Monthly Archives: julho 2018

A Independência do Brasil (de Portugal)

O Tio Sam está de olho na América do Sul
FOTO: Samuel Pinheiro Guimarães (O Cafezinho)

No dia 7 de setembro de 1822, Dom Pedro viajava com sua comitiva de Santos para São Paulo, já as margens do riacho Ipirnga recebeu de um mensageiro três cartas. Uma de seu pai D. João VI, Rei de Portugal, dando ordens para voltar às terras Lusitanas. As outras duas foram de José Bonifácio, que recomendava romper com Portugal e a outra de sua esposa Maria Leopoldina de Áustria, aprovando o parecer do ministro e advertindo: “o pomo está maduro, colhe-o já, senão apodrece”.

Neste mesmo dia Dom Pedro deu o conhecido grito de “Independência ou Morte” e o Brasil deixou de ser colônia de Portugal.

No final do século XX, os brasileiros descobriram que o Brasil tinha se libertado de Portugal, mas passou a ser colônia do “Imperialismo Ianque” (EUA), implantada pelo poder do capital financeiro até chegar à condição de submissão da ditadura do pensamento único, imposta pelo mesmo capital financeiro – um colonialismo explícito.

Com o advento do governo de esquerda no início do século XXI, mais precisamente no ano de 2003, em meados do primeiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, este cenário começou a se transformar e a sair do descrédito em que tinha caído no contexto internacional, motivado pelas más administrações anteriores. Enfim, o Brasil conseguiu se libertar do Tio Sam (FMI).

Segredos Políticos
FOTO: Marcelo Zero

Infelizmente, com a instituição do “Golpe” em 2016, não só na presidente honesta Dilma Rousseff, mas em todo povo brasileiro, o Brasil voltou a ser escravizado – não mais colonizado – pelos Estados Unidos da América, que está levando – ou tomando – com o consentimento do governo golpista de Mi$hell Temer, todo nosso patrimônio principalmente o natural, entre diversos outros.

Lamentavelmente a população brasileira é formada por analfabetos funcionais, analfabetos políticos, inclusive os próprios políticos sofrem destes dois males, e de pessoas que encaram uma eleição como um grande campeonato de futebol, onde seu time (candidato) tem que vencer seja lá como for. Não importa as consequências.

Nada contra o futebol que já se tornou mania mundial, mas enquanto o brasileiro der mais prioridade a um título de Copa do Mundo do que as principais prioridades do País, como: saúde, educação, economia, nível de desemprego, fim da corrupção; preço do gás de cozinha, da energia elétrica, combustíveis, remédios, produtos alimentícios, etc, o troféu de Campeão do Mundo, com certeza não será o do tão almejado Hexa.

Alberto Peixoto

 

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Eleger Bolsonaro é promover culto a estupidez coletiva/ Por Sérgio Jones*

Bolsonaro: a estupidez cavalar
FOTO: Paulo Fonteles Filho

Indícios dos mais variáveis matizes nos induzem a crer e leva a acreditar, de forma estúpida, de que a possível eleição do pré-candidato da extrema direita, Jair Bolsonaro, possa ser qualquer tipo ou viés de solução para os graves problemas sociais que assolam o Brasil. Se utilizando de forma verborrágica e de elevado senso de cabotinagem o traficante de ilusões tomou para si o lema popular de que “é preciso colocar ordem nesse país” que está sendo engolido pela corrupção e a violência enquanto perde seus valores morais.

Esta estratégia tem como objetivo se apropriar da simpatia dos eleitores nostálgicos e desejosos da ditadura militar. Bolsonaro já anunciou que tem quatro nomes de generais para possíveis ministros de seu governo. O ato de sandice utilizado por este monstro é uma espécie de escudo de nobreza que pode ser uma metralhadora, capaz de resolver todos os males promovido por uma sociedade doente, que diante de sua incapacidade de criar uma sociedade mais igualitária e justa para todos, busca castigos definitivos aos corruptos, no qual ele e seu grupo estão inclusos.

Despreparado para governar até mesmo uma aldeia situada no mais dos remotos rincões do planeta, já que não demonstra capacidade de concatenar ideias mais simples, parece ter a seu favor a defesa dos valores tradicionais da família, reunindo assim o consenso das poderosas igrejas mais conservadoras. Já se prevê um pastor como seu vice. Ele se utiliza de uma linguajem radical com que defende a tortura, a pena de morte, a cura gay, além de promover zombaria com o estupro, o machismo em todos os seus mais perversos graus.

O ex-militar é apenas ponta do ice Berg da estupidez coletiva que vem tomando conta do país, além de ser ele um dos raros candidatos que podem prescindir da ajuda do Partido da Imprensa Golpista (PIG). Nesse ano eleitoral, a exemplo das eleições anteriores, as grandes redes de comunicação serão um elemento crucial para influenciar o voto. Principalmente dos segmentos menos esclarecidos da sociedade brasileira, que não são poucos. Se o desgoverno do presidente golpista Michel Temer tem sido responsável por gerar uma montanha de lixo social. A improvável, mas possível vitória eleitoral, do execrável Jair Bolsonaro, transformará a nação brasileira em um amplo aterro sanitário. Solapando de forma inexorável as perspectivas de uma sociedade mais justa e igualitária para todos os brasileiros.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

 

Paulo Fonteles Filho

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A Poesia de Jovina Souza no Instituto Goethe/ Por Roberto Leal

Jovina Souza
FOTO: RLeal

O Instituto Cultural Brasil Alemanha realiza no próximo dia 20 de julho (sexta-feira), às 18 horas, na Biblioteca do Instituto Goethe (av. Sete de Setembro, 1809 – Vitória in Salvador/BA) o lançamento do livro de poesias “O Caminho das Estações” Ed. Mondrongo/BA-2017, 86 páginas – R$ 20, da professora e escritora Jovina Souza, a obra literária que é composta por 70 poesias, vem apresentar ao público leitor uma biografia poética, dentro das quatro estações, um raio-x do eu feminino, um eu de mulher negra ecoado n’uma massificante batalha contra o branqueamento da sua raça e a discriminação que segue dizimando o povo preto e pobre da periferia.

A poesia e a Literatura de Jovina Souza estão infestadas de manifestações de luta, dando mostras de um discurso pelo real combate ao racismo e da conscientização do povo negro, dentro da importância de valorização e preservação da pele preta. Na publicação seus trabalhos em destaque são poesias assim intituladas: “Mulher negra em movimento”, “À moda preto e branco”, “Preto na branca” e sua poesia mais assediada por leitores e simpatizantes “Biografia do meu cabelo”, com a qual se tornou muito conhecida na sua trajetória, dentre tantas outras.

O Caminho das Estações
AUTOR: Jovina Souza

Jovina Souza é Graduada em Letras Vernáculas, tem seus estudos concentrado na Literatura brasileira e Teoria literária. É especialista em Estudos literários e mestra em Teoria e Crítica da Cultura e da Literatura. Dedica-se a escrever poemas, contos e textos acadêmicos. Iniciou sua luta contra o racismo ainda criança no seio familiar e continua mais intensa a cada debate, a cada obra, a cada trabalho realizado. Seu primeiro livro “Agdá” foi publicado em 2012. Tem textos publicados em várias coletâneas e antologias, dentre elas Cadernos Negros (Quilombhoje/SP-2017) e Com Amor & Luta (Ed. Òmnira/BA-2017), como nas redes sociais.

Dentro da programação do evento: sessão de autógrafos com recital e leitura de poesias e poemas. O evento tem o apoio do Movimento Literário Kutanga/Angola e da UBESC – União Baiana de Escritores. Mais informações: 71 98723-3364.

Fonte: ASCOM/Revista Òmnira 

Texto: Roberto Leal

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Este não é o Brasil que nós queremos/ Por Sérgio Jones*

A pré-escola é a etapa mais importante do desenvolvimento infantil
FOTO: Prefeitura Municipal de Pirassununga

Como nós todos estamos cansados de saber, embora muitos por interesses escusos não querem admitir, o poder é perverso e quem os detém, quase sempre, é a escória da humanidade. Na disputa social só triunfam os mais violentos e sanguinários. Por isso mesmo, existem grupos que combatem toda a forma de governos e lutam para deixar os homens livres para que possam viver em um sistema mais igualitário fugindo das garras predatórias do capitalismo selvagem que, para a desgraça da humanidade, tem se proliferado que nem erva daninha.

De acordo com dados recentes, estes apontam segundo pesquisas elaboradas pelo Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM), um quinto da população, equivalente a 1,2 milhão, de crianças na faixa etária entre 4 e 5 anos, no Brasil, estão fora das salas de aula em 2016.O que implica dizer que o país levará quase 20 anos para conseguir acolher todas as crianças dessas duas idades na pré-escola, apesar de a meta número 1 do Plano Nacional de Educação (PNE) ter estabelecido o ano de 2016 como limite para a universalização da educação infantil pré-escolar.

“A pré-escola é a etapa mais importante do desenvolvimento infantil, pois é quando a criança desenvolve as habilidades cognitivas necessárias para iniciar o processo de alfabetização. Passar por ela diminui as dificuldades que podem surgir em toda a trajetória escolar”, explica Gabriel Barreto Corrêa, gerente de Políticas Educacionais do movimento Todos pela Educação.

Tal situação de crueldade e o trato que o poder público dispensa à estas crianças acabam fazendo com que esse processo de inclusão seja um pouco mais lento. O que torna necessário uma política de estado que agilize esse processo.

Reconhecem os profissionais da área que a estruturação do ensino infantil é complexa, porque requer investimento e planejamento diferenciados: a  pré-escola pede uma estrutura mais lúdica, diferenciada, turmas menores, porque são alunos que requerem mais atenção. Não é só colocar dentro da instituição, mas ter condições de abrigar e dar ensino qualificado.

Outro dado que chama a atenção na citada pesquisa é a quantidade de crianças de 0 a 3 anos fora de creches. Apesar de o ensino para essa faixa etária não ser obrigatório, em 2016 mais de 2/3 dos meninos e meninas dessa idade estavam fora das salas de aula. Segundo eles, a meta do Plano Nacional de Educação (PNE) é ampliar a oferta de creches para atender, no mínimo, 50% das crianças até 3 anos até 2024. Mantendo o ritmo dos últimos três anos, o país baterá a meta definida três anos depois do recomendado pelo PNE, em 2027. O que nos fica patenteado é que educação nunca foi uma questão de prioridade do atual governo golpista, muito menos ainda da rude escória, que é formada a elite brasileira, responsável pelo destino desta trágica nação.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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