Monthly Archives: dezembro 2018

Os privilégios do Servidor Público e a crise orçamentária/ Por Alberto Peixoto*

Palácio do Governo Ondina – Residência Oficial do Governador Av. Adhemar de Barros, 100, Salvador – BA
FOTO: Arquivos Google

Os colaboradores da iniciativa privada contribuem com 8%, sobre R$ 5.000,00 mesmo ganhando qualquer salário acima deste valor, para a Previdência. Recebem no final de sua jornada de trabalho (aposentadoria) que é no mínimo um período de 35 anos em média, o FGTS – Fundo de Garantia Por tempo de Serviço – para ajudar na nova vida de aposentado. Alguns conseguem com este fundo comprar até um bom apartamento ou um bom veículo.

O Servidor Público, por sua vez, colaborava com 12% e agora com a nova Lei aprovada em votação ontem (12) pelos Deputados da ALBA – Assembleia Legislativa da Bahia – liderados pelo deputado Zé Neto, passaram a contribuir com 14% sobre seus vencimentos BRUTOS e não possuem FGTS. Quando se aposentam, como diz o velho adágio popular, saem com uma mão na frente e outra atrás, sem nenhum incentivo para reiniciar na nova vida de aposentado.

Alguns jornalistas mal informados e até mesmo o cidadão brasileiro que na sua grande maioria é desinformado, analfabeto político e funcional, vive a vociferar pelos quatro cantos da cidade e/ou do País, que o Servidor Público é responsável pela crise orçamentária, onde 51% é gasto com os “privilégios” (????) dos servidores, e também pelo elevado custo previdenciário, quando na verdade a Previdência do Servidor Público (FUNPREV) é financiada pelos próprios servidores e não pelo Estado.

Quais privilégios seriam esses? O Servidor (o trabalhador) que é responsável pelo verdadeiro funcionamento do Estado, só tem direito ao salário. Até a sua assistência médica é paga por ele a um auto custo; a Licença Prêmio – que poderia ser considerada benefício – não existe mais, foi extinta.

Porém, salários “estratosféricos” recebem os Deputados, Desembargadores, Procuradores, Promotores e todo MP, Juízes e assessores que devolvem salários para seus “chefes”. Todos estes recebem auxilio gravata, paletó, moradia – mesmo tendo casa própria, auxilio engraxate, água, luz e telefone, escola para filhos até completar a Faculdade, carro com motoristas e combustíveis sem limite de cotas (litros), passagens aéreas para eles e suas companheiras (os), e até, pasmem, “auxilio mudança”, que se dá quando o Deputado ou alguém do Poder Judiciário que tem que se deslocar com sua mudança para outra cidade, recebe uma verba de R$ 32 mil para pagar a mudança, que qualquer transportadora de nível deve cobrar uns R$ 3 mil reais.

Como se não bastasse, o atual vice-presidente da Câmara dos Deputados Federais, Fábio Ramalho (MDB-MG), candidato a Presidente da Câmara, defende o aumento de salários dos parlamentares: Nós precisamos que todos os Deputados sejam reajustados como estão sendo reajustados todos os “outros poderes, disse o Deputado, citando o recente aumento do STF.

O aumento proposto pelo Deputado “Porra-Louca” Fábio Ramalho, produz um efeito em cascata atingindo o orçamento dos demais Estados da Federação Brasileira. Estes sim, são os verdadeiros responsáveis pela crise orçamentária dos Estados. O Servidor Público não pode pagar a conta desta farra proporcionada por estes irresponsáveis.

*Alberto Peixoto (Antonio Alberto de Oliveira Peixoto) é Escritor com 20 livros publicados, Colunista do Jornal Grande Bahia, membro da ALER – Academia de Letras do Recôncavo – Recebeu a Comenda de Maria Quitéria pelo seu mais recente trabalho: Quitéria e o Bando de Cleonice, Graduado em Administração de Empresas, MBA em Administração Estratégica e Gestão de Negócios, PDG – Programa de Desenvolvimento de Gestores pela Fundação Dom Cabral, Pós em Marketing pela SIDARTA e Servidor Público Estadual.

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O começo do fim / Por Sérgio Jones*

A sua linha de trabalho se assemelha a um pálido arremedo do golpe de 1964.
FOTO: Arquivos Google

A desorganização do desgoverno de “Bolsosauro” que terá início nesse trágico primeiro de janeiro de 2019, promete ser um dos mais desastrosos nos anais registrados nas páginas da história do Brasil. Não se trata de vaticínios nem torcendo para que nada dê certo. A questão é bem outra. A sua linha de trabalho se assemelha a um pálido arremedo do golpe de 1964.

De acordo com os desastrosos pronunciamentos deste desgoverno e devido a pusilaminidade dos mesmos, fatores estes que podem ser normalmente observados pelas tomadas de decisões, e em seguida os seus constantes recuos, se evidenciam como verdadeiro desmonte social provocados pelos sucessivos governos que têm contribuído, de forma ruinosa, para o rompimento dos frágeis tecidos que compõem as redes sociais que nos envolve.

Mais um ato de total irresponsabilidade política e até mesmo de incompetência pode ser observado com a montagem da equipe de seres degenerados que irão compor a administração do “Bosolsauro”. Vejamos o caso mais recente do anúncio feito pelo presidente eleito neste último domingo (09) que cita o nome do novo ministro do Meio Ambiente: o advogado Ricardo Salles, ex-secretário de Meio Ambiente de São Paulo no governo Alckmin (2016-2017). Como um dos fundadores do Movimento Endireita Brasil (MEB) e apoiado por ruralistas.

Este ser indigitado, já ocupou por diversas vezes manchetes de jornais devido a declarações fascistas tipo apoio à ditadura e em defesa da pena de morte. Entre outros processos sofridos, em 2017, ele é réu em uma ação civil do Ministério Público Estadual sob a acusação de participar de alteração ilegal do zoneamento do plano de manejo da Área de Proteção Ambiental da Várzea do Rio Tietê, para favorecer empresas ligadas à Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). Este é o perfil do elemento execrável que foi nomeado para a pasta de meio ambiente.

O que fica evidenciado em todos estes atos insanos, do insidioso presidente eleito, é que a principal função do novo ministro será a promoção de uma verdadeira agenda antiambiental, colocando em prática medidas que resultarão na explosão do desmatamento na Amazônia e na diminuição do combate ao crime ambiental. O mais grave é que este tipo de ação está se espalhando tal qual erva daninha, em breve pouco ou nada restará deste arremedo de nação chamada Brasil. Atos como estes representam enormes retrocessos, no cenário político, que resultarão em efeitos extremamente negativos para nossas florestas, nossos rios, a economia e para a vida das pessoas no Brasil e por extensão, em todo o planeta. Como profetizava o filósofo Sêneca – “ Para a ganância, toda a natureza é insuficiente”.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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Na porta dos infernos.

No inferno do golpe
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A Jornalista Teresa Cruvinel, uma das mais bem informadas de Brasília, revela em sua coluna de hoje, que existe uma guerra nos bastidores do governo Bolsonaro.

Um twitter do filho mais novo, dando conta de que pessoas no entorno do presidente estão tramando sua morte, mostra o clima da guerra.

O entorno próximo de Bolsonaro é formado por milicianos ligados ao crime organizado do Rio, religiosos envolvidos com negócios da fé, e um cem número de oportunistas desqualificados que não vêem a hora de colocar a mão em um naco de poder e dividir o saque.

Sabe-se agora que o nome do General Mourão para vice, foi uma imposição das forças armadas, que não confiam em Bolsonaro, expulso do exército depois de tramar um atentado terrorista, no inquérito que o investiga e pune com afastamento para  reserva, ele é tratado como portador de deficiência psíquica.

Nas rodas políticas de Brasília e entre jornalista bem informados a possibilidade da derrubada ou mesmo da morte de Bolsonaro, é tratada como “uma questão de tempo”.

Neste primeiro mês após a vitória eleitoral, Bolsonaro foi incapaz de gerar uma notícia positiva, até o momento é uma coleção de desmentidos, idas e vindas, erros primários e quebra de promessas eleitorais.

A redução do ministério, por exemplo,  que seria metade (quinze), já está em vinte e dois, com tendência de mais.

A propalada história de não fazer alianças com partidos políticos ficou para as calendas, o pp, ptb e mdb já estão no governo disfarçados de bancadas temáticas.

Entre os ministro escolhidos, quatro deles respondem a processos ou são investigados por corrupção.

Na política externa é um vexame só, acumulando desavenças com China, países Árabes, Cuba, França e ONU, o Chanceler escolhido é tratado pelos colegas do Itamaraty como “pastor tarja preta”.

Por falar em pastor, a briga agora é com os evangélicos (que abandonaram Deus para seguir o Coiso), até o momento não conseguiram emplacar nenhum pastor para ministro, ja que Magno Malta, o indicado dos evangélicos, foi barrado pelo Mourão.

Gerson Marques

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O Armageddon brasileiro

O governo Trump, interfere nas decisões políticas do Brasil, querendo as riquezas naturais do País.
FOTO: Arquivos Gogle

Armageddon (em inglês) ou Armagedom (em português) é uma expressão encontrada na Bíblia e que revela o lugar onde acontecerá a batalha final entre as forças do Bem contra o Mal.

Em Apocalipse (Revelação) 13: 1, uma fera de sete cabeças representa o sistema político. Ela governa sobretoda tribo, e povo, e língua, e nação”; e assim é maior do que o governo de um único país – Apocalipse 13:7.

Esta fera já chegou ao Brasil e, lentamente, já começou a agir. A partir do ano de 2019 ela começa sua trajetória dolorosa espalhando o terror em terras Tupiniquins. Ao contrário da fera Bíblica, que possui sete cabeças, a que vai atuar no Brasil terá em torno de 22 cabeças ou Ministérios.

Atualmente já faltam alimentos, emprego, saúde, educação; deve faltar combustível com a entrega do pré-sal, da privatização da Petrobrás e outras riquezas naturais, todos entregues aos EUA a preço de banana (ou dos bananas).

Lamentavelmente o brasileiro, bitolado, tem dificuldade em perceber toda a derrocada política, financeira e social que o rodeia. Como um infeliz, o brasileiro só tem “espírito” voltado para o futebol – entre outras diversões – e deixa de lado segmentos importantes como a política, que rege a qualidade de sua vida, de seu futuro e de toda a Nação.

Infelizmente o brasileiro acompanha todos os dias nos telejornais, o Presidente Bolsonaro “surfando” em meio ao fogo cruzado do ódio da direita fascista contra a esquerda, arrotando arrogância e frases sem nexo; sem ter uma atitude que combine com suas atribuições de “chefe” de um grande país como o Brasil. O que é dito, sempre é desdito em curto espaço de tempo.

Qualquer criatura com o mínimo de inteligência percebe que a interferência do Tio Sam (neste caso Trump) na política brasileira, só tem uma finalidade específica: o controle das reservas de petróleo em território brasileiro e nossas riquezas naturais em primeiro plano.

O brasileiro segue sua trajetória inexorável de submissão.
FOTO: Arquivos Google

Infelizmente a ficha ainda não caiu para os da direita, que é formada por analfabetos políticos, a classe média que se acha rica e até mesmo por alguns pobres, mulheres e negros que não possuem amor próprio nem autoestima. E o brasileiro segue sua trajetória inexorável de submissão!

O Amargedom que já teve início em nosso país e se tornará mais intenso no próximo ano de 2019, não será o fim do Brasil e nem dos brasileiros, mas causará prejuízos à Nação e à sociedade que terá dificuldades para se reerguer.

Só como registro: o Presidente Bolsonaro não compareceu aos debates alegando não ter condições físicas. Citou uma bolsa com seus excrementos, que o incomodava muito. Como se explica, tão pouco tempo depois das eleições ele conseguir, sem problema nenhum, levantar um troféu com mais de 15 quilos ganho pelo Palmeiras pela conquista do Campeonato Nacional de 2018 e permanecer em pé por muito tempo, sem prejuízos para sua saúde?

Alberto Peixoto – Escritor

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Brasil, nação ultrajada/ Por Sérgio Jones*

O início do fim do governo de “Bolsosauro”.
FOTO: Arquivos Google

Mais um ano que se finda e a partir desse período tem início ao calendário festivo que toma conta de todo o país, o povo abre mão da luta pela conquista do pão e faz opção pelo circo dionísico que se transformou o nosso carnaval. Enquanto isso acontece instala-se nas terras brasis, o início do fim do governo de “Bolsosauro”.

Governo que promete ser recheado de imprevistos, equívocos e muito terror para a classe de trabalhadores. No presente momento está afiando as suas garras, tal qual ave de rapina, junto às forças opressoras e reacionárias que se apossaram da nação e do seu povo ao longo da nossa triste história, desde os tempos imemoriais.

Não podemos deixar de assinalar que a ascensão do tinhoso e seu clã de desajustados contou com o apoio de parte expressiva dos evangélicos. Grupo de religiosos que contribuíram, em muito, para deixar o Brasil do jeito que o diabo gosta.

Como se não bastasse uma tragédia deste porte político, nos deparamos com outra não menos importante, o judiciário brasileiro que em apenas 20 anos quadruplicou os seus salários. O que prova que parte da escória togada legisla em causa própria. O que fica evidenciado que este poder é sinônimo de uma iniquidade sem precedentes, além de uma infinidade de outros vícios maléficos que tem contribuído, sobremaneira, para este trágico modele social em que vivemos.

Este mesmo poder declarou recentemente, de forma estapafúrdia, na imprensa nacional, que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ramo especializado do Poder Judiciário, que foram encontradas 23 “inconsistências” na prestação de contas da campanha de Jair Bolsonaro (PSL) à Presidência da República. A prestação de contas da campanha foi entregue ao TSE apresentando uma arrecadação de R$4.377.640,36 e gastos R$2.812.442,38. Entre outras práticas eleitorais pouco confessáveis.

A grande piada de toda essa aparente tragédia o que busca o TSE é se atribuir valores que não possuem. Este poder ameaça com a improvável diplomação do “Bolsosauro” agendada para acontecer em 10 de dezembro. Sem a tal aprovação ficará impedido de tomar posse em 1º de janeiro. Provavelmente, esta deverá ser classificada como a piada do ano de 2018.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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