Monthly Archives: Janeiro 2016

Operação Lava Jato: uma história sem fim

Operação Lava Jato

Operação Lava Jato

A operação Lava Jato tem como objetivo desbaratar uma rede de lavagem de dinheiro oriundo de propinas envolvendo diversos contratos entre a Petrobras, empreiteiros e fornecedores, através de alguns funcionários desta Organização. Este evento é considerado como a maior investigação de corrupção do País.

Porém, esta situação insólita está causando uma interrupção abrupta do crescimento da nossa economia. Um tiro no pé. O estaleiro da Enseada, em São Roque do Paraguaçu, um investimento de 2,6 bilhões de reais, se viu obrigado a determinar uma demissão em massa em torno de 5,7 mil trabalhadores dos 7,2 mil que compunha o quadro.

Segundo Aurino Pedreira, diretor da Federação Metalúrgica da Bahia e dirigente da Central de Trabalhadores do Brasil, registrou só em empresas de manutenção e montagem mais 710 demissões. Isto sem contar as demissões de fornecedores da Petrobras, as dispensas na Bosch, Grupo Gerdau entre tantas outras empresas deste setor sem computar os empregos indiretos, estagnando a economia do país.

Conforme declara Zeina Latif,Economista-Chefe XP Investimentos: “Os efeitos da operação Lava-Jato na economia e no nosso bolso são imprevisíveis e podem gerar um efeito cascata atingindo até mesmo os bancos, onde muitos brasileiros possuem dinheiro investido. Estas consequências seriam piores do que as provocadas pelas medidas de ajuste fiscais adotadas pelo Ministro Joaquim Levy e piores que a crise de energia e água que podem ser resolvidas com o racionamento”.

A engenharia empregada na operação Lava jato, é incompreensível e deixa a população confusa mediante tamanha morosidade deste procedimento. Parece uma história sem fim permitindo ao cidadão cogitar que alguém está querendo conseguir benefícios ou até, quem

sabe, atingir algum personagem “talvez” ainda não identificado.

Por outro lado a delação premiada é um fato esdrúxulo. Prende-se um suspeito e garante ao mesmo sua liberdade mediante uma confissão que ao que parece, tem que ser algo que o juiz quer, a todo custo, ouvir. Claro que o suspeito vai confessar até o que não ocorreu na esperança de ser libertado. Isto não serve como prova concreta, mesmo porque a confissão de um bandido não pode ser levada a sério.

.Esta “amolação” já está se estendendo além da conta. Com certeza a imprensa golpista – PIG – e alguns segmentos jornalísticos já com pouca credibilidade, estão se abastecendo com esta situação inusitada para destilar seu ódio e publicar suas fanfarronices. Felizmente, mesmo com este fogo cruzado, a Petrobrás não cansa de bater recordes chegando a ser a maior produtora de barris de petróleo do mundo,

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Violência urbana

Posto policial FOTO: Apeixoto

Posto policial
FOTO: Apeixoto

“A pobreza não é a causa da violência. Mas quando aliada à dificuldade dos governos em oferecer melhor distribuição dos serviços públicos, torna os bairros mais pobres mais atraentes para a criminalidade e a ilegalidade.” Luís Antônio Francisco de Souza – Sociólogo.

Infelizmente a violência assola o país de norte a sul. Da forma como as coisas se encaminham, o cidadão em sua casa, mesmo envolvido em cercas elétricas, sofisticados sistemas de segurança eletrônica com alarmes, câmeras instaladas em pontos estratégicos, grades de ferro nas janelas e portas, não se sente totalmente seguro.

Vivemos dias difíceis. A violência em toda sua integralidade envolve toda a população, sem exceção. Todos estão na mira de um possível assalto, no mínimo para tomar o celular ou o relógio.

Pode-se classificar como fatores para o desencadeamento de tal situação, o crescimento urbano desordenado nas grandes cidades, sem infraestrutura urbana, onde falta emprego, moradia, saúde, qualificação e, principalmente, educação. Estes fatores estimulam uma série de problemas sociais graves. Mesmo assim, não se pode classificar a criminalidade como uma prerrogativa particular dos grandes centros urbanos, mesmo sabendo que neles o crescimento é mais amplo do que em cidades menores.

Desta forma pode-se afirmar que não é a pobreza o grande causador da violência. Sendo assim, regiões extremamente pobres, como o Nordeste não apresentaria índices de violências muito menores – fato comprovado – do que os verificados em grandes cidades como São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, entre outras. Desta forma o Brasil estaria totalmente desestabilizado se, de repente, toda população de baixa renda ou os classificados abaixo da linha da pobreza resolvessem cometer delitos.

Também não se pode esquecer a desestruturação da família como um dos grandes motivadores do crescimento da violência. Por outro lado, vemos a imagem do poder público fraco – ou desinteressado – facilitando a instalação do crime, ocasionando a morte de milhares de jovens, retratando a ineficiência do Estado, que não disponibiliza um serviço de segurança pública efetivo. Felizmente em Feira de Santana, o trabalho da P. M. – Policia Militar – não é dos piores.

“Se as pessoas agirem apenas em função do medo, se retraírem simplesmente, elas não vão conseguir enfrentar a violência. Só vão replicar e aumentar o processo. Vão reproduzi-lo”. Comenta Adalberto Botarelli – Psicólogo Social.

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A omissão do Poder Público

Total descaso com a segurança do cidadão FOTO: Apeixoto

Total descaso com a segurança do cidadão
FOTO: Apeixoto

Um dos pontos mais importantes da Constituição Federal é o que se refere aos direitos humanos. A Carta Magna de 1988 vislumbrou um ciclo de relevante destaque e atendimento aos direitos das pessoas através de uma atitude constitucional que fascinou até os mais céticos.

No entanto, durante seus 27 anos de juridicidade, esta ”providência constitucional” não conseguiu ainda se tornar realidade. Pode-se admitir que muita coisa foi feita, muito se mudou, porém ainda não atingiu as expectativas da sociedade.

É doloroso para qualquer cidadão se ver diante de um direito constitucionalmente reconhecido e se achar impotente; de certa forma impedido de exercê-lo diante da falta de responsabilidade e da omissão dos órgãos do poder público, que são os responsáveis legais para que estes direitos sejam cumpridos.

Para chocar mais ainda o cidadão, os telejornais e programas policiais exibem imagens de bandidos praticando assaltos e depois são entrevistados como se fossem pessoas de bem. Enquanto isso a sociedade passa a ser refém, assistindo a omissão do Poder Público. Passamos a viver em cidades sem lei onde os meliantes desafiam e não temem os cidadãos, muito menos os militares.

Por sua vez o “cidadão de bem”, não respeita a faixa destinada aos pedestres, estacionam em fila dupla, quando não em cima das calçadas, avançam no semáforo, dão “roubadinhas”, entre outras infrações. São a primeira vista, pequenas infrações, mas são delitos que podem causar um problema maior. Diversos acidentes no trânsito têm origem nestes comportamentos desastrados, irresponsáveis.

Estacionar a menos de 5 metros da esquina é proibido pelo Artigo 181, Cap. XV, do Código Nacional de Trânsito, porém esta lei é ignorada por grande parte dos condutores de veículos porque sabem que a impunidade – omissão do poder público – permite que eles assim hajam. Esta infração gera 4 pontos na habilitação e uma multa em torno de R$ 85,12.

Todas estas violências dão IBOPE, principalmente em ano de eleições, onde os candidatos “milagreiros” prometem resolver todos os problemas em um passe de mágica. Citam a conhecida frase “Ordem e Progresso” cravada no brasão da República, mas nada é feito. Nem ordem, nem Progresso.

Mediante todos estes acontecimentos, o cidadão passa a sentir que quanto mais violência – seja qualquer tipo de violência – mais o Poder Público se omite e não desempenha o seu papel, caracterizando a omissão desembestada de um Estado sem compromisso com a segurança pública.

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A F 1 da política brasileira

Ferrari F 1 Foto: Apeixoto

Ferrari F 1
Foto: Apeixoto

O Brasil está envolvido, desde a campanha para as últimas eleições presidenciais, em uma guerra política travada entre a oposição aliada ao PIG – Partido da Imprensa Golpista – e a situação. Esta atual conjuntura gera instabilidade não só Política como também no crescimento econômico do País e demais segmentos.

Neste imbróglio estão sendo trocados os interesses públicos do País pelos partidários e prioritariamente os pessoais. Nunca se viu na história política do Brasil tanta sujeira; classificar de “mar de lama” é muito pouco; a lei de Gerson nunca foi colocada em prática como nos dias de hoje; propina passou a ser o substantivo mais citado dos últimos tempos; a imagem internacional do Brasil está excessivamente desgastada.

Com certeza absoluta chegou a hora de oposição e governo darem um basta nisso tudo. Como na Fórmula 1, é fundamental criar um “safety car”, um carro diferente dos que estão competindo que entra no momento crítico da corrida, como em acidentes, chuva intensa, condições inseguras da pista ou qualquer outro motivo que venha a comprometer a segurança da prova.

Com o “safety car” político, os partidos e todos os envolvidos nesta guerra insana, teriam tempo suficiente para “arrumar a casa” e depois que o país tomasse fôlego retornariam à vida normal. Não quero dizer com isso que voltariam a roubar e praticar todo ato de corrupção que se vem praticando.

Já é hora de governo e oposição dialogarem e defenderem os interesses do Brasil, deixando de lado as “picuinhas” e as “tendências particulares”, passando a colocar como prioridade o cidadão que paga impostos altíssimos, na maioria das vezes se submetendo a sacrifícios.

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