Revivendo o passado, um passado já algo longínquo, mas que pertence à história da humanidade/Por José Manuel da Cruz Cebola

                             
(Woodstock) foi um festival de música realizado entre os dias 15 e 18 de agosto de 1969 na fazenda de gado leiteiro de 600 acres de Max Yasgur, próximo à região de White Lake, na cidade de Bethel, no estado de Nova York, nos Estados Unidos ..
FOTO: José M. C. Cebola

A maioria de vocês nem sequer seriam nascidos ao tempo. Outros, talvez, mas seriam crianças ou bem jovens. Pois eu já tinha 26 anos…

Estou falando do festival de Woodstock, realizado há precisamente 50 anos, que catalisou a paz, o amor e a música. Um evento que reuniu meio milhão de pessoas e que demarcou a posição política da juventude de então cansada da guerra (era o auge da guerra do vietname) e de certas convenções sociais (Mary Quant tinha criado a minissaia três anos antes).

Era um palco simples de madeira, sem pano de fundo ou pirotecnia. O som que saía dali muitas vezes coxeava. Com a chuva, ainda havia risco de alguém ser electrocutado. Por essa estrutura modesta passaram alguns dos maiores nomes da música de 1969 – Jimi Hendrix (star spangled banner), Janis Joplin (piece of my heart), Jefferson Airplane (somebody to love), Joe Cocker (with a little help from my friends), Santana (samba pa ti), the who (summertime blues), Creedence Clearwater revival (proud Mary),, entre outros.

 Ao redor do palco, estima-se que 500 mil pessoas acompanharam a maratona de shows, que tivera início no final da tarde de uma sexta-feira, 15 de agosto, e só foi encerrada na manhã de segunda (18). Era um público que encarou tempestade, lama, escassez de comida, falta de casas de banho e condições precárias de higiene, além do efeito de substâncias psicoativas, para viver uma utopia guiada pela música.

Não foi um evento planeado para ter a dimensão que tomou. Tinha tudo para dar errado e terminar mal, muito mal. Deu certo. Não houve tragédia. A feira de arte e música de Woodstock, ocorrida há exactamente 50 anos, foi um dos acontecimentos mais importantes do século 20.

Durante o festival, o realizador Michael Wadleigh filmava o documentário Woodstock (1970), que imortalizou as performances musicais do evento e traduz o espírito daquele final de semana em Bethel. Com o então novato Martin Scorsese como assistente de realização, o filme recebeu um Oscar de melhor documentário.

José Manuel Cruz Cebola – Crítico – Sintra/Portugal

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