Ministra Valois e seu dualismo entre dois princípios opostos/ Por Sérgio Jones*

Luislinda Valois, a Iansã de toga

Após dar uma de, como se costuma dizer no popular, João sem braço e devido à forte reação popular a ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois, desistiu nesta quinta-feira (2) da petição que fez ao governo federal para, de forma cabotina, acumular salários de ministra e desembargadora aposentada, chegando a R$ 61,4 mil. Ela usou como argumento, bastante discutível, que ficar limitada ao teto constitucional do serviço público de R$ 33,7 mil, se assemelhava ao “trabalho escravo”. Será que nesta atitude não está implícito o fato por ser ela, mulher e negra, uma tentativa de se  prevalecer desta ambivalência tendo como objetivo obter vantagens particulares, ao  fazer tal alusão?

O que se questiona não é fato da ministra perceber um salário que é mais do que compatível com a função que ela exerce, e sim a esperteza tupiniquim em que tem como máxima que o melhor é sempre levar vantagem. Será que em nenhum momento considerou que tal proposta é um acinte ao povo brasileiro que na sua grande maioria sobrevive com um salário miserável?

Este é mais um dos inúmeros absurdos que já nos acostumamos vivenciar no âmago deste arremedo de governo. “É um direito meu peticionar. Não agredi a ninguém com minha petição”. Como não, a senhora agrediu, e muito, os milhões de brasileiros que trabalham tanto quanto, ou até mais, que a ministra. E ainda paga o seu salário. ”Fui convidada para trabalhar como ministra. Trabalho de segunda a segunda, mais de 12 horas por dia, e recebo salário de menos de R$ 3 mil como ministra”, disse. A redução no salário de ministra se dá justamente para que o vencimento global não ultrapasse o teto constitucional, já que ela já recebe como desembargadora aposentada.

“O Brasil está sendo justo comigo? Por que não se remunerar o trabalho”? Tal indagação deixa subentendido que para o Brasil ser justo com ela  implica ser injusto com milhões de brasileiros. É este tipo de egoísmo desta plutocracia que está conduzindo a nação para o fundo do poço. Ninguém  pensa no país como um todo. Este segmento político só tem olhos para o próprio umbigo, quanto ao povo isto é apenas detalhes.

O que Valois procura  não é ter uma vida mais digna, como afirmou, e sim de opulência e ganância ao tentar manipular a verdade com a utilização de eufemismo tipo: “Sou a ministra que ganha menos. Este mês vou receber R$ 2.700″, queixou-se, referindo-se ao salário descontado de ministra. O que ela deveria explicar que isso se deve ao fato deste dinheiro se acumular ao que recebe como aposentado o que perfaz cerca de R$ 33,000,00. Para ser digna em suas ações deveria optar pelo seu salário de aposentada ou de ministra. A junção dos dois se torna um acinte a toda sociedade que já não suporta mais as maracutaias e as espertezas perpetradas por esta alcateia de lobos que procura se apresentar ao público como cordeiros.        .

Ao ser questionada se não sabia, antes de aceitar o convite para ser ministra, do teto constitucional, ela desconversou: “É algum pecado se fazer alguma analogia? Acho que não pequei, não errei”. Errou e feio senhora ministra, ao cometer um dos sete pecados capitais, a ganância.

Sérgio Jones, jornalista.

(sergiojones@live.com)

1 Comment

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One Response to Ministra Valois e seu dualismo entre dois princípios opostos/ Por Sérgio Jones*

  1. Sérgio Antonio Costa Jones

    E aí amigo? Estamos metidos em uma camisa de sete varas.

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