Monthly Archives: outubro 2018

Bolsonaro impostor astuto arquitetado pela burguesia nacional em parceria com interesses estrangeiros/ Por Sérgio Jones*

O capitão do mato Jair Bolsonaro surge no Brasil de forma intempestiva
FOTO: Arquivos Google

dando a entender ser ele um homem que pode restaurar a ordem em um país que, segundo argumenta os pensadores e representantes de uma burguesia atávica que vive atrelada às forças do obscurantismo que nos cerca, ao que parece foi destruído pela corrupção e a demagogia instaurada pelos governos do PT e cujas sequelas são diversas: insegurança pública, a criminalidade, o narcotráfico, os subornos, a revolta das minorias sexuais, a tolerância diante da homossexualidade e a degradação do papel da mulher, extraída de seus papeis tradicionais.

Outro fator que contribuiu para alimentar um cenário tão derrotista se deve ao escândalo da Lava Jato e o desastroso e criminoso governo de Michel Temer. Ambas as lamentáveis situações contribuíram diretamente para estabelecer uma sensação negativa. Fornecendo o caldo necessário para a insurgência das forças conservadoras e do atraso a insurgirem do lodo da história como arautos e salvadores da pátria.

Capaz de infringir todas as normas políticas o inescrupuloso e despudorado Jair Bolsonaro, se eleito, deverá promover tarefas dos legados político contestatório. E será nessa aridez histórica mesclada de pânico e ódio que o fará explodir em apoio de quem quer que seja percebido com as credenciais necessárias para restaurar a ordem subvertida.

Mas como prega o adágio popular, desgraça pouca é bobagem. O capitão do mato escolheu como companheiro de chapa Antônio Hamilton Mourão, um general de pijama. Ambas as Bestas são a reencarnação da ditadura militar de 1964, que pretendem ascender ao governo não pela truculência das armas, mas, pela vontade de uma população contaminada. Ao que tudo indica esta população deverá referendar os seus votos aos senhores da Casa Grande, ou seja, aos seus verdugos.

Como muito bem citou o doutor em Ciências Política pela Havard University e professor de Filosofia Política da Universidade de Buenos Ayres, Atílio Baron, em excelente artigo, ele levanta a hipótese que procura entender o sucesso de Bolsonaro (PSL). Ao citar, com muita propriedade, o que observa o italiano Antônio Gramsci em um dos seus celebres cadernos, em situações de “crises orgânicas: “… ser este um fenômeno orgânico e normal, ainda quando seu ritmo seja rapidíssimo e quase fulminante por comparação aos tempos tranquilos do passado: isso representa a fusão de todo um grupo social (as classes dominantes) sob uma única direção concebida como a única capaz de resolver um problema dominante existencial e barrar um perigo mortal”.

“Isso é o que corre atualmente no Brasil uma vez que suas classes dominantes comprovam a obsolescência de suas forças políticas e lideranças tradicionais, a bancarrota de Fernando Henrique Cardoso, Michel Temer, Aécio Neves, José Serra, José Sarney, Geraldo Alckmin e companhia, o que as levou à busca desesperada do providencial messias exigido para restaurar a ordem desequilibrada pela demagogia petista e a insubmissão das massas e que, por sua vez, vai lhes permitir ganhar tempo para se reorganizar politicamente e criar uma liderança política mais ao tom de suas necessidades sem o risco de imprevisibilidade inerente a Bolsonaro,” reconhece Baron.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com.br)

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Brasil à beira do abismo: Bolsonaro eleito estaremos dando um passo à frente/ Por Sérgio Jones *

O Brasil encontra-se à beira do abismo
FOTO: Arquivos Google

O Brasil encontra-se à beira do abismo, caso haja ascensão do “coiso” à presidência, estaremos dando um passo à frente. Nos projetando no vácuo político de um aventureiro que é tido e havido como “salvador da pátria” Triste da nação e de um povo que acredite e precise lançar mão de tal recurso.

A definição muito próxima ao significado do “salvador da pátria” é do elemento ou indivíduo que se considera providencial, capaz de tudo resolver. Conceito este que não deixa de ser uma grande falácia. Sozinho não somos capazes de nada fazer ou realizar. Por princípio e definição, o homem é um ser gregário que interage e vive em coletividade.

O capitalismo para poder reinar é preciso dividir, transformar o homem em um ser individual, profundamente egoísta e competitivo. O que coloca o sistema na contramão da história. Este impasse é que conduz a humanidade a viver em constantes conflitos e guerras.

O capitalismo é autofágico e para manter-se obedece um ciclo perverso em que precisa construir para em seguida destruir. Muito semelhante ao mito grego de que podemos denominar como a maldição de Sísifo em que era obrigado a exercer um trabalho rotineiro e cansativo, fadado ao fracasso.

Ele tinha que rolar uma grande pedra de mármore, com suas mãos, até o cume da montanha, sendo que toda vez que ele estava quase alcançando o topo, a pedra rolava novamente montanha abaixo até o ponto de partida. A moral da história é que nunca se termina o que se começa devido a sua repetição que acaba conduzindo a todos em uma brutal frustração. É a partir desta premissa que são gerados elementos bestiais, da estirpe do “Capitão do Mato” Jair Bolsonaro.

Para que figuras como ele prospere é necessário contar com forças conservadoras que se contrapõem aos interesses da classe dos trabalhadores e de segmentos mais pobres da população. Podemos citar como exemplo a “bancada do boi” que atua no Congresso, formada pelo impressionante número de aproximadamente 300 parlamentares, entre deputados federais e senadores.

Na sequência surge a famosa, e não menos perniciosa, “bancada da bala” – composta por policiais, ex-militares como Bolsonaro e empresários. Todos empenhados na revogação da legislação do desarmamento e a matança indiscriminada de pobres e negros, concentrados nas periferias dos grandes centros urbanos do país.

Por fim, fechando o trio dos horrores a “bancada da Bíblia”. Que tem como seus expoentes, lideres de denominações religiosas extremamente conservadoras, que reproduzem para milhões de seguidores a pregação moralista e hipócrita de Jair Bolsonaro. Em meio aos sermões movimentam diariamente milhões de reais, em espécie, absolutamente livres de fiscalização oficial. Em especial, esta bancada da Bíblia está deixando o Brasil do jeito que o diabo gosta.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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O ovo da serpente: membranas finas distinguem o réptil Bolsonaro em formação/ Por Sérgio Jones*

De acordo com pesquisa que aponta a súbita ascensão do Bolsonaro devido as orquestradas e urdidas ações promovidas pela direita e extrema direita, com o apoio inconteste do Partido da Imprensa Golpista (PIG), no país. Nesse caldo de cultura, o que poderia cair melhor do que um mensageiro do

Mensageiro do ódio!
FOTO: Arquivos Google

ódio, do ressentimento, da violência de baixos instintos?

Este filme todos nós já vimos, para o horror da humanidade, que no passado mais recente da história foi surpreendida com o crescimento do nazi-fascismo na Europa. Deixando como rescaldo, a implantação dos sucessivos títeres, na América Latina, na década de 1960. O surgimento de todo este horror foi orquestrado sob a batuta do grande Avatar, os Estados Unidos.

Como alguém já citou, com muita propriedade, Bolsonaro voa como um pato no céu dessa distopia. Em que um facínora diz que vai acabar com o banditismo no país, quando ele é uma espécie não muito rara desta realidade. Nunca é demais lembrar que esta Besta Humana já foi eleita sete vezes, de forma sucessiva, no Rio de Janeiro. Estado da federação, considerado como um dos mais devastados pelo banditismo. Que fez ele, ao longo de quase 28 anos, para mudar esta realidade?

Pelo deslocamento da carruagem, o que ele fará para modificar o Brasil para “melhor” será o mesmo que ele fez em relação ao Rio de Janeiro, nada. Mais uma vez a direita truculenta vai tentar se beneficiar devido ao elevado índice da falta de politização de nosso povo. Vítima de sucessivos modelos políticos que sempre preteriram o direito das massas. Para atender os “direitos” de um reduzido e ínfimo interesses de uma classe despótica que a exemplo dos parasitas e vampiros, vivem a drenar o sangue, coração e mentes desta grande massa de indigentes sociais que volta a tomar conta do Brasil.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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Ascensão de Bolsonaro ampliará o fosso da desigualdade no país /Por Sérgio Jones *

Sociedade burguesa e perversa
FOTO: Blog do Eliel

Encarnando uma rara espécie de messiânico o abjeto Bolsonaro, fenômeno similar ao de Collor de Mello que surgiu do nada como “Salvador da Pátria” que iria caçar marajás. Tenta, em nossos dias, executar esta farsa, mais uma vez. Segmentos não politizados da sociedade manipulados por uma imprensa burguesa e perversa, tem tirado significativo proveito da situação.

Portador de discurso fascista o “capitão do mato” se apresenta como uma espécie de paladino da justiça, ao prometer, em palanque, que irá armar o povo para protegê-lo de marginais. Papel este que é uma das atribuições do Estado. A patuleia se empolga com promessas que só poderia partir de uma mente enferma. Mas quem vai obter ganhos reais, em todo este ato insano, é a indústria bélica, indústria essa que deve estar promovendo consideráveis investimentos junto a este representante do núcleo do mal.

Mas como é sabido por todos, de início o mal é audacioso e persistente, mas, não se mantém pelo tempo todo. A verdade no final acaba se impondo. Permanecendo em estado de hibernação estes tipos de vermes políticos e oportunistas se insurgem do lodo da história, tendo como objetivo se aproveitar do estado de debilidade das defesas do organismo social, causando danos irreparáveis ao frágil tecido, que reveste a sociedade brasileira.

Este cavaleiro das trevas é um ser típico das criaturas más, que só se realiza com a humilhação ou a destruição alheia, através de práticas nem sempre confessáveis. Busca sempre capturar mentes e corações dos incautos, vítimas perfeitas de tais manipulações. Ele, muito provavelmente, se considera uma espécie de messias, sendo que este nunca foi enviado por Deus. Promete conduzir a romaria dos despojados na tentativa de forjar a construção de um mito.

Este arremedo de messias é uma tentativa pífia de um figurante banal que incorpora o fascismo, por aqui nos trópicos, que se apresenta com as cores verde e amarelo. Se enrosca na bandeira nacional que têm por lema a faixa onde se lê: ordem e progresso. Com ascensão dessa corja fascista, teremos como lema a desordem e o retrocesso. Transcendendo a decência, promovendo a ampliação do fosso da desigualdade, que no Brasil não é uma exceção, mas a regra. Lembrando sempre que o ultranacionalismo, ideologia de extrema direita, é o último refúgio dos canalhas.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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