O BBB e o QI do brasileiro

Não adianta o Brasil ser a 6ª economia do mundo se continua sendo um país formado por uma grande parte da população constituída por incultos e sem o menor senso crítico, não tendo a mínima condição de analisar e emitir uma opinião coerente.

Prova disso é o grande sucesso que vem fazendo a série de programas BBB da Rede Globo, já na sua 12ª edição. Na realidade, o sucesso desta série de apresentações só serve para medir o baixo nível do QI do brasileiro e até mesmo o seu caráter.

São 12 versões medíocres de mesmices, futilidades e de muita falta de vergonha, não só dos participantes como dos seus diretores, que aproveitam a falta de cultura da população e do descaso das autoridades competentes, educadores e religiosos que só se limitam a criticar e não tomam uma posição contrária, publicamente, ficando sempre omissos.

O Big Brother Brasil, em todas as suas versões, pode ser classificado como um trabalho desprovido de recursos que contribuam para o crescimento de qualquer seguimento da sociedade; que nivela as pessoas por baixo, estimulando os instintos mais ínfimos das pessoas, mostrando a falta de cultura e de senso crítico da população e que possibilita, para a emissora, um faturamento excelente.

Antonio Barreto, educador e cordelista baiano – um dos poucos educadores que se manifesta de forma direta contra o programa – com bastante humor, compôs 25 septilhas – estrofes de sete versos – sobre o BBB com o título de: “O Cordel Big Brother Brasil: um Programa Imbecil”. Veja a primeira septilha:

Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.

Nestas horas, vemos o quanto é necessário que a programação sofra uma classificação por idade, permitindo que os pais tenham um maior controle sobre o que os filhos acessam na TV. Não somos, fique aqui bem claro, a favor da censura, mas a classificação tem se mostrado necessária e urgente.

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