Monthly Archives: novembro 2018

Colunista do Estadão é demitida por criticar Bolsonáro/Por: Ruth Manus

Ruth Manus foi demitida, nesta segunda-feira (12), do Estadão, por ter feito coluna criticando o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).
FOTO: Arquivos Google

“Era uma vez uma moça chamada Ruth, que escrevia para um grande jornal brasileiro. Escreveu durante anos, sobre amor, humor e tantas outras coisas sérias e indispensáveis, com liberdade e boas intenções. Impressionou com seus números de audiência e foi premiada três vezes pelo jornal.

Acreditando, ainda, na liberda”de que julgava ter, escreveu no fim de agosto um texto que criticava um candidato à presidência do país. Foi surpreendida com uma ligação do jornal proibindo-a de se manifestar sobre política por prazo indeterminado. Assustou-se, não esperava uma coisa dessas em pleno ano de 2018. Escreveu para o jornal, lembrando-os de que fora contratada para escrever colunas com tema livre e dizendo que essa conduta de censura não fazia sentido para ela, sobretudo pelo fato deles saberem que ela era advogada e professora de Direito.

Como seria possível não falar sobre política? O que não é política? Direito envolve política, minorias envolvem política, feminismo envolve política, sociedade envolve política, relacionamentos envolvem política. Liberdade é pura política- e sua ausência, ainda mais. Disse que não estava disposta a escrever com medo, pisando em ovos e que, caso eles não estivessem dispostos a preservar sua liberdade como colunista, que ficassem à vontade para rescindir o seu contrato.

Algumas semanas depois- ontem, no caso- foi comunicada acerca do seu desligamento.

Saio do Estadão com tranquilidade e com a certeza de que fui absolutamente coerente com aquilo em que acredito. Tenho orgulho da minha trajetória lá dentro, ao longo de quase 5 anos, assim como tenho orgulho da minha saída, sobretudo no momento que o Brasil atraei escrevendo com a mesma alegria, com a mesma coragem e com a mesma fé. Quem quiser seguir me acompanhando, será muito bem vindo na minha página do facebook, no meu instagram, no Observador- jornal português no qual escrevo desde 2016 com total respeito e livessa. Agradeço a todos os que trabalharam comigo no jornal, agradeço pelo espaço que tive ao longo desses anos e lamento profundamente que a liberdade de expressão já esteja sendo tão relativizada no Brasil.

Continuarberdade- e, futuramente, em outros espaços que façam sentido. Obrigada pelos anos de leituras atentas. Seguimos juntos. Isso foi só o começo.”

Ruth Manus – Advogada e professora de Direito do Trabalho e de Direito Internacional

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O Senhor Feudal brasileiro e seus lacaios

Querem subtrair os direitos do trabalhador através de uma reforma inconstitucional, portanto criminosa, da Previdência
Foto: Latuff

“Quando, em 1750, o rei dom João V morreu, Portugal encontrava-se em grave crise econômica. O novo rei, Dom José I (1750-1777), nomeou como primeiro-ministro Sebastião de Carvalho e Melo, o futuro Marquês de Pombal, que durante 27 anos comandou a política e a economia portuguesa. Ele reorganizou o Estado, protegeu os grandes empresários, criando as companhias monopolistas de comércio. Combateu o clero, expulsou os Jesuítas e reprimiu igualmente as manifestações populares […] […] A educação, que no Brasil era quase inteiramente responsabilidade dos jesuítas, sofreu um grande recuo. Vinte anos após a expulsão, em toda a Bahia não havia mais do que dois professores. Várias escolas foram fechadas e as bibliotecas dos conventos foram abandonadas ou destruídas […]” Fonte: Brasil Indígena: 500 anos de resistência/Benedito Prezia, Eduardo Hoomaert. – São Paulo FTD, 2000.

No Brasil atual, surge o senhor feudal Jair Messias Bolsonaro, com seus lacaios querendo repetir os feitos do Marquês de Pombal.

Anuncia o “extermínio” do Ministério do Trabalho, fechamento de escolas públicas, quer subtrair os direitos do trabalhador através de uma reforma inconstitucional, portanto criminosa, da Previdência e ainda promete acabar com as regalias dos Funcionários Públicos.

Já foi comprovado através de um trabalho feito pelos auditores da Receita Federal e por uma equipe que fez auditoria para a CPI da Previdência, que não passa de uma farsa o suposto rombo anunciado da Previdência. Segundo eles, a Previdência é superavitária. O documento apresentado à CPI alega haver inconsistência de dados e de informações anunciadas pelo Poder Executivo.

São absolutamente imprecisos, inconsistentes e alarmistas os argumentos reunidos pelo Governo Federal sobre a contabilidade da Previdência Social”, disse o senador Hélio José MDB/DF.

O que realmente existe é uma dívida em volta de R$ 486 bilhões de grandes empresários, encabeçada por Bancos tradicionais e que não são cobradas, porque alguns foram responsáveis pelo financiamento de campanha eleitoral dos futuros “gestores” do Brasil.

O servidor público paga 12% sobre o valor integral de seu salário;
FOTO: Latuff

Foi alegado pelo feudo, que as regalias dos funcionários públicos é o principal responsável pela derrocada da Previdência pública. Enquanto o trabalhador da iniciativa privada paga à Previdência pública 8% sobre no máximo R$ 5.645,80 (teto da previdência), o servidor público paga 12% sobre o valor integral de seu salário; o trabalhador da iniciativa privada ao se aposentar, recebe o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), que ajuda a reorganizar sua vida – agora como aposentado – já o servidor público não recebe “nada”.

E o auxílio gravata, paletó, combustível, auxílio moradia – para quem tem casa própria e comer gente, como disse pessoalmente o senhor feudal Bolsonaro – passagens de avião, carro a disposição com motorista, verba de gabinete, aumentos de salários acima da realidade brasileira, etc? Com certeza não vão entrar nesta reforma.

Alberto Peixoto – Escritor

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Desmonte do Ministério do Trabalho segue na contramão da luta por um país democrático/ Por Sérgio Jones*

É a completa destruição das conquistas trabalhistas
FOTO: Arquivos Google

De acordo com opiniões abalizadas, de especialistas na área trabalhista, os discursos desconexos e confusos proferidos pelo famigerado presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), e em especial o que ele passou a denominá-lo de “organização” e “refundação” nada mais é do que a promoção do desmonte de espaços como os Ministérios do Trabalho, da Cultura e da Indústria. É a completa destruição das conquistas trabalhistas, conquistas estas consideradas de importância fundamental para o desenvolvimento nacional em seus múltiplos e diferentes aspectos.

Com a extinção do (MTE), pasta criada há 88 anos, pelo então presidente Getúlio Vargas, como bem cita representantes dos diversos segmentos sociais, a proposta transita na contramão da história e contribui para o total aniquilamento das conquistas sociais obtidas, com muito suor, lagrimas e sangue, pelos trabalhadores. Que se encontram atualmente diante de um brutal processo de retrocesso.

Para o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo, a extinção do MTE representará a discriminação e institucionalização do trabalho análogo à escravidão e o fim das listas sujas de empresas que submetem seus empregados a estas situações degradantes, que já se tornou corriqueira nos noticiários nacionais e internacionais, e passou a ser do conhecimento de todos os brasileiros.

O dirigente destaca, com muita ênfase, que este (des) governo, de extrema direita, que se efetivará a partir de janeiro de 2019, “vai intensificar a ofensiva contra a classe trabalhadora e, ampliar a retirada de direitos, além de promover com tal ato, o fechamento de canais de diálogo e denúncia, já bastante fragilizados por Michel Temer”.

Em artigo, e através de inúmeros pronunciamentos, Araújo diz lamentar a decisão e alerta para o projeto que ganha corpo a cada declaração do desencaixado presidente Jair Bolsonaro e sua trupe. “Estaremos vigilantes e devemos reforçar ainda mais nossa resistência. O momento é de reforço da unidade e mobilização total no enfrentamento da agenda ultra regressiva que ameaça direitos conquistados e a vida da classe trabalhadora”. Como já afirmava sabiamente o pensador, filósofo, sociólogo, jornalista e revolucionário socialista Karl Marx: “A desvalorização do mundo humano aumenta a proporção direta a valorização do mundo das coisas”.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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Homen ”forte” de Bolsonaro já foi condenado por estelionato e por espancar mulheres/ Por Sérgio Jones *

Julian Lemos deputado estadual eleito na Paraíba pelo PSL
FOTO: Arquivos Google

O Estado da Paraíba já não é o mesmo, quem não se recorda da bravura das mulheres decantada em prosa e versos. E já foi até mesmo musicada tendo como um dos refrãos, que ficou gravada na mente e coração de todos os brasileiros: “Paraíba mulher macho sim, senhor”. Ao que parece tal afirmativa ficou em passado longínquo, é um pálido reflexo que não se aplica a realidade atual. O integrante da equipe de transição, Julian Lemos (PSL) recém-anunciada pelo presidente eleito Jair Bolsonaro já foi acusado três vezes e preso com base na Lei Maria da Penha, após denúncia de agressão à ex-esposa e a uma  irmã.

O mais hilário, se não fosse trágico, é que se comenta nos bastidores local que após as agressões ele professava a seguinte frase: “não sei porquê estou batendo, mas elas sabem porque estão apanhando”. O deputado e amigo de primeira hora do Bozo, foi um dos coordenadores no Nordeste da campanha presidencial do PSL. Ele também foi condenado a um ano de prisão em primeira instância, em 2011, por estelionato. Mas o caso prescreveu antes de ser analisado pela segunda instância.

Segundo consta, em divulgações feitas por alguns segmentos da imprensa, dos três inquéritos de que o deputado eleito era alvo com base na Lei Maria da Penha, dois foram arquivados após a ex-esposa, Ravena Coura, apresentar retratação e narrou às autoridades que se exaltou “nas palavras e falado além do ocorrido”. Um terceiro, porém, segundo registros do Tribunal de Justiça da Paraíba, continua ativo. Os casos ocorreram em 2013 e 2016.

Na sua primeira aventura na “honorável prática” o deputado chegou a ser preso em flagrante depois de ter sido denunciado por Ravena, que contou ter sido agredida fisicamente e ameaçada por arma de fogo. Em 2016, ela voltou a procurar a polícia para registrar queixa contra o ex-marido, alegando que ele era “uma pessoa muito violenta” e que havia ameaçado ao proferir a seguinte frase: “Vou acabar com você, você não passa de hoje”.

Dando prosseguimento em sua acusação de agressão praticada pelo seu marido, Ravena, após seis meses entregou documento à Justiça afirmando que os dois episódios foram uma “desavença banal”, que o ex-marido era “um homem íntegro, honesto, trabalhador e cumpridor de todas as obrigações” e que ela o havia perdoado.

De acordo com a esposa surrada, com relação ao processo movido pela irmã não foi arquivado porque ela mora no exterior e ainda não compareceu para desistir oficialmente da ação.

Já foi acusado três vezes e preso com base na Lei Maria da Penha, após denúncia de agressão à ex-esposa e a uma irmã. FOTO: Arquivos Google

Bolsonaro, como já era esperado, saiu em defesa de seu amigo ao sentenciar a seguinte pérola: que vários de seus aliados “deram suas caneladas, como o Julian Lemos aqui, e são pessoas que somam o nosso exército”. No tocante ao terceiro inquérito, que continua ativo, foi aberto em 2016, a pedido de Kamila Lemos, irmã de Julian. Que em depoimento prestado à polícia diz ter sido ofendida e agredida fisicamente pelo irmão, com murros e empurrões, ao tentar “apaziguar” uma briga entre ele e a ex-esposa. Laudo do Instituto Médico Legal comprovou que ela apresentava escoriações no pescoço, no ombro e no braço.

Outra patuscada, apresentada pelo deputado, partiu do presidente do PSL na Paraíba, em que aponta o envolvimento do indigitado deputado Julian no uso de uma certidão falsa fornecida pela empresa GAT Segurança e Vigilância, da qual era sócio, na assinatura de um contrato para prestação de serviços à Secretaria de Educação e Cultura da Paraíba, em 2004.

Mesmo diante desta ampla ficha criminal, ele em 2011 ele foi condenado a um ano de prisão em regime aberto. O mais curioso é que o crime prescreveu antes da análise em segunda instância. O que fica evidenciado é que a impunidade é um câncer que corrói o Brasil. Enquanto a justiça por aqui não deixar de ser uma peça de autoritarismo da sociedade, a impunidade continuará a imperar entre nós.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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Mostra Internacional de Artes Urbanas – MIAU/Por Roberto Leal

A Gato Preto da Sorte Produções e a UBESC – União Baiana de Escritores realiza no próximo dia 08/11 (quinta-feira), a partir das 19 horas, na escadaria da recentemente inaugurada Igreja do Passo (Centro Histórico de Salvador/BAHIA-Brasil) mais uma Edição da Mostra Internacional de Artes Urbanas – MIAU onde se fará acontecer Cultura, n’uma ação envolvendo vários artistas, será uma grande confraternização entre amantes das grandes manifestações artísticas e culturais de vários lugares do planeta. Artes plásticas, circo, dança, fotografia, gastronomia, Literatura, moda, musica, poesia, teatro e muito mais para fazer parte dessa grande mostra transparentemente urbana.

Esse grande miado trará dentre outras atrações o “Sarau do Miau” com as poesias de Jocélia Vândala, Maktub Farias, Rafael Pulgas, Roberto Leal, Taissa Cazumbá e Tiago Gato Preto (O Visconde de Sabugoza), a atração musical fica por conta de Portela Açucar o cantor e performer levará ao público grandes sucessos da MPB e teremos ainda O Wak Hannah e Percussivo Kadasha; a moda com alternativa de muitas cores do rastaman Day Tribal; exposição de artesanatos e artigos diversos em arte; vários Malabaristas do Chile e Uruguai. No “Bate Papo Literário” na mesa de livros, teremos a presença do escritor Carlos Souza, falando do seu novo trabalho editorial, a coletânea eclética “Carta ao Presidente” e acontecerá uma exposição e venda  de livros de autores baianos.

O evento tem o apoio da revista Òmnira e do Movimento Literário Kutanga/Angola. “O projeto passa a acontecer uma vez por mês entrando definitivamente na Agenda Cultural da cidade e mantendo viva a ocupação do Espaço cultural com os fazedores de artes de rua”, afirma Roberto Leal presidente da UBESC – União Baiana de Escritores.

Roberto Leal

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