Monthly Archives: novembro 2019

Feira de Santana e a mobilidade urbana/Por Alberto Peixoto

Av. Getúlio Vargas sempre congestionada
FOTO: Apeixoto

Mobilidade urbanaé a forma e os meios utilizados pela população para se deslocar dentro do espaço urbano. Para avaliar a mobilidade urbana é preciso levar em conta fatores como: a organização do território; fluxo de transporte de pessoas e mercadorias; os meios de transportes utilizados”Juliana Bezerra. Bacharelada e Licenciada em História pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-RJ).

Diretamente relacionada com o aumento do índice populacional em algumas cidades do país, a mobilidade urbana é vista como um dos principais desafios de gestão nas cidades da atualidade.

Este assunto sempre foi tema para debates e comentários, devido à opção pelo deslocamento através de veículo motorizado individual, que os peritos chamam de “paradigma do automóvel”. Tem que haver infraestrutura nas cidades modernas.

Quando o assunto é “mobilidade urbana”, Feira de Santana fica abaixo das expectativas. Não existe que se conheça, projetos e programas para melhorar a qualidade de vida e a acessibilidade dos que vivem na Cidade Princesa. O BRT é um “sonho” que dificilmente será realizado.

O trânsito de Feira de Santana é caótico. Aliado a isso, o condutor dos veículos que trafegam pela cidade, conhecedor da impunidade generalizada, comete todo tipo de infração possível. Invadem sinais, trafegam em sentido contrário à mão de direção permitida, praticam “roubadinhas”, estacionam nas calçadas, etc. Os pedestres não procedem de forma diferente.

Segundo números do Departamento de Trânsito da Bahia – DETRAN/BA –, Feira de Santana possui 272.154 carros, 76.890 motos. Provavelmente estes números já devem ter aumentado, além dos veículos das 12 cidades circunvizinhas que também circulam nesta cidade.

Os principais motivos que dificultam a mobilidade urbana em Feira de Santana, além dos citados, são: os desníveis nas confluências das artérias nas imediações dos semáforos como, por exemplo: no cruzamento da Rua Barão do Rio Branco com a Av. Getúlio Vargas existem três depressões que impedem os veículos de pequeno porte – automóveis – transitarem normalmente, causando lentidão no fluxo dos veículos. Isso acontece em diversas artérias da cidade.

Viadutos “de uma via só”, redutores de velocidade em excesso em vias de grande movimento – Fraga Maia, Presidente Dutra, etc – deixando o trânsito muito lento.

Estacionamento em fila dupla nas principais artérias, impossibilitando a normalidade do trânsito. Desordem total nos retornos, que se pode exemplificar com a falta de fiscalização pelo órgão fiscalizador competente- SMTT. A Praça Jackson do Amauri é o principal exemplo. Neste local a permissividade reina.

Sob outra perspectiva, temos o espaço público privatizado pelos ambulantes, dificultando o deslocamento dos pedestres. Na Rua Marechal Deodoro, os transeuntes não podem usar normalmente as calçadas, onde as barracas de verduras, frutas, produtos do Paraguai entre outros artigos, tomam o espaço dos pedestres forçando-os a dividir as pistas com os veículos. Ou seja, Feira voltou a ser uma “grande feira”.

Nesta artéria o trânsito é extremamente desorganizado, sem horário estabelecido para carga e descarga. Caso haja a determinação de um horário para este procedimento, não é respeitado, dificultando o atendimento dos direitos básicos dos pedestres. Na Rua Boticário Moncorvo acontece a mesma coisa. E tudo isso às vistas da SMTT.

Em se falando em mobilidade urbana e infraestrutura, o profissional destinado a organizar o trânsito, ou nunca andou pelas artérias da cidade, ou aqui nunca esteve. Devem entregar o mapa da cidade para ele e, sem viver o dia a dia da cidade, projeta esta aberração que aí se encontra.

Alberto Peixoto, Escritor. (comendadoralbert@bol.com.br)

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Feira: iluminação pública caótica e licitações suspeitas /Por Carlos Lima

Iluminação caótica, arriscando o tráfego de veículos e pedestres
FOTO: Arquivos Google

O vereador Roberto Tourinho (PV) faz denúncias graves na Tribuna da Câmara Municipal de Feira de Santana que coloca sob suspeição as licitações realizadas pela Prefeitura através da Secretaria de Serviços Públicos no seu Departamento de Iluminação Pública.

O motivo que gera suspeição se traduz nas vitórias constantes da empresa Ghia Engenharia, nos sucessivos processos de licitação, para prestação de serviços que envolvem manutenção da iluminação pública, troca de lâmpadas, reposição e iluminação em festejos da Zona Rural.

Estranhamente a empresa venceu praticamente todos os certames realizados pela Secretaria de Serviços Públicos entre janeiro 2016 e novembro de 2019. Neste período já recebeu a vultuosa quantia R$ 26.213.665,00, sob a alegação de terem realizado medição de manutenção e alteração de iluminação pública.

Entretanto as informações sobre a atuação da empresa têm registro desde 2009, que constam os serviços de troca de lâmpadas e serviços de iluminação complementares e provisórias dos festejos populares a um custo astronômico de R$ 67 milhões, pagos pelo Poder Público.

Enquanto a cidade permanece às escuras.

Denúncia do vereador Roberto Tourinho

“Esta empresa tem sido sistematicamente a vencedora de praticamente todos os processos licitatórios de responsabilidade da Secretaria Municipal de Serviços Públicos no município de Feira de Santana.”

“Recentemente a Prefeitura fez licitação emergencial para a iluminação pública, sem que a Ghia Engenharia participasse do processo licitatório que terminou cancelado.”
“No entanto ela cancelou a licitação emergencial e fez a licitação para o contrato de serviço. Sabe quem ganhou? A Guia Engenharia.”

A Ghia tem como sócio Ricardo Marques Imbassahy, ex-diretor da empreiteira OAS, envolvida na Lava Jato.
Podemos afirmar que a situação contratual da empresa levanta uma série de dúvidas quando a lisura de todo o processo licitatório.

São vícios gerados pela certeza de impunidade e prolongado tempo de encastelamento no poder de um mesmo grupo político.

Em um país com raiz no combate à corrupção e punição explícita, essa situação talvez não estivesse acontecendo.
No mínimo o caso estaria sendo severamente investigado, o que não é o caso.

Na verdade, a suspeição da relação comercial entre a Ghia Engenharia e Prefeitura, é uma realidade, por mais esdrúxula que possa ser, nunca foi questionada ou investigada pelo Ministério Público, objetivando desvendar o mistério, de uma provável relação promíscua.

Carlos Lima, Jornalista


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Assédio sexual nas repartições públicas em Feira têm sido uma prática comum/ Por Sérgio Jones *

Atitude que provoca medo e aterroriza servidoras
FOTO: Arquivos Google

De acordo com pesquisas realizadas em todo o território nacional, estas apontam que parcelas de mulheres brasileiras que sofreram ou sofrem assédio sexual têm tido índices elevados, se compararmos com os padrões internacionais. Estudos apontam que está parcela atinge 42% das brasileiras.

De forma geral, é mais comum o relato de assédio entre as mais escolarizadas (57%) e de renda mais alta (58% na faixa com renda mensal familiar acima de 10 salários) do que entre aquelas que estudaram até o ensino fundamental (26%) ou estão na faixa de renda familiar mais baixa, de até 2 salários (38%).

A taxa de católicas que declaram ter sofrido assédio (32%) fica abaixo da registrada entre evangélicos (47%) e mulheres sem religião (68%).

Na província de Feira de Santana, terra de Lucas, diferentemente do que ocorre no resto do país, as práticas de abordagens mais comuns não ocorrem nas ruas e no transporte público. Mas em repartições públicas.

Podemos citar como exemplo os sucessivos casos nas secretarias municipais que chegam ao conhecimento da população. A exemplo do ocorrido no ano passado e mais recentemente este ano, todos estes escândalos tendo como vítimas, funcionárias que lá prestam serviços.

O mais cruel de toda esta tragédia moral é que os acusados, na maioria das vezes, não são devidamente punidos pelos seus superiores. Uma vez que os assédios geralmente parte de pessoas que ocupam posições privilegiadas e de comando nas referidas repartições públicas.

Todo este tipo de abuso acontece e é tolerado. O argumento muito utilizado pelas autoridades, quando o fato chega ao conhecimento geral, através de denúncias formuladas pela imprensa, é que o caso será devidamente apurado, o que não acontece.

E a situação, com o passar dos tempos, acaba caindo no esquecimento coletivo. Fato que acontece com bastante frequência em Feira de Santana. O ano passado ocorreu um caso, e este ano acaba de acontecer outro. Medidas efetivas para resolver este grave problema, que atenta contra a dignidade da mulher, até o presente momento não foram adotadas.

Em tempos passados um citado e conhecido vereador do legislativo feirense teve um de seus irmãos envolvidos na prática de estupro. O resultado de tal apuração investigativa foi abafado, o crime saiu de pauta dos jornais da província. Enquanto isso, a impunidade impera com o beneplácito dos podres poderes.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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Feira de Santana: a verdade expurga as maldades/Por Carlos Lima

A maldade humana
FOTO: Covil da Discórdia

Os caminhos podem ser diferentes, mas a verdade absorve as diferenças e expurga as maldades e violências.
Recentemente li o discurso de despedida de senado Pedro Simon, fiquei impressionado.

Em um dos trechos diz:

Fracassei em tudo o que tentei na vida.
Tentei alfabetizar as crianças brasileiras, não consegui.
Tentei salvar os índios, não consegui.
Tentei fazer uma universidade séria e fracassei.
Tentei fazer o Brasil desenvolver-se autonomamente e fracassei.
Mas os fracassos são minhas vitórias.
Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu.
Dando as devidas proporções eu poderia dizer:
Tentei ser um jornalista e radialista comprometido com a verdade.
Tentei transmitir notícias com imparcialidade.
Tentei dar o melhor de mim.
Tentei defender a soberania do meu país.
Tentei realizar comentários construtivos para a moral e a verdade.
Tente mostrar humildemente o caminho da honestidade política.
Mas fui vencido, pela corrupção política, pela mentira, e pelos arbítrios cometidos pelo poder econômico do governo feirense.
Em nenhum momento me arrependo do que realizei ao longo da minha permanência na radiofonia. Enfrentei diversas situações que poderiam ter incentivado qualquer outra pessoa a desistir. Os enfrentei de cabeça erguida.
Essa última estocada não me feriu. Eles atingiram a comunicação séria e imparcial e comprovaram o seu espírito fascista, nazista e ditador. Não sabem conviver com a verdade e querem impor o pensamento único, mesmo se intitulando democráticos.
Um Executivo que não zela pelo bem público.
Um Executivo que não defende os interesses dos mais pobres.
Um Executivo que deixa dúvidas na lisura da aplicação do erário.
Um Executivo que é complacente com gastos duvidosos.
Não pode ser considerado um governo probo.
Um Legislativo que se vende por cargos.
Um Legislativo que por indivíduo defende a homofobia.
Um Legislativo que em parte se apropria de cartão alimentação.
Um Legislativo que realiza gastos injustificáveis.
Um Legislativo que perdeu a credibilidade política.
Um Legislativo que pela maioria é subserviente ao governo municipal.
Aqueles que comungam com essa situação e são conhecidos do povo não devem ser reconduzidos ao poder.
Esses dois poderes em Feira de Santana, em sua grande parte, são inimigos do povo, o trabalho que realizam não tem a finalidade de servir, querem apenas se servir.
Está na hora das mudanças acontecerem. Nosso município merece coisa melhor. Se for preciso arriscar, que façamos. Nada será pior do que continuar convivendo com o que está aí há 20 anos.
Chegou o momento de ampliarmos a nossa visão e dar um basta a essa prática coronelista que nos está sendo imposta por esse grupo político que deseja se perpetuar no poder.
Tentaram mais não conseguiram calar a minha voz. Simplesmente a tornaram mais forte.

Carlos Lima, Jornalista

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Brasil: “o povo que se exploda”/Por Sérgio Jones

Os pobres que se explodam!
FOTO: Opinião sem medo

Canalhice típica do modelo econômico desenvolvido pelo ‘capitalismo’. Primeiro concentra renda e privilégios que atendem aos interesses de uma reduzida casta de parasitas que vivem de forma nababesca e estéril, se beneficiando através de sistema financeiro conhecido como rentismo. O que significa dizer que nada produzem, vivem da especulação financeira. Totalmente alheio aos segmentos produtivos. Promovem e alimentam de forma cínica crises sociais que conduzem a grande massa de trabalhadores a sua mais completa miséria.

A consequência de todo este resultado macabro já é esperada, a história é uma prova viva das sucessivas crises, que resultam em caos social que conduzem às guerras. Estas recebem epítetos glamorosos que justificam o genocídio em massa dos filhos da classe trabalhadora, classe esta que passa a defender interesses que lhe são totalmente alheios, e menos nacional ainda. Quando a bem da verdade, o povo está lutando pelos interesses justamente das classes opressoras que por algum motivo pretendem expandir os seus mesquinhos interesses, além das fronteiras.

Não se dando por satisfeito com a prática de seus atos predatórios e egoístas, o sistema econômico caótico existente tenta constantemente, após cada crise, se reinventar. Nos dias tumultuados em que estamos vivendo, diante da incapacidade do modelo econômico vigente, no Brasil, a situação se agrava devido a incapacidade do mesmo que se demonstra incapaz de propiciar meios de subsistência digno à população, em especial aos segmentos econômicos mais vulneráveis. De forma oportunista e demagógica os opressores apelam para que seja introduzido nos currículos escolares a matéria intitulada como ‘educação financeira’.

Seria cômico se não fosse trágico, um país que convive com mais de 13 milhões de trabalhadores desempregados, sem carteira assinada, milhões tentando sobreviver atuando na informalidade, sem se falar nos desalentados, estes que depois de anos resolveram desistir de tentar entrar no rol das classes dos trabalhadores formais. Esta realidade, ao contrário do que projeta a mídia burguesa, soma-se em mais de 30 milhões de pessoas aptas que se encontram fora do mercado de trabalho.

A grande pergunta a ser feita é como o cidadão sem dispor de nenhuma fonte de ganho pode poupar o que não possui? Nem sendo mágico. Exceto se o dinheiro do trabalhador fosse fêmea e tivesse a capacidade de se reproduzir. Mesmo assim, a situação não si resolveria, pois para que isso ocorresse, o trabalhador teria que ter algum papel moeda no bolso, o que não acontece. Crise só não existe mesmo para os privilegiados e seus congêneres. Estes sempre se encontram ocupando os melhores espaços e cargos existentes.

Outro aspecto que o povo ainda não se deu conta é de que quando as forças da natureza são desencadeadas em toda a sua fúria, as vítimas são sempre as mesmas, os pobres. Não se veem nos noticiários mansões de políticos e de segmentos privilegiados, fazendo parte dessas estatísticas. Eles geralmente ocupam os melhores espaços que só o capital pode propiciar. Quanto ao povo, como professava, Veríssimo, personagem de Chico Anísio, “ O povo que se exploda”.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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Feira de Santana: governo fomenta irregularidades na construção civil Ilegalidades na construção civil/Por Carlos Lima

Feira de Santana anos 60
FOTO: Arquivos Google

Após denúncia no programa Fantástico da Rede Globo de televisão, no último domingo (10), sobre o escândalo pelo uso irregular de recursos públicos na aprovação de projetos da construção civil, lamentamos que as investigações realizadas não ocorram em Feira de Santana.

Os condomínios construídos por grandes construtoras, destinados a classe A e B, no município de Feira de Santana, sempre apresentam irregularidades similares, que vão do escoamento do sistema de esgotamento sanitário, até invasão de via pública, sem que exista o rigor legal na fiscalização exercida pela Prefeitura.

Várias denúncias já foram realizadas ao poder público sem que o mesmo adote medidas saneadoras, visando deter esse tipo de ilegalidade.
As quais persistem com a indiferença do governo, deixando transparecer que existe algo mais por trás desses atos suspeitos

. Enquanto construtoras de menor porte como a VASCO MARINHO, que participaram de licitações públicas e concluíram as obras contratadas, está passando dificuldades financeiras em virtude do governo municipal não cumprir com o pagamento contratual mantido com a mesma.

Esta realidade tende a se agravar uma vez que o comportamento do executivo foge de qualquer solução para o problema.

Denúncias outras tem surgido de forma intensa no que diz respeito ao fornecimento do Habite-se, ou seja, liberação do imóvel construído para moradia.

Dificuldades são criadas para se obter facilidades.

É preciso que o município passe por uma rigorosa auditoria objetivando identificar, punir e acabar com esse tipo de relação financeira abusiva no município.
É preciso mudar para melhorar.

Carlos Lima, Jornalista

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Concentração do poder político prejudica o desenvolvimento de Feira de Santana/Por Carlos Lima

Feira de Santana, década de 50 – Século XX
FOTO: Acervo Carlos Melo

É quase impossível acreditar num comportamento democrático de um grupo político que controla um município por 20 anos e tenta se perpetuar no poder.
É como o ditado popular que diz que o hábito do uso do cachimbo. Deixa a boca torta.

O sentimento de poder se transforma em sentimento de propriedade e implicitamente lhe assegura a certeza de que podem, devem e fazem o que querem a qualquer hora em qualquer situação.

Feira de Santana passou a conviver com essa aberração política. Inclusive seus governantes atuais se acham no direito de perseguir e calar os contrários ou aqueles que eles criaram qualquer tipo de repulsa.

Estão simplesmente tentando edificar o pensamento único. O perigo é explosivo. A mudança é imprescindível.

Essas lideranças a princípio trouxeram alguns benefícios, mas o círculo vicioso de poder contaminara suas ações.


A corrupção foi desenvolvida em vários casos com eficiência tecnológica e as denúncias e investigações não são devidamente apuradas.

As decisões passaram a ser monocráticas, de projetos pessoais, enquanto a construção da altivez social e coletiva escoa pelos ralos dos interesses.

O grupo político que domina o colégio eleitoral do município deve ser repensado. Está fatigado, denunciado e de credibilidade questionável diante de algumas operações realizadas e a serem, como a Pityocampa, na área de saúde, que atualmente dorme em berços esplêndidos.

A suspeição paira sobre: serviços de limpeza pública, transporte coletivo, como o BRT, onde já se gastou mais de 100 milhões de um orçamento de 86 milhões, merenda escolar, recursos do Fundeb entre outros.

Vamos nos debruçar no processo eleitoral de 2020, quando ocorrerão as eleições municipais.

Esta será a verdadeira oportunidade de oxigenar a nossa política e proporcionar as mudanças tão necessárias e exigidas pela democracia.

Vamos votar para mudar.

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Carlos Lima, Jornalista

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E agora, José?/Por Alberto Peixoto

E agora, José?
FOTO: Apeixoto

O poema “José” de Carlos Drummond de Andrade, já em 1942 explicita a sensação de solidão e abandono das pessoas no Brasil atual, a sua falta de esperança e o sentimento de que está esquecido na vida, sem noção de que caminho seguir.

Este poema retrata os brasileiros dos dias atuais, vítima de um governo neofacista e da irresponsabilidade de quem o elegeu.

José, e agora, José? A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou… e agora, José? E agora, eleitores de Bolsonaro? Ir para onde? Está sem discurso, está sem mulher… o dia não veio, o bonde não veio, o estudo acabou e tudo fugiu e tudo mofou. Sua incoerência, seu ódio – e agora, José? Você é duro, José. Sozinho no escuro qual bicho-do-mato, sem parede nua para se encostar…Você marcha, José! José, para onde?

O melhor aluno brasileiro é pior do que o pior aluno coreano – Fernanda Pacobahyba, educadora, doutora em Direito Tributário e Secretária da Fazenda do Estado do Ceará.

A educação parou, a luz do conhecimento apagou, o aluo sumiu, a noite da ignorância acabou com os sonhos dos jovens que tinham a esperança em um futuro melhor, mas o ódio dos menos ou totalmente sem capacitação, varreu este sentimento da vida dos brasileiros.  

José, brasileiro comum, vítima de um sistema social perverso que mantem sua vida em uma complexa sociedade onde a falta de educação, cultura, arte e a liberdade está passando a ser um problema social histórico, sempre ligado à exploração dos mais poderosos contra os mais fracos.

Para extirpar de vez este mal da face da Terra, é fundamental acabar com o capitalismo selvagem e toda forma de exploração do homem pelo homem.

Em contrassenso com o momento em que vivemos, momento em que já se desenvolveu a teoria de controle e a teoria geral de sistemas complexos, alinhando-se às funções de controle e comunicação, onde a robótica e a computação possibilitam uma ligação inteligente entre a percepção e a ação, não é fácil aceitar ser gerido por um presidente analfabeto funcional e 100% analfabeto político, apoiado pelos seus três patéticos filhos e por grupos – pessoas e eleitores – do mesmo calibre. E agora, José?… para onde?

Este texto foi baseado no poema “José” de Carlos Drummond de Andrade, que nasceu em Itabira (MG) em 1902 e faleceu em 1987 no Rio de Janeiro. Foi um dos mais influentes poetas do século XX.

Alberto Peixoto, Escritor (comendadoralbert@bol.com.br)

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Investidores internacionais por não acreditarem em Bolsonaro deixam de participar do megaleilão do pré – sal / Por Sérgio Jones*

Plataforma marítima no Pré-sal
FOTO: Mtrópolis

Ocorrido nesta quarta-feira (6), anunciado como histórico pelo governo brasileiro, o megaleilão do pré-sal teve um resultado esperado muito aquém do previsto. Foi tão pífio quanto o governo do atual presidente Jair Bolsonaro que tem se projetado na mídia local e internacional, não pelas suas ações meritórias, mas pelos sucessivos erros cometidos nas mais diversas instâncias das esferas governamentais.

O arrecadado em toda esta ação burlesca foi R$ 69,96 bilhões (cerca de US$ 17,3) por duas das quatro áreas em jogo e um forte investimento da Petrobras. Na visão de alguns especialistas, a licitação foi “um desastre total”.

Entre a ficção e a realidade, prevaleceu a primeira. Os prepostos e lacaios do governo esperavam arrecadar R$ 106,5 bilhões com o leilão das áreas localizadas em águas profundas (“pré-sal”), situadas na Bacia de Santos. A venda foi ignorada pela maioria dos grandes grupos de petróleo mundiais.

A Petrobras praticamente participou sozinha. E dos 4 campos, apenas dois foram arrematados (Búzios e Itapu). As áreas Sépia e Atapu ficaram na berlinda, o que significa dizer que não houve interessados.

Tal resultado frustrou profundamente os anseios do governo de Jair Bolsonaro, que esperava ‘recuperar’ as finanças públicas com a licitação. O percentual que as petrolíferas se comprometem a pagar ao Estado se mantiveram no lance mínimo estabelecido pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

O que ficou explícito é que nenhuma petrolífera internacional se aventurou fazer qualquer lance nessa empreitada, o que pode ser considerado como um rotundo fracasso”. “O pregão foi obstruído por valores muito altos e por uma falta de transparência”, é o que argumentam observadores e especialistas do setor.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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Candidatura à reeleição de Colbert continua ameaçada/Por Carlos Lima

Colbert e Ronaldo
FOTO: Carlos Lima

Após o presidente do DEM e prefeito da capital baiana, ACM Neto dizer que o partido terá candidatura própria em 28 das 50 maiores cidades da Bahia, deixou o prefeito de Feira de Santana, Colbert Martins (PMDB), com a possibilidade de não ser inserido entre os candidatos que podem receber apoio político, da sigla, em sua tortuosa caminhada à reeleição.

Feira de Santana é o segundo maior município, e colégio eleitoral da Bahia. É evidente que o DEM não pretende abrir mão de indicar o candidato a prefeito, que atualmente é administrado por um prefeito pemedebista, indicado pelo ex-prefeito José Ronaldo (DEM), que renunciou o mandato para ser candidato a governador, numa aventura que lhe conduziu uma fragorosa derrota.

A derrota também criou vácuo, de poder do DEM, nos últimos 20 anos. Observando a lógica política é inquestionável que o DEM não abra mão de reivindicar eleitoralmente o poder para si. Retomada que acredita ser legitimamente de direito.

O empasse está estabelecido no cenário político de Feira de Santana.

Outro grande risco para Colbert é que ele pode perder aliados no legislativo feirense, uma vez que o ex-prefeito José Ronaldo possui uma liderança maior e consequentemente Colbert não receberia o apoio desses edis, caso ele sega a orientação partidária.

Zé Filé ainda afirmou que mesmo indo apoiar a candidatura de Zé Neto, vai migrar do PROS para o partido de seu líder Fernando Torres, o PSD. “Quem sabe Fernando Torres possa conversar com Zé Neto e de repente ser o seu vice”.

Na política nada é impossível, principalmente quando todo o processo eleitoral do grupo atual para permanecer no poder em Feira de Santana, passa pela liderança e decisão de José Ronaldo.

Carlos Lima, Jornalista


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