O analfabeto político

“O preço a pagar pela tua não participação na política é seres governado por quem é inferior” Platão 428-347 A.C.

O analfabeto político só fala de “ouvi dizer”

O analfabeto político não pesquisa, não se informa, não participa como deveria das questões inerentes à política, não se interessa pelos assuntos que vai nortear sua vida e de seus familiares; não se importa pelo que vai traçar não só os seus caminhos, mas de toda a sociedade. Infelizmente ser analfabeto político vai muito além de não saber ler nem escrever.

Mesmo que você pretenda permanecer distante do ambiente político, o sistema vai estar sempre exercendo grande influência em sua vida. Os bens de consumo, serviços, possibilidade de possuir uma estrutura de saúde adequada, acesso à educação, emprego, são intermediados pelo desejo político.

Atualmente para o brasileiro, neste momento de crise política e das principais instituições, é recomendado que se afaste deste conceito inferior de analfabetismo político. É fundamental que este conceito seja extinto através da capacitação e não seja visto como um bicho de sete cabeças; algo enfadonho, um assunto sem fulgor, mas que, se você fugir dele, “o monstro da ignorância vai lhe devorar”.

Para Bertold Brecht (1898-19560), dramaturgo e romancista alemão, “o pior de todos os analfabetos é o analfabeto político”. Bertold exprimiu seu pensamento no seguinte comentário: “O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala e não participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro, que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia política. Não sabe o imbecil, que da ignorância política nascem a prostituta, o menor abandonado, o assaltante e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e bajulador das empresas nacionais e multinacionais.” Berthold Brecht. Observação bastante atual!

Como pode uma pessoa que não considera o interesse por política algo, no mínimo necessário para se ter um futuro razoável? O que concerne cobrar, de quem cobrar e o que é na verdade encargo dos representantes do povo? Seria pronunciando a terrível frase: odeio política? Ou então: “política não se discute”?

São as decisões políticas que resultam no aumento das tarifas de luz, água, transportes coletivos, combustíveis, dos impostos, no aumento do frete das cargas e em consequência, no aumento dos produtos manufaturados ou não.

Infelizmente deve-se admitir, que o analfabetismo político no Brasil, não só frequenta o círculo formado pelos brasileiros comuns, mas como também grande parte do meio político deste país. Muito pior ainda é também saber que, alguns políticos também são analfabetos funcionais.

Alberto Peixoto – Escritor

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