 anos.

O povo ainda se ilude com lágrimas e declarações de amor para com a terrinha. Farsa ensaiada para comover e iludir.
No Casulo se regozijam da interpretação, gargalham e menosprezam os eleitores por terem sido enganados tão facilmente.

A farsa prossegue. Passou da hora de dar início a um processo mais sério de debate político, não aquele que se faz nas emissoras de rádio ou na TV. A maioria deles, direcionado para a valorização do candidato abraçado pelos empresários e com maiores probabilidades de vitória.

Precisamos elevar o nível de conscientização diante do coletivo e abandonarmos o individual. Uma sociedade só se desenvolve e cresce quando se pensa o todo.

Depois de 20 anos Feira de Santana ainda não aprendeu que é de vital importância oxigenar administrativamente o município.

Estamos asfixiado pelo mesmíssimo, as estratégias de controle se tornam cada vez mais eficiente na cobertura de desmando, aplicação do dinheiro público e perpetuação dos mesmos no poder.

O dito popular que diz, “onde há fumaça existe fogo”, não é uma inverdade. Diversos focos de fumaça nublam o sol da manhã que aquece a cidade.

A mudança de administração no município não será um tiro do escuro. Muito pelo contrário, será a tomada de decisão mais acertada que o nosso povo pode fazer.
Vamos todos juntos dizer:
Feira de Santana, eu não só te conheço, como te amo.

Carlos Lima, Jornalista

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