Vereadores presos em Uberlândia enquanto em Feira… / Por Sérgio Jones

Na terrinha de Lucas, tudo é diferente
FOTO: Metro Jornal

A bruxa está solta, vinte preclaros vereadores de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, foram presos nessa segunda-feira (16) em duas operações realizadas pelo Ministério Público de Minas Gerais contra irregularidades na Câmara Municipal da cidade. E pelo andar da carruagem muita água ainda vai passar por baixo dessa ponte envolta em muitas intrigas e falcatruas.

Mandados judiciais contra 19 vereadores foram cumpridos na ação principal, batizada de “Má Impressão”, que apura desvio de verbas de gabinete por meio de serviços de impressão. Um dos presos já estava no Presídio Professor Jacy de Assis. O vigésimo parlamentar foi alvo da Operação “Guardião”, que investiga fraude em contrato de vigilantes da Câmara.

A polícia ainda tenta cumprir mandado de prisão contra um 21º vereador, Vilmar Resende (PSB), que já é considerado foragido. Além dos vereadores, também foram cumpridos outros 12 mandados de prisão na Câmara e também em gráficas da cidade. Materiais e computadores foram apreendidos nas gráficas e na Câmara Municipal.

Desses 21 vereadores investigados, 19 estão em exercício e dois afastados – a Câmara de Uberlândia tem 27 cadeiras e 30 vereadores (27 em exercício e 3 afastados). O presidente da Câmara, Hélio Ferraz, o Baiano (PSDB), é alvo das duas operações.

O que queremos saber é quando medidas saneadoras como essas serão adotas em Feira de Santana. Na terrinha de Lucas, até onde se sabe, os escândalos e distorções de ordem financeira praticadas que abrangem a área de saúde pública, cartão alimentação, diárias, cursos e simpósios em outros Estados, tendo como finalidade justificar gastos públicos, antecipação de eleições para presidência da Casa, entre outras práticas não muito ortodoxas, o que coloca em xeque a atuação desses honoráveis políticos.

E quando parte da imprensa procura fazer um trabalho investigativo junto ao legislativo feirense, é hostilizada pela presidência que parte para ameaças e exercem pressão juntos aos proprietários destes órgãos para que providenciem a demissão destes profissionais. Quando as ameaças não surtem efeitos desejados, eles assumem a postura de vítimas e acusa estes órgãos de quererem extorqui-lo financeiramente.

Mas suas excelências podem ficar cientes de que não existe crime perfeito, e uma hora a casa cai, é só uma questão de tempo. Parafraseando Shakespeare: “Há mais mistério no legislativo feirense do que sonha a nossa vã filosofia”.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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