Raposas políticas de direita se articulam para tomar conta do galinheiro chamado Brasil

Um galinheiro chamado Brasil

Com a ascensão de políticos da extrema direita conservadora e reacionária, mais uma vez, a economia brasileira luta para escapar da recessão que assola, de forma cruel, toda a nação e seu povo. Há mais de 14 milhões de pessoas desempregadas. O crime cada vez mais violento está se alastrando, perigosamente, os escândalos de corrupção se sucedem e já se tornaram corriqueiros nas manchetes da grande mídia nacional e internacional.

Todo este cenário dantesco vem sendo orquestrado sob a batuta do desgoverno golpista de Michel Temer, que para se manter no poder transformou a câmara dos deputados em um verdadeiro cassino, onde a distribuição de dinheiro público e todo o tipo de jogatina foram engendradas, visando despudoradamente a compra de mentes e corações de políticos venais que só têm olhos voltados para o próprio umbigo. Enquanto o conceito de honorabilidade e compromisso com a nação não deixa de ser peça de ficção e de uma retórica oca e vazia.

No cenário nacional, desponta como potencial candidato a presidente da república o execrável ex-capitão do exército e deputado federal Jair Bolsonaro, que se encontra atualmente em segundo lugar em algumas pesquisas para as eleições presidenciais de 2018. Dono de um discurso que cheira a enxofre, tem uma plataforma agressiva de direita e anti-crime, é homofóbico, nutre forte simpatia pela a ditadura militar que ocorreu do Brasil de 1964 a 1985, que executou centenas de seus oponentes e torturou brutalmente milhares de pessoas, incluindo Dilma Rousseff, uma ex-guerrilheira marxista.

Ele promete, se eleito for, nomear generais para seu gabinete, embora os seus ‘seguidores’ sejam considerados uma minoria, existe o risco de que com a queda sinuosa dos padrões da democracia, em torno de 54% registro de 2015 para 32% em 2016, de acordo pesquisa feita Latin Barometer. O apoio à ditadura militar poderá despontar no país de forma mais robusta, assustadora e bestial. Se nada de efetivo for feito para estancar este câncer que corrói os tecidos da democracia, em breve estaremos de volta ao inferno da prática da arbitrariedade e de todas as formas de crimes perpetradas contra o povo brasileiro em nome de uma falácia chamada patriotismo, neste contexto, considerado como o último refúgio dos canalhas.

Sérgio Jones (jornalista)

 

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